História A Rosa Mais Sensível - Capítulo 2


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Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dakota, Debrah, Ezarel, Iris, Jamon, Kentin, Keroshane, Leiftan, Leigh, Letícia, Lysandre, Melody, Miiko, Nathaniel, Nevra, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Valkyon, Violette
Tags Anjos, Armin, Castiel, Demonios, Ezarel, Iris, Leiftan, Lysandre, Mistério, Morte, Nevra, Paraiso, Romance, Sexo, Shoujo, Submundo, Suspence, Valkyon
Visualizações 253
Palavras 2.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii
Como estão? Espero que bem ^^
Tomara que gostem do cap 💕
Boa leitura 🌼


❇️Scarlet na capa🖤

Capítulo 2 - Mistérios Indesejáveis


Fanfic / Fanfiction A Rosa Mais Sensível - Capítulo 2 - Mistérios Indesejáveis

Aquela escadaria estava ficando cada vez mais escura ao ponto que ia descendo acompanhada do ruivo, que não dizia uma palavra para a menina que estava tão confusa naquele momento. Aqueles corredores lhe causavam arrepios, e o mal cheiro estava presente em todo canto, mas não estava realmente preocupada com isso, e sim para onde ele a estava levando tão apressadamente. Estaria mesmo a caminho do inferno, sendo guiada pelo próprio Lúcifer?

— Espero acordar logo desse pesadelo... — Murmurou a pequena para si apertando seus olhos, na esperança de que quando abrisse estivesse em sua cama, soando e ofegando como sempre depois de um pesadelo como esses.

Castiel soltou uma gargalhada ao ouvir suas palavras, a menina realmente não estava acreditando que estava morta, achava que estava em um sonho, ou melhor, pesadelo. Talvez fosse por isso que estivesse tão tranquila, já que não perdeu o controle desde que chegou.

Scarlet estava seguindo o jovem já há algum tempo, e suas pernas estavam ficando bambas de tanto se movimentar. Encarava o chão com uma expressão pensativa, se aquilo fosse realmente verdade, qual seria o motivo de sua morte? Ataque cardíaco? O coração não pode parar assim tão de repente, a menos que tivesse uma grave doença, certo? Foi tirada de seus pensamentos ao chocar-se contra o corpo do demônio que havia cessado os seus passos, ela ia abrir a boca para reclamar se não fosse pela paisagem que estava em sua frente.

— Chegamos, humana.

A rosada tomou a iniciativa de dar alguns passos para frente a fim de analisar ao seu redor, da grande colina que estava. Ao sair daquela escadaria, agora se encontrava cercada por árvores secas e mortas, apenas o vento do céu acinzentado indicava alguma vida naquele lugar repleto de escuridão. Ao contrário do que pensava, e de muitos de seus amigos e amigas, o inferno não era um lugar onde apenas se via fogo e maldade, Scarlet estava presenciando pessoalmente uma cidade que, por incrível que pareça, era normal. Pelo menos vista de longe.

— Ei, você vai me lev... — Não terminou sua pergunta ao perceber que estava sozinha, o que a tomou de raiva. Aquele demônio traiçoeiro a havia deixado sozinha lá, sem sequer explicar o que ela tinha que fazer ou até mesmo avisar de sua ausência que passou despercebida. — Droga...

Ao pronunciar aquelas palavras de reprovação relacionadas ao ruivo, se viu agora totalmente perdida, olhava para trás e não conseguia mais ver a escadaria a qual saiu, e ouvia apenas altos barulhos irreconhecíveis vindo mais ao fundo da floresta. Parecia o rugir desesperado de um predador que estava dias sem comer e finalmente encontrou alguma presa. Estremeceu-se não sabendo o que fazer ou pra onde correr, mas decidiu ir a cidade o mais rápido possível, já que vista por cima havia uma imensa multidão em si.

Finalmente conseguiu chegar no local, mas agora estava suja da cabeça aos pés, pois tinha caído morro a baixo momentos atrás, e por sorte não foi nada grave. A multidão ia se desfazendo conforme a lua se centralizava no céu, e Scarlet continuava perdida, não sabia o que fazer e ninguém percebeu notar a sua presença mesmo estando com as vestimentas imundas.

Não entendia o porquê, mas em um curto período de tempo se via sozinha nas ruas da cidade que antes estavam cheias. Pensou consigo se fosse algum tipo de toque de recolher, já que as pessoas de repente voltaram para suas devidas casas parecendo assustadas, mas com o que seria?

Olhou para trás e viu uma neblina se aproximando, a luz daquela lua brilhante revelava uma sombra que moldava um corpo desconhecido e se aproximava cada vez mais. Scarlet estava completamente hipnotizada, claro que queria saber o que aconteceria se continuasse imóvel esperando mas suas pernas se moveram por si próprias, mesmo não sabendo para onde ir.

— Aqui. — Falou um moreno em um tom baixo, puxando a menina para si e a escondendo em um beco escuro junto a ele.

Quando a névoa passou por ali, podia-se sentir o chão estremecer como um pequeno terremoto que não durou muito tempo, e parecia que estava procurando por algo, porém logo o ambiente voltou ao normal como se nada tivesse acontecido. Scarlet estava com os olhos fortemente fechados, e o moreno que a salvou sentia sua tremedeira e inalava o cheiro de medo que a pequena emanava.

— O-obrigada. — Agradeceu por fim abrindo seus olhos, sentindo os fortes braços do moreno a envolver em seu peitoral robusto e bem desenhado. A rosada corou ao perceber a posição em que se encontrava, e ao ver a reação da garota, o moreno a soltou sem pensar duas vezes também envergonhado, desviando seu olhar.

— Desculpe... — Disse ainda envergonhado, começando a caminhar para ir embora, afinal já tinha feito sua parte.

— E-espere. — Scarlet o impediu segurando na ponta de sua blusa, o mesmo a encarou confuso esperando que se manifestasse. — Eu não sei pra onde ir... E-eu estava na minha casa quando, de depende, o ruivo me trouxe pra cá e...e... — Procurava palavras desesperadamente para completar sua frase, mas o moreno apenas riu com a embolação da menina.

— Eu já sei o que aconteceu, você morreu e acabou de ser trazida pra cá? — Indagou entre risos encarando a rosada que consentiu com a cabeça timidamente, sem conseguir encará-lo. — Venha comigo, vou te ajudar.

— Mas como posso confiar em você? Acabamos de nos conhecer... — Questionou Scarlet em um tom baixo. Não tinha encarado o rosto do moreno sequer uma vez para perceber um tapa-olho escuro que cobria um de seus olhos, mas ainda assim continuava com um largo sorriso no rosto.

— Acabamos de nos conhecer e ainda assim me pede ajuda. — Riu o rapaz que continuou com um sorriso. — Eu sou Nevra, e pode confiar em mim, lady. — Apertou a mão da menina [que até o momento ainda segurava sua blusa] lhe passando confiança.

— T-tudo bem... Sou Scarlet, m-muito prazer... — Balbuciou timidamente encarando seu olhar acinzentado com um leve toque de preocupação, mas seu sorriso não passava mais que uma mensagem falando que tudo iria ficar bem.

Nevra começou a caminhar sendo seguido pela Scarlet, ela ainda estava morrendo de medo, mas a mão do moreno estava quente, o que fez com que melhorasse. Estavam de mãos dadas como se um pai segurasse na mão de sua filha para atravessar a rua. A rosada olhava sempre ao seu redor por todo lugar que passava, apenas vendo escuridão e um completo vazio, já que as pessoas, ou melhor, a multidão que ela tinha presenciado se desformou tão rapidamente.

— Que criatura era aquela...? — Perguntou referindo-se ao ser que apareceu entre as névoas momentos atrás, o qual Scarlet não pôde ver sua aparência.

— Não devemos falar sobre isso aqui. — Murmurou o moreno, com o intuito de apenas a garota ao seu lado ouvir. Ele olhou aos lados checando se não houvesse ninguém que escutara a pergunta da menina, e não tinha, então suspirou aliviado.

— M-mas... — Scarlet iria enfrenta-lo para saber do que se tratava, por que tinham tanto medo a ponto de fazerem um toque de recolher? Isso queria dizer que aquela coisa passava por ali todos os dias, não? Não conseguiu continuar pensando em algo que esclarecesse suas dúvidas, o moreno estava abrindo a porta de uma mansão que ficava um pouco mais afastado daquela cidade, no meio da floresta, mas sabia que não estava perdida já que havia um caminho formado por pedras lilases na direção em que vieram. A pequena assustou-se, afinal se aquilo fosse realmente o inferno, todos que viviam por lá poderiam ser chamados de demônios, certo? Poderia ser que aquele demônio na sua frente a estivesse levando a um lugar mais afastado dos outros, para fazer coisas de demônios, ou seja, maldade? — Q-que lugar é esse? Por que é tão longe da cidade?

Nevra a encarou por um momento após ouvir sua voz trêmula, e seu olhar indicava com todas as forças que ainda não confiava nele, mesmo ele tendo a salvado. Ele compreendeu afinal, é normal não confiar em seres do inferno, logo riu soltando de sua mão gentilmente.

— Escuta, aqui é minha casa. — Ele começou, abrindo a porta atrás de si sem deixar de encara-la. — Você disse que o ruivo a tinha deixado aqui, então quer dizer que você acabou de morrer...considerando que ele só esteja presente para te guiar até aqui, ele nunca mais aparece.

Casti... — Não completou seu nome, foi interrompida pelo moreno que tampou sua boca com uma das mãos inesperadamente.

— Não se pode pronunciar esse nome por aqui, não quando ele não está presente. — Explicou o moreno que parecia assustado, e Scarlet estava cada vez mais confusa, mas ficou quieta ao perceber a profundidade do problema em que se encontrava. — Bom, entre e fique a vontade! — Voltou a sorrir como antes adentrando a grande casa que parecia um castelo.

— Incrível... — Scarlet dizia em um tom baixo a si mesma enquanto o seguia entrando no lugar, apreciando a vista. Logo no hall de entrada um belo aquário os recebia, com vários peixes dourados e carpas maravilhosamente lindas com colorações diversificadas.

— Ah, esqueci de avisar, eu não moro sozin... — Nevra tentava avisar algo porém foi interrompido por um garoto de cabelos azulados intensos que sorria ironicamente na porta da sala.

— Oh... Trouxe mais uma essa noite? Tente não fazer barulho por favor. — Dizia serenamente em tom de deboche ao moreno que massageava suas têmporas. Scarlet sentiu-se ofendida com aquilo, estaria a chamando de... Puta?

— Pare com isso Ezarel, ela acabou de chegar e não precisa nem um pouco disso. — Uma voz grossa e firme logo surgiu, um platinado musculoso estava deitado no sofá de couro observando a cena. — Perdão por isso. Sou Valkyon. — Ele se levantou e fez uma reverência formalmente como um verdadeiro cavaleiro.

— S-Scarlet, muito prazer. — A garota se apresentava envergonhada pela situação em que se encontrava.

O garoto de cabelos azulados, aparentemente chamado de Ezarel, observou a cena e os movimentos delicados e desastrados da menina mas foi embora, não gostava daquilo muito menos queria que mais alguém se mudasse para lá. Mas como não era ele que fazia essas decisões, optou por ficar quieto e voltar ao seu devido quarto o qual não deveria nem ter saído. Scarlet encarava o rapaz subir as grandes escadas de carvalho confusa, dava para perceber que não queria sua presença.

— Eu...fiz alguma coisa? — Questionou a rosada que afastou-se um passo em direção a porta de entrada caso não quisessem sua presença. Precisava sim de um lugar para ficar, mas se a única alternativa não fosse bem vinda, preferiria ficar perambulando na floresta até achar uma toca.

— Não se preocupe, ele é sempre assim. — Nevra se pronunciou fechando a porta e sorrindo gentilmente dando-lhe um ar de “fique à vontade”, mesmo sabendo que a menina era tímida a ponto de não conseguir nem direito se apresentar. Acabaram de se conhecer, mas o moreno já sabia perfeitamente fazê-la sentir-se melhor.

Scarlet reconhecia o ar aconchegante do moreno e do platinado preencher o ambiente, e por mais que o azulado a tratara, de um certo modo, rude, ela sentia que poderia ficar por ali pelo menos até que as coisas se esclarecessem. E claro, ainda não processou o fato de que morreu misteriosamente, mas o que a preocupava realmente era que havia partido sem nem sequer conseguir avisar a sua irmã do perigo que a acompanhava, por isso precisava voltar ao mundo o quanto antes, afinal o casamento deles estava próximo.

•°• ✾ •°•

Nevra a apresentou ao quarto de hóspedes que ficava no segundo andar, no fim do corredor, e a garota já se instalou perfeitamente, mesmo não trazendo nada consigo já tinha tudo que precisava. Depois de deixá-la sozinha, suspirou alto ao descer as escadas, chamando a atenção de Valkyon que permanecia com os olhos fechados, mas não estava dormindo.

— Fale, o que o está fazendo se sentir desconfortável? — Indagou o platinado abrindo seus olhos dourados.

— Sei lá, aquilo estava procurando por ela. — Falou perplexo o moreno que coçava a cabeça em um modo estressado. Ao ouvir isso, Valkyon imediatamente sentou-se com as mãos de cada lado visivelmente abalado com suas palavras.

— Não pode estar falando sério, né? — Ezarel tirou as palavras do platinado com seus olhos esmeraldas arregalados, do último degrau da escada.

— Estou falando a verdade. — Respondeu sem encará-lo, logo continuou. — Por algum motivo ele a quer.


Notas Finais


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