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História A Second Chance To Love ---- Raykook - Capítulo 25


Escrita por: e Bryhanny


Notas do Autor


Gente eu esqueci de postar kkkk eu achei q já tinha att a fic kkkk me perdoem sério 🤭🤭🤭
Espero que gostem.
💖💖

Capítulo 25 - Far Away


Fanfic / Fanfiction A Second Chance To Love ---- Raykook - Capítulo 25 - Far Away

Pdv Jungkook 

Que eu te amo
Eu te amei o tempo todo
E eu sinto sua falta
Estive tão longe por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se eu não te ver mais

 

Nickelback-- Far Away

 

 

—Ele está acordando! 

Foram apenas três palavras bem corriqueiras essas que ouvi antes mesmo de abrir os olhos. Curioso ouvi-las em um tom de voz de alívio misturado com surpresa e... algo mais que no momento eu não consegui identificar. 

Abrir os olhos foi o segundo passo só para ver uma multidão que queria correr em minha direção, mas eram impedidos por alguém vestido de branco.

Onde estou e o que está acontecendo? 

Ao tentar levantar a cabeça, me vejo afogar-me em vertigem e outros sintomas que não consegui nomear no momento, ainda assim continuava ouvindo o alvoroço que acontecia do lado de fora do... onde estou mesmo? 

Minha cabeça continua girando e apenas quando levo a mão à testa é que percebo que estou com o braço cheio de tubos flexíveis e transparentes por onde corria um líquido igualmente transparente.

—Senhor Jeon. -o homem vestido de branco, agora percebo que era um médico me chama e antes que eu responda ele já pega uma lanterninha de dentro do bolso e aponta em minha direção. —Que bom que acordou. Vou apenas fazer alguns procedimentos básicos antes de permitir que seus amigos possam vê-lo. O senhor se lembra do seu nome?

—J-jeon Jungkook. -eu respondo ainda zonzo, principalmente com aquela luzinha apontada na direção do meu olho. 

Ele aponta a luzinha para o meu outro olho e depois volta a guarda-la e anota algo em uma prancheta. 

—Muito bem. Consegue mover os dedos das mãos?

Eu as levanto com alguma dificuldade até a altura do rosto e percebo que mesmo com alguma dificuldade eu posso sim, mexê-los. 

—Sim. 

—Sente alguma dor? -ele pergunta enquanto levanta a minha camisa.

Por que tantas perguntas? O que aconteceu?

—Senhor Jeon, o senhor lembra de alguma coisa? -ele fala e ao tocar em meu tórax sinto um leve formigamento relativamente incômodo. —De como veio parar aqui ou o porquê?

—Eu... eu sinceramente nem sei onde estou. -é o que consigo responder. 

—Muito bem... 

Ele continua me examinando, medindo meus batimentos cardíacos e minha pressão antes de me responder.

—O senhor foi trazido há três dias para o Hospital Geral de Seul, vítima de um trauma causado por um tiro, mas felizmente já está fora de perigo. 

—C-como assim? -eu pergunto assustado e sinto a minha garganta arder de tão seca.

Eu levei um tiro? Como... 

Minha cabeça começa a latejar, por isso me vejo obrigado a levar as mãos ao rosto. Acho que a claridade está afetando a minha lucidez, ou talvez a surpresa ao receber tantas informações assim de uma só vez.

—Do que o senhor lembra exatamente? -o doutor insiste.

Do que eu lembro? Eu sei lá! 

Encaro-o ainda confuso, mas ele não parece preocupado. 

—À medida em que for se recuperando do trauma e o efeito dos remédios se esvair de seu corpo tudo voltará ao normal. Não há motivos para preocupações. Não tem problema se não conseguir lembrar agora.

—Mas o senhor disse que eu levei um tiro! -eu insisto assim que ele faz menção de se afastar. —Eu não estou entendendo nada!

—Por favor, mantenha a calma. -ele continua. —É apenas o seu corpo respondendo ao trauma. Quanto ao projétil, ele não atingiu nenhuma parte vital do seu corpo. 

Então estende a mão até uma gaveta no criado mudo ao lado e tira de lá um objeto com uma correntinha de ouro. Eu lembro dele: é o pingente em forma de cookie que eu mandei fazer. Na verdade, apenas meio cookie já que a outra metade eu dei de presente para a minha namorada. 

Lembrar-me dela deixou o meu coração mais leve a despeito da minha cabeça ainda pesada. 

—Pode considerar este pedaço de metal como o seu amuleto da sorte de agora em diante, senhor Jeon. -ele me sorri e me estende o colar. —Ele desviou a bala e por isso só o acertou de raspão. Nada com que tenha que se preocupar. 

Eu lhe devolvo o sorriso aliviado. É claro que eu estou grato por seu esclarecimento. Aos poucos, realmente vou lembrando dos acontecimentos de... ele disse três dias? Caramba! Eu estive desacordado por todo esse tempo? 

—Vou chamar os seus amigos e dar-lhes alguns minutos. -ele fala dando-me um tapinha solidário no ombro. —Mais tarde voltarei para ver como está a sua recuperação.

Ainda haviam tantas perguntas que eu queria fazer, mas ele parecia apressado demais, ocupado demais, desinteressado demais no meu caso para entrar em detalhes quanto à minha história. Pelo menos deixou os meus amigos entrarem. Quero dizer, nem todos. 

Ou nem todos vieram. Não sei ao certo.

—Que bom que acordou, Kookiezinho! -a Day-nim foi a primeira a me abraçar tão logo entrou no quarto. —Você quase nos mata de preocupação.

Junto com ela estava o Jin-hyung e o Namjoon-hyung. Ambos pareciam felizes, mas igualmente apreensivos. 

—Onde estão os outros? -eu pergunto olhando em direção à porta.

—Não se preocupe. -ela continua. —Alguns estão na recepção e outros em casa, mas todos aguardando ansiosamente pela sua recuperação. 

—E a Rayane? -eu insisto ao perceber que ela não entendeu a quem eu me referia especificamente. 

É lógico que todos estariam aguardando por mim, mas o que eu queria mesmo saber era o porquê de a minha namorada não estar aqui comigo.

Meu hyung senta-se ao meu lado na cama e aperta carinhosamente a minha mão.

—Você foi muito corajoso, rapazinho. -ele me fala com um sorriso triste nos lábios. —Tenha um pouco de paciência, ok? Em breve poderá vê-la.

O Namjoon-hyung, não sei se deliberadamente dá um pigarro antes de colocar as mãos nos bolsos, visivelmente desconfortável levando um olhar de recriminação da Day.

De seus lábios silenciosos eu a vejo balbuciar algo como “agora não” para ele.

—E por que eu não posso vê-la agora? -eu insisto agora um pouco mais desconfiado com aquela troca de olhares. 

—A Ray está cuidando de outros assuntos, querido. -ela me explica. —Apenas se recupere primeiro, ok?

É que quando amamos tanto uma pessoa é natural sentirmos sua falta dela como quem sente a falta do próprio ar que respira. Eu sei que acordei faz apenas alguns minutos... mas de um sono de três dias. Será que eles conseguem entender o meu lado? E esse peso no meu coração, essa vontade de chorar, esse vazio se formando dentro de mim, seria efeito dos remédios? Ou talvez a minha consciência me dizendo que mereço estar onde estou porque fiz alguma coisa muito errada?

—Não chore, meu bem. -ela enxuga as minhas bochechas com a ponta do lençol. —Está tudo bem agora. Você se saiu muito bem. Ninguém está aqui para te julgar ou te culpar por nada. 

—Vamos te apoiar em tudo o que precisar, cara. -o Namjoon-hyung também se junta aos outros dois e bagunça meus já bagunçados cabelos. —Pode contar conosco. 

Eu assinto e eles ainda me fazem companhia por algum tempo antes que sejam convidados a se retirarem, minhas perguntas, no entanto, permanecendo no vácuo. Por que a Ray ainda não veio me ver? 

Uma enfermeira vem ao meu quarto de hora em hora checar os meus remédios e o curativo que trago em meu tórax, mas sem entrar em muitos detalhes sobre o meu quadro. Ora ela está com uma bandeja de comprimidos ou comida, ora é uma prancheta. É sempre a mesma moça que me sorri gentilmente, deseja-me melhoras e sai com uma bandeja vazia ou ainda a mesma prancheta. E só.

À medida em que o tempo passa e essa névoa de confusão e náusea se dissipa do meu corpo, vou também recuperando aos poucos as memórias dos últimos acontecimentos antes de eu simplesmente apagar. 

Levanto a camisa de cor azul clara e vejo um pequeno curativo onde certamente o projétil me acertara. Olho para o pingente do colar e encontro-o com uma escoriação. De repente, me vem à mente numa enxurrada de informações todo episódio com a Yongsun: o sequestro, a nossa conversa, os seus planos, a arma sempre apontada na direção da Ray...

—Ray! 

De repente, a dor em mim aumenta, mas não aquela do tipo física. Era mais como... uma sensação ruim. E como poderia ser diferente? Ela atirou em nossa direção e eu me joguei na frente da Ray. É disso que me lembro. Então se estou aqui e vivo significa que tudo terminou bem, não é? Fora é claro o meu pingente. Assim que sair daqui vou ter que fazer um novo. Ou talvez posso seguir o conselho do euija e usá-lo como meu amuleto da sorte. 

Não. Eu não preciso. Já tenho um lindo amuleto da sorte com olhos verdes e o sorriso mais doce que já vi. Só com isso já estou satisfeito. Mal posso esperar para vê-la.

Só não contava que não a veria hoje. Nem no dia seguinte quando recebo alta, enfim. 

Novamente é o meu hyung quem vem me buscar acompanhado de um enfermeiro que me ajuda com as minhas roupas. É ele também quem me avisa que meus pais foram informados do incidente -parece que foi noticiado no país inteiro e fora dele que eu fui envolvido nessa história -e que estão vindo para Seul. 

—O chefe nos sugeriu que só contássemos quando você acordasse para que eles não se preocupassem à toa. -ele explica. —Já tinha gente demais sofrendo por causa dos atos da Yongsun.

Eu assinto enquanto ele me estende a mão para que eu levante da cama. 

As náuseas já passaram e eu sinto meu corpo completamente revigorado. Ainda recebo algumas orientações antes de sair do quarto e ser puxado calmamente pela mão pelo mais velho, curiosamente para uma ala oposta ao caminho que dá para a saída. 

Unidade de Tratamento Intensivo é o que diz a placa. 

—Por que estamos vindo por aqui, hyung? -eu pergunto e ele nada me responde então apenas continuo seguindo-o até finalmente encontrar os outros sentados no que seria uma sala de reuniões ou algo assim. 

—Kookie, sente-se. -o Hobi-hyung é quem puxa uma cadeira para mim e de cara eu percebo que algo está errado e esta história ainda não acabou dada a expressão apreensiva de todos os presentes. —Temos algo para contar.

Mas ele não conta e apenas me deixa ali nervoso, enquanto apenas baixa os olhos em direção aos dedos entrelaçados em cima da mesa. 

—Hyung... eu estou esperando. O que é tão importante e... 

Só então me dou conta: a Ray não está aqui.

—Onde está a Ray? 

—Calma, Gukkie! -o Jimin-hyung se aproxima de mim. —Nós vamos te contar tudo. 

Eu o encaro e seu semblante triste não é bem o que eu esperava justo agora que recebi alta e posso ir para casa.

—Você lembra que a Ray foi sequestrada, né? -a Mari começa após alguns minutos em que todos ficaram em silêncio e ninguém se manifestar. 

Eu assinto, sentindo voltar a sensação de desespero ao lembrar-me daquelas intermináveis horas de puro terror. Eu lembro de ter saído correndo até Gwanak-gu, lembro de ter corrido por tanto tempo até meus pés doerem e até ouvir o estampido de um tiro. Lembro que corri para lá. Lembro de ter encontrado a Ray e a Yongsun e de termos conversado até a polícia chegar...

Não! Não foi bem assim que aconteceu. Ela ameaçava atirar o tempo todo e por fim convidou-me para fugirmos juntos. Em um momento de pura insanidade ela atirou na Ray e eu me joguei na frente dela. 

Não lembro de muito mais do que isso, além de sentir o impacto do tiro, depois sangue, gritos chamando por meu nome e depois a escuridão.

Mas algo não está certo. Àquela distância eu devia estar morto. Não tinha como a Yongsun ter errado. Aquela bala não tinha como apenas desviar e passar de raspão por mim. A esta altura, devia haver um buraco imenso no meu peito, ainda mais com todo aquele sangue... sim, deste eu me lembro muito bem, mas não consegui ficar tempo suficiente acordado para ver a conclusão do caso.

—Onde ela está? -eu pergunto.

Por que ninguém me responde quando eu pergunto sobre ela?

—Então... -o Tae-hyung respira fundo e fala. —Você sabe que estamos na área de UTI do hospital, não é? 

—Por que vocês não vão logo direto ao assunto, hyung? -eu perco a paciência. —Desde que eu acordei que estão todos na defensiva, me respondendo as coisas pela metade, com enigmas. Já perdi a paciência com isso. 

—Kookie, fica calmo. -a Elayne segura a minha mão. —Por favor. Todas as suas perguntas serão respondidas. 

—Ela está em coma entre a vida e a morte, se é isso que quer saber. -o Yoongi-hyung que até o momento tinha permanecido calado se manifesta. 

—Yoongi, ele ainda não se recuperou direito! -a Day o repreende. —Temos que ir com calma.

Eu ouvi direito? A Ray? A minha Ray está...

—Ele vai saber mais cedo ou mais tarde e ficar enrolando e adiando não vai ajudar em nada. -o outro retruca.

—Não pense que é só você que está sofrendo com isso. -ela rebate. —Ela também era minha amiga. 

—Pessoal... -eu murmuro, mas eles continuam discutindo como se eu não estivesse mais ali. —Pessoal! 

Todos olham em minha direção.

—Não precisam se preocupar comigo. -eu lhes imploro. —Me contem tudo.

O Yoongi-hyung antes tão sério e determinado, apenas morde o lábio inferior antes de esconder o rosto entre os braços em cima da mesa e pôr-se a soluçar feito uma criança. Já a doutora, esquecida da discussão afaga seus ombros e olha em minha direção.

—Eu vou te contar, mas primeiro você precisa saber que não deve, em hipótese alguma, pensar que teve alguma culpa no que aconteceu. Você é tão vítima nessa história quanto a unnie.

Depois que acionamos a polícia, o Namjoon imaginou que talvez devêssemos acionar também os paramédicos para o caso de alguém sair ferido em uma possível troca de tiros já que não sabíamos ao certo com quem estávamos lidando. O inspetor de polícia concordou e quando chegamos ao local, a sequestradora já tinha atirado em vocês. Não sabemos exatamente como, mas parece que a Ray se jogou na sua frente e foi ferida. O projétil atravessou o peito dela, mas ela te empurrou para o lado e se não tivesse feito isso, a essa hora você também estaria internado até agora na UTI. O tiro ricocheteou no seu pingente e passou de raspão em você, mas o impacto ainda foi suficiente para te deixar sem fôlego e te fazer desmaiar. O médico achou melhor te deixar em observação até que seu ferimento fosse devidamente tratado... Já a Ray...”

O tom de voz extremamente mecânico da doutora agora estilhaçava-se e ela não conseguia terminar de falar. O que antes fazia parecer que ela estava contando a cena de um filme, agora fazia a atmosfera da sala ficar gélida e sombria. 

—O que aconteceu com ela? -eu pergunto me pondo de pé.

Não sei se desespero é a palavra adequada para descrever o meu estado de espírito naquele momento. Talvez seja algo muito além de desespero. Só então aquele vazio em mim começava a fazer sentido, as palavras do hyung fazendo sentido e ganhando vida em minhas memórias.

Aquele tiro não era para mim, e por mais que eu tenha tentado impedi-lo, ainda assim ele encontrou o seu destino...

—Ela vai morrer? -eu pergunto em um fio de voz. 

—Ela ainda não está fora de perigo. -o Jin-hyung é quem me responde. —A bala atingiu órgãos vitais e ela perdeu muito sangue.

—Ela não perdeu apenas sangue. -o Yoongi sem nem levantar a cabeça o corrige. 

—C-como assim? -sinto meus olhos arregalarem-se ante mais aquela revelação. 

—Nós não sabíamos, querido. -a Mari responde. —Acho que nem ela sabia. 

—O que não sabíamos, noona?

—Ela estava... grávida... e perdeu o bebê. 




 



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