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História A Saga de Valerie Black - Capítulo 245


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Notas do Autor


O pessoal da escola já vai recomeçar o bullying com o Harry e a Val. Espero que gostem do capítulo :)

Capítulo 245 - Potter Fede


Fanfic / Fanfiction A Saga de Valerie Black - Capítulo 245 - Potter Fede

Val, Harry e Hermione olharam para os jardins; a turma agora andava espalhada por lá, toda ela em grande apuro. Os explosivins tinham alcançado uns noventa centímetros de comprimento e se tornado extremamente fortes. Já não eram sem casca e descolorados, tinham desenvolvido uma espécie de escudo acinzentado grosso e reluzente. Pareciam uma cruza de enormes escorpiões com caranguejos alongados, mas ainda não possuíam cabeças ou olhos reconhecíveis. Tinham-se tornado imensamente fortes e difíceis de controlar. 

 

Hagrid: Parece que eles estão se divertindo, não acha? – Comentou alegremente.  

 

Harry presumiu que ele estivesse se referindo aos explosivins, porque seus colegas certamente não estavam; de vez em quando, com um alarmante estampido, a cauda de um deles explodia, fazendo-o saltar vários metros à frente e mais de um aluno estava sendo arrastado de bruços enquanto tentava desesperadamente se levantar. 

 

Hagrid: Ah, eu não sei, Harry – Suspirou de repente, voltando a encará-lo, com uma expressão preocupada no rosto – Campeão da escola... Parece que tudo acontece com você, não é? 

Valerie: Menos conquistar a Cho-Chang-Chonga-Monga – Debochou – Parece que foi muito mais fácil roubar a coração de uma garotinha frágil. 

Hermione: Desde quando você é frágil? - Riu. 

Valerie: Sou sim. Como uma florzinha delicada – Brincou – Que bom que me devolveu o coração, agora pude dá-lo a outro, ou outros, no plural. 

 

Harry ficou sem graça e não respondeu. É, parecia que tudo acontecia com ele... Era mais ou menos o que Hermione dissera quando andavam pela margem do lago, e essa era a razão, segundo ela, pela qual Rony deixara de falar com ele. Os dias que se seguiram foram alguns dos piores que Harry passara em Hogwarts. O mais próximo que ele chegara desse sentimento fora durante aqueles meses, no segundo ano, em que grande parte da escola suspeitara que era ele que atacava os colegas. Mas, então, Rony ficara do seu lado. Harry achava que poderia suportar a atitude do resto da escola se ao menos pudesse ter Rony outra vez como amigo, mas não ia tentar persuadi-lo a voltarem a se falar se ele não queria. Contudo, estava solitário com tanta animosidade ao redor dele. 

Valerie, por outro lado, estava aguentando bem a pressão do julgamento alheio já que tinha alguém a mais que a apoiava. Cedrico a defendia sempre que tinha a chance e pedia constantemente aos amigos da Lufa-Lufa para respeitá-la, assim como Harry, que mesmo não indo muito com a cara de Cedrico tinha que admitir que ele era uma boa pessoa. Harry podia entender a atitude do pessoal da Lufa-Lufa, mesmo que não lhe agradasse; tinham um campeão próprio para apoiar. Não esperara menos do que agressões verbais dos alunos da Sonserina, era muito impopular entre eles e sempre o fora, pois ajudara a Grifinória a derrotá-los muitas vezes, tanto no quadribol quanto no Campeonato Intercasas. Mas alimentara a esperança de que os colegas da Corvinal tivessem a bondade de apoiá-lo tanto quanto a Cedrico. Mas se enganara. A maioria dos alunos daquela Casa parecia pensar que estivera desesperado para conquistar um pouco mais de fama fazendo o Cálice de Fogo aceitar seu nome. Depois, havia ainda o fato de Cedrico se enquadrar muito melhor no papel de campeão do que ele. Excepcionalmente bonito, nariz reto, cabelos escuros e olhos cinzentos, era difícil dizer quem era o alvo de maior admiração ultimamente, se Cedrico ou Vítor Krum. Harry chegou a presenciar as mesmas garotas do sexto ano que se empenharam tanto para obter um autógrafo de Krum, suplicando a Cedrico para assinar suas mochilas na hora do almoço, mas elas logo correram quando Valerie se aproximou com a varinha em mãos e com uma expressão nada amistosa. Entrementes não havia resposta de Sirius, Edwiges se recusava a se aproximar dele, a Profa Sibila Trelawney andava predizendo sua morte com uma certeza ainda maior do que de costume, e ele estava se saindo tão mal nos Feitiços Convocatórios na aula do Prof. Flitwick que recebera dever de casa suplementar, a única pessoa a receber, à exceção de Neville. 

 

Hermione: Na realidade não é tão difícil assim – Tentou tranquilizá-lo quando saíam da sala de Flitwick, a garota fizera os objetos dispararem pela sala em sua direção a aula inteira, como se ela fosse uma espécie de ímã exótico para espanadores, cestas de papel e lunascópios – Você simplesmente não se concentrou como devia... 

Harry: E por que teria sido isso? – Perguntou sombriamente, quando Cedrico Diggory passou por eles e mandou um beijo para Val, embora estivesse cercado por um grande grupo de garotas que sorriam debilmente e olharam para Harry como se ele fosse um explosivim particularmente grande. 

Valerie: Hum... - Resmungou, puxando a varinha. 

Hermione: Que vai fazer? - Arregalou os olhos ao ver várias Azarações Verreteantes atingirem as meninas, que saírem correndo com moscas tontas. 

Cedrico: Val... - Disse a ela, voltando correndo e lhe dando um selinho - Não precisa ficar com ciúmes, é só você que me importa – Piscou e sumiu apressado pelo corredor. 

Valerie: Acho bom mesmo! - Gritou para Cedrico - Até o fim do Torneio eu ainda queimo dez dúzias dessas penosas – Resmungou para Mione, que queria rir, mas não o fez ao ver a cara de ciúmes de Harry. 

Hermione: Mesmo assim, deixa para lá, não é? - Comentou - Dois tempos de Poções à espera da gente hoje à tarde... 

 

A aula de Poções sempre fora uma experiência terrível, mas ultimamente chegava quase a ser uma tortura. Ficar trancado em uma masmorra durante uma hora e meia com Snape e os alunos da Sonserina, todos decididos a castigar Harry o máximo por se atrever a ser campeão da escola e a Valerie por supostamente tê-lo ajudado, era a coisa mais desagradável que poderiam imaginar. Já aturaram uma sexta-feira, com Hermione sentada aos seus lados, entoando entre dentes “Não liguem, não liguem, não liguem”, e eles não conseguiam ver por que esta seria melhor. 

Quando eles e a amiga chegaram à porta da masmorra de Snape depois do almoço, encontraram os alunos da Sonserina esperando à porta, cada um deles usando um distintivo no peito. Por um instante delirante, Harry pensou que fossem distintivos do F.A.L.E, mas logo viu que todos continham a mesma mensagem em letras vermelhas luminosas, que brilhavam vivamente no corredor subterrâneo mal iluminado. Apoie CEDRICO DIGGORY, O VERDADEIRO campeão de Hogwarts. 

 

Draco: Gostou, Potter? – Perguntou em voz alta, quando Harry se aproximou – E isso não é só o que eles fazem, olha só! - E apertou o distintivo contra o peito, a mensagem desapareceu e foi substituída por outra, que emitia uma luz verde: POTTER FEDE. Os alunos da Sonserina rolaram de rir. Cada um deles apertou o distintivo também, até que a mensagem POTTER FEDE estivesse brilhando vivamente a toda volta do garoto. Ele sentiu uma onda de calor subir pelo pescoço e o rosto. 

Valerie: Que engraçado - Riu de Draco - Você apoiando Cedrico. Quem vê nem acredita no ciúme que sente dele, não é? - Revirou os olhos. Malfoy corou fortemente – Parece que sua birra de Harry é maior... Às vezes me pergunto se é mesmo birra, ciúme, inveja, ou se tem alguma coisa a mais, Draquinho – Foi a vez dos alunos da Grifinória de caírem na risada. 

 

Draco: Ah, engraçadíssimo – Disse com sarcasmo a Valerie. 

Pansy: É realmente engraçadíssimo como essa coisinha se acha a última bolacha do pacote, ninguém gosta de você não, coisinha – Debochou e suas amigas da Soncerina riram. 

Valerie: Eu não diria isso – Fingiu pensar – Pergunte a Harry, Cedrico e ao Draco – Pansy parou de rir na hora - Não sei se é de conhecimento público de vocês, mas eu já fiquei com esse lixo aí... Que bom que está aproveitando meus restos Parkinson. 

Draco: Quer um, Granger? – Desconversou, oferecendo um distintivo a Hermione – Tenho um monte. Mas não toque na minha mão agora, acabei de lavá-la, sabe, e não quero que uma sangue ruim a suje – Uma parte da raiva que Harry vinha sentindo havia dias pareceu romper um dique em seu peito. Ele apanhou a varinha antes que conseguisse pensar no que estava fazendo. As pessoas em volta se afastaram correndo, recuaram pelo corredor. 

Hermione: Harry! – Gritou em tom de aviso. 

Draco: Anda, Potter, usa – Disse em voz baixa, puxando a própria varinha – Moody não está aqui para proteger você agora, usa, se tiver peito... - Por uma fração de segundo, eles se encararam nos olhos, depois, exatamente ao mesmo tempo, os dois agiram. 

Harry: Furnunculus! – Berrou. 

Draco: Densaugeo! – Berrou também e feixes de luz saíram de cada varinha, colidiram em pleno ar e ricochetearam em ângulo. O de Harry atingiu Goyle no rosto e, o de Malfoy, Hermione. Goyle berrou e levou as mãos ao nariz, de onde começaram a brotar furúnculos enormes e feios, a garota, chorando de dor, apertou a boca. 

Rony: Mione! – Ele correu para ela para ver o que acontecera. Harry se virou e viu Rony tirando a mão de Hermione do rosto. Não era uma visão agradável. Os dentes da frente da garota, que já eram maiores do que o normal, cresciam agora a um ritmo assustador; a cada minuto a garota se parecia mais com um castor, pois seus dentes se alongavam, ultrapassavam o lábio inferior em direção ao queixo, tomada de pânico, ela os apalpou e soltou um grito aterrorizado. 

Snape: E que barulheira é essa? – Perguntou uma voz suave e letal. Snape chegara. Os alunos da Sonserina gritavam tentando dar explicações. Snape apontou um dedo longo e amarelado para Malfoy e disse: – Explique. 

Draco: Potter me atacou, professor... – Foi dizendo. 

Harry: Atacamos um ao outro ao mesmo tempo! – Gritou. 

Draco: ... E ele atingiu Goyle, olhe... - Snape contemplou Goyle, cujo rosto agora lembrava a ilustração de um livro doméstico sobre cogumelos venenosos. 

Snape: Ala hospitalar, Goyle – Disse calmamente. 

Rony: Malfoy atingiu Hermione! – Contou – Olhe! 

 

O garoto obrigou Hermione a mostrar os dentes a Snape, ela se esforçava ao máximo para escondê-los com as mãos, embora isso fosse difícil, porque agora tinham ultrapassado o seu decote. Pansy Parkinson e as outras garotas da Sonserina se dobravam de rir em silêncio, apontando para Hermione pelas costas de Snape. Snape olhou friamente para Hermione e disse: 

 

Snape: Não vejo diferença alguma - Hermione deixou escapar um lamento, seus olhos se encheram de lágrimas, ela deu meia volta e correu, correu pelo corredor afora e desapareceu. Foi uma sorte, talvez, que Harry e Rony tenham começado a gritar com Snape ao mesmo tempo; sorte que suas vozes tenham ecoado tão forte no corredor de pedra, porque, na confusão de sons, ficou impossível o professor ouvir exatamente os nomes de que o xingaram. Mas ele captou o sentido – Vejamos – Disse, na voz mais suave do mundo - Cinquenta pontos a menos para a Grifinória e uma detenção para cada um, Potter e Weasley. Agora, entrem ou será uma semana de detenções. 

Valerie: O senhor esqueceu da minha punição professor – Disse sorridente. 

Snape: E o que a senhorita faz? - Indagou. 

Valerie: Isso – Faz um movimento tão rápido que ninguém se mexeu a tempo de impedir - Estupefaça! - Berrou, lançando vários feitiços seguidos, estuporando quase todos os alunos da Soncerina. 

Snape: Menos cinquenta pontos para a Grifinória! - Brandiu, chocado e com prazer no olhar – A senhorita se juntará a eles na detenção, Srta. Black. Garotinha petulante... 

Valerie: Com todo prazer professor – Sorriu debochada. 

Rony: Por que fez isso? - Indagou espantado. 

Valerie: Por que eu quis – Respondeu friamente – Pensei que não estivesse falando comigo, não é mesmo? - E deu as costas pra Rony. Mesmo que sentisse falta do primo, não daria o braço a torcer tão facilmente. 

 

Os ouvidos de Harry zumbiram. A injustiça daquilo o fez desejar amaldiçoar Snape, desintegrá-lo em mil pedacinhos nojentos. Ele passou pelo professor e se dirigiu com Rony e Val para o fundo da masmorra, largando com força a mochila sobre a carteira. Rony tremia de raiva, também, por um instante, pareceu que tudo voltara ao normal entre os dois, mas, em vez disso, Rony se virou e se sentou entre Dino e Simas, deixando Harry sozinho na carteira junto de Val. A única coisa boa foi que metade do pessoal da Soncerina foi levada a ala hospitalar graças ao topete de Val. Harry e Valerie se sentaram e ficaram encarando Snape quando a aula começou, visualizando coisas horríveis acontecendo ao professor... Se ao menos ele soubesse executar uma Maldição Cruciatu como ela sabia... Atiraria Snape no chão, de costas, como aquela aranha, contorcendo-se e estrebuchando... 

 

Snape: Antídotos! – Disse, abrangendo a turma toda com o olhar, seus olhos negros e frios, brilhando de forma desagradável – Vocês já tiveram tempo de pesquisar suas fórmulas. Quero que as preparem cuidadosamente e depois vamos escolher alguém em quem experimentar... - Os olhos de Snape encontraram os de Harry e o garoto percebeu o que vinha a caminho. O professor ia envenená-lo. Harry se imaginou agarrando o caldeirão, correndo até a frente da turma e tacando o caldeirão na cabeça oleosa de Snape... Então uma batida na porta da masmorra invadiu os pensamentos de Harry. Era Colin Creevey; o garoto entrou discretamente na sala, sorrindo para Harry, e dirigiu-se à escrivaninha de Snape diante da turma – Que foi? – Perguntou com rispidez. 

Colin: Por favor, professor, me mandaram levar Harry Potter e Valerie Black lá em cima - Do alto do seu nariz de gancho, Snape baixou os olhos para Colin, cujo sorriso desapareceu do seu rosto pressuroso.

Snape: Potter e Black têm mais uma hora de Poções para completar – Disse friamente – Subirão quando a aula terminar - Colin corou. 

Colin: Professor, o Sr. Bagman é quem está chamando – Disse nervoso. – Houve uma mudança no cronograma do Tribuxo e algo foi adiantado. Todos os campeões e o pessoal da comissão têm que ir, acho que querem tirar fotos... - Harry teria dado tudo que possuía para impedir Colin de dizer aquelas últimas palavras. Arriscou um relanceio para Rony, mas o amigo contemplava o teto decidido. 

Valerie: Não são fotos – Explicou rapidamente, corando bastante – É a pesagem. A primeira etapa é somente a pesagem. 

Snape: Muito bem, muito bem – Retorquiu – Potter e Black deixem seus materiais, quero que voltem aqui depois para testarem os seus antídotos. 

Colin: Por favor, professor, eles têm que levar o material – Disse com uma vozinha esganiçada – O senhor Bagman disse, que todos os campeões e o pessoal da comissão... 

Snape: Muito bem! – Interrompeu – Potter e Black, apanhem suas mochilas e desapareçam da minha frente! 

 

Harry e Val atiraram as mochilas por cima dos ombros, se levantaram e se encaminharam para a porta. Ao passarem pelas carteiras dos alunos restantes da Sonserina, o POTTER FEDE lampejou para eles de todas as direções. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Música recomendada: New Atitude - Patti LaBelle (Remix)
Link: https://youtu.be/4iJkhLZ7lqc


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