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História A Rosa e o Escorpião - Capítulo 34


Escrita por: MagicCatcher

Notas do Autor


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Capítulo 34 - Capítulo 33 - A fuga


Fanfic / Fanfiction A Rosa e o Escorpião - Capítulo 34 - Capítulo 33 - A fuga

O.V Scorpius Malfoy

Inspiro fundo as lufadas gélidas.Enquanto vejo a figura magra e elegante da minha mãe tomar distância e aparatar. Não havia a possibilidade de isso acabar de outra forma, lágrimas, gritos e histerismo.  

Mas de alguma forma é como se não tivesse acabado.

Não estou tão calmo quanto espero. As pontas geladas dos meus dedos ainda tremem com os vários pensamentos que passam pela minha cabeça. 

Tento imaginar o próximo passo. Mas nada me vem a mente, ter a mente cheia de Rose Weasley atrapalha meu raciocínio. Seria mais fácil está apaixonado em um outro momento, não no meio de uma possível guerra entre bruxos e trouxas.

- Eu estou bem - falo com cansaço - Caso você estivesse pensando em perguntar.

Ele assente lentamente.

- Está na hora de voltar para casa, Hyperion. Este não é lugar para... para bruxos, como nós.

- Fale por você, Pai.

Eu iria ficar. Eu não podia deixa-la agora. Ela estava uma bagunça mais uma vez e eu não vinha fazendo nada de útil para ajudar. 

Meu pai encosta os dedos na minha cabeça. Eu não me afasto,mas também não me movo. 

- Me mande uma coruja de vez em quando, eu ainda sou o seu pai.

Eu não queria me prolongar neste assunto, meu pai era um dos motivos que me fazia querer torturar alguém agora. Eu nunca quis ser protegido. Mas se eu tivesse em seu lugar faria o mesmo.

Algumas coisas em relação aos meus pais mudou dentro de mim, hoje eu os compreendo muito mais do que em anos atrás. Talvez se essa maturidade e compreensão absurda estivesse lá naquela época eu não teria ido atras de confusão.

Mas tudo é uma merda quando se é jovem sozinho e seus pais estão em uma crise no casamento.

Eu sabia demais, coisas que eu não deveria saber naquela idade e isso me fazia acreditar que eu estava em uma bolha que a qualquer momento fosse estourar. 

Eu fingia que não tinha medo, mas na verdade, medo foi o sentimento que sempre gritou mais alto que todos os outros que eu tinha dentro de mim.

E isso me leva a pensar, mesmo que eu tivesse sufocando na bolha que era a minha vida, Rose me ensinou o sentimento que eu sempre invejei em Alvo.

Coragem.

Mesmo que tudo esteja perdido. Nós somos importantes para alguém.

E neste momento, a única coisa que era importante para mim era ela. 

***

O quarto tinha o teto torto. Tudo era estranhamente pequeno e disforme na Toca dos Weasley's. E mesmo com todos os problemas de espaço e estrutura, o ambiente trazia uma certa leveza. Eram bruxos honestos e acima de tudo uma família unida, eu conhecia poucas pessoas assim.

Eu conheço uma boa parte da família Weasley, é algo comum no mundo bruxo.Eles ganham destaques por muitas coisas,mas para mim foi a alegria, os escândalos e principalmente discussões cômicas. 

Uma profusão de cabeças ruivas se espalharam na mesa ante as outras, muito douradas, a minha estava entre essas ultimas. Mas hoje na ceia, a família que eu conhecia havia desaparecido. Rostos macilentos, pálidos e inchados estava em seu lugar, mesmo a comida saborosa engrossava e perdia o sabor ao tocar suas línguas.

Alguns lugares aquela mesa ficaram vazios desta vez também. Os lugares suponho que seja de Alvo...

 Gina Weasley, se esforçava ao lado do marido e filha para transparecer firmeza. Mas o fino manto de tranquilidade da família havia se partido há alguns meses.

Rose e os pais ficaram ausentes durante toda a refeição. Eles precisavam desse tempo juntos.

Depois silenciosamente a ceia se encerrou. Não houve troca de presentes ou muitos sorrisos, a não ser um rasgar de dentes educados e singelos.

Era como se o tivéssemos perdido. 

Então eu perdi meu melhor amigo, mas eles perderam um filho, um neto um irmão, um primo importante.

Talvez o peso de o procurarmos por tanto tempo tivesse esgotado a todos nesta noite simbólica.Nunca a falta dele fez tanto sentido quanto agora. 

Três meses.

Um pomo de ouro sobrevoa a cabeça de James Potter, agora. E isso era tudo que separava nossas camas. Eu conseguia enxergar algumas aranhas e teias. Minhas mãos estavam sobre meu estômago cheio. Mas de alguma forma eu não estava satisfeito. E eu sabia muito bem o motivo.

Eu precisava vê-la. Mas como ?

Rose ainda estava em seu momento com os pais. Mas algo começou a me cheirar mau. 

Não queria parecer obcecado por ela ou algo assim, eu só precisa saber se estava bem.

Nossos problemas e coisas da cabeça tem um peso maior quando sai de nossas bocas. Então eu sabia como ela se sentia. Eu queria abraça-la.

E fica socado em um minusculo quadrado com o irmão mais irritante dos Potter's, não era algo saudável para mim neste momento. Propositalmente o pomo de ouro zapeava em meu rosto agora, tentei ignorar o bater de asas douradas no meu nariz. 

- Cara, Alvo não vai gostar nada de saber desse romance Shakespeareano de vocês dois. 

 James disse isso do nada.

- Eu sei. Foi a única coisa que consegui dizer.

- Na verdade, nem eu. É estranho para mim acreditar que minha priminha estranha tenha conseguido arrancar você dos braços das garotas de Hogwarts...

- Ela não é estranha - quando começo dizer isso olho para o lado e há um sorriso torto no canto dos labios de James. -  É complicado. Eu não vou falar sobre isso com você, Potter.

Engraçado como isso trouxe um ar de normalidade. Falar sobre garotas.

 - O negócio com as mulheres, -  ele apanhou o pomo no ar -  em especial as da minha família é ser rápido.

Não sei o que ele quis dizer com isso. Mas me fez rir.

- Rápido ? Hu!

Perguntei, vindo do cara que tentou me estuporar há alguns dias atrás me parecia suspeito. 

- Porquê, eu não fui. Domi, resolveu que eu não valia o tempo investido. Garota esperta. 

Domi, ele quis dizer Dominique Weasley ?  A loira com curvas. Havia rumores em Hogwarts anos atrás que eles tinham um lance não assumido. Parecia que Dominique Weasley não gostava nem um pouco disso.

Já a vi azarar ele varias vezes pelos corredores de Hogwarts tarde da noite. 

Por um bom tempo nenhum de nós diz nada. Só há o zumbido das asas brilhantes do pomo de ouro.

- Ela vale ? pergunto.

- O quê? Ele pergunta confuso.  

- Ela vale o esforço ? 

- Sim ! Claro que vale.

- Então porque você está desistindo ?

- Eu ...não...

- Uma coisa que eu aprendi com Rose Weasley, - o interrompo agarrando o pomo dourado que escapou entre os dedos de Potter minutos antes - é que você não desiste. Nunca.

Neste mesmo momento duas corujas cinza e marrom cruzam o quarto. A reconheço de imediato como uma das corujas do meu pai.Umas delas pousa enquanto a outra atravessa pela fresta da porta e some.

Eu retiro o pequeno pergaminho de suas pernas.  E leio que está escrito.

O ministério. Vocês tem dez minutos.

- O que a Rose está fazendo lá fora com os pais dela ? Tá começando uma nevasca.

James franze a testa, quando me levanto de sobressalto convocando um sobretudo preto com a varinha e aparato.

Em breve estou do lado de Rose. Ela parece pequena dentro do enorme casaco de pele de castor. Ela me encara sem entender. Então tenho Ronald Weasley em cima de mim me segurando pelo colarinho com uma varinha em meu rosto.

- Isto.. é culpa sua.

- Chega Rony ! É a mãe de Rose gritando.

- Como o ministério soube ?  Tento falar por cima dos empurrões do pai dela.

- Pela sua mãe, aquela velha raposa. Aposto que seu pai aquele bostinha covarde deu com a língua nos dentes.

Eu sei que não foi meu pai. Na verdade tenho certeza. E sei que minha mãe tem outros meios de conseguir o que quer. Ela é sorrateira e com certeza o desejo dela de proteger sua família é muito mais perigoso do que eu penso.

 - Meu pai não falou nada !

Sou eu a empurra-lo agora. Percebo que exagerei na força pois ele tropeça em uma pedra e cai sentado no chão. 

James surge entre nós. Eu agradeço a Merlin, pois estou tão furioso que juro que iria acabar com a raça do pai de Rose nesse momento.

Hermione está ajudando Rony a se levantar. 

- Não temos tempo. 

Hermione diz o rosto vermelho. E ela entrega em minhas mãos, uma panela enferrujada. Assim que a toco, sei o que é: uma chave de portal.

- Mãe!  Rose dispara como em uma suplica.

- Nós tínhamos combinado Mione, que eu iria junto ! 

Ronald Weasley, parecia a ponto de explodir. Havia um trato silencioso entre os pais de Rose. E ficou bem claro quando Hermione puxou uma respiração profunda. E disse segurando o marido pelo braço.

- Não daria certo. Nós dois precisamos ficar. Seria suspeito. 

Ela explica. Seria suspeito o ministério inteiro atrás de Rose Weasley e um de seus pais também desaparecido.

- Quem vai protegê-la ? Eu sou o seu pai. Eu não vou conseguir...

Quando Ronald diz isso, Hermione já está aos prantos. E Ronald está a dois minutos de desabar nos braços magros da mulher e da filha quando ela os alcança e os abraça fortemente.

Rose tenta acalma-los mas não há tempo para isso. Eu entendo o que aquela panela enferrujada quer dizer.  Nossa fuga.

- Rose é a garota mais forte e corajosa que eu conheço. - Eu os encaro - Ela é capaz de se proteger sozinha. Mas caso ela precise de ajuda, eu estarei ao seu lado.

Nós nos olhamos por um momento. A neve nos circundando e caindo sem parar. E meu coração batendo como asas de um pomo de ouro rápido e incansável.

 Algo voltou a me preencher quando Rose se separou dos braços dos pais e veio ao meu encontro. Estou sentindo o calor da sua mão que se estende em minha direção.

Eu a amo. O modo como o meu corpo indubitavelmente se curva ao dela, deixa claro. 

Ronald então vem em minha direção com passos pesados. Me preparo para o golpe. Mas não é isso que recebo. É um abraço desajeitado e molhado. Mas um abraço, que alcançam nós dois.

Respiro aliviado.

- Ela é tudo para mim. Minha garotinha. Ele murmura em meu ouvido.

Não tenho tempo para responder. Um pouco distante vemos barulhos vindo da toca e luzes se acendendo. 

Aurores. Provavelmente muitos deles. Hermione se afasta dando um beijo no rosto da filha e Rose retribui entre lágrimas.

- Vocês devem ir agora!

Hermione diz puxando o marido pela mão.  

- O que pensa que está fazendo, James ? 

Rose indaga surpresa.

James está com as duas mãos segurando firmemente o cabo da panela. 

- Indo com vocês.

- Como indo com a gente ? Você está maluco!

Rose indagou tentando soltar os dedos dele inutilmente do cabo da panela.

Potter se metendo nessa fuga sem sentido, significa que ele está abrindo mão da sua carreira como auror.

- Vocês pombinhos, fugindo de um ministério inteiro, acham que não vão precisar de um dos melhores aurores do lado de vocês ? Ele desdenhou. 

Rose desisti com um suspiro. E põe as mãos firmemente sobre a outra extremidade da panela.

- Tios não se preocupem. Se depender de mim você não serão vovôs tão cedo.

Antes de um surto de Ronald Weasley. Partimos. 

 

 


Notas Finais


Mas outro capitulo e semana que vem terminarei mais dois, eu vou terminar essa fic em nome de Gesus !

Gente tava pensando aqui com meus botoes, voces nem lembram mais de mim, mas é isso ai vou deixa minhas impressões nesse mundo das FIC de algum jeito ! Com gente lendo ou não :D


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