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História A Salvação - Segunda Temporada - Capítulo 1


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Notas do Autor


> O link da Primeira Temporada está nas notas finais.
> P.O.V. = Ponto de Vista (Point Of View)

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A Salvação - Segunda Temporada - Capítulo 1 - Prólogo

P. O. V. Jenna

 

Marcel, Debrah e seus feiticeiros foram presos. Dake fugiu e ninguém sabe aonde ele foi parar. Não realizamos um enterro. Ninguém conseguiria falar nada. Já que desde o ocorrido, ninguém fala nada também...

Castiel levou a culpa por ter a deixado entrar em seu plano de salvar a cidade logo no início de tudo. Alexy não aceitava a morte dela e não queria papo com ninguém, agiu do mesmo jeito com o lance do Morgan. Leigh também sofre com arrependimento pelo fato de que foi ele quem autorizou a busca de Davina no início do plano todo. Armin, mesmo não sendo próximo, sofre bastante por um dia já ter dito que ela não pertencia a esta equipe, isto logo no início.

Rosalya não quer papo com ninguém assim como Alexy. Karina também, não fala nem com a mãe, ela só consegue pensar que foi graças à Davina que ela está viva. Melissa que também foi salva pela mesma, se afastou de todas e vive em seu próprio espaço, a única pessoa com quem ela interage é o Armin. Eu... Estou no mesmo esquema de não falar com ninguém e o arrependimento de não ter conseguido prever sua morte.

E quanto ao Kentin... É óbvio que é o que mais está sofrendo. Ele só fica trancado em seu quarto desde então. Não o vimos sair para fazer absolutamente nada. Não sabemos se ele dorme, toma banho, se alimenta de alguma forma... Não sabemos.

O único momento que conversamos entre si é para algum aviso e reunião ao vivo do Conselho ou da Valéria. Todos aparecem para estas conferências, exceto Kentin.

E quanto ao corpo de Davina... Deixamos por conta do Conselho... Eles disseram que colocaram o mesmo, transformando em forma de sereia, em um navio abandonado em Atlantis. A cidade de sua infância.

O clima aqui vai ficar assim por um bom tempo. Mas nunca a esqueceremos.

 

Dois Meses depois...

 

Hoje faz dois meses desde a morte de Davina. Não foi nada fácil seguir em frente, mas infelizmente era a única coisa que podíamos fazer. Alguns ainda não seguiram em frente, mas continuamos a viver com isso todos os dias com o peso de não ter conseguido fazer nada para ajudar ou impedir.

As coisas não mudaram muito para falar a verdade. As missões continuam, as nossas rotinas também. A única coisa que foi alterada é o Kentin. Ele não participa das missões, nem conferências do Conselho. Quando falamos com ele ou dirigimos qualquer palavra a ele, ele nos responde completamente frio e seco. É como se o coração dele não estivesse mais ali... Como se o coração dele tivesse ido embora junto com a Davina... Ai Davina... Você está fazendo uma falta enorme!

- Jenna! Você vai vir ou não? – Melissa bate na porta de meu quarto me lembrando de que eu, ela e Karina temos um compromisso com Valéria no castelo do Conselho.

Chegando ao castelo, Valéria nos leva para um dos últimos andares de todo aquele palácio que reformaram no último mês, deixando-o gigantesco. Lá dentro, ela nos apresenta a costureira mágica que fez o uniforme de nossas missões e nos leva para seu ateliê.

No fundo do ateliê, ela mexe em uma parede computadorizada ao lado de um guarda roupa com uma passarela em sua frente. Na parede moderna, ela seleciona “Elements” e exatamente quatro trajes são apresentados na passarela em manequins.

- Quatro trajes para três integrantes... – Karina solta no ar.

- As roupas da equipe de vocês ficaram prontas um pouco antes da guerra final. Não falamos nada porque vocês só aceitaram voltar com as missões agora... – Valéria nos explica.

- Tudo bem. Esse traje faz uma homenagem à Davina. – Eu comento.

- Eles são lindos! – Karina elogia.

- São mesmo! – Concordo.

- E você, Mel? Gostou? – Valéria se dirige a Melissa.

- Gostei sim, obrigada. – Melissa a responde e sai do ateliê.

Eu e Karina nos entre olhamos e depois dirigimos nossos olhares à Valéria.

- Ela ainda não aceitou muito bem a morte dela... – Karina argumenta.

- Eu entendo como isso deve ser difícil. – Valéria a responde. – Vamos colocar o traje junto ao memorial que O Conselho todo fez a ela. Ela merece ser reconhecida. – Ela completa e sai do ateliê.

Depois de ver os trajes todos prontos, nós voltamos para o castelo de Castiel, que também foi reformado. O castelo pertencerá a Leigh e Rosalya quando eles se casarem, mas ainda estará em nome do Castiel, já que sua mãe foi elevada para o Conselho Superior, sendo administradora geral.

Quando voltamos, todos nos receberam, exceto Kentin, e Melissa foi direto ao seu quarto.

- Como é que foi lá? – Alexy pergunta questiona.

- Vimos os nossos trajes das “Elements” que ficaram prontos antes da guerra, só que... – Karina começou a explicar.

- O traje da Davina foi mostrado também. – Completei sua frase porque percebi que Karina não conseguia terminar a mesma.

- Então eu vou para meu quarto. – Armin chegou a essa conclusão. Quando Melissa está a pensar sobre Davina e sua morte, ela não quer papo com ninguém, nem com Armin.

Da última vez que Armin se meteu em seus pensamentos sombrios, ele foi atirado para cima de nossa antiga mesa de jantar de vidro... Porque ela quebrou com o peso dele e a força que Melissa usou para arremessa-lo.

 

Mais Tarde...

 

P. O. V. Melissa

 

Acabei de tomar meu banho de banheira após refletir sobre o que aconteceu há dois meses... Eu não sei se consigo aguentar isso.

De repente, alguém bate na porta de meu quarto e eu vou até a mesma abri-la. Era Armin.

- O que você quer? – Perguntei um pouco seca.

- Quer assistir um filme? – Ele me pergunta com dois baldes de pipoca na mão.

- Pode ser. – Eu lhe digo, ele entra, me entrega um balde de pipoca.

Nós nos sentamos em minha cama e eu pego a minha caixa de DVD’s.

- Escolhe o filme. – Eu lhe digo.

- Não, escolhe você. – Ele me diz.

- Você. – Eu digo revirando os olhos.

- Vai, você. – Ele insiste.

- Você. – Eu já digo sem paciência.

- Ok. – Ele pega a caixa e começa a vasculha-la e pega um DVD me mostrando a capa do mesmo. – Eu quero esse aqui. – É um filme de terror: Cemitério Maldito.

- ...

- O que? – Ele questiona o meu silêncio.

- Eu não vou assistir essa bosta não! – Eu o respondo.

- Mas por que não? – Ele indaga.

- Porque é de terror, você sabe que eu não gosto de assistir porque eu tenho medo!

- Mas você que me mandou escolher. – Ele me responde.

- ARMIN! – Eu grito com ele. Eu me levanto da cama e coloco o balde de pipoca em meu lugar. – Você escolheu um filme de terror que se passa EM UM CEMITÉRIO! Eu tenho que te lembrar de que EU JÁ FUI ENTERRADA? – Eu gritava com ele sem controle algum e só procurava mais palavras para na minha cabeça para continuar a gritar com ele.

- ...

- Você sabe o que é um cemitério? É o lugar de pessoas MORTAS! Pessoas que já morreram. Sabe quem morreu? A minha irmã e a Davina! Eu não sei se você sabe, mas eu não aguento mais nada que tenha a ver com cemitério e mortes... EU NÃO AGUENTO MAIS! E você mais do que qualquer um deveria entender isso. Então agora ficou bem claro que eu não vou assistir a esse filme? – Lhe questionei.

- Ficou. – Ele só me responde isso.

- Por que você respondeu tão frio? – Eu lhe indago e saio do quarto, frustrada.

- MAS EU NÃO RESPONDI FRIO! – Ele diz tão alto lá do quarto que eu consigo escutar.

Eu passo pelo pessoal na sala de jantar que estava a jogar truco e passo reto. Eu me teletransporto para a gruta e lá me sento em um dos pufes.

Ai Davina, por que você teve que partir? Esses dois meses foram terríveis sem você por aqui... Eu não sei se consigo mais do que isso. Foi muito difícil e eu não sei se vou aguentar mais. A equipe está um desastre sem você por aqui, o clima está um pouco pesado e mórbido, é raro a gente conversar entre si e muito mais raro ainda trocar uma palavra se quer...

 

P.O.V. Alexy

 

Acabo de reconfortar Armin pelo surto de Melissa. Ele tem que entender que as coisas andam difíceis para todo mundo e para ela, principalmente. Ela era bem próxima de Davina e isso mexeu muito com ela. Mexeu até demais. Ele tem que entender que algumas coisas devemos evitar fazer ou falar e outras a gente pode continuar com o plano.

E para terminar a minha noite, vou fazer o que eu faço toda noite sem ninguém saber: vou ver o Kentin.

Desde que a Davina se foi, ele se parece uma pessoa paralítica, a qual fica na mesma posição o dia inteiro, sem falar nada, sem comer, sem se mexer, é de um grande alívio que ele ainda respira.

Ele ficou em um estado parecido quando Mariana morreu. Mas ele pelo menos se mexia.

Eu mando mensagem para ele todos os dias no fim da noite perguntando se ele quer algo para comer ou beber. De hoje, ele me respondeu suco de framboesa... A bebida preferida da Davina desde o dia que ela chegou aqui.

Como eu sei que ele nem vai me responder, eu simplesmente abro a porta do seu quarto e me deparo com ele sentado em sua cama sem camisa encostado à parede olhando para o nada, mas pensando em tudo.

- Kentin? – Ele continua a olhar para o nada e em alguns segundos depois, lentamente, ele vira a cabeça em minha direção.

 

 

Continua...


Notas Finais


Para quem chegou agora e não sabe o que aconteceu... https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-salvacao--primeira-temporada-17794530


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