História A Rosa Ferida - Capítulo 9


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Orgulho, Paixão
Visualizações 463
Palavras 1.840
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOOOORTEI! Com somente a primeira parte deste capítulo! ... Desculpa euu? Mas que estou bem ocupada essa semana!
Assim que possível posto a segunda parte!

...
Dessa vez, resolvi escrever de uma forma diferente, não é a primeira vez que escrevo desta maneira, mas a qui é a primeira. Confesso que estava com um pé atrás quando comecei, por que não tenho o hábito de fazer a narração assim! Enfim, espero que gostem e me perdoem qualquer erro de português! Boa leitura! s2

Capítulo 9 - Confiança - Parte 1


-Não será em vão! – Susana colocou a mão sobre o ombro de Julieta, a Dama de Preto assentiu e entrou na casa. – Não será em vão para mim!  

 

Julieta

Apesar de tantos anos em convivência com Susana, minha confiança depositada nela não é aquela de 100%! Conheço seu gênero, difícil em certos pontos, ambicioso em outros! Contudo, preciso certificar-me que terei alguém com minha total confiabilidade! O único problema é quem?

Petúlia é sua devota, Olegário acaba de ser contratado, Angelina tem tantos outros afazeres, Clara além de ser jovem irá acompanhar-me, Tião é quem nos levará... E se, Aurélio se dispor?

-Ema... Você viu seu pai? – Ela estava sentada no sofá de canto, pensativa, assustou-se assim que me aproximei. – Desculpe a assustei?

-Não... Não me assustou!... Ele saiu faz minutos, ou já horas!

-Tem ideia de onde possa ter ido?

-Acredito que a Casa de Chá, ou a fazenda do senhor Dell Agnolo!

-Senhor Clemente, não é?

-Sim, vovô e ele são grandes amigos, por isso o Barão não veio para a sua casa, esta hospedado lá!

-Entendi! – Aurélio atravessou a porta assim que terminei minha fala. Ele estava abatido, não sei definir, com a feição de desaponto! – Aconteceu algo?

-Nada demais! – Ele sentou-se a frente de Ema, segurando o seu chapéu em mãos.

-Se fosse nada demais, não estaria assim! – Sentei-me ao seu lado, segurando meus joelhos.

-Parece que as pessoas tem vergonha de empregar o filho de um Barão!

- Aurélio... Você foi procurar um emprego?

-Sim, apesar de estar em sua casa e não mais hospedado no hotel... Ainda tenho nossa divida com Xavier e preciso de uma forma de quita-la!

-Por que não me disse, esse assunto também se refere a mim! – Dei de ombros, o olhando.

-Ah, Julieta... Não...

-Não há desculpa, e se não encontrou emprego, pode parar de procurar!

-Como assim? – Agora Ema questionava-me.

-Eu terei que fazer uma viagem de última hora para outro estado!

-Ocorreu algum imprevisto? – Aurélio, querido amado meu, como queria contar-lhe toda e absoluta verdade... Mas esse maldito medo que estou tentando afastar, ainda me assombra!

-Algo que precisa de minha presença, somente isso... Enfim, Susana tomara conta de meus negócios enquanto estiver fora...

-Pretende ficar quantos dias?... Desculpe minha intromissão, isto com certeza não é de minha conta! – Ema corou-se, mal sabe ela como anseio poder ser sua madrasta, segredos a parte.

-Não, cara Ema, pretendo ficar alguns dias... Ira tudo depender dos resultados e respostas, conforme isso, minha estadia pode estender-se ou ser rápida!

-Respostas?... Resultados? – A moça me fitava, com ar de curiosidade, pelo meu tom e postura naquele momento, a neta de Afrânio por sua vez notou que o assunto ali tratado não era sobre negócios e sim algo mais que pessoal. Coisa que Aurélio também percebeu.

-Ema, filha... Você poderia me deixar a sós com Julieta?

-Ah, claro papai!... Juízo os dois viu! – Ela me olhou novamente, sorriu de orelha a orelha, em seus olhos brilhava uma luz, não sei explicar, mas soava como esperança, alegria, não me pergunte o porquê, pois é exatamente isso que estava questionando-me quando Aurélio me despertou deles, meus pensamentos.

-O que quer falar comigo? Por acaso não aceita minha oferta de trabalho... Herdou a teimosia e o orgulho do rabugento Barão, não é?

-Não! – Ele riu, ah aquele sorriso, aqueles olhos. Um mar azul, como o céu, sua beleza indescritível que bambeia minhas pernas, acelera meu coração, descompassa minha respiração! Malditos sejam esses belos pares de imensidão quase cristalina no seu Jasmim, esses bem ditos que me tiram a concentração, confundem meus pensamentos e fazem nublar meu raciocínio. – Qual é o motivo pelo qual terá que ir para outro estado?

-Não é nada de importante!

-Para deixar todos os seus afazeres aqui no Vale e em São Paulo, acredito que seja importante!

-Aurélio é que... – É eu travei, mais uma vez.

-Pode confiar em mim! – Meu querido, o meu amante, o meu amado, o meu cúmplice a partir de agora, como me passa confiança. Todo esse seu carinho e afeto me fazem tão bem. – Eu entendo se não quiser contar e além do mais...

-Eu tive uma filha! – Despejei na lata, se demorasse mais alguns segundos com certeza perderia a coragem mais uma vez.

-Co-como?

-Eu tive uma filha, e essa menina fora arrancada de mim!

-Por quê? Quem faria uma coisa dessas?

-Isso não vem ao caso...  Acontece que, faz cinco anos que parei de procura-la e...

-Mas com quantos anos ela estava quando você a perdeu?

-10 meses... Então hoje ela teria seus 16! – Meus olhos já estavam marejados, algumas lágrimas conseguiram despencar, mas com todo seu zelo e amor, ele as enxugou!

-Por que parou?

-Tantos paradeiros, tantos destinos, tantas possibilidades e ao mesmo tempo tantas decepções, tanta tristeza, tanta desesperança com cada “não foi dessa vez!”.

-E agora, surgiu mais uma pista depois de tanto tempo?

-É... Não creio que seja verdade, mas... Talvez seja! Não custa tentar, mesmo que se torne em vão!

-Dará tudo certo... Você ira ver! – Aqueles braços, que nos últimos dias se tornaram meu refúgio, se entrelaçaram em minha volta, contra seu peito, repousei minha cabeça e me permiti sentir o toque de suas mãos em meus cabelos. – Alguém vai acompanha-la?

-Clara... E se permitir, Ema!

-Ah por isso a senhora quer que eu fique?

-Mas é claro!... Peço que seja meus olhos e ouvidos, tome conta de tudo! Apesar de anos trabalhando junto de Susana, minha confiança depositada nela não é completa e certa!

-Pode deixar minha Rainha, cuidarei de tudo para você! – Ali, abraçados e entre carícias, selamos nossos lábios em um beijo.

Clara

 “... Mais um jantar, mais um maldito jantar com aquele homem detestável! O pior é saber que irei casar-me com ele...”.

  Nossa senhora, como essa jovem sofreu! Ainda não acredito que seus pais a “venderam” para esse tal homem rico. Às vezes, gostaria de saber a quem pertence essa história, abraça-la e conforta-la, pois mesmo eu que não tenho absolutamente nenhuma ligação com ela, me emociono com seus relatos e depoimentos. Toda via, desejo que nos dias de hoje seja feliz.

Cinco minutos, foi esse o tempo que consegui sentar na cama com os pés para cima.

-Clara? – Dona Julieta batia a minha porta.

-Está aberta! – Ela entrou sorrindo, diferente de como estava hoje mais cedo.

-Posso?

-Sim! – A patroa sentou-se na ponta da cama. – Deseja algo?

-Uhum... Queria saber se gostaria de ir a uma viagem comigo?

-Adoraria, mas e Nona?

-Ela permitiu! Principalmente depois que disse o destino... – Julieta fitou-me erguendo uma das sobrancelhas, é uma graça quando ela faz isso... Menos quando está brava.

-E onde seria?

-Itajaí, Santa Catarina! – Ela sorriu para mim de orelha a orelha, fiz o mesmo. Julieta levantou-se depois de mais alguns minutos de conversa e foi até a porta, mas não saiu! Parou virou-se para mim novamente e outra vez sorriu. Ai sim saiu.

 Não sei explicar ao certo que é, mas na minha percepção, quando estou perto dela, uma paz vem a mim... Ela me trás tranquilidade, alegria, um ar do “bem”! Desde que a vi pela primeira vez, talvez seja coisa da minha cabeça, a Rainha do Café me lembra de alguém, não faço a mínima ideia de quem é, mas sua fisionomia não me é estranha. Já a vi em mais algum lugar! E o seu perfume, aquele seu perfume me coloca em êxtase, trás a mim uma calma imensa, uma proteção!

 Será que estou ficando caduca? Muito provável, os gritos de Nona se tornam cada vez mais altos com o passar do tempo!

 Entretanto, sendo ou não loucura minha, tenho uma determinada admiração a Dona Julieta. Talvez possa ser por eu não ter tido uma figura totalmente materna em minha fase de crescimento, talvez! Mas digam o que quiserem, sinto que a Senhora Bittencourt tem um jeito de mãe comigo. (Estou falando que estou caduca!) Ela confia a mim alguns fatos e problemas, e livremente confio a ela os meus!

 Estranho? A conheço há tão pouco tempo e me parece que convivemos há anos!

 Já passavam das 8 da noite, quando acabei meus serviços e finalmente terminei de organizar minha mala. Segundo Sua Majestade, partiríamos logo após o nascer do sol! E Ema iria conosco, mas ainda não sei o real motivo pelo qual iriamos para lá! Ela não deu nenhuma pista ou sequer nada.

 Sigo a ideia que: Ou ela quer manter em sigilo total! OU ela apenas esteja sendo discreta quanto à finalidade do assunto a ser tratado naquela terra!

D-I-S-C-R-E-T-A!

Palavra forte, em minha opinião, coisa que de maneira alguma, nem aqui nem na China, nem nas profundezas do oceano ou na imensidão do universo... Dona Susana é! Ela sabe ser escandalosa e alvoroçada!

Pelo amor de Deus!

 Só sabia fazer gritar esta tarde, e olha que eu estava no andar de cima, guardando as roupas da Rainha do Café! Era mais ou menos como uma gralha frenética!

-NÃO JULIETA! EU ME RECUSO! – Como ia dizendo... Escandalosa! (Narradora ofc: Identifico-me com ela nesse ponto, minha amiga me chama assim!)

-Susana, por que tudo isso? – A voz doce como algodão, e calma como o mar depois do tormento, Julieta falava baixo.

-Ele é um falido, Julieta! FA-LI-DO!

-E o que tem isso?

-Vai querer mesmo que Aurélio me ajude a monitorar seus negócios?

-Mas é claro, por que não?

-Por que ele mal deve saber manusear uma pá, quem dirá... – Foi nessa hora que a paz voltou a reinar no casarão dos Bittencourt! E a essa altura do campeonato, eu já estava no mesmo andar, ao lado de Celeste, observando de longe. O filho do Barão acabava de adentrar o escritório, fazendo Susana calar-se depois de sua fala.

-Fique sabendo, querida Susana, que sou formado em botânica, e mesmo sendo falido, aprendi muitas coisas com meu pai e seus negociantes!... Então creio eu que não sou um completo inútil! – Susana forçara um sorriso, de completo desgosto!

 Eu ria para mim mesma, lembrando-me das caretas daquele palmito azedo! Estava em meu quarto, sozinha, quando pela segunda vez naquele dia Julieta entrou em meu quarto. Perguntava pelos diários, respondi que eles na verdade estavam com ela. Embaixo de sua cama! Por sua vez rebateu com uma cara assustada, afirmando que não havia nada lá! Fomos à caça dos cadernos, passamos um bom tempo os procurando... Foi quando ela desistiu.

-Não faz o menor sentido!... Eles não desapareceriam de uma hora para a outra! – Indaguei sentando-me ao seu lado no sofá.

-Também não compreendo!

-Se quiser... Há dois guardados comigo!

-Quais deles?

-O vermelho com rosas na capa, que é o que eu estou lendo, e o escarlate! Um com as datas de 889 até o inicio de 890, e outro tem as datas intercaladas, iniciam em 891 e vão até junho de 894! Acredito que a moça misteriosa tenha ficado sem tempo para acompanhar dia-a-dia!

-Talvez! – Dona Julieta respirou fundo... Aliviada!

 Tem caroço nesse angu!... Por que ela ficaria aliviada por esses dois, apenas eles, não terem sumido!


Notas Finais


O que me dizem? Posso escrever mais assim?
Retorno logo que possível! bjxz s2


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