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História A Seleção - Interativa - Capítulo 23


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Notas do Autor


Voltei! 🤗

Capítulo 23 - 17: Encontros.


Elizabeth seguiu em passos largos em direção ao quarto do Dominik, a criada Hannah já havia ficado para trás a muito tempo. Elizabeth, como sempre deixou a formalidade de lado abrindo as portas do quarto do irmão, com toda força que tinha. Todos que estavam no recinto, assustaram-se, a princesa olhou para todos que estavam ali, todos a olharam e logo seguiram para a reverência.

— Saiam! — mandou ela. — SAIAM AGORA!

Os dois soldados que estavam ali, uma criada e um criado, passaram pela Elizabeth praticamente correndo.

— O que diabos está acontecendo? — perguntou Dominik.

— De onde você conhece a candidata de Portugal?

— Não te interessa. — respondeu ele.

— Me interessa sim! Principalmente, quando você fala da minha vida particular para uma completa estranha.

— Do que você está falando? — perguntou Dominik a olhando pelo espelho.

— Encontrei a senhorita Adriele no corredor, e ela fez uma linda insinuação sobre algo que você disse para ela uma certa vez e esse algo era sobre mim.

— Não sei do que você está falando. — disse Dominik.

— Dom, não minta para mim! Você sabe que se não me contar, eu irei descobrir sozinha. — alertou Elizabeth.

— Por que você é tão intrometida? — perguntou Dominik chateado.

— Eu sou intrometida? Você falou da minha vida, de uma parte pessoal dela, para uma pessoa que nunca vi na vida, falou sobre minha doença... uma coisa que me deixa vulnerável, para uma completa desconhecida e você fez o que? Só passou a noite e depois deixou para lá?

— Não fale assim dela! — exclamou Dom.

— E eu estou mentindo? — questionou Elizabeth. — Porque se ela não fosse igual as outras, ela já seria sua rainha a muito tempo.

— SAIA! — gritou Dominik.

— Talvez, para ficarmos quites, acho que eu deveria espalhar quantas criadas você me fez trocar durante o ano.

— Vá para seu quarto! — mandou ele. — E não precisa se juntar a nós no jantar.

— Senhorita? — Hannah abriu as portas do quarto do Dominik.

— Já estou indo.

— O que estava acontecendo aqui? — Alexander apareceu no quarto do irmão. — Eu consigo ouvir vocês do meu quarto.

— A Elizabeth como sempre, se intrometendo na vida dos outros. — disse Dom furioso.

— Ela sempre foi assim... por que brigar agora?

— Porque desta vez, ela passou de todos os limites! — dissera Dominik.

— Logo vocês vão se resolver.

— Não, dessa vez não. — falou Dominik.

— Ei, se acalma... você tem um “encontro” daqui a pouco. Precisa está calmo. — Alexander vai até o irmão e coloca sua mão no ombro do mesmo.

— Eu estou calmo.

— Estou vendo. — Alexander se afastou do irmão.

— Inferno! — exclamou o herdeiro furioso.

Elizabeth seguiu para seu quarto na base do ódio, atrás de si estava Hannah — como sempre — a jovem estava mais furiosa que o Dominik. Quando chegou em seu quarto, a mesma quase bateu a porta na Hannah, sorte que a jovem segurou.

— Não entendi o por que a senhorita fez tenta questão, em relação a isso.

— Quando eu era pequena, o Dom lia histórias em quadrinhos para mim... eu era fascinada naquelas histórias dos heróis que mesmo com seus poderes, tinhas suas fraquezas. — Elizabeth olhou no espelho sua mão pousou sobre seu peito, sobre sua primeira cicatriz de uma cirurgia cardíaca. — As vezes eu me sinto igual a esses heróis, tento fazer tudo por todos, mas tenho essa fraqueza. As vezes me sinto a pessoa mais forte do mundo, uma rocha inabalável..., mas as vezes choro a noite, pensando que posso morrer a qualquer momento. Isso não é bom para um líder, não é bom para ninguém ter fraquezas. 

— Sinto muito, senhorita.

— Não sinta, você não é culpada... a realidade tende a ser decepcionante. — Elizabeth respira fundo. — Hannah, pode tirar o resto do dia de folga, vou ficar no quarto.

— Posso lhe fazer companhia, senhorita.

— Não precisa. — diz Elizabeth. — Vou ler um pouco, aperfeiçoar a minha apresentação para o rei.

As jovens ouviram uma batida na porta.

— Elly, sou eu. — elas ouviram.

— Pode entrar. — falou Elizabeth enquanto Hannah ia até a porta abri-la.

— Senhor! — Hannah assentiu ao ver Jonathan ali.

— Hannah, nós dixe a sós por favor. — pediu Elizabeth.

— Qualquer coisa... basta me chama. — diz Hannah passando por Jonathan saindo do quarto.

A grande porta se fechou atrás deles.

— Está tudo bem? — perguntou ele. — Vi você passando praticamente correndo no corredor.

— Está sim. — respondeu ela. — Só estou um pouco apressada, pois, preciso entregar um projeto ao rei.

— Fiquei feliz por saber sobre esse projeto, e mais feliz ainda por saber que você será a responsável por eles.

— Obrigada. — Elizabeth foi até a mesinha e sentou-se.

— Seu quarto continua do mesmo jeito. — falou ele.

— Você que não se lembra dele. — rebateu ela enquanto alongava-se.

— Verdade. — ele voltou para perto da Elizabeth. — Precisa de ajuda?

— Não, eu dou conta. — falou ela enquanto se alongava para começar o trabalho. — Mas obrigada.

— Tem certeza de que não precisa de nada? — perguntou ele deslizando suas mãos sobre os ombros da Elizabeth lhe fazendo massagem.

— John... — sussurrou ela.

— Shh... relaxa. — dando um beijinho no pescoço da Elizabeth.

Elizabeth não resistiu aos beijos que o Jonathan lhe dava, primeiro começou na nuca, depois, foi seguindo em direção a sua clavícula. As mãos do mesmo desceram lentamente por seus braços branco, depois, subiram por seu busto, chegando próximo aos seios, dando a volta e voltando para seus braços.

— Você não sabe a saudade que eu senti de você, Elizabeth. — sussurrou Jonathan novamente, dessa vez com a voz rouca e pesada de tesão.

Elizabeth inclinou a cabeça para o lado, para que Jonathan continuasse a beija-la. Ela sabia o que o John queria, ela também queria. Estava carente de qualquer atenção que não fosse fraterna, a mesa virou-se ficando cara a cara com o Jonathan. O mesmo deu um sorriso satisfeito por a Elizabeth está correspondendo a tudo que estava acontecendo, e talvez fosse acontecer.

Jonathan segurou a mão da Elizabeth e a guiou até a cama, de pé e de costas para ele, a princesa deixou-se ser despida por ele. Logo seu vestido estava ao chão, a mesma, voltou a sentir os beijos do John em sua nuca, o mesmo já estava excitado e seria questão de tempo, até eles se unirem naquela cama.

Elizabeth virou-se novamente para ele e começou a tirar sua roupa. Primeiro foi o casaco, depois a camisa, John tirou os sapatos. Seguindo pelo cinto e depois a calça social. Ele deu um passo a frente, fazendo com que Elizabeth desse um passo atrás, outro e outro.

Quando se deu conta, ambos já estavam na cama, com os lençóis se misturando em meio a seus corpos. As carícias e gemidos, o ritmo entre eles era absoluto.


Dominik estava mais calmo, ou apresentava indícios de que estava mais calmo. O mesmo seguia para o quarto da Kahlen, o mesmo estava nervoso, parecia a primeira vez que fazia aquilo e na realidade era. Era a primeira vez que ele sairia de forma formal, com uma garota e aquilo estava o aterrissando. Pois, ele não sabia se teria que agir normalmente, ou formal demais, ou formal de menos.

Se falava demais ou de menos, se ficava sério demais ou de dava pelo menos um sorrisinho de vez em quando. A única pessoa que poderia lhe ajudar, seria a Elizabeth, mas eles estavam brigados e ele odiava aquilo. Naquele momento, Dominik estava começando a odiar várias coisas em si e a primeira delas era: não saber o que dizer para uma garota.

Dominik bateu na porta do quarto da Kahlen e esperou, até que a “criada” da Kahlen abriu a porta.

— Majestade! — ela fez reverencia.

— Boa tarde... — diz ele sorrindo. — Senhorita, onde está sua dama?

— Estou aqui. — Dominik olhou além da jovem criada a sua frente.

Encontrou a jovem alemã sentada em sua fiel cadeira, ao meio do quarto. Dominik sorriu ao vê-la. Ela estava linda, ela era linda e ninguém era idiota de fala o contrário.

— Nossa... — Dominik deixou escapar.

— Algum problema? — perguntou ela.

— N-não... nenhum. — diz Dominik sorrindo. — Você está belíssima.

— Obrigada. — Kahlen sorriu.

— Podemos? — perguntou ele.

— Claro. — disse Kahlen colocando as mãos sobre as rodas da cadeira.

— Deixe que eu ajudo. — falou Dominik.

— Não precisa. — disse Kahlen.

— Claro que precisa... — Dominik adentrou o quarto da duquesa. — Caso o contrário, quem irá levar a cesta?

— Que cesta? — nada Dominik disse, apenas a guiou para fora do quarto em direção ao corredor com destino a escada.

Assim que chegaram à escada, Dominik olhou para o elevador ali instalado para atender as necessidades da Kahlen e logo depois olhou para a mesma.

— Algum problema? — perguntou ela.

— Vamos perder muito tempo. — Dominik se esticou em direção a Kahlen.

— Oh, o que você vai fazer? — perguntou ela.

— Não é obvio? — questionou ele.

Nada ela disse, apenas deixou que os braços do Dominik lhe envolvessem e lhes pulsassem para cima. Atrás deles, estavam os soldados Yuuto Susan e o Kelvin Sullivan, que não conteve o riso ao ver a atitude do jovem herdeiro. Kahlen, por sua vez passou os braços pelos ombros do Dominik, segurando-se enquanto ele dava passos lentos sobre cada degrau, e Yuuto trazia a cadeira de rodas da duquesa.

— Isso é constrangedor. — declarou ela.

— Eu sei. — disse ele. — Mas se eu a escolher? Tenho certeza que na nossa noite de núpcias, terei que entrar no quarto, com você nos braços.

— Isto ainda existe? — perguntou ela perto o suficiente para sentir o cheiro de lavanda, doce de maçã e canela.

— Não sei, mas podemos ressuscitar. — brincou ele.

— Você tem muitas escolhas, acho que terá que fazer isso com todas.

— Dependendo da ocasião, acho que algumas delas terá que me colocar nos braços. — brincou ele novamente.

— Que tipo de ocasião? — perguntou Kahlen quando eles já estava embaixo.

— Não sei, um rato talvez. — comentou Dominik fazendo ela rir.

— Achei que baratas fossem os suficientes. — Kahlen foi colocado novamente na cadeira por Dominik.

— Elas não conseguem me arrancar nada além que um grito. — ela riu novamente.

— Majestade!

— No tempo exato! — Dominik virou-se e viu o chefe de cozinha.

— Aqui está tudo que me pediu. — falou o homem lhe entregando uma cesta de piqueniquei.

— Muito obrigado. — Dominik pegou a cesta e a entregou a Kahlen. — Pode levar?

— O que tem aqui? — perguntou ela tentando abrir a cesta e foi surpreendida pela mão do Dominik sobre a sua, fechando a cesta.

— Não seja curiosa, duquesa. — Kahlen cerrou o cenho e logo depois deu de ombros.

— Tudo bem. — disse ela.

E seguiram para fora do palácio.

Elizabeth estava sentada na beirada da cama, com seu roupão e alguns papeis nas mãos. Atrás de si, estava Jonathan deitada com o lençol cor de ameixa, ate a altura dos quadris cobrindo o que estava nu.

— Betty, vem pra cá. — chamou ele a puxando pelo cotovelo.

— Tenho trabalho a fazer. — diz ela caindo para trás.

— O rei pode muito bem esperar. — disse Jonathan inclinando-se sobre ela.

— Sim, mas não é isso que ele quer. — Elizabeth levantou-se rapidamente. — Conhecendo o rei Frederik, após que ele está naquela sala olhando para o seu relógio de pulso, imaginando quando eu vou entrar.

— Ou talvez esteja apenas fumando um charuto.

— Nunca saberemos se continuarmos aqui. — Elizabeth levantou-se e foi em direção ao banheiro. — Você pode ficar aí me esperando, ou pode vim comigo.

— Está se referindo ao banho?

— Não. — respondeu ela e Jonathan ouviu um riso. — Mas não seria uma mal ideia.

Com um salto, Jonathan pulou da cama e correu em direção ao banheiro.

Dominik e Kahlen já estavam nos jardins do palácio, a esta altura a jovem alemã já podia imaginar o que lhe esperava, um belo piquenique em algum lugar, ela só não imaginava que este lugar, eram em frente a um lago onde muitas vezes, a família real foi pega em momentos de lazer.

— Já vi muitas fotos deste lugar, mas eu nunca imaginei o quanto era lindo. — falou ela.

— Então você gostou? — perguntou ele se aproximando do lugar marcado.

— Eu adorei. — falou ela o olhando. — Muito obrigada.

— Que bom que gostou. — Dominik travou a cadeira.

Colocou a sexta no chão e ali, estendeu o lençol listrado. Depois, colocou os alimentos sobre o lençol e depois foi ate a Kahlen novamente.

— Posso? — ele ajoelhou-se ao lado dela.

— Claro. — então Dominik a pegou no braço e a colocou no chão, sobre o lençol de piquenique. — Obrigada.

Kahlen olhou para o Dominik, a jovem alemã tinha uma ótima percepção e sabia bem que algo estava errado.

— Algum problema? — perguntou ela.

— N-não. — respondeu ele.

— Tem certeza? — perguntou ela novamente.

— Não. — ele riu. — Mas irá ficar tudo bem.

— Aconteceu algo? Quer cancelar o piquenique?

— Não é para tanto; — falou Dominik com um sorrisinho. — Esta tudo bem, acredite. — falou ele convicto.

— Tudo bem. — falou ela. — Vocês nadam nesse lago?

— Não. — respondeu ele olhando para o lago. — Quero dizer, nadávamos..., mas hoje, não temos mais tempo para isso.

— Entendo.

— E você? — perguntou Dominik.

— O que, exatamente? — perguntou ela.

— O que está achando da seleção?

— Até o atual momento, está interessante. — diz ela sem muita verdade.

— Interessante. — falou Dominik.

— O que há de interessante? — questionou ela.

— Como as mulheres conseguem mentir com uma grande facilidade. — diz ele.

— Ninguém nunca está contente cem por cento com algo. — disse Kahlen.

— Sei bem. — Dominik respirou fundo.

— Você será um rei maravilhoso. — falou Kahlen o tranquilizando.

— Com toda certeza! — rebateu Dominik irônico. — Não consigo nem ter controle sobre a minha própria vida, imagina a de um povo? — Dominik a olhou. — Essa Seleção só está acontecendo porque eu fiquei calado, porque eu não me impus contra ela.

— A terceira guerra mundial aconteceu, porque o último presidente falava demais. — Kahlen olhou para o lado. — Este lago por exemplo: lindo, águas cristalinas, inofensivo... Mas se alguém que não sabe nadar cair dentro, essa pessoa com toda certeza irá morrer. Pois não sabe o que fazer. Se um rei não sabe o que fazer com o seu país, ele irá rói-lo. As vezes, o silêncio é melhor que mil palavras.

— Para o rei, mil palavras é mil palavras. — rebateu Dominik. — Mas enfim, vamos falar sobre você.

— O que você quer saber? Como eu fiquei assim? — Kahlen pois um sorrisinho em seus lábios.

— Os jornais já fizeram isso por você. — diz Dominik. — Mas quero saber sobre tudo, sobre o que você gosta... Não gosta.

— Gosto de nadar, mas não posso nadar. — falou Kahlen seria.

— Posso perguntar uma coisa? — falou Dominik.

— Você acabou de perguntar. — Kahlen sorriu. — Fique a vontade.

— Como foi depois que tudo aconteceu? Quero dizer, como foi se adaptar a nova vida.

— Foi difícil. — falou Kahlen não deixando qualquer sentimento transparecer. — Ficar vulnerável, ter que depender dos outros até para se levantar da cama... Ir ao banheiro, era a parte mais constrangedora. — ela riu e com isso, Dominik também riu pois, percebeu que a jovem duquesa estava confortável ao falar sobre tal assunto. — Com o tempo, é fácil se acostumar com a sua realidade.


Notas Finais


Elizabeth pareceu chata? Sim, bastante... Mas esse ataque dela tem motivos.


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