História A Rosa Ferida - Capítulo 8


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Orgulho, Paixão
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Palavras 1.346
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei, mas voltei!
O capítulo é curtinho, maaaas é um pedido e desculpa por ter dado uma sumidinha!
Enfim, perdoem-me qualquer erro de português! Por favor!... Boa leitura! s2s2

Capítulo 8 - Paradeiro


Somente ouviu a maçaneta fazer um pequeno barulho, para a porta se abrir, e a fisionomia do seu amado aparecer na sua frente, para ela largar o vestido e agarra-lo em um abraço.

Aurélio não disse nada, apenas retribuiu aquele gesto. Mesmo Julieta não proferindo nenhuma palavra a ele, sabia que havia algo errado, e ela precisava de seu apoio... Ambos perderam a noção de quanto tempo ficaram ali, em pé, abraçados.

-Posso ficar aqui com você? – Ela quebrou o silêncio da noite, aquele em que só os grilos podem ser ouvidos, que se fazia intenso nos últimos minutos.

-Claro! – O filho do Barão afastou-se o suficiente para notar seus olhos ainda marejados, segurando suas mãos, puxou-a para a sua cama, onde se sentaram na ponta, e permaneceram mais uma vez abraçados. – O que houve?

-Discuti com Camilo!

-E ele lhe disse algo?

-Que preferiria não ser meu filho, juntou a mala e foi embora, porta a fora!

-E qual o motivo da discussão?

-Eu não quero que... O que é que eu estou fazendo aqui? O enchendo com meus problemas... – Ela levantou-se na intenção de ir ao seu destino inicial, ao qual não seria um erro em sua percepção! – Foi um erro ter vindo aqui! – Antes que chegasse a porta, Aurélio a segurou pelo braço.

-Não, espere... Você não queria ficar aqui... Comigo?

 Ela voltou a abraça-lo, ele acariciou o rosto da Dama de Preto, depositou um leve beijo em seus lábios. O beijo foi se intensificando, até que ele afastou-se um pouco, a pegou no colo e a deitou na cama, sem parar o beijo que, naquela altura estava mais intenso que o vermelho rubro do sangue deles, o mesmo que corria pelas veias dos seus corpos. Corpos,  que ansiavam pelo toque um do outro, um desejo descomunal de amarem-se, de entregar-se até com a alma.

-Pare... Não podemos fazer isso!

-Tudo bem... Eu a espero, o tempo que for e precisar! – Julieta deitou a cabeça sobre o peito dele, ficaram ali, os dois, trocando carícias e beijos, até que ambos adormeceram.

  Na manhã seguinte, Julieta permanecia deitada sobre Aurélio, que acariciava as madeixas morenas dela, enquanto a mesma dormia profundamente.

-Papai, o senhor... – Ela calou-se assim que entrou. - Desculpa! (sussurra, rindo)

-Sem problemas!

-Eu queria falar com o senhor, mas espero!... Ela está bem?

-Acho que melhor!

-Por um acaso, sabe de Camilo?... Perguntei a Angelina se o viu, mas disse que ele não dormiu em casa!

-Não tenho ideia de onde ele possa estar! – Julieta acordou lentamente. – Bom dia!

-Bom dia! - Ela sentou-se na cama. - Ema?

-Bom dia Dona Julieta! Eu vou deixa-los a sós, com licença! – Ela saiu então Aurélio olhou para a Rainha do Café, colocou uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, lhe dando um beijo na bochecha.

-Dormiu bem?

-Como nunca em anos! – Ela sorriu e se levantou. – Obrigada! – Carinhosamente, Julieta depositou um beijo nos lábios dele e saiu do quarto dele.

 A mulher banhou-se, vestiu-se e desceu, na mesa do café não havia nenhum dos habituais moradores daquela casa, somente Aurélio.

-Terei uma ótima companhia para o dejejum! – Ele sorriu, beijando a pele macia da mão de sua amada. – Planos para o dia de hoje?

-Sim, como todos os outros, trabalho!

-Você não acha que trabalha demais?

-Ele me ajuda a esquecer dos problemas!

-Não pense assim, talvez, Camilo só...

-Camilo preferiu aquela mulher a mim, que sou a mãe dele!

-Isso que dizer que ele ama a moça!

-Está o defendendo?

-Eu estou querendo dizer que você tenha talvez se precipitado...

-Ora, Aurélio, está insinuando que fiz errado ao tentar proteger meu filho?

-Entendo que só quer protege-lo, mas você deve deixa-lo caminhar com suas próprias pernas!

-Sei que Camilo já é bem grandinho, mas me preocupo com ele!

-Não se preocupe! – Ele segurava sua mão, puxou-a e a beijou na boca.

-Julieta! – Susana apareceu do além. – Olá,  Barãosinho falido!

-Pelo menos não sou uma cobra! – Aurélio sussurrou.

-O que disse?

-Nada!

-Fique o senhor sabendo que não sou, e se me permite? Algumas pessoas nem deveriam estar aqui!

-Claro por serem falsas!

-O que esta querendo dizer?

-Se a carapuça serviu!

-AH! Julieta você vai permitir que... Que esse homem fale assim?

-Aurélio, por favor! – Ela olhou o homem, revirando os olhos cor de café.

-Queria dar-lhe uma notícia, mas já que está em péssima companhia, digo depois... Com licença! – Susana virou as costas e saiu. Bastou ela passar pela porta para Aurélio e Julieta olharem-se e rirem da mulher.

-A carapuça serviu perfeitamente!... – Aurélio limpou a boca com o guardanapo. – Eu preciso resolver um assunto!... Tenha um bom dia, minha Rainha! – Ele deu um selinho nela e saiu também, rindo.

-Vejo que o flerte é maior que eu imaginava! -  Susana apareceu de novo do além.

-Susana, eu não lhe dei essa intimidade!

-Somos amigas Julieta...

-Somos sócias!

-Enfim, mas como sua sócia, eu lhe garanto, abra os olhos para as falsas companhias!

-Sei me cuidar, obrigada!

-Não era exatamente isso que queria falar com você mas já que já estou aqui...

-Fale de uma vez!

-Eu descobri!

-Descobriu o que?

-Que você teve uma filha! – Julieta engasgou com um gole do café. – Acalme-se, não contarei a ninguém...

-Co-como descobriu?

-Isso não importa no momento, o fato é que... Conversei com alguns colegas, de confiança, e há um paradeiro!

-Mas você não sabe nem se ela esta viva ou morta!

-Ela está viva... Isto estava entre seus cadernos, caiu quando esbarrei na sua mesa... – Ela puxou uma carta.

-Você não tinha esse direito!

-Eu só quero ajuda-la!

-Entenda, eu passei longos e sofridos 10 anos atrás dela! Milhares de paradeiros, mas nenhuma resposta! Há cinco desisti por insistência do próprio detetive... Eu não quero passar pela mesma decepção novamente! – Julieta levantou-se com os olhos marejados, e foi em direção ao jardim, precisava de ar, de espaço.

Flash Back ON

Agosto de 1896

-Feliz aniversário de três anos minha menina! – Ela acendia uma vela.

-Dona Julieta... O detetive! – O empregado saiu.

 -Então?

-Sinto muito...

-Será que nunca mais vou reencontra-la?

-Não perca as esperanças senhora!

-Como não?... Já é décima vez que tem um paradeiro errado!... Não pode haver outra explicação, ou Osório a matou mesmo, ou a mandou para o fim do mundo!

-Perdoe minha intromissão senhora... Mas, eu só a aconselho a não desistir!

Flash Back OFF

-Dona Julieta?

-Oi Clara!

-Esta tudo bem?

-Sim! (sorri) – A jovem lhe entrega uma rosa vermelha, sem espinhos. – Obrigada!

-Bela, como quem a segura... Algum problema?

-Camilo, novamente!

-O que houve dessa vez?

-Agora ele foi, acho que para nunca mais voltar!

-Como assim? Ele foi embora? – A mulher respondeu com um aceno em concordância. – Mas por quê?

-Jane Benedito... Sinto muito, dessa vez seu conselho não deu certo, e sua certeza sobre o caráter dela, estava errada!

-Não faz sentido... Esta dizendo que sou mentirosa? – A mais nova fora interrompida por um grito estrondoso vindo de dentro da casa. - Com licença! – Clara saiu caminhando calmamente, até mais um grito soar mais alto e ela começar a correr.  

-Não, apenas que enganou-se também! – Falou sussurrando para si mesma. – Susana! – A mulher saia da casa.

-Sim!

-Qual é o paradeiro?

-Santa Catarina!

-Longe demais!

-É uma possibilidade!... Eu cuido de seus negócios!

-Não é isso que me preocupa! 

-E o que é?

-Camilo... E o fato dessa viagem poder ser em vão!

-Julieta... É uma oportunidade! Pode deixar, certifico-me de que Camilo não irá casar-se com Jane!

-Faça o que for preciso... Até um padre falso se precisar contrate! Mas não pare de tentar!

-Pode deixar!

-Estou depositando minha confiança em você Susana!

-Pode confiar!

-Enfim... Em qual povoado, distrito, não sei... Onde ela está?  

-Já é fundada... Itajaí!

-Cidade de renda pesqueira, acredito... Já ouvi falar! Mas de São Paulo até lá são mais ou menos 13 a 14 horas de viagem! – Respirou fundo.

-Não será em vão! – Ela colocou a mão sobre o ombro de Julieta, a mulher assentiu e entrou na casa. – Não será em vão para mim!   


Notas Finais


Até mais, beijinhos! s2s2s2


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