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História A Saga de Valerie Black - Capítulo 243


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Notas do Autor


O Rony vai ter ataque de pelanca. Espero que gostem do capítulo

Capítulo 243 - Rony Vs. Harry e Val


Fanfic / Fanfiction A Saga de Valerie Black - Capítulo 243 - Rony Vs. Harry e Val

 

Cedrico: Bom... A gente pode conversar sobre... O beijo... Depois? - Perguntou a Val – Se que foi meio de repente, mas eu não podia perder a chance. Não quero deixar a garota certa passar. Nós somos amigos a algum tempo, mas eu nunca... Nunca quis tomar coragem porque achava que não corresponderia, mas... Enfim. Podemos falar disso amanhã? 

Valerie: Sim – Respondeu, meio anestesiada pelos acontecimentos. A última coisa que ela queria falar agora era de romance – Amanhã na biblioteca na hora do almoço no mesmo cantinho de sempre? 

Cedrico: No mesmo cantinha de sempre – Sorriu amigavelmente, deu um beijo na bochecha de Val e em vez de subir a escadaria de mármore, ele rumou para a porta à direita. Harry ficou parado escutando-o descer os degraus de pedra, depois, lentamente, começou a subir os de mármore com Val. 

Valerie: Eu acredito em você - Disse, ainda meio atordoada – E sobre o beijo de Diggo, você está bem? 

Harry: Eh... - Disse sem saber o que falar direito – Digamos que agora isso é um dos meus menores problemas e... Eu fico feliz de saber que você me apoia. 

Valerie: Sempre - O abraçou - Nós somos amigos, lembra? - Suspirou – Sei que é doidinho, mas não faria algo sério assim pra chamar a atenção, você não é o Draco. 

Harry: Obrigada – Disse meio encabulado pelo abraço. 

Valerie: Eu sei que você fica mais calminho depois de abraços - Comentou. 

 

Será que mais alguém além de Valerie, Rony e Hermione acreditaria em Harry ou iriam todos pensar que se inscrevera no torneio? Contudo, como é que alguém podia pensar uma coisa dessas, quando ele ia enfrentar competidores que tinham mais três anos de educação mágica, quando ia enfrentar tarefas que não somente pareciam perigosas, mas que deveriam ser executadas diante de centenas de pessoas? É, ele pensara nisso... Devaneara sobre isso... Mas fora brincadeirinha, verdade, uma espécie de sonho descomprometido... Jamais considerara seriamente se inscrever, verdade... Mas alguém considerara isso... Alguém quisera vê-lo no torneio, e tomara providências para tanto. Por quê? Para lhe fazer um gosto? Tinha a impressão que não... Para vê-lo fazer papel de bobo? Bom, provavelmente ia ter o seu desejo satisfeito... Mas, para vê-lo morto? Moody estaria agindo com a sua paranoia habitual? Alguém não poderia ter posto o nome de Harry no Cálice de Fogo de brincadeira, para pregar uma peça? Será que alguém queria realmente vê-lo morto? Essa pergunta Harry pôde responder na hora. Sim, alguém queria vê-lo morto, alguém queria vê-lo morto desde que tinha um ano de idade... Lorde Voldemort. Mas como é que o bruxo conseguira providenciar para que o nome de Harry fosse posto no Cálice de Fogo? Estava supostamente muito longe, em algum país distante, escondido, sozinho... fraco e impotente... No entanto naquele sonho que tivera, pouco antes de acordar com a cicatriz doendo, Voldemort não estava sozinho... Estava falando com Rabicho... Conspirando para matar Harry... Harry levou um choque ao se descobrir já diante da Mulher Gorda junto de Val. Mal reparara aonde seus pés o levavam. Foi também uma surpresa ver que ela não estava sozinha na moldura. A bruxa encarquilhada, que passara para o quadro vizinho quando ele fora se reunir aos campeões na sala embaixo, agora estava sentada, toda cheia de si, ao lado da Mulher Gorda. Devia ter corrido pelos forros de todos os quadros de setes escadas para chegar ali antes dele. As duas, ela e a Mulher Gorda, o miravam com o maior interesse. 

 

Mulher Gorda: Ora muito bem – Disse aos dois – Violeta acaba de me contar tudo. Então quem foi afinal o escolhido para campeão da escola? 

Valerie: Asnice – Disse sem emoção. 

Violeta: Certamente que não é! – Protestou a bruxa pálida, indignada. 

Mulher Gorda: Não, não, Vi, é a senha – Explicou a para acalmá-la, e rodou nas dobradiças para deixar Harry entrar na sala comunal. 

 

O estardalhaço que feriu os ouvidos de Harry e Val quando o retrato girou quase o derrubou de costas. A próxima coisa de que teve consciência foi que estava sendo arrastado para dentro da sala por uns doze pares de mãos, diante dos alunos da Grifinória em peso, que gritavam, aplaudiam e assobiavam.

 

Fred: Devia ter nos avisado de que tinha se inscrito! – Berrou a Harry; parecia meio aborrecido e meio impressionado.

Jorge: Como foi que você fez isso, sem ficar barbudo? Genial – Rugiu Jorge.

Harry: Não fiz – Tentou dizer – Não sei como foi que... - Mas Angelina agora se atirava em cima dele.

Jorge: Então Val ajudou - Sorriu e abraçou a prima.

Fred: Eu não ajudei! - Gritou, mas foi ignorada - Nós não fizemos nada!

Angelina: Ah, se não pôde ser eu, pelo menos foi alguém da Grifinória... – Disse, contente.

Katia: Vocês vão poder dar o troco ao Diggory por aquela última partida de quadribol! – Gritou a voz fina de Bell – Temos comida, Harry, venha comer alguma coisa...

Harry: Não estou com fome, comi bastante no banquete... - Mas ninguém quis ouvir falar de sua falta de apetite; ninguém quis saber que ele nem Val puseram o nome no Cálice de Fogo; ninguém parecia ter notado que eles não estavam com a menor disposição de comemorar...

 

Lino Jordan desencavara uma bandeira da Grifinória em algum lugar, e insistia em enrolá-la em Harry como uma capa. Harry nem Val conseguiram fugir; sempre que tentavam escapulir, os colegas à sua volta cerravam fileiras e os forçavam a aceitar mais uma cerveja amanteigada, metendo salgadinhos e amendoins nas mãos deles... Todos queriam saber como é que eles fizeram aquilo, como ludibriaram a linha etária de Dumbledore e conseguiram depositar o nome no Cálice de Fogo...

 

Harry: Não fui eu – Repetia sem parar – Nem Val. Ninguém sabe o que aconteceu - Mas pela pouca atenção que os colegas lhe davam, os protestos do garoto não faziam a menor diferença – Estou cansado! – Berrou finalmente depois de quase meia hora – Não, é sério, Jorge, vou me deitar... - A coisa que ele mais queria era encontrar Rony e Hermione para buscar um pouco de sanidade, mas nenhum dos dois parecia estar na sala comunal.

 

Insistindo que precisava dormir, e quase achatando os irmãozinhos Creevey quando tentaram desviá-lo ao pé da escada, Harry conseguiu se livrar de todo mundo e subiu para o dormitório o mais depressa que pôde. Para seu grande alívio, encontrou Rony, ainda vestido, deitado na cama de um dormitório em que não havia mais ninguém. Ele ergueu os olhos quando Harry entrou batendo a porta.

 

Harry: Por onde você andou? – Perguntou Harry.

Rony: Ah, olá – Respondeu. Sorria, mas parecia um sorriso muito estranho e tenso. Harry, de repente, se deu conta de que ainda vestia a bandeira vermelha da Grifinória que Lino amarrara nele. Apressou-se em despi-la, mas o nó estava muito apertado.

Valerie: Eu ajudo - Disse, ao entrar no dormitório esbaforida.

Harry: Que faz aqui? - Perguntou constrangido - Meninas não podem entrar!

Valerie: Só um pouquinho, Tiago! - Desamarrou a bandeira dele - Lilá e Parvati estão me enchendo o saco. Querem que eu diga como fiz pra te ajudar, mas não importa quantas vezes eu diga, elas não acreditam que eu não fiz nada! - Rony continuou deitado na cama sem se mexer.

Rony: Então – Disse, quando Harry e Val se sentaram na cama de Harry – Meus parabéns.

Harry: Que é que você quer dizer com parabéns? – Perguntou encarando-o. Decididamente havia alguma coisa esquisita no jeito com que Rony sorria; parecia mais um esgar.

Rony: Bom... Ninguém mais conseguiu atravessar a linha etária. Nem mesmo Fred e Jorge. Que foi que você usou, a Capa da Invisibilidade? – Quis saber.

Valerie: A Capa da Invisibilidade não teria ajudado a atravessar aquela linha – Disse lentamente – Nada teria ajudado, a não ser Artes das Trevas.

Rony: Ah, certo. Achei que vocês teriam me contado se fosse a capa... Porque ela poderia cobrir nós dois, não é mesmo? Mas você encontrou outro jeito, não foi? – Desdenhou.

Harry: Escuta aqui. Eu não depositei meu nome naquele cálice. Deve ter sido outra pessoa - Rony ergueu as sobrancelhas.

Rony: Por que alguém faria uma coisa dessas? – Indagou.

Valerie: Não sei – Suspirou - Talvez alguém que quisesse... - Mas Harry cutucou seu braço, deve ter achado que seria muito melodramático dizer “para matar o Harry”. Rony ergueu as sobrancelhas tão alto que elas correram o risco de desaparecer sob seus cabelos.

Rony: Tudo bem, a mim vocês podem contar a verdade. Se não querem que o resto do pessoal saiba, ótimo, mas não sei por que estão se dando ao trabalho de mentir, nem ficaram mal por isso, não é? A amiga da Mulher Gorda, a tal da Violeta, já contou a todo mundo que Dumbledore vai deixar você competir Harry. Mil galeões de prêmio, hein? E nem vai precisar prestar os exames de fim de ano... – Disse invejoso.

Harry: Eu não pus o meu nome naquele cálice! – Disse começando a se aborrecer.

Rony: Ah, tá bem – Retorquiu com o mesmíssimo tom cético de Cedrico – Só que ainda hoje de manhã você disse que teria posto à noite passada sem que ninguém o visse... Eu não sou burro, sabe?

Harry: Pois está parecendo – Disse com rispidez.

Valerie: Gente... - Ficou entre os dois - Vocês estão parecendo crianças. Rony, eu pensei que você acreditaria no seu melhor amigo. Você está parecendo apenas invejoso falando assim.

 Rony: Ah, é? – Respondeu , mas agora não havia nenhum vestígio de sorriso em seu rosto amarelo ou de qualquer cor – Você só fala assim porque é apaixonada por esse idiota! Mas olha só, ajudou ele a toa. Harry não se importa com você, ele ama aquela Chang, sua burra!

Harry: Ei! - Foi pra cima de Rony - Não fale assim com a Val!

Valerie: Deixa... - Disse, já com os olhos cheios de lágrimas - Roniquinho... Você não precisa ser um idiota assim. Eu sei que está frustado, sabe...

Rony: Ah, e agora a sabe-tudo sabe como me sinto? - Disse irônico - Você sabe de tudo e tem tudo não é? Mas pelo menos eu tenho uma coisa que você não tem... Pai e mãe!

Harry: Já chega! - Se lançou sobre Rony, mas Val lançou uma Azaração de Impedimento contra os dois - Parem! - Berrou, chorando baixinho.

Rony: Claro, aposto como está querendo se deitar, Harry, imagino que vai precisar se levantar cedo amanhã para a sessão de fotografias ou seja lá o que for - E fechou com força as cortinas em torno de sua cama de colunas, deixando Harry parado ali à porta, encarando as cortinas de veludo vinho, que agora escondiam uma das poucas pessoas que ele contara que fosse acreditar nele. Valerie, subiu para o dormitório das meninas chorando. Não acreditava nas palavras de Rony. Ela que sempre o considerou como irmão, agora estava profundamente decepcionada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Música recomendada: Rumor Has It - Adele.
Link: https://youtu.be/zxIoaecgnSc


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