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História A Saga dos Entrelaços que Não Deram Certo. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


é isso aí, se preparem pra capítulos mais longos que o mês de janeiro.
aproveitem o exposed!

Capítulo 1 - Capítulo 1 - O início de tudo.


 Eu só queria saber escrever poesias, mas, infelizmente, sei apenas falar sobre minha própria vida e dar conselhos (que sei muito bem que não vou seguir). 

Querido professor de literatura, você me pediu para que eu lhe trouxesse algo de minha autoria, certo? Então… e se, na verdade, a pessoa que tanto escreve aqui te mostrasse uma narrativa? Daquelas que daria para fazer um livro de trocentas páginas, sabe? 

Bem, se você concordar em ler o que venho escrevendo desde um bom tempo… terei a honra de apresentar a saga mais louca (e incrivelmente cansativa) da minha vida: a do brasiliense, também conhecida como A Saga dos Entrelaços que Não Deram Certo.

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A saga se inicia em julho de 2017. Era tempo de férias e a pequena Mari de 12 anos estava com azar no jogo, azar no amor e sorte no próprio azar. Estava tudo bem, até que… 

– MARIA LUISA! VEM AQUI A-GO-RA! - gritou minha mãe. Fui devagarinho, pensando: "será que eu fiz alguma merda? Ou será que ela acha que eu, de fato, teria feito alguma coisa tão errada assim?"

Quando entrei na cozinha, vi ela respirar fundo, enquanto ajeitava seus longos cabelos pintados de loiro. Parecia que ela queria me dizer algo sério, então me preparei também. 

– Malu, é o seguinte… uma amiga minha, da minha época de escola, vem pra cá. Ela é de Brasília e vai trazer o filho dela.

– Espera… BRASÍLIA? - ótimo, quase surtei naquela hora. Minha banda favorita era de Brasília - e eu mal podia esperar para perguntar se a moça conhecia a banda.

– Exatamente. E você terá que fazer companhia para o filho dela. Ele só é um ano mais velho que tu, filha. Combinado? 

– Combinado. - a Mari de 12 anos gritou por dentro. A vontade dela de conhecê-lo era grande… mas ela não sabia o quão merda ele poderia ser em um futuro (não tão) distante.

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No dia em que o conheci, achei que ele era bonito, gentil… e ele é assim. Mas, apenas quando ele quer mexer com a mente de alguém, principalmente se esse alguém for uma menininha ingênua em busca de um amor verdadeiro.

E é a partir de agora que você saberá como eu descobri isso tudo. 

Alguns anos se passaram e, junto com ele, algo também havia passado. A vontade dele de estar comigo. 

Durante esse tempo, ele me dizia coisas absurdamente lindas. "Eu nunca me decepcionaria com você", "tô com saudades", "vem pra Brasília", "te amo"... 

Para mim, não tinha sentido algum ele dizer tudo isso — mas nunca me perguntar como foi meu dia, ou sei lá, me chamar para conversar sobre qualquer assunto. 

E foi aí que eu comecei a pensar nisso tudo e a ver a forma de como ele me tratava. Enquanto eu o mantive como prioridade, deixei de ficar com diversos meninos bem mais bonitos e inteligentes que ele… ele preferia me manter como uma segunda opção. 

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E isso começou a ficar cada vez mais óbvio em 2019. Em abril daquele ano, postei um status falando sobre uma playlist que havia feito. E a única coisa que ele fez foi perguntar: "É pra quem? Seu crush?" — esse lixo sabia que eu gostava dele.

– Bom, a única coisa que eu quero saber é: por que você só se importa comigo quando é pra falar as coisas que você fala? Nunca vi você me perguntar como anda minha vida ou coisa do tipo… aliás, eu que fazia questão de fazer isso, né? - respondi. Não com a intenção de lacrar, mas com uma vontade enorme de saber o porquê disso tudo.

Ele poderia responder de forma simples, mas preferiu apelar para aquilo que conhecemos como "chantagem emocional". Usando uma doença mental séria e que mata milhões a cada ano, ele me disse que estava "com depressão". Isso depois de eu ter feito apenas uma pergunta. 

Agora, um conselho para quem estiver lendo até aqui: NUNCA se submeta a relacionamentos assim, onde qualquer questionamento em relação ao caráter da pessoa seja respondido com apelos. Ok, pessoinha do outro lado da tela?

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Depois de duas horas o ajudando a passar por aquilo, descobri algo que fez toda a minha ajuda ir por água abaixo. Literalmente, já que dormi chorando após este fatídico acontecimento.  

Ele havia me dito que estava namorando com uma garota – que não era eu. Ótimo, além de a pessoa que eu gostava ter escondido aquilo de mim por um bom tempo, ela ainda me contou algumas informações que, ou vão te chocar, ou vão te deixar com raiva. Mas não é aquela raivinha besta, é aquela que te faz querer jogar o celular na parede.

Ok… vamos lá: a primeira delas é que a menina era de São Paulo, a segunda é que ela tinha, na época, 10 ANOS e a terceira é que os pais dela não sabiam do relacionamento que ela mantinha com o brasiliense, também conhecido como Gustavo. 

Saber de tudo aquilo havia me deixado triste, ainda mais pelo fato de ele estar namorando uma criança. Mas, se você pensava que era só isso… você se enganou. E se enganou feio. 

Enquanto ele namorava com ela e a assumia para Deus e o mundo, ele, também, dava em cima de mim no chat privado. Lançando as mesmas ideias de alguns anos atrás. A única diferença é que, naquele momento, eu já sabia o que fazer. 

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Depois de uma semana, coletei tudo o que precisava e fui até o Instagram da menina. No chat de lá, comecei a contar para ela sobre tudo isso que eu escrevi nos parágrafos anteriores. Só que em uma linguagem mais informal e com provas.

"Você destruiu minha vida, Mari! Quase terminei meu relacionamento por sua culpa", disse ele. 

Mas, veja bem, leitorzinho querido: ele escolheu namorar escondido com uma garota de (apenas) 10 anos, agia como se estivesse solteiro quando não estava conversando com ela… e eu que sou a vilã da história, só por ter mostrado para aquela menina o quanto ela deveria evitá-lo? Ah, por favor, né?

E ele continuava me perturbando, contando coisas que você nem poderia imaginar sobre o namoro dos dois. Era traição atrás de traição, várias garotinhas iludidas na mão dele… e ele ainda era cínico, ao ponto de dizer que amava a namorada dele. 

A última vez em que isso aconteceu, foi por Whatsapp. Prefiro não contar muito da conversa aqui, só lhe direi que ele, com seu português medíocre, me ameaçou de morte.

Deu certo? Não, pois eu não me deixei intimidar por ele.

Eu posso ser medrosa ao ponto de fugir de ursinhos demoníacos em lojas de brinquedo, mas não deixei que aquele babaca tentasse reverter a situação de novo.

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Eles terminaram faz um bom tempo, mas ele só veio me falar disso em dezembro do ano passado. E pelo visto, o impacto disso foi tão grande, que até a mãe da menina de 10 passou a me seguir no Instagram… pois é, meu consagrado. A vida é estranha, mesmo.

E ainda tem muita história pela frente, você que lute para ler.


Notas Finais


é isso aí, eu aviso, aviso e quando a pessoa ouve, eu ainda sou taxada de fofoqueira e ruim. é muito bom isso, né?


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