História À Sangue Frio - Capítulo 4


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Categorias Hakuoki Shinsengumi Kitan, Kuroshitsuji, One Piece
Personagens Chizuru Yukimura, Ciel Phantomhive, Hajime Saito, Personagens Originais, Roronoa Zoro, Sanosuke Harada, Sebastian Michaelis, Sen-hime, Shanks, Souji Okita, Toshizo Hijikata
Tags Hakuouki, One Piece, Oni, Terror Sobrenatural
Visualizações 9
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá criaturas terrestres e fantasmas!!! Tudo bem com vocês?

Comigo está tudo ótimo, muito obrigada.
(Ok ok deu por hj ksksksk)

Então vai mais um capítulo quentinho feito na hora aqui gente!!

Boa leitura !!!

Capítulo 4 - A Dor da Perda e o Telefonema


 

Ele saiu de dentro da delegacia, foi até seu carro e voltou com uma pasta em suas mãos, entregando a Genji. Genji olhou estranho para Toshizou, que logo lhe disse:

— Abra e saiba você mesmo quem eu sou.

Genji olhou a pasta por alguns segundos e logo a pegou. Abriu-a e leu o conteúdo que estava presente no papel e se surpreendeu com o que estava escrito. O moreno, quando viu a reação do rapaz em sua frente, perguntou a ele:

— Tem mais alguma dúvida sobre isso?

— Isso pode até ser legítimo — respondeu-o, mas continuou irredutível —, mas mesmo assim iremos levá-la.

— O que está havendo? — O delegado apareceu no local, um tanto confuso sobre a situação.

Genji, então, se aproximou dele e entregou-lhe os documentos pertencentes a Toshizou, ainda irritado com o moreno atrás de si que impediu-o a levar a garota ao abrigo de menores.

— Esse homem está nos impedindo de levar a menina. — Apontou com o olhar para Hijikata. — Ele entregou esses documentos como tentativa de não a levarmos.

Enquanto o delegado o ouvia, folheava e lia as poucas folhas que estavam em suas mãos. Depois de ver a assinatura de Toshizou, de Yurio e de Érika, ele não teve mais dúvidas.

— Ele é o responsável de Chizuru. — Quebrou o silêncio que se instalou na recepção quando todos o observavam ou cumpria com seus afazeres, sem fazer um ruído sequer, só para que o rapaz se concentrasse bem nos papéis. — Sinto muito, Genji, mas ela não pode ser levada, a menos que o juiz negue e retire a guarda dele.

Genji ficou surpreso com o delegado, mas não o contestou.

— Toshizou? — O delegado se afastou do agente e se aproximou do moreno, chamando sua atenção.

— Hai? — Perguntou.

— Se possível, leve esses documentos para o juiz assim que sair daqui. — Aconselhou-o, entregando a pasta com os papéis a ele. — Assim, com a permissão do mesmo, terá a guarda definitiva da criança.

— Muito bem. — Assentiu. — Mais alguma coisa em que eu posso ajudar?

— Não. Pode ir embora.

Hijikata não hesitou em pôr a menina em seu colo e abandonar o local. Aquilo o sufocava de um jeito que parecia estar mais numa panela de pressão, e não naquela simples delegacia. Queria sair de lá para poder respirar mais e poder estampar em seu rosto uma expressão triste, deprimida, sem que outras pessoas o visse.

Entrou no carro e, enquanto dirigia, via a menina atrás de si, pelo retrovisor, também amargurada, em seu estado de luto, com o rosto encostado no vidro do carro, vendo a paisagem passar de forma rápida de seus olhos, sem demonstrar sentimento algum. Sabia que ela queria ver os pais, nem que eles estivessem já enterrados em um túmulo, só para dar o último e o mais doloroso adeus, e ele também o faria assim que pegasse uma folga de seu trabalho que quase não tinha, para ver seus amigos uma última vez.

Ele partiu para o fórum, aguardou (novamente naquele dia) ser atendido na recepção e entregou ao juiz os papéis. O juiz era o mesmo que havia participado de uma audiência, a qual Érika havera passado sua guarda para Toshizo caso algo acontecesse com ela e Yurio.

Sim, os pais da menina sofriam ameaças de morte de pessoas desconhecidas, ou “quase conhecidas” por eles por algum motivo, o que para o moreno era desconhecido, e, por questão de segurança, já que Toshizou era amigo de confiança do casal e quase ninguém sabia que eles eram amigos, ambos passaram a responsabilidade para ele. Toshizou hesitou por um momento, mas depois cedeu e assinou a papelada na presença do juiz.

“Que coincidência…”, o moreno pensou por um momento. Era um tanto surpreendente o fato de um juiz o qual conhecera em Tóquio estivesse em Sapporo, mas talvez seja pelo fato de que o mesmo se mudou para cá.

— Daqui a uma semana, os papéis estarão prontos, você poderá assiná-los e terá a guarda definitiva da garota. Enquanto isso, um assistente social irá em sua casa ver se você tem condições financeiras e tutelares para cuidar da garota.

Toshizou assentiu e saiu do fórum, junto com a menina que o acompanhara por todo o caminho, em um silêncio profundo…

 

***

 

Eram três horas e meio da tarde quando os dois chegaram em casa. Toshizou foi para a cozinha preparar algo, enquanto Chizuru caminhou direto para o quarto, fechou a porta, tirou o casaco bege que vestia e se deitou na cama de Ryunosuke. Tudo o que queria era ficar quieta, sozinha, ainda sentindo aquela dor que não passava e não passaria tão cedo em seu peito.

O que a fez se sentir um pouco mais acolhida e consolada foram as gotas de água se chocando contra o teto e a grama do lado de fora da casa, que aumentavam gradativamente. Parecia que ela não era a única desolada por ter sido roubado de si algo tão importante para ela quanto seus pais. Um furacão de lembranças invadiram sua mente; se lembrou de quando foram inúmeras vezes para um parque de diversões perto de onde moravam, de quando cantou, de forma desafinada para seus pais, sua música favorita, sendo retribuída por um sorriso terno deles, de quando assistia com seu pai diversos animes, como Pokémon, Dragon Ball e Naruto Clássico, o favorito dela, de quando até arrumava confusão na escola e, depois de ser repreendida pela mãe, levava um abraço da mesma, para mostrar a ela que errar é totalmente humano e que esperava que ela aprendera algo com aquilo para não repetir mais…

Ela era feliz e nem sabia…

Se por um descuido, Deus te fizesse eterno… — A voz grossa e suave do maior invadiu o quarto, o que fez a menina de olhos azuis abrir bem pouco os olhos e fitá-lo. — Vi e ouvi essa frase durante toda minha vida.

Trazia consigo uma bandeja com dois onigiris e um copo de chá de gengibre. O moreno pôs a mesma no criado-mudo e se sentou ao lado da menina, sem olhá-la, apoiando seus cotovelos nas coxas.

Mesmo que não quisesse, sua barriga implorava para comer alguma coisa, visto que ela comera às oito horas da manhã. Então desistiu da luta “Apetite x Fome” que tinha criado, se sentou na cama e pegou o onigiri e o copo de chá. Só que, quando fora abocanhar o bolinho, Toshizou segurou sua mão, impedindo-a de se servir.

— Mas o quê… — Olhou para o mais velho, desentendida.

Quando o moreno a olhou, quase chamou um médico, pois jurava que a mesma estava doente. Chizuru tinha olheiras fundas e um pouco arroxeadas, de forma que mal abria os olhos, seus lábios estavam brancos, enquanto o nariz jazia uma cor bastante avermelhada. Relutante em sua atitude, disse:

— Agradeça antes de comer.

— E o senhor acha… Que eu tô com cabeça para isso… Toshi? — Disse sem pensar, se arrependendo em seguida. — D-Desculpe…

— Tudo bem. — Tranquilizou-a. — Desde que a faça mentalmente, eu não me importo.

Toshizou se levantou da cama, caminhando até a porta e, antes que saísse, pediu:

— Assim que terminar, leve a bandeja para a cozinha, ok?

A menina assentiu e o mais velho saiu do quarto da menor, fechando a porta.

“Itadakimasu.”, agradeceu, em prece.

Quando bebericou o chá, se surpreendeu de quão o mesmo era bom, além de que…

Como Toshi-san sabe que esse é o meu chá favorito? — Sussurrou para si mesma.

 

...

 

Responsável.

Responsável da garota.

Ele seria, daquele momento em diante, o responsável de Chizuru.

Aquilo o atormentava um pouco, porque sabia que poderia carregar, além da responsabilidade de cuidar e educar a menina e mais uma criança da casa, daquele momento em diante, as ameaças que sofrerá por pessoas que não conhece e que só os pais da menina sabia. E aquilo lhe dava medo. Não medo de morrer, é claro. Já passara por tantas coisas na vida que a morte era apenas algo vago para ele, algo monótono, que poderia acontecer a qualquer momento sem que ele nem mesmo perceba, como um apagão ou uma vela que estara acesa e repentinamente se apagou com o vento.

O medo dele é de, quando isso acontecesse, tanto Chizuru quanto Ryunosuke, poderiam correr um perigo enorme nas mãos dos mandantes e assassinos. Poderiam até ser usados de toda e qualquer forma possível se fosse a intenção deles, o que o deixava mais aflito ainda.

Se lembrava de quando ouvia Érika falar sobre as ameaças e também de quando ela até mostrava as mensagens de texto que contatos desconhecidos mandavam para ela. Ela, um dia, o alertou a ficar distante da família depois da audiência com o juiz, a fim de que, se as ameaças se concretizassem, agentes secretos disfarçados de vizinhos comuns agiriam de imediato, interviriam em qualquer ação dos assassinos e levariam a menina até ele, o que era um tanto estranho.

Mas ele se pergunta até o momento… Por qual motivo essas pessoas estavam ameaçando eles? Era por causa da fama de serem grandes ativistas e cientistas? Era por que ambos descobriram o tratamento e cura do câncer, o qual o paciente não sofreria com efeitos colaterais que a quimioterapia e muitas outras formas de tratamento ofereciam? Ou era por que a mulher descobriu fraudes por parte do antigo dono e diretor da Faculdade que dera um rombo financeiro de bilhões de dólares, tomou o cargo do mesmo e conseguiu, em um ano, tirou-o da previsível e comprovada falência, restabelecê-lo e elevá-lo até para Centro de Ciências da ONU e uma das melhores faculdades de Ciências de todo o mundo?

 

Nunca soube e, talvez, nunca terá uma resposta concreta sobre para suas perguntas.

 

Essa era a primeira e maior preocupação dele. A segunda era que, se ele nem sabia cuidar de si mesmo, como cuidaria de DUAS crianças agora? Pior ainda é que ele nunca tivera filhos, tampouco conhecia alguém que tivesse. O garoto chegou à sua casa há seis meses, e agora, a menina. Se sentiu decepcionado consigo mesmo quando pensou nisso. Mas talvez fosse parecido como o treinamento militar, só que não muito rígido, raciocinou.

Acordou de seu transe quando ouviu a porta se abrir e surgir dela o moreno que, como sempre, dava seu comum sinal de chegada.

— CHEG… Ah, yo, Hijikata-san! Tudo bem? — Cumprimentou-o, com um sorriso bobo estampado no rosto, tirando a capa de chuva e o dobrando antes de levá-lo à lavanderia para secar.

— Não. — Foi direto ao ponto, como sempre. O sorriso do menino se desmanchou, formando em seu rosto confusão.

— Ué… Por quê? — Indagou.

— Os pais de Chizuru morreram. — O garoto ficou atônito com a afirmação do outro.

— Ela sabe disso?

— Sim… — O menino suspirou, ficando um pouco abalado com a menor. Ele se sentia péssimo quando descobria que alguma outra criança está passando pela mesma situação que ele passou meses atrás.

— Fica com ela um pouco? Ela precisa de um apoio. — Pediu o mais velho.

— Tudo bem, eu vou. Vou só pegar uma besteira qualquer pra eu comer e eu vou lá. — O menino foi, primeiramente, para a lavanderia, estender a capa, depois para a cozinha, pegou e comeu um onigiri e foi para o quarto.

Chegando no cômodo, viu a porta fechada.

— Chizuru? — Chamou-a, batendo três vezes na porta.

Ele não teve resposta, fazendo com que ele entrasse no quarto e visse o cômodo escuro. Não acendeu a luz para que não acordasse a menina, se ela estava dormindo. Ryuno andou em direção a cama e se agachou ao lado da mesma, conseguindo ver o rosto abatido da menina em sono profundo.

O menino, então, se trocou no banheiro, se deitou ao lado da menina e a abraçou por trás, com bastante cautela para não despertá-la.

 

 

Hijikata ainda permanecia na sala, em devaneios, sem pensar em algo concreto, mas em coisas mais aleatórias, deitado no sofá espaçoso. Sabia que ficar pensando demais não faria com que uma mágica acontecesse e resolvesse todas as coisas. Ele mesmo as resolveria, mas não naquele momento, porque primeiro ia dar um tempo para a garota respirar, depois se socializaria mais com ela e lhe daria as regras e todo o resto necessário.

Novamente o moreno foi tirado dos seus pensamentos, agora pelo toque do seu celular. Ele o atendeu e uma voz alterada por algum dispositivo soava do telefone. Sim, ele sentia que não era coisa boa. Muito pelo contrário, estava bem longe disso.

—… Moshi Moshi*? — Toshizou chamou.

Hijikata Toshizou, é bom que preste bem atenção no que eu vou lhe dizer e que NEM tente desligar esse telefone, se não quiser que algo pior aconteça...

O moreno congelou de imediato, tanto com o fato do desconhecido do outro lado da linha saber de seu nome, quanto com o que havia pensado instantes antes: as ameaças que herdaria.

Nem você, nem Kobayashi Chizuru, nem Ibuki Ryunosuke, nem Saito Hajime e nem Okita Souji serão mais perturbados por nós a partir de agora...

Hijikata escutava-o com atenção, sem o interromper.

... Mais saiba de uma coisa: isso não durará para sempre, e quando você menos esperar, você e os outros estarão em nossas mãos. É bom que você grave muito bem o que eu disse o que eu direi, principalmente esse número: oitenta e sete mil e seiscentos e um.

Quando Toshizou abriu a boca pra falar alguma coisa, a ligação foi encerrada.

.

.

.

.

.

E assim começou a contagem regressiva…


 

Continua...

 


Notas Finais


Vocabulário:

Moshi Moshi = Alô

__________________

Então és isto e espero que vocês aí tenham gostado.

Sei que eu demoro pra postar um cap mas pessoas, pls, comentem aí tá? me digam o q estao achando da fics, belezas?

Fui!!


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