História A Secretária (Adaptação Camren) intersexual - Capítulo 49


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Visualizações 247
Palavras 2.261
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá, como vocês estão? Espero que bem. Eu queria agradecer a todos vocês que acompanharam a fic desde o começo, a cada comentário, favoritos...
Quando eu comecei a postar eu nunca pensei que A Secretária passaria de 1.000 visualizações. Hoje estamos com mais de 40 mil e eu agradeço a vocês por isso. Queria agradecer também por aguentarem e entenderem meus momentos de ausência por aqui.

Adaptar A Secretária para uma versão Camren foi muito legal e eu espero que vocês realmente tenham gostado.

Aqui vai o último capítulo.

Aproveite!

Capítulo 49 - Epílogo


− Karla Camila Cabello!

A multidão irrompeu em saudações generosas enquanto, com as pernas trêmulas, eu caminhava até o palco da cerimônia de formatura. O reitor do curso de Administração, e em seguida o reitor da Universidade apertaram minha mão, ambos estavam com caras de que queriam uma bebida forte, o que era compreensível, considerando a quantidade de formandos que haviam cumprimentado hoje. O reitor da Faculdade não encarou meus olhos, o que me fez indagar se ele lembrava que eu era a garota para quem Michael Jauregui havia tentado arranjar uma bolsa de estudos cerca de um ano atrás.

A bela assistente do reitor entregou-me o diploma e sorriu para mim de forma indulgente, enquanto eu virava a borla do meu chapéu de formatura. Eu estava oficialmente graduada! Nada mais de estudantes, nada mais de livros, ou olharzinhos cínicos dos professores. Eu podia compreender do que Allyson falava. A época de escola já era, e eu tinha me tornado uma adulta aceita e aprovada pela sociedade. Isso normalmente teria me assustado pra caralho, mas passei os olhos pelos estudantes e professores, localizei todos os familiares e eu sabia que jamais estaria sozinha.

Havia uma fila inteira dedicada a mim, todos eles me olhavam com orgulho e carinho. Allyson e Zayn estavam em uma ponta da fileira, ele com o braço displicentemente jogado em torno dela, e ela que soluçava descontroladamente na camiseta dele. Eu não podia fazer outra coisa senão balançar a cabeça em exasperação. Ela havia se debulhado em lágrimas a cada passo dado em todas as nossas vidas, então eu estava longe de surpresa.

Logo ao lado deles, estavam Mani e Dinah, as duas assobiaram e uivaram ao som da chamada do meu nome. Juro por Deus, elas eram responsáveis por 90% do barulho da plateia. Ao lado de Dinah, meu pai o encarava como se Dinah fosse um caso de internação, algo totalmente previsível considerando que ela começou a gritar como se estivesse em uma partida de baseball ou algo do tipo. Mamãe encontrava-se numa situação emocional similar a de Allyson, se agarrando ao meu pai e fungando. Meu Deus! Qualquer um que visse a cena poderia imaginar que se tratava do meu funeral.

Maggie estava sentada ao lado da minha mãe, parecendo incrivelmente desconfortável mesmo enquanto sorria amavelmente. Esta era uma de suas primeiras aparições públicas com os Jauregui, e eu sabia que ela estava preocupada com a exposição. Ela havia decidido esperar até que seu filho tivesse idade suficiente para tomar uma decisão instruída antes de anunciar publicamente que ele era um Jauregui, ou não. Surpreendentemente, Clara estava sentada ao lado de Maggie, e mesmo daqui de longe eu podia ver que ela mantinha um braço terno sobre o antebraço da jovem. Clara também sorria afetadamente, com seus típicos trejeitos, enquanto sentava entre Michael e a mãe do filho caçula de Michael. Sacudi a cabeça de novo. Eu jamais entenderia o senso de humor de Clara, ou o de Dinah, por tabela.

Michael estava completamente alheio a tudo isso, muito ocupado fazendo arrulhos para o bebê, que sentava satisfeito nos braços de sua irmã favorita. Desde que Michael e Lauren, sem mencionar o resto da família, haviam sentado para conversar e acertar suas diferenças (estou quase certa de que mais socos e pontapés foram registrados), não havia levado muito tempo para que todos eles se aproximassem da fofura que era o mais novo membro da família.

Lauren posicionou Maxwell seguramente contra seu abdômen, cruzando suas mãos em torno da barriguinha redonda dele e descansando seu queixo sobre a cabeça da criança. Eu sentia meus ovários em pleno Carnaval só de ver aquela imagem de Lauren e Maxwell, como de costume. Era como se alguém ligasse um interruptor para o modo Lauren-me-engravide-agora-pelo-amor-de-deus. Mas, mais importante do que meus ovários superativos era o olhar de Lauren.

Ela não fazia torcida nem chorava. Ela simplesmente me olhava como uma mistura poderosa de orgulho, amor e adoração desenhados por todo seu rosto, e eu sabia (ah! Como eu sabia) que ela não tinha tirado seus olhos de mim durante toda a cerimônia, mesmo durante o tempo que permaneci no meu assento e ela só conseguia enxergar minha nuca.

O tempo, do nada, parecia não passar rápido o suficiente, enquanto uma fome louca de me sentir envolvida pelos braços de Lauren me consumia de cima a baixo. No exato momento em que nos liberaram do palco, eu comecei a nocautear as pessoas a minha frente, fazendo caminho pela multidão, ignorando a maré de chapéus voando pelo ar. Um abraço de apertar os ossos me encontrou no meio do caminho e olhei para baixo enquanto Ally se enroscava em mim feito um fio de telefone, e fomos rapidamente esmagadas por Mani, que colocou seus braços em nosso redor.

Mani e eu reviramos os olhos, sem deixar que Ally percebesse, enquanto nos movíamos naquela suruba de seis braços. Nem Mani ou eu éramos emotivas com cerimônias e outras pompas do tipo, mas Ally chorava em tudo, de casamentos ao filme Armageddon.

− Oh, Mila! Estou tão orgulhosa! Prometa que vamos ser amigas para sempre? – Ally lamuriou, deixando uma trilha de muco nasal na minha beca de formatura.

− Credo, Ally. – Mani bufou, dando-lhe tapinhas na cabeça como se fosse um cachorro, (um hábito que ela aprendeu com Dinah, aquela boboca condescendente) – Nós todas estamos entrando para a mesma família. Eu passo mais tempo com você duas agora do que quando morávamos juntas. Acho que você deveria estar mais preocupada com a possibilidade de nós três ficarmos enjoadas umas das outras.

Nós tomamos aquele momento para nos encararmos. Eu pensei na ótima vida que tive, e em como aquelas duas haviam estado presentes durante cada passo deste caminho, nas marés altas e baixas. Pensei sobre meu futuro, nos Natais na casa dos Jauregui, nossa família gigantesca lá, um Zayn meio trêbado vestido de Papai Noel, distribuindo presentes.

Na verdade, isso aconteceu no Natal passado, mas acho que é um indicador justo dos anos que tínhamos pela frente. Pensei a respeito da pequena vida que crescia na barriga de Ally, e no casamento que iria acontecer na semana seguinte, se Zayn choraria quando Ally chegasse até ele no altar. Eu não sei se ela estava tendo os mesmos pensamentos que eu, mas Mani começou a soluçar feito um punheteiro no mesmo momento que eu.

− Estão vendo! – Ally choramingou no meu ombro, enquanto nos abraçávamos com força – Eu sabia que vocês também estavam sentindo isso!

Dinah e Zayn chegaram logo em seguida, abrindo espaço entre as pessoas e rindo até suas almas impuras ao enxergarem nossa situação.

− Amendoim, qual é a das lágrimas? – Dinah soltou, batendo nas minhas costas, praticamente fazendo meus joelhos cederem – Olha só pra você, toda crescida, Srta. Formada.

− Ha! – Zayn sorriu largo, gentilmente desamarrando Ally do nosso abraço enquanto Dinah fazia o mesmo com Mani – Ela só está triste de ter que casar com nossa estimada irmãzinha agora. Você sabe como essas duas estavam num lance de esperar até que Mila se formasse.

− Vai ver se eu tô na esquina, Zayn. – resmunguei para ele, apesar da minha panca de durona ter se derrubado quando puxei os dois para um abraço – Talvez eu esteja chorando porque fiquei empacada com vocês na posição de meus cunhados pelo resto da vida.

Dinah e Zayn corresponderam meu abraço, e senti Dinah pressionar um raro e gentil beijo na minha bochecha enquanto Zayn me confidenciou, "orgulhoso de você, minha futura irmãzinha."

Ok, certo. Mani, Dinah, Zayn e Allyson olhando para mim com todo aquele amor e orgulho nos olhos, como se quisessem se juntar num abraço coletivo foi demais, muito mais do que meus canais lacrimais conseguiam suportar neste momento.

− Vou procurar meus pais, vejo vocês no apartamento da Lauren para esta festa estúpida. – falei para eles, com toda intenção de escapar dali antes que começasse a soltar ranho feito Ally.

− Mila! – Ally reclamou sobre o ombro enquanto eu comecei a andar pelo meio das pessoas – NENHUMA festa organizada por mim é estúpida, jamais, mocinha!

Ótimo. Ofender Ally provavelmente ia me colocar de serviçal durante toda a noite, pendurando casacos. Encontrei meus pais e Michael de papo perto dos seus assentos. Clara e Maggie faziam uma espécie de luta livre com um relutante Maxwell, tentando posicioná-lo em sua cadeirinha portátil, enquanto ele gritava "LAUR!" a plenos pulmões.

Mamãe e papai me agarraram de supetão assim que me viram, e eu sabia que de todas aquelas pessoas presentes ali, com todos os seus desejos de boa sorte, não havia outras duas pessoas mais orgulhosas quanto meus pais.

− Mila! − mamãe suspirou em meu ouvido – Você chegou tão longe e tão bem. É tudo o que qualquer mãe deseja, que seu filho cresça e alcance mais do que ela. Estou maravilhada com você, bebê.

Senti aquele calombo indesejoso se formar na minha garganta enquanto meu pai dizia que me amava e eles caminharam até o carro. Eu podia enxergar claramente nos dois o quanto estavam contentes por eu ter chegado até ali, por ter me formado. Eu havia percebido isso na noite passada, quando nos sentamos à mesa de jantar com os Jauregui, o quão feliz eles teriam ficado mesmo que eu não tivesse ido até o final, desde que eu estivesse feliz. Michael tossiu limpando a garganta, e eu percebi que tinha esquecido dele de pé ao meu lado.

− Parabéns, Mila. – ele me falou num tom suave.

− Obrigada, Papai Jauregui – sorri abertamente para ele, o que me rendeu uma bufada impaciente. Desde que Mani e Ally descobriram meu apelido para ele, as duas tinham começado a usá-lo também, o que o irritava absurdos.

− Sim, bem, é, eu sei que as coisas nem sempre foram um mar de rosas entre nós, e eu só queria dizer que... – Michael pigarreou novamente, sem dúvida prestes a fazer seu pedido de desculpas número 1018.

− Sério, são águas passadas. – falei, honestamente – Lauren e eu nos fortalecemos por causa disso, e vamos ficar juntas para sempre agora.

Senti uma presença familiar atrás dele, e em seguida um par de braços me envolvendo pela cintura. Eu me perguntei se minha mulher insegura havia escutado esta última frase. Seus lábios no meu pescoço me diziam que sim, sim, sim, ela tinha ouvido.

− Pensei que seria melhor te dar alguns minutos para cumprimentar todo mundo, querida. – ela sussurrou contra minha pele – Porque agora que te tenho nos meus braços, não pretendo te deixar escapar.

Agora, Michael tossia de desconforto, ainda desacostumado com as demonstrações públicas de afeto e hiperzelosas de Lauren em relação a mim.

− Estou feliz que este seja o caso, Mila. – Michael começou, tentando em vão ignorar Lauren – Eu fui um bobo em comparar o relacionamento de vocês duas ao erro que cometi com Maggie, mesmo tendo ganhado aquele menino maravilhoso no final das contas. Estou tão feliz de ver minha família, com tantos novos membros felizes e... e... LAUREN! – Michael interrompeu seu pequeno discurso emocionado, revirando os olhos o máximo que podia devido ao comportamento de sua filha mais nova.

− Ignore-a! Eu faço isso. – falei na maior da calma, mesmo enquanto as mãos peritas de Lauren se escondiam por dentro da frente da minha beca, se ajeitando no meu quadril. A boca dela continuou no meu pescoço, dentes e língua a todo vapor com os ocasionais suspiros de satisfação.

− Vamos ver o quão bem você vai conseguir me ignorar, quando eu efetivamente colocar o trem para andar, meu anjo. – Lauren resfolegou em tom grave sob meu ouvido, antes de mais uma vez atacar meu pescoço, e agora com o ímpeto renovado.

− Hm, e de qualquer forma... – Michael tentou novamente, mas soltou outro suspiro de frustração enquanto Clara se aproximava de nós – Lauren, isso vai deixar uma marca!

− Acho que essa é a ideia, docinho. − Clara falou, com um baita sorriso. De todos nós ali, ela era a única que apresentava algum sucesso em ignorar toda aquela apertação de dentes em torno do meu queixo.

− Ela era a chefe de Mila, isso é um comportamento incrivelmente inapropriado na frente dos professores dela, e se ela se encrencar por causa disso? – Michael discursou, mesmo enquanto permitia que Clara o conduzisse para longe.

− Não seja tão santarrão, Papai Jauregui! – gritei para ele – E nos vemos hoje à noite!

Eu ri e deixei meu corpo relaxar para trás, nos braços de Lauren, sentindo sua ereção pressionada contra as minhas costas. Falando sério, a habilidade dessa mulher de ficar excitada em qualquer lugar era algo particularmente assustador.

− Você não é mais minha chefe, Lauren. – eu fiz manha enquanto ela devorava meu pescoço – Então o que você pretende fazer comigo?

Ela me virou rápido nos fazendo ficar frente a frente, com o sorriso mais deslumbrante e contente que eu já tinha visto no rosto dela.

− Posso não ser sua chefe, mas posso pensar em algumas situações maravilhosas nas quais você pode me chamar de Srta. Jauregui. – eu gargalhei de forma provocativa e me grudei na blusa dela, aproximando nossos rostos.

− É mesmo? – questionei, engolfando minhas mãos nos seus cabelos.

− Hmm. – ela murmurou sobre meus lábios – E muito em breve eu vou poder chamar você de Sra. Jauregui.

− Em breve. – concordei, instintivamente dedilhando meu anel de noivado – Mas, não pense que vai me distrair do fato de que eu ainda não sei qual é o meu presente de formatura.

− Eu tenho apenas quatro palavras para você, minha linda formanda. – ela baixou o tom de voz, tirando meu chapéu de abas quadradas e acariciando minha nuca – Eu... você... Bora Bora.

Incontáveis dias de orgasmos a valer e serenatas na praia sob a luz da lua? Quem foi que disse que os melhores anos da vida eram passados na escola obviamente nunca tinha conhecido Lauren Jauregui.

FIM


Notas Finais


Muito obrigada! Vejo vocês em Marketing.

Inclusive, se você ainda não sabe, eu estou escrevendo a minha primeira fanfic Camren. Aqui vai o link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/marketing-12998684

Tchau!


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