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História A Seleção - Interativa - Capítulo 25


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Capítulo 25 - 19: Uma boa história família com uma dose de vinho.


O encontro entre Dominik e Kahlen “finalmente” havia acabado. E Dominik estava orgulhoso de si mesmo por não ter estragado tudo, e estava feliz por Kahlen está demonstrando que também havia gostado. No encontro, eles conversaram sobre coisas divergentes, tipo: politica, vivencia e convivência. Família. Sobre belas coisas que haviam em seus respectivos países, sobre a cultura em modo geral. E até mesmo sobre eles, sobre as perspectivas de vida de cada um e principalmente, sobre o que eles pensavam.

É claro, que o ambiente em que estavam — no jardim do palácio —, ajudava a deixar tudo mais relaxado. O cheiro das flores e a calmaria constante de um ambiente natural, pouco modificado pelo urbanismo, não tinha outro ambiente melhor para encontros do que aquele.

 

— Senhorita Schumacher, foi um extremo prazer passar essas horas com a senhorita. — dissera Dominik dando-lhe um beijo na mão da jovem.

— A-ah...

— Tão galanteador... — Dominik e Kahlen olharam para a escada e o jovem herdeiro se separou com a sua vó. — Deve ter puxado isso do seu avô. — completou ela sorrindo.

— Vó! — Dominik foi até ela rapidamente. — O que faz aqui? — o semblante da Maitê estava um pouco pesado pelo tempo.

— Estávamos em Paris e revolvemos dar uma passada por aqui. — respondeu a mais velha se aproximando juntamente com Dominik. — E quem é esta linda jovem? — perguntou ela olhando para Kahlen.

— A-ah... vó, esta é Kahlen Schumancher. — diz Dominik.

— É um prazer. — dissera Kahlen.

— Ela é duquesa da...

— Alemanha. — disse Maitê antes que seu neto. — Sua família paterna, tem berço na Alemanha antiga, sabia? Se não me engano, está na raiz da árvore genealógica... Tão fundo que ninguém ver.

— Não, não sabia. — diz Dominik e Kahlen confirma seu desconhecimento nessa história.

— Quando o Estado conhecido como Alemanha foi unificado como um moderno Estado-nação, quando o Império Alemão foi criado, tendo o Reino da Prússia como seu maior constituinte. — explicou ela dando uma breve aula de história. A raiz da família real americana, era maior do que todos pensavam.

— Eu não sabia. — disse Dominik.

— Você acha que esse sobrenome é comum? Ele tem mais história do que vocês podem imaginar, meus queridos. — diz Maitê com um sorriso. — Foi um prazer conhece-la.

— Igualmente. — diz Kahlen.

— Depois nos falamos. — dissera Maitê ao neto e em seguida foi embora.

— Acho que você perdeu algumas aulas de história. — brincou a duquesa. — Nós vemos no jantar?

— Claro. — Dominik assentiu e se retirou enquanto a dama da Kahlen, a Lilly se aproximou para ajudar a duquesa a subir na cadeira elevatória.

Dominik subiu as escadas desacompanhados dos soldados. O jovem herdeiro necessitava descansar um pouco, a seleção mal havia começado e ele já estava enfadado psicologicamente. O mesmo seguiu para o seu quarto, faltando apenas alguns metros para chegar ao seu destino, ele se deparou com Adriele.

— Alteza! — ela baixou a cabeça ao passar por ele.

— Alteza? Depois de tudo que passamos, pensei que você teria intimidade o suficiente para me chamar de Dominik. — falou ele parando de costas para a portuguesa.

— O Dominik que eu conheci, era um jovem estudante de direito e não herdeiro do Novo Estados Unidos. — falou Adriele assim como Dominik, de costas um para o outro.

— E se eu falasse quem eu era? Teria me tratado da mesma forma? — Dominik virou-se para olha-la.

— Por que não me falou? Não é todo dia que se ver um herdeiro de uma nação tão grande.

— Vê? — Dominik deu um sorriso malicioso.

— Fiquei surpresa quando vi seu rosto na tv... — diz a jovem portuguesa driblando o comentário malicioso do Dominik. — “Herdeiro americano busca consorte”, afinal... o que significa consorte?

— Pessoa que tem trilhará o mesmo destino que o meu... Ser rei. — respondeu Dominik. — Senhorita Adriele...

— Digo o mesmo. — falou Adriele. — Já somos íntimos demais para você ficar me chamando de senhorita.

— Peço que controle seus comentários. — falou Dominik um pouco sério, mas continuando com um pequeno sorriso de lado. — Quando lhe contei todos os meus problemas, tudo que estava acontecendo na minha família e vida... não foi o Dominik príncipe que lhe contou, mas sim, apenas um jovem que queria alguém para desabafar.

— Isso é por causa do meu comentário em relação a princesa Elizabeth? Eu não queria, apenas fiquei preocupada quando a dama dela, falou algo em relação a remédios e...

— Apenas faça o que eu pedi, ok? — pediu ele. — Seu pequeno comentário, fez um grande estrago em relação a Elizabeth... Imagina se você falasse algo em relação ao rei?

— Ele continua o mesmo?

— Quatro vezes pior. — falou Dominik rindo. — Ouça, Adriele... Eu posso ter mentido em relação a quem eu era, mas em relação ao resto, ao que aconteceu... eu fui cem por cento verdadeiro com você.

— Eu acredito. — dissera ela.

— Preciso descansar um pouco. — diz Dominik sorrindo.

— Claro... Bom descanso. — Adriele fez reverência e saiu.

 

Na biblioteca estavam Leticia, Penélope, Emilly, Anne e Olympia. Todas elas ouviam atentamente a história que Juliette contava, de já ter participado de uma Seleção. Claro, não como participante interativa e sim, como uma telespectadora.

— IIléa é um belo país. — falou Juliette. — Confesso que fiquei contente com o resultado da seleção o novo rei é uma pessoa maravilhosa, e um tanto que humilde.

— Soubemos o que aconteceu com o seu primo Erik, ele era seu primo né? — perguntou Emilly.

— Tiraram um tirano e colocaram outro. — comentou Brina que estava ali tempo suficiente de ouvir tudo. — A família Blanchard era ruim, mas, isso não significa que a sua seja melhor.

— Quando eu for rainha...

— Da França? Você nunca será rainha, minha querida. — falou Brina. — A não ser que você esteja conspirando contra sua irmã.

— E-eu nunca faria isso. — diz Juliette seria.

— Foi o que eu pensei.

— Chega! — exclamou Anne. — Aqui não á princesas ou plebeias... apenas garotas.

— Você diz isso porque não tem sangue real. — alfinetou Penélope.

— E sou grata por isso! Caso o contrário, eu seria uma de você... mais fria que barata. — Anne ironizou uma reverencia e saiu.

— Você consegue conter essas garras por alguns segundos? — questionou Emilly antes de ir atrás da Anne.

— Falei nada demais. — diz Penélope com um sorrisinho.

— Realeza... — murmurou Brina.

Anne saiu andando e atrás dela estava Emilly, ambas deixavam marcas no grande tapete vermelho que decoração o chão dos corredores do palácio.

— Anne, espere. — pediu ela.

— Desculpe fazer a alteza andar.

— Não precisa agir assim. — diz Emilly. — É que isso tudo é novo para nós... nunca fomos tratadas como “pessoas normais”, principalmente a Penélope.

— Sabe por que varias pessoas odeiam reis? Por causa do extinto de superioridade de vocês. — explicou Anne.

— Eu particularmente, não acho isso. — as jovens olharam para a frente e se depararam com a Elizabeth.

— Alteza! — ambas fizeram reverencias.

— Não, não precisa. — falou Elizabeth. — Desculpa me intrometer no assunto de vocês.

— Não há problema algum, senhorita. — disse Anne.

— E podem me chamar de Liz. — declamou ela. — Somos quase da mesma idade... senhorita é um pouco demais. No entanto, eu entendo o que a senhorita Pendragon quis dizer, quando disse que pessoas nos odeiam por causa do extinto de superioridade que “temos”. Mas devo corrigi-la.

— Claro. — diz Anne.

— Não é o extinto de superioridade que nos faz ser odiados... é quando o povo percebe a ganancia e cede de poder, que seus governantes tem... é que isso contamina tudo. — explicou a princesa. — O Novo Estados Unidos foi erguido, porque o presidente teve sede de poder. Então lembrem-se que quando vocês subirem ao poder, pode ser até em um cargo de gerente em uma lanchonete... tenham visão de futuro e não ganancia.

Anne e Emilly sorriram.

— Mas enfim... minha mãe quer saber se vocês precisam de algo.

— Estamos bem, obrigada. — disse Emilly.

— E pedimos desculpa por Ariana e Cara não estarem acompanhando vocês. — diz Elizabeth. — Não contávamos com a chegada dos meus avós e isso mexeu completamente com o cronograma desta semana.

— Quero dizer, Elizabeth... — Anne riu. — Desculpa, mas eu não consigo chama-la de você.

— Tudo bem. — Elizabeth apenas sorriu.

— A senhorita irá nos ajudar nos preparativos para o baile? E quem estará presente nesse baile? — perguntou Anne curiosa.

— Bem... — Elizabeth respirou fundo. — Além de seus parentes, é claro. Também estarão políticos, empresários... Pessoas da realeza, é claro já que quarenta por cento das selecionadas são da realeza. E o que eu vou fazer, não usaria especificamente a palavra ajudar. Eu vou guia-las.

— Isso já é o suficiente. — falou Emilly.

— Mas sei que todas aqui, tem pelo menos uma noção do que fazer. — diz Elizabeth.

— Claro... Eu tenho algumas ideias. — diz Emilly.

— Eu também. — concordou Anne.

— Ótimo! Confio em vocês..., Mas eu tenho uma dica, não coloquem Begônias na decoração. O rei é alérgico.

— Obrigada! — diz Emilly.

— Com licença. — Elizabeth passou entre elas e seguiu pelo corredor.

— Anne, podemos trabalhar juntas?

— Nós duas? — Anne cruzou os braços.

— Sim. — Emilly respirou fundo. — Você tem ideias e eu também. Você pode liderar uma parte das garotas e eu outra.

— Tudo bem. — Anne sorriu.

 

Faltava cerca de duas horas para o jantar. Penélope estava andando pelos corredores, admirando as obras de artes que devoraram e faziam parte das paredes do palácio real, a cerca de três gerações. Era tudo completamente esplêndido, irá do barroco até Pablo Picasso. Sem contar algumas obras divertidas e exóticas de um artista brasileiro, que foi o motivo da fascinação da Penélope. Suas obras eram cheias de vidas, cores, contrastes e traços peculiares.

— Gosta? — Penélope olhou para trás por cima do ombro e viu o Alexander.

— Alteza! — ela virou-se rapidamente e o viu. Fez sua reverência.

— Então, gosta? — Alexander se aproximou.

— É magnifico. — Penélope se voltou novamente para o quadro. — Onde conseguiriam?

— Viagem ao Brasil. — respondeu ele. — O artista se chama...

— Romero Britto. — completou Penélope. — Acho interessante como ele dá formas e cores a suas obras. Meu favorito é o Mona Cat.

— Temos uma cópia aqui. — diz Alexander. — Claro, uma cópia autêntica já que a original... ele desfila para exposições.

— Posso ver? — perguntou a jovem eufórica.

— Claro. — Alexander a guiou a uma sala que ficava no andar de baixo daquele.

Para Penélope foi como entrar em um grande museu, cujo só houvesse quadros. O primeiro da lista era o tal quadro da Mona Cat. Ele era como um parque de diversões, colorido e cheio de vida. A Mona Lisa de Leonardo da Vinci, havia sido transformada em uma gata — por isso o Cat —, Penélope o olhou maravilhada.

— Vocês têm tudo aqui? — perguntou ela. — Quero dizer, se eu falar que quero ver uma peça da segunda guerra... Vocês a tem?

— Infelizmente não. — Alexander riu. — Mas os quadros são graças a nossa mãe. Ela sempre foi apaixonada por arte, ela é formada em arte e sempre ajudou muito tudo que envolve arte. Tipo, o ministério de cultura...

— Então o presente foi direcional a ela? — perguntou ela o interrompendo.

— Tecnicamente sim. — concordou ele.

— Vocês têm algo do Leonardo da Vinci?

— Não... Alguns que tinham, foram mandados para o MET. — respondeu Alexander. — Para preservação da arte. Lá, eles têm mais cuidados que nós.

Alexander a olhou com um breve sorriso nos lábios, olhou para baixo e em seguida, novamente para a jovem.

— Sei que isso pode parecer meio chato..., mas, a senhorita é a Emilly ou a...

— Sou a Penélope. — diz ela um pouco seria. — Aqui está o meu... — a mesma olhou para seu peito onde deveria está o broxe com o seu nome. Mas, o broxe não estava lá. — Meu broxe!

— A senhorita perdeu?

— Eu não sei. — disse Penélope.

— Não se preocupe... vamos encontrar. — dissera Alexander sorrindo e aquilo acalmou a jovem.

— O que está acontecendo aqui? — Dominik apareceu.

— Alteza! — Penélope fez reverencia. — Eu perdi meu broxe de identificação... e o príncipe Alexander, estava me ajudando a procurar.

— Claro! — Dom riu irônico. — Sempre atencioso, meu irmão.

Alexander olhou para o irmão um pouco áspero e revirou os olhos.

— Acho que o Dominik pode ajuda-la. — diz Alexander se afastando lentamente.

— Só estava de passagem... — diz Dominik olhando para os dois, mas principalmente para o irmão. — Com licença.

Dominik dali se retirou e seguiu para sua sala, onde seu amigo Matthew o esperava. Durante o percurso, varias coisas passaram pela cabeça do herdeiro. Ao adentrar na sala, ele não notou a presença do amigo ali, esmo sabendo que encontraria o mesmo ali. Dominik seguiu para sua cadeira e sentou-se ainda pensativo.

— Dom? Dom? — Dominik levantou o olhar e viu o amigo ali.

— A-ah... você já está aqui.

— Claro.

— Matt, seja sincero comigo... você acha que o Alex teria coragem de tomar uma das selecionadas de mim? — Matt riu.

— Sério que você está preocupado com isso? — Dominik o olhou. — Claro que não.

— O Alex tem aquele rostinho meigo...

— Oh deus! — Matt riu novamente. — No momento você tem preocupações maiores.

— Você é meu secretario, tem que me ajudar.

— Ajudar com problemas do país e não com problemas entre irmãos ou sua insegurança. — Matt ainda ria.

— Tá. — Dom estalou a língua irritado. — O que temos?

— Aqui estão os papeis da reunião de hoje com a Elizabeth e os conselheiros. — Matt entregou quatro pastas para o Dominik. — Você tem que analisa-los.

— Tudo isso? — Dominik bufou.

— Agradeça a Elizabeth. — disse Matt.

— E como ela estava? — Dominik odiava brigar com seus irmãos, principalmente com a Elizabeth.

— Eu tinha certeza que se alguém respirasse mais alto que ela, ela matava.

— Essa é minha Liz. — disse Dominik cheio de orgulho da irmã.

— Então deixa de reclamar e analisa os papeis... porque a próxima fase do projeto, vai requerer muito a sua ajuda.

— Próxima fase? — perguntou Dominik confuso.

— Leia e faça anotações. — diz Matt. — Pedido da Elizabeth especificamente para você.

— Por que?

— Não sei..., mas ela disse assim “como o Dom gosta de comentar a minha vida, diga a ele que gaste o tempo dele comentando o meu projeto.” — Matt deu de ombros pois não fazia ideia do que estava acontecendo.

— Definitivamente, eu odeio essa garota! — Dominik pegou sua caneta prata e abrindo a primeira pasta começou a ler.

— Vou deixar você a sós. — Matt fez reverencia gesticulando a cabeça e saiu.

 

Penélope e Alexander ainda continuavam a caçada pelo broxe desaparecido. A procura os levou de volta ao quarto da jovem francesa, por respeito e um pouco de ética, Alexander ficou do lado de fora enquanto ela procurava. E não precisou ajudar, já que a dama da Penélope a Olivia estava a lhe ajudar.

 

— Onde pode esta? — questionou Olivia.

— Se eu soubesse! — exclamou Penélope. — Desculpa.

— Tudo bem.

— Você pode pedir para a Cara ou a Ariana fazerem outro. — falou Alexander.

— Claro! Porque eu não pensei nisso! — Penélope olhou para a Olívia. — Vai até a senhorita Cara e diga que perdi meu broxe.

— Com licença. — Olívia fez reverência e saiu rapidamente.

— Bem, acho que chegou minha hora. — diz Alexander.

— Já deve estar perto do jantar.

— Certamente. — respondeu o príncipe olhando para o relógio em seu pulso.

— Ate o jantar, então?

— Até. — Alexander sorriu e Penélope se despediu dele com uma reverência.

 

Na hora do jantar, todos estavam impacientes esperando a chegada do Dominik, que por sua vez já estava atrasado cerca de 10 minutos. E para o rei Frederick, 10 minutos é muita coisa. Claro, nem todos ali estavam com fome. Mas, por etiqueta, o certo era jantar as 7 da noite e não as 7:10. Quando as portas do salão se abriram, o rei bufou furioso e cerrou o punho.

Já Dominik correu pelo piso escorregadio e escorregando, pousou ao lado da mesa.

— Peço desculpas pelo meu atraso. — diz Dominik.

— Espero que você tenha uma ótima justificativa, pelo conveniente! — exclamou o rei ainda de punho cerrado.

— Estava trabalhando. — explicou Dominik.

— Trabalhando? — perguntou o rei incrédulo.

Todos se sentaram e o jantar começou a ser servido.

— Sim! — disse Dominik orgulhoso de si mesmo. — Estava lendo e relendo o projeto da Elizabeth e a ATA. Fiz até algumas anotações, que ficarei feliz se ela considerar.

— Charlotte, você ouviu isso? — o rei olhou sorrindo para a esposa. — Você acredita nisso?

— E por que não acreditaria? Você acha que o nosso filho não é capaz de tal proeza? — questionou a rainha com um sorriso.

— Tudo bem. — o rei pegou os talheres ao lado do prato e começou a comer.

— Onde está a Liz? — perguntou Dom.

— Em seus aposentos. — respondeu uma das empregadas. — Disse que estava indisposta.

— Mas ela está bem?

— Sim. O senhor Jonathan está com ela. — respondeu a empregada.

— Ah ótimo! Era só o que faltava. — murmurou Dom.

O mesmo olhou para o lado e viu que Alexander estava calado.

— Algum problema? — perguntou ele.

— Não... Nenhum. — disse o mais novo. — Você a cada dia que passa está ficando mais estranho.

— O que fiz?

— Brigou com a Liz, especulou que eu estava dando em cima de uma das suas selecionadas.

— O que? Como... Matt seu desgraçado! — Dominik respirou fundo. — Ontem o papai teve uma conversa comigo. Uma conversa do jeito dele...

— Você está bem?

— Vou ficar. — respondeu Dom. — Ele não gostou muito de eu ter eliminado duas selecionadas, antes mesmo delas ter a chance de conhecer o quarto.

— O que ele quer? Que você as mantenha aqui para sempre?

— Deixei de entender a muito tempo. — murmurou Dom.

 

Já na mesa das selecionadas, todas estavam em completo silêncio. Quer dizer, nem todas já que Penélope, Natasha e Grace conversavam sobre qual assunto os irmãos conversavam.

— Eu queria ser uma mosquinha! — disse Natasha.

— Eu adoro matar moscas. — murmurou Lilium.

— Algum problema?

— Não. — disse a jovem turca.

— Lilium, desculpa..., Mas desde que o anúncio do baile foi feito, você ficou estranha. — disso Aiko.

— Isso não é da sua conta!

— Calma. — disse Hazal. — Se você não quer falar, tudo bem... Só não precisa ficar estressada atoa.

— Meu deus! — Madeline bateu de leve na mesa, ela não queria que ninguém notasse, mas a rainha notou. Porém, não se manifestou e voltou para a sua refeição. — Estamos no terceiro dia e pelo visto é impossível ficarmos uma ao lado da porta sem brigamos. Isso ainda é o terceiro dia de sei lá quantos mais. Acho melhor nos acostumarmos umas coisas as outras, ou o Dominik irá escolher sua esposa por desistência.

Todas a olharam e nada comentaram, pois sabiam que ela estava certa. A Anne e a Emilly eram o exemplo mais cedo disso, brigas não levam a lugar algum.

— Só acho injusto... Pessoas que já nasceram com uma coroa na cabeça, querendo a coroa do país alheio. — falou Natasha.

Aquilo foi o suficiente para Lilium levantar, todas as garotas olharam para ela. A família real também, juntamente com empregados e CIA. A turca pegou sua taça de vinho e jogou na Natasha, manchando seu vestido branco. Todos ficaram chocados com a atitude da Lilium.

— SUA LOUCA! — Natasha levantou histérica.

Aquilo foi o estopim para que diversas discussões começassem ao redor da mesa. Todas as garotas conversando ao mesmo tempo, todas discutindo. Ariana e Cara pedindo silêncio, mas nenhuma parecia ouvir.

— JÁ CHEGA! — todas olharam para a mesa principal e viram o rei de pé c o punho cerrado sobre a mesa. Só aquilo foi o suficiente para conter as vozes das garotas. — Já para seus quartos, AGORA!

As que já estavam em pé foram as primeiras que saíram correndo do salão, seguidas depois por aqueles que levavam certo tempo para se levantar. Cara e Ariana saíram correndo atrás das jovens, que já estavam longe.—

— Acho que agora ele vai repensar essa história de querer que essas garotas passem mais tempo aqui. — diz Alexander.



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