1. Spirit Fanfics >
  2. A segunda música >
  3. Extra (5-5) - Doutor

História A segunda música - Capítulo 45


Escrita por:


Notas do Autor


Há notas finais. ❤️

Capítulo 45 - Extra (5-5) - Doutor


Hyungwon POV


— Continua torto. — Hoseok avisou pela segunda vez. Sua voz mesmo baixa soa agressiva.

— É impressão…

— Tire e arrume.

Suspirou, girando a lâmpada no sentido anti-horário. Ele permanece na mesma posição há cerca de cinco minutos, com as pernas trêmulas por causa da escada mal posicionada no chão.

Tudo começou enquanto limpava a sala do piano, mais especificamente as estantes. Hoseok se dispôs a ajudá-lo, retirando cada livro a fim de remover a poeira. Eles demoraram a manhã inteira, sendo mais rápido do que fazer aquilo sozinho.

O problema surgiu quando o loiro começou a arrastar as estantes, querendo limpá-las na parte de trás. "Imagine a quantidade de teias de aranhas aqui." Tentou impedi-lo porém não deu certo, ele encontrou as teias e também viu uma escada estrategicamente escondida ali.

Além de acusá-lo de mentiroso, iniciando uma repreensão sem fim, Hoseok também mudou seus planos. A tarde destinada a beijos e cafunés se transformou em uma cena um tanto quanto engraçada: Hyungwon recolocando diversas vezes a lâmpada da cozinha, apenas para satisfazê-lo.

— Melhorou? — questionou ao encaixar novamente.

— Não.

— Hoseok, pelo amor de Deus! Faz seis minutos, eu não quero permanecer aqui até anoitecer.

— Eu passei meses com a luz queimada enquanto você se divertiu com a situação, agora é a minha vez. Tire e coloque de novo.

Suspirou, arrependido por não ter colocado ao menos um chinelo antes de subir. Seus pés doem na superfície dura da madeira, piorando conforme se move.

— Poderia ter pedido para outra pessoa. — resmungou baixo, rosqueando o objeto.

— Você tem razão. Da mesma forma que também posso substituir sua companhia por alguém disposto a não me esconder escadas.

Frisou o cenho, descendo sem pedir outra opinião sobre a posição da lâmpada.

— Então você quer outra pessoa? — observou o rosto emburrado, se esforçando para não rir.

— Você não me merece hoje.

— Amanhã eu mereço? — se aproximou através de passos curtos.

— Também não.

Hyungwon envolveu seu corpo com os braços, selando a ponta do nariz. Desejou apertá-lo até explodir, porém se manteve sério.

— E se eu preparar um lanche bem gostoso?

Ele ponderou naquela frase.

— Tente a sorte.


•••


Pelo tempo que analisou as manias de Hoseok em meio à raiva — impaciente, irônico e vingativo — deduziu que a boa qualidade do lanche não o impedirá de mentir. E foi o que aconteceu.

Demorou cerca de quinze minutos até terminar de prensar o pão arredondado com carne, queijo, alface e algumas rodelas de tomate. Resolveu preparar suco natural de laranja, aproveitando para utilizar as frutas guardadas na geladeira. Por fim, Hoseok comeu. Conseguiu ouvi-lo suspirar de satisfação e beber dois copos de suco, entretanto quando perguntou sobre sua opinião, apenas recebeu uma frase indiferente.

— É, dá para matar a fome.

Hyungwon não ficou magoado, muito pelo contrário, ele riu. Riu porque as bochechas infladas do garoto loiro se tornam ainda mais adoráveis quando come emburrado. Além disso, ele mastiga pequenas quantidades do alimento, igual um filhote de coelho roendo uma cenoura.

— Vamos ver um filme? — Propôs, retirando com o polegar o farelo do pão que restou nas bochechas dele. Tão encantador.

Hoseok apenas assentiu, indo para o sofá em silêncio. Enquanto ele liga a televisão, subiu até o quarto a fim de pegar o cobertor. O frio daquele dia é perfeito e ideal para um bom descanso, ainda mais na companhia dele.

Preferiu não intervir na birra, decidindo entrar no jogo também. Uma hora ou outra, Hoseok esquecerá do assunto, como se nunca tivesse existido.

Ao descer as escadas, adentrou a sala se deparando com ele sentado na beirada esquerda do sofá, sua postura ereta parece forçada, como se não estivesse confortável.

— Apenas um é o suficiente? — perguntou, erguendo o cobertor.

— Acho que sim.

Se aproximou, sentando do outro lado. Na televisão a imagem está congelada, aguardando-o apertar o botão do controle.

— Qual o nome? — questionou, vendo-o despausar a cena.

— Constantine.

Hyungwon assentiu, nunca ouviu falar sobre o filme, entretanto gostou do título. Ele abriu o cobertor e chacoalhou o tecido para facilitar o manuseio. Suas pernas foram esticadas atrás do corpo alheio, e antes de se cobrir, o puxou para seu encontro.

— Sem abraços hoje.

— Apenas se deite, é mais confortável. — pediu, ajeitando as almofadas a fim de depositar a cabeça em cima de uma delas, deixando a outra vazia.

Hoseok cedeu, deitando em sua frente. Os dois corpos estão acostumados com a conchinha improvisada no sofá, todas as vezes que assistem filmes na sala. No entanto, naquele dia há um grande vão entre eles, causado pelo afastamento exagerado.

— Você cairá do sofá assim. — alertou, depositando a mão em sua cintura para puxá-lo para trás, porém foi impedido.

— Vamos ver o filme.

O cheiro que exala através das mechas claras é suave por causa da recém lavagem com o típico shampoo floral. Hyungwon se aproximou o suficiente para senti-lo melhor. Tão doce. É possível se embriagar, não apenas ali, mas em toda a superfície da pele pálida, que mesmo sem o perfume do sabonete exala carinho, conforto, casa. Ele é seu lar, o antídoto para qualquer veneno causado pelo medo ou a insegurança.

Pela primeira vez encarou a televisão. Se esqueceu de prestar atenção por ter fechado os olhos em puro êxtase, então perguntar sobre o filme será o mesmo que amarrar uma corda no próprio pescoço. Além de aumentar a raiva alheia, que mesmo sendo falsa, é atuada de maneira eficaz.

Ergueu novamente sua mão por baixo do cobertor, depositando na cintura dele. Dessa vez o contato foi aceito. É um avanço, pensou, começando a puxá-lo para trás, tão lento a ponto dele quase não ter saído do lugar.

— Você é insistente. — ele chamou sua atenção, porém não se afastou, arrumando o próprio corpo para se encaixarem melhor.

Hoseok tem a mania de fazer aquilo, mas pela primeira vez se sentiu incomodado. Não é um incômodo ruim, apenas uma sensação gostosa, um arrepio no final de suas costas que sobe por cada centímetro da pele, chegando até a nuca.

— Eu amo essa parte. — ele comentou — Ângela não percebe as sombras no final da rua.

Ergueu o olhar, observando a cena. Parece um bom filme de terror, ou suspense, mas naquele momento não conseguiu se concentrar muito bem. Hoseok parece mais atraente que o normal e suas roupas são casuais — moletom folgado, camiseta azul —, como sempre. Ele aproximou os lábios da nuca loira, depositando um beijo ali, foi possível notar os pequenos pêlos se eriçarem.

Hoseok se ajeitou no sofá a fim de disfarçar o arrepio. Aquele gesto trouxe mais uma sensação diferente em seu corpo, só então entendeu o que era. Excitação.

Antes de conhecê-lo, sua vida era monótona e vazia. Além de ter evitado a socialização com outras pessoas, também deixou de se envolver de forma íntima. Há tempos não pensa nesse assunto, muito menos com Hoseok. Não por ele não ser atraente, ele é. Atraente, gentil, cativante e possui uma voz sexy quando acorda.

Entretanto, por causa de sua doçura, não houve brechas para segundas intenções. Apenas se perdia em meio aos sorrisos, risadas e abraços quentes a fim de se proteger de todo o mal do lado de fora.

Mas agora algo parece ter mudado, justamente em meio a um bom filme. Hoseok permanece vidrado na televisão e nem ao menos notou o volume estranho em seu traseiro.

— Você é bonito. — chamou sua atenção.

— Ele é mesmo.

Frisou o cenho, buscando compreender o comentário. Só então percebeu o rosto do protagonista na tela. Ele também é atraente, mas nada comparado ao garoto em sua frente.

Não soube o que fazer, sentiu-se necessitado de um minuto para o outro. E a situação só piora ao imaginar o toque alheio, o gosto e a sensação causada pelo atrito entre os dois.

Por nunca terem tocado no assunto, não quis parecer um patife. Então tomou a atitude de rodear o corpo alheio com o braço esquerdo, o único livre, já que utiliza o outro para firmar o travesseiro na cabeça.

— Ainda me sinto bravo. — Hoseok repreendeu o abraço torto.

Não, esse sentimento esvaiu há horas. Obteve a confirmação quando, ao invés dele se afastar, repousou a mão em cima da sua. Aos poucos ergueu sua camisa com as pontas dos dedos, o suficiente para conseguir tocar seu abdômen. Hoseok parece não se importar, recebendo o carinho de bom grato.

— Sabia que John fumou treze cigarros ao decorrer do filme?

— É mesmo? — perguntou, selando novamente sua nuca — é um número com vários significados distintos.

— Você se sente bem? — ele virou o rosto, o suficiente para conseguir encará-lo.

— Eu tenho uma dúvida. — respondeu, afastando a mão do abdômen apenas para cobrir sua cintura, depositando leves apertos.

— Em qual parte?

— Não é sobre o filme.

— Se eu puder te ajudar, pergunte.

— Talvez você possa.

Hoseok sobressai quando a mão escorregou para baixo, apertando a parte traseira de sua coxa.

— Então diga. — a voz grossa substituiu a inocência anterior. Ele finge muito bem.

Depois do aperto, subiu aos poucos. O tecido da calça moletom é fino, leve como algodão, possibilitando que sinta cada músculo rígido, consequências dos exercícios rotineiros.

— Você já se envolveu com alguém de forma mais íntima? — questionou, começando a dedilhar o início de sua nádega esquerda. Decidiu apenas acariciar o local, apertando-o algumas vezes.

— Há muito tempo. — sua voz saiu tímida.

Hoseok encara um ponto fixo no tapete recém comprado. Optou por afastar a mão após deduzir que ele estivesse desconfortável. Entretanto, o corpo se moveu para trás, acabando de vez com a distância incômoda.

Arfou com o contato repentino, voltando a rodear sua cintura com o braço. Ergueu a cabeça o suficiente para selar a lateral de seu pescoço. Tão cheiroso.

— Talvez eu esteja viciado no seu perfume. — Hyungwon esclareceu, molhando os próprios lábios a fim de marcar melhor a pele atrativa.

— Por que? — a pergunta surgiu junto ao movimento no quadril. Hoseok resolveu provocá-lo e a sensação se assemelha a chamas sobre a pele.

— Traz paz ao mesmo tempo que me enlouquece. — prensou a carne com os lábios úmidos, soltando após chupar a pequena dobra que se formava. A cabeça inclinou para o lado, facilitando seu trabalho.

O controle da televisão caiu no tapete após silenciar o volume. Poderão assistir ao filme outro dia. Com a mão, Hyungwon passou pela cintura dele, indo em direção ao pequeno botão de pressão. Abrindo-o.

— Você demorou até revelar seu outro lado, Wonnie.

Sorriu, parando de maltratar o pescoço apenas para enfiar a mão sob o primeiro tecido, se deparando com o volume igual ao seu. Tão duro. Hoseok soltou suspiros pesados, o incentivando a continuar, é possível sentir algumas veias mesmo por cima da cueca escura.

— Me toque. — ele pediu.

— Estou fazendo isso. — provocou.

— Não é o suficiente.

Hyungwon interrompeu o carinho, abaixando de uma vez os dois tecidos. Ele desejou também tirar o cobertor a fim de ter a visão privilegiada do membro duro. No entanto, tocá-lo às cegas soa ainda mais excitante. 

Rodeou a base com os dedos, subindo e descendo em movimentos lentos. Hoseok fechou os olhos quando o pré-gozo se espalhou pela glande macia, voltando a mover o quadril de forma automática.

— Você é bonito. — resolveu dizer.

Não obteve uma resposta coerente, o loiro também se sente necessitado e demonstra seu prazer pelas frases desconexas em meio aos suspiros sofridos. Por mais que sua mente implorasse para prensá-lo na parede mais próxima, optou por aproveitar cada momento. 

O corpo estremeceu quando aumentou a velocidade. É satisfatório observá-lo tão entregue a ponto de parecer ter perdido a noção dos próprios atos.

— Eu vou gozar se continuar. — ele avisou. As palavras saíram trêmulas por causa da respiração ofegante.

Ver apenas a metade de seu rosto, é o suficiente para enlouquecer. A pura expressão de prazer acompanhada pelas sobrancelhas erguidas e os lábios prensados tornou-se a visão do próprio pecado. E pela primeira vez desejou queimar nas chamas do inferno.

— Goze, doutor.

O membro pulsou em sua mão, avisando o quão perto ele se encontra do limite. Seus suspiros se tornaram frequentes e rápidos até finalmente se desfazer em um orgasmo intenso, sujando o cobertor e a borda do sofá. Criou uma nota mental para ajudá-lo a limpar a bagunça depois.

Hoseok girou o corpo com dificuldade, embriagado pelo prazer, em busca de ver o seu rosto. O olhar não é o mesmo de antes, atrás do doce castanho há uma parte escurecida, o abismo profundo no qual nem os maiores filósofos poderão descrever um dia.

— Eu tenho lubrificante no meu quarto. — ele avisou, desviando o olhar. Tão adorável.

— Quando você comprou? — precisou perguntar.

— Um dia depois de ver seu corpo após sair do banho, eu me toquei naquela noite enquanto você dormia. — Hoseok passou a língua sobre os lábios. Tão gostoso.

— Por que não me chamou?

— Não era o momento certo.

— E agora é? — se aproximou, selando seu nariz.

— Talvez. — ele sorriu, encarando o queixo alheio.

— Olhe para mim.

Hoseok então o fez, mesmo que a vergonha tornou-se presente em seus gestos.

— Eu te amo.

Aquilo parece tê-lo atingido de surpresa a ponto de erguer as sobrancelhas em arcos perfeitos.

— Da mesma forma que eu amo? — ele provocou.

— Acredito que sim. — sorriu, erguendo a mão até seu rosto. Seus olhos se fecharem a fim de apreciar o carinho depositado ali. Após alguns segundos, observou uma pequena lágrima atingir seu polegar.

— O que aconteceu? — se preocupou. — Eu disse algo de errado?

Hoseok negou com o rosto.

— Eu quero você.

— Você me tem.

— Não é o suficiente. — ele abriu os olhos, seus cílios molhados parecem ainda menores. — Eu quero acordar ao seu lado todos os dias.

Só então entendeu seu pedido.

— More comigo.

— Eu acabei de reformar essa casa, ainda estou pagando por ela.

— Me deixe te propor uma coisa.

Hoseok assentiu, abaixando o cobertor até a cintura.

— Eu pago o resto das parcelas, demolimos os dois sobrados e erguemos juntos uma única casa, do nosso gosto.

Ele frisou o cenho no mesmo instante.

— Você enlouqueceu? É caro demais.

— Eu passei anos da minha vida acumulando dinheiro, doutor. Meu corpo era apenas uma casca vazia até você preenchê-lo com amor e permanecer ao meu lado, mesmo quando não merecia uma única gota do seu carinho. Não levamos dinheiro para o túmulo, arrependimentos sim.

Hoseok ponderou em silêncio por um tempo.

— E para onde iremos enquanto a casa não ficar pronta?

— Procuramos um lugar provisório, essa rua é repleta por moradias disponíveis. Posso investir na construção nova enquanto você ajuda com o aluguel.

— Precisamos pensar melhor sobre isso.

— Tudo bem. — selou seu lábios — Um passo de cada vez.

Ele assentiu, devolvendo o beijo.

— Quer assistir um filme lá em cima?

— Você não tem uma televisão no quarto, Hoseok. — ergueu a sobrancelha, desconfiado.

O loiro riu, se livrando do cobertor e correndo até as escadas.

— Quem disse que o filme será na televisão?


•••


Em meio ao inverno a temperatura dentro do quarto é oposta. Nunca imaginou presenciar uma pessoa pura se rebelar em sua frente, de uma hora para outra, o empurrando sobre a cama.  

Não há mais mais resquícios do adorável veterinário que abandonou o interior da cidade para continuar sua carreira profissional. O dono do sorriso doce, que opta por morango quando se sente indeciso, retirou a inocência junto a camisa azul, revelando sua pele leitosa, coberta por músculos. Tão provocante.

Aproveitou o momento para também se livrar da própria camisa. A excitação retornou para seu corpo, revelando a vontade de fundir não apenas a carne, mas a alma.

Hoseok também se despiu do moletom, o permitindo admirar pela primeira vez seu membro ereto sem a presença de qualquer censura. 

— Agora falta o seu. — sinalizou, depositando o joelho sobre a cama.

Se ajeitou melhor a fim de receber o loiro, que engatinha sobre seu corpo até ficarem frente a frente. Ele suporta o próprio peso nos braços, como se estivesse prestes a fazer flexões.

Hyungwon puxou sua nuca, necessitado para sentir seus lábios. As línguas se enroscam com fervor, aumentando ainda mais as fisgadas em seu pau, que naquele momento também implora por mais contato. Se questionou como era possível existir um sabor tão gostoso. Por mais que fosse apenas uma língua, quis chupá-la até seus pulmões falharem por falta de ar.

Hoseok quebrou o beijo, transferindo o peso do corpo para o antebraço. Ele desceu a mão direita pelo abdômen liso até chegar no moletom, que diferente do dele não possui botão. Ergueu o quadril a fim de ajudar, finalmente se livrando da última peça de roupa.

Quando sentiu os dois membros se tocarem, arfou, puxando a nuca do loiro para beijá-lo de novo. Nunca irá se enjoar, seu sabor é quente, excitante. O verdadeiro inferno molhado. Hoseok move o quadril de uma forma lenta, não pôde fazer muita coisa além de suspirar entre seus lábios. Da mesma forma que deseja fodê-lo, também quer ser preenchido por ele.

— Não me faça gozar agora, eu quero sentir você. — pediu, quebrando o beijo.

— Me prepare. — ele pediu, cessando os movimentos. — Está na última gaveta da cômoda.

Quis gravar aquela frase para o resto de sua vida. Tão covarde.

Atendeu seu pedido e abriu a gaveta, pegando o pequeno vidro. Como pôde ser tão inocente a ponto de não perceber alguém se masturbar ao seu lado? Aquela informação não sairá tão cedo de sua cabeça.

Despejou o líquido, espalhando entre os dedos. Aproveitou para também lambuzar toda a extensão do seu membro, machucá-lo está fora de questão. Fechou a tampa, e largou o objeto do outro lado da cama.

Com a mão limpa, puxou o quadril alheio para baixo. Sorriu ao vê-lo sobressair por causa do líquido gelado, o atrito entre os dois membros se tornou ainda melhor.

Hoseok fechou os olhos quando rodeou sua entrada, lambuzando o local até conseguir introduzir seu dedo. Aproveitou para roubar-lhe um beijo.

— Olhe para mim. — pediu — Gosto da cor de seus olhos.

Quando ele abriu, inseriu seu segundo dedo, afundando na cavidade quente. Demorou alguns minutos até ele se acostumar com os movimentos de tesoura em seu interior.

Eu quero você. — disse por fim, movendo o quadril para trás.

Você me tem. — repetiu a mesma frase de antes.

Retirou os dedos para posicionar o próprio membro. As paredes internas continuam estreitas, buscou alargá-las aos poucos e com dificuldade a extensão de seu pau começou a desaparecer dentro dele. Na metade do caminho, Hoseok fechou os olhos com força. Parou no mesmo instante.

— Me avise quando estiver tudo bem. — pediu, selando a ponta do seu nariz.

Ele assentiu, roubando seus lábios. Amor, pensou, tudo nele exala amor. Cada frase, cada gesto, incentiva a querer melhorar gradualmente apenas para retribuir o sentimento na mesma intensidade.

— Me abrace.

Hyungwon o fez, erguendo o corpo com cuidado a fim de se sentar. Rodeou as costas largas e distribuiu pequenos selares sobre sua clavícula. Hoseok começou a se mover, indo para baixo com força, engolindo seu pau. Arfou com o gesto repentino, ele também, porém de dor.

— Você enlouqueceu? — o repreendeu, segurando seu rosto com as mãos.

— Eu gosto… — tentou dizer — de tudo em você.

Hoseok abriu os olhos marejados, é nítido a dor em cada centímetro de seu rosto. Deslizou os dois polegares sobre suas bochechas, acariciando o local.

— Não se machuque assim — selou sua testa — Quero cuidar de você e não ferí-lo.

Demorou até conseguir se mover, ele gesticulou para voltarem à posição anterior. Hyungwon assentiu, depositando as costas da cama. Aos poucos o sentiu subir e descer, os movimentos lentos queimam como o inferno.

— Me ajude... — pediu depois de ganhar impulso.

Atendeu seu pedido e segurou cada lado de seu traseiro, separando as duas nádegas. Ele o ergueu, saindo de sua entrada o suficiente para afundá-la de novo e de novo. Hoseok tentou selar seus lábios, no entanto não conseguiu.

Os sons fortes das investidas entre os dois corpos preencheram o quarto, enquanto busca aumentar a velocidade, o loiro também se concentra em sentar sem delicadeza em seu membro. Cada parte de seus músculos brilham de suor, exalando a sexo e acima de tudo amor. Com aquela visão, junto aos sons altos que saem de seus lábios, machucados por tanto mordê-los, não demorou muito até sentir o orgasmo se aproximar. Ele levou a mão até o membro alheio e estimulou a glande, começando uma punheta rápido.

Hoseok gozou primeiro e não demorou muito para preenchê-lo, rodeando o corpo em um abraço. Possui tantas palavras presas em sua garganta, a maioria delas se resumem a declarações exageradas demais para um momento como aquele.

Se retirou de seu interior, liberando a saída do líquido viscoso. Hoseok se jogou ao seu lado de barriga para cima, exausto da mesma forma.

— Você é perfeito. — sentiu a necessidade de elogiar.

Mesmo com as mechas bagunçadas, vermelhidão distribuída pelo rosto e respiração descompassada ele permanece primoroso, ausente de qualquer traço imperfeito.

— E ainda não viu o outro lado. — o loiro o encarou, retirando os fios da própria testa — Meu quadril possui articulações excepcionais para investir em você.

— Quanta elegância. — riu, por mais que a ansiedade de também ser fodido por ele percorra em sua circulação sanguínea.

— Precisamos de um banho. — ele avisou, se virando de lado com dificuldade.

— E um bom descanso também. — completou, observando o rosto alheio.

— Dormirá comigo hoje?

Hyungwon fingiu ponderar no assunto, erguendo a sobrancelha. Por fim, se aproximou encostando sua testa na dele.

— Não voltarei a dormir em outro lugar.

— É uma proposta agradável, quero minha garantia. — ele brincou, roubando-lhe um beijo.

— Não precisamos de promessas para chegarmos até aqui, então continuaremos sem elas.

— Essa frase é minha!

— Talvez seja nossa, doutor.


Notas Finais


Foram quase quatro meses, então está tudo bem se eu chorar depois? Agradeço cada um que esteve aqui e surtou comigo. Vocês são incríveis demais!
Eu me diverti muito com as teorias malucas e também pude conhecer pessoas bem legais. Então obrigada, droga! ❤️
Espero voltar em breve, se cuidem até lá.

Caso alguém ainda tenha dúvidas sobre quais capítulos Kyungwon apareceu, a ordem é essa: 5, 11, 14, 19, 21, 23, 29, 33, 34, 36 e 39.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...