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História A segunda chance para amar - Capítulo 25


Escrita por: pernambuco11

Capítulo 25 - Interrogação (PV Carla)


Quando eu notei meu seio inchado, uma cólica chata e não menstruei durante o último mês eu comecei a entrar em pânico. Eu não poderia estar grávida! tudo... tudo menos isso! 

A minha mãe teve a ideia de conversar sobre as dores- que ainda eram fortes- com um médico, amigo dela e do meu pai, e o profissional havia marcado um horário em sua agenda e eu fui. No caminho até tentei falar para Daiane que podia estar grávida, mas não consegui. Chegamos bem na hora. E encontramos um dos melhores juízes da cidade que quase me vê de mãos dadas com a garota. Eu sei que meu gesto de separar nossas mãos não deixou a cantora feliz, mas poderíamos ser pegas no 'flagra' por ele.

No consultório, nem minha mãe e nem minha namorada puderam entrar e eu encarei aquela consulta sozinha.

-O que te traz aqui... Senhora Carla?

-Doutor, creio que minha mãe tenha falado ao senhor... Eu sofri um abuso a cerca de 1 mês... abuso sexual e... Eu tava com meu ex namorado e um amigo nosso no shopping e bebi um pouco além do que devia. Saí do shopping com meu ex e, quando dei por mim, fomos parar num motel e...

-Sexo sem consentimento?- assenti, quase chorando- Tudo bem... Sua mãe falou algo sobre dores fortes- assenti novamente- são dores íntimas? Na região da barriga?  

-Não doutor... Alias, um pouco de cólica... As dores fortes ainda são nos pés, nas costas e no braço.

O homem pediu para que eu deitasse na maca para me examinar melhor. Tudo estava dando certo, até que ele tocou no meu ventre e eu senti um grande incômodo e o avisei. Ele só falou um "ok" baixo e pediu para que eu ficasse em pé para examinar os pontos das dores musculares.

-O senhor acha que tem a possibilidade de eu estar grávida?

-Veja... Eu não posso falar nada sobre isso, não agora... mas existe sim essa possibilidade... Tudo está em interrogação no momento. O que posso garantir é que vou te dar um encaminhamento para o psicólogo e um encaminhamento para o ginecologista... O exame de sangue simples pode tirar essa dúvida sobre a gravidez.

Ele ia falando e eu tentava prestar atenção, mas minha cabeça estava um eterno eco "Tudo está em interrogação". Comecei a chorar igual criança e o médico me consolou.

Quando saí da sala, dei de cara com as duas mulheres da minha vida. Elas estavam nervosas, anciosas por notícias e preocupadas. Falei dos encaminhamentos e dos remédios. A minha namorada percebeu que eu havia chorado e perguntou o motivo. Eu a respondi rispidamente e tanto ela quanto minha mãe se surpreenderam. No entanto eu não pedir perdão. Era um direito meu.

Saímos da clínica, lanchamos e voltamos para a minha casa. No caminho todo eu e Daiane não trocamos uma palavra. Esse clima pesado fez com que a cantora fosse apenas pegar suas coisas na minha casa e voltasse para a casa dela. Eu tentei mostrar a ela que a sua atitude de ir embora não me importava mas minha mãe, apenas com um olhar, fez com que eu fosse atrás dela lhe pedir perdão. Eu fui e senti minha namorada um pouco fria e acabei, literalmente gritando a minha situação de possível gravidez. Ela ficou em choque e não falou nada. Apenas entrou no carro- que chegou na hora do meu desabafo- e foi embora.

Eu entrei e conversei com minha mãe. Expliquei tudo para ela e, mais uma vez, recebi seu apoio integral. Agradeci a ela e comentei que estava triste pelo desentendimento com Daiane e minha mãe me fez enxergar o lado dela. Também me falou de uma conversa que teve mais cedo com sua nora e eu comecei a entender a reação da garota.

Mais calma, depois do jantar, liguei para a cantora e ela atendeu.

-Preciso te pedir desculpas... Não foi minha intenção ser grossa com você. Eu só não tõ acreditando que...

-Que você pode tá grávida do seu ex namorado, homem esse que você nem lembrava que existia- ela jogou na minha cara o que lhe falei pouco tempo antes de ir me encontrar com Jorge- Eu só preciso de um tempo...

-Eu sei... é que essa dúvida, essas interrogações tão me deixando louca!

-Entendo... que interrogações seriam essas?

Eu respirei fundo e disse que estava com medo por não saber se estava realmente grávida, ou estava com algum problema de saúde devido ao sexo com Jorge. Falei que estava com medo do que me aconteceria se a suspeita de gravidez fosse confirmada. Que não confiava no meu ex, caso esteja mesmo esperando um filho dele e o principal: Falei que estou com medo de perdê-la por causa da gravidez.

Um silencio que estava me matando tomou conta da nossa ligação. Eu só ouvia os suspiros da minha namorada, suspiros pesados para falar a verdade.

-E nas minhas interrogações, você já parou pra pensar? Eu te amo muito, Carla! Mas pára pra pensar... Como você se sentiria se fosse ao contrário? Se, por um acaso dos acasos, eu encontro o meu único namorado, transo com ele e engravido mesmo sem querer? Eu também tô surtando...Eu tenho medo de você descobrir que ainda deseja seu ex, medo dele te manipular e você achar que ficar com ele é a melhor opção... medo de ser trocada por um cara tão...

-Jura?!- me surpreendi totalmente por não ter parado um segundo para pensar por esse lado- Amor... Isso nunca aconteceria! Confia em mim! Eu amo muito você e não consigo me ver com qualquer outra pessoa que não seja você! Não quero te perder por nada, e também não te troco por nada nem ninguém.

Eu sinto que, com minha namorada ao meu lado, eu posso enfrentar qualquer situação difícil. O que sentimos uma pela outra é muito maior e muito mais forte do que qualquer coisa. Me sinto forte até mesmo para enfrentar essa possível gravidez... E até mesmo uma doença.

 


Notas Finais


Até o próximo
Beijos


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