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História A segunda tarefa - Capítulo 6


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Notas do Autor


Achei a imagem muito cute :3
Boa leitura ^^

Capítulo 6 - Capítulo 06 - A viagem maluca


Fanfic / Fanfiction A segunda tarefa - Capítulo 6 - Capítulo 06 - A viagem maluca

  Draco ergueu as sobrancelhas desafiadoramente.

— Ah, é? E o que seria?

Harry sorriu e se adiantou até o hipogrifo. Pegou impulso e montou no animal com uma facilidade surpreendente, motivo para fazer o queixo de Draco ir ao chão.

Harry apalpou o traseiro do hipogrifo levemente, num pedido mudo para que o outro se sentasse atrás de si.

— Está me convidando para montar no hipogrifo contigo? — perguntou o loiro sem se mexer.

Um sorriso se formou na boca de Harry cuja mão foi estendida para que Draco a utilizasse como um apoio para montar no bicho.

    — Isso é sério? — perguntou Draco seriamente, inclinando a cabeça para o alto para que pudesse encarar Harry nos olhos.

    — Pareço estar brincando?

    Então, Harry viu Draco sorrir de uma forma que nunca havia visto antes. Draco sorria tanto que seus olhos chegavam a sumir, tal a força que era aplicada em suas bochechas.

    Draco apertou o antebraço de Harry como se estivessem fazendo um Voto Perpétuo, e Harry impulsionou seu braço para mais perto de seu corpo, forçando Draco a pular para as costas do hipogrifo. Quando seus pés deixaram de tocar a grama alta para ficarem suspensos no ar, Draco estremeceu e se aconchegou nas costas do animal para se equilibrar e se sentir mais seguro.

    Animado com a sua ideia particularmente absurda, Harry sorriu.

    — Pronto? — perguntou.

    — Pronto para quê? — perguntou Draco surpreso com a pergunta. Então entendeu o que Harry queria. — Espera… não, não, não e não. Péssima ideia, Harry. Pensei que apenas montaríamos nele. Nem pense em fazer… — mas Harry não o deixou continuar, incentivou o hipogrifo a sair correndo para pegar impulso para voar ao invés disso. — Pare com isso, Harry. Faça-o parar. PÉSSIMA IDEIA, AH!

    Exatamente nesse instante, o hipogrifo não tocava mais o chão; suas asas estavam abertas e suas penas se moviam com a intensidade que o ar batia nelas. Draco se viu forçado a agarrar o corpo de Harry e abraçá-lo com força, ou ele cairia a qualquer instante.

    — PARE COM ISSO, HARRY. VOLTE AO CHÃO! — berrou Draco apertando, num movimento automático, o corpo de Harry com mais força.

    — Abra os olhos, Draco. — mandou Harry sorrindo.

    Sem ter voz para perguntar — sua garganta doía de tanto gritar —, Draco se viu pensando como é que Harry sabia que estava com os olhos fechados. Resolveu obedecê-lo e abriu os olhos devagar, o vento secando-os e forçando Draco a piscar várias vezes. Estavam voando em direção ao Lago Negro, e Draco percebeu: estavam numa velocidade alta demais para seu gosto.

    — Por Gryffindor, Draco, parece que você nunca voou numa vassoura antes.

    — Cale a boca.

    O hipogrifo se inclinou, sua cabeça indo em direção à água. Draco apertava Harry com tanta força que chegava a doer.

    — Está agindo como se estivéssemos numa só vassoura, fugindo de um incêndio. — comentou Harry ao perceber o desespero de Draco.

    — Tão específico… — murmurou Draco para si mesmo.

    O animal mergulhou no ar, ficando centímetros de distância da água d'O Lago Negro. Sentindo-se mais seguro, Draco afrouxou o aperto, apenas envolvia Harry com os braços.

    Voar sobre um hipogrifo no meio de uma detenção com Hagrid, agarrado em Harry, e a centímetros d’O Lago são coisas que Draco nunca imaginou que aconteceria em sua vida. Provavelmente, seria sua primeira e última vez fazendo aquilo e, tendo isso em mente, Draco fechou os olhos, aproveitando cada segundo daquela sensação. Sentia que estava voando por conta própria, o vento contornando seu rosto e bagunçando seus cabelos. Pelo menos não estava preocupado em manter sua aparência arrumada. Pela primeira vez na vida, Draco não sentiu vontade de arrumar seus cabelos. Estava se divertindo, e não queria perder tempo algum.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    — O menino Malfoy é mais esperto do que eu pensava que fosse. — McGonagall ajeitou os óculos sobre o rosto, e tirou um pequeno galho dos cabelos grisalhos.

    — Estava pondo minha esperança nele. — afirmou Dumbledore. Dando um passo à frente.

    — Dumbledore, eles podem voltar a qualquer hora. — disse Hagrid apreensivo. — Não acha melhor esperar por eles aqui no meio das árvores? Eles podem chegar a qualquer instante...

    Mas Dumbledore continuou andando.

    Dumbledore, McGonagall e Hagrid estiveram espiando Harry Potter e Draco Malfoy desde que Hagrid deixara-os sozinhos, vendo como iriam se comportar com a ideia de que não havia ninguém, senão eles, por perto.

    Apesar de ter enlouquecido quando vira que Harry e Draco sumiram no céu sobre seu hipogrifo, Hagrid estava gostando do avanço dos garotos, que pareceram ficar mais íntimos a cada hora.

    — Não vão voltar tão cedo, eu suponho. — Dumbledore inclinou a cabeça para o céu embora não conseguisse enxergar nenhum hipogrifo sob dois adolescentes.

    — Acha que está dando certo, Dumbledore, o seu plano? — perguntou McGonagall histérica, seguindo o diretor. Hagrid ainda estava para trás, inseguro com a ideia de que Harry e Draco poderiam chegar a qualquer instante e ver a professora e o diretor no meio da Floresta Negra.

    — Tenho a total certeza, Minerva. — Dumbledore sorriu.

    — Tem mesmo, diretor? Mesmo agora que eles sabem sobre a existência do plano?

    — Os meninos terem a consciência sobre o plano faz total parte dele, Minerva, você sabe disso. Será melhor com eles terem descoberto sobre sua existência. Pode acelerar o processo, entende?

    — Oh, Dumbledore, não são eles? Olhe — Minerva apontou para o céu, onde uma forma irregular se aproximava deles. —, vamos nos esconder!

    Apressadamente, Dumbledore e Minerva voltaram para dentro da mata, se escondendo e espiando tudo perto de Hagrid.

    O hipogrifo pousou grandiosamente na grama alta, fazendo um baque majestoso. Draco foi o primeiro a descer; estendeu as mãos para que pudesse ajudar Harry na descida. O moreno se apoiou nas mãos de Draco e saltou para fora das costas do animal. Mesmo com os pés firmemente na terra, Draco não soltou as mãos de Harry; aproximou-o de si ao invés disso.

    — Isso… — começou o loiro sorrindo. — foi a melhor coisa que eu já fiz. Esse é o melhor dia da minha vida!

    Harry sorriu com a animação alheia.

    — Eles são feitos um para o outro e só a minha opinião importa. — murmurou McGonagall baixinho, sorrindo fechado. Hagrid assentiu com a cabeça, voltando a prestar a atenção nos dois garotos, que ainda tinham as mãos dadas, um de frente para o outro.

    — Quer deixar seu dia melhor? — perguntou Harry num tom de voz sugestivo.

    Draco entendeu o que ele quis dizer, mas queria provocá-lo mesmo assim. Se aproximou balançando o corpo levemente.

    — Não dá para deixá-lo melhor, dá? — perguntou tão baixo que nem Dumbledore, nem Minerva, e nem Hagrid ouviram; apenas Harry. — Quero que me prove ao ponto de me fazer mudar de opinião. Sabe que sou um cara que não gosta de ser provado que está errado...

   — Um maldito sonserino... — complementou Harry sorrindo

    Harry acariciou o ombro direito de Draco com uma mão, a outra ainda entrelaçada com a dele. Ergueu seus olhos cor-de-esmeralda, vendo os olhos nublados de Draco brilharem.

    Harry se aproximou sem hesitar, e olhou para os lábios de Draco com desejo. Estava pronto para prová-lo que estava errado; prová-lo que podía deixar seu dia melhor.

 

 Continua...


Notas Finais


O que acharam dessa viagem maluca sobre o hipogrifo? Agora vai? Agora vai???
Com amor,
Clara
<3


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