História A Seleção - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Cole Sprouse, Lili Reinhart
Personagens Cole Sprouse, Lili Reinhart
Tags Cole Sprouse, Lili Reinhart, Sprousehart
Visualizações 29
Palavras 3.242
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


4/10

Capítulo 14 - 1.4


COMO EU PREVIRA, as meninas que pediram para ir embora mudaram de ideia assim que as coisas

acalmaram. Nenhuma de nós sabia exatamente quem havia pedido para voltar, mas algumas —

principalmente Madelaine — estavam determinadas a descobrir. Por enquanto, ainda éramos

vinte e sete.

Para o rei, o ataque tinha sido tão superficial que nem merecia ser noticiado. No entanto,

como havia algumas equipes de filmagem no palácio naquela manhã, parte do tumulto tinha

sido transmitida ao vivo. Aparentemente, o rei não tinha gostado muito daquilo. O que me

levou a pensar: quantos ataques o palácio tinha sofrido sem que ninguém soubesse? Será que

aquele lugar era bem menos seguro do que eu imaginava?

Silvia explicou que se o ataque tivesse sido mais sério, teríamos permissão para telefonar

para nossas famílias e dizer que estava tudo bem. Mas só nos deixaram escrever cartas.

Escrevi dizendo que estava bem, que o ataque não fora tão sério como parecera e que o rei

nos mantivera seguras. Insisti que não se preocupassem comigo, disse que estava com

saudades e dei a carta para uma simpática criada enviar.

O dia seguinte ao ataque correu sem nenhum incidente. Eu tinha planejado descer até o

Salão das Mulheres a fim de promover Cole para as garotas, mas depois de ver Lucy tão

abalada preferi ficar no quarto.

Não sabia como minhas três criadas gastavam seu tempo na minha ausência, mas quando eu

ficava no quarto elas jogavam baralho comigo e deixavam escapar uma ou outra fofoca.

Aprendi que para cada dez pessoas que eu via no palácio havia umas cem ou mais

escondidas. Eu sabia das cozinheiras e lavadeiras, mas também havia gente cuja única tarefa

era manter as janelas limpas. Essa equipe demorava uma semana inteira para concluir o

serviço. Quando acabavam, o pó já tinha atravessado os muros do palácio e se prendido aos

vidros limpos, que precisavam ser lavados mais uma vez. Também ocultos no palácio, os

ourives fabricavam joias para a família real e presentes para os visitantes. Havia ainda várias

equipes de costureiras e compradoras de tecido, cuja missão era vestir a família real — e

agora nós — com trajes impecáveis.

Soube também de outras coisas: os guardas que elas achavam mais bonitos e o novo modelo

— horrível — de vestido que a chefe das criadas as fazia usar nas comemorações de feriados.

Soube que alguns empregados faziam apostas sobre qual Selecionada venceria e que eu estava

entre as dez favoritas. E que o bebê de uma das cozinheiras estava doente e fora desenganado

pelos médicos. Anne derramou algumas lágrimas ao contar isso. A mãe era uma amiga

próxima e o casal tinha desejado um filho por muito tempo.

Ouvir as criadas e falar quando tinha algo que merecesse ser dito — eu era incapaz de

imaginar coisa mais divertida acontecendo no andar de baixo. Estava feliz por aquela

companhia. Uma atmosfera tranquila e feliz tomou conta do meu quarto.

Tinha sido tão agradável que decidi não descer também no dia seguinte. Dessa vez, deixamos as portas abertas, tanto a do corredor como as da sacada, e uma brisa morna

circulava e nos envolvia. Parecia fazer maravilhas com Lucy, e me perguntei com que

frequência ela punha o pé para fora do palácio.

Anne fez um comentário sobre como tudo isso era inadequado — eu, sentada com elas,

jogando cartas com as portas abertas —, mas logo o deixou de lado. Ela rapidamente superava

a mania de tentar fazer de mim a dama que eu aparentemente tinha que ser.

Estávamos no meio de uma partida de baralho quando notei uma silhueta pelo canto do

olho. Era o príncipe, parado em frente à porta com um ar maravilhado. Nossos olhares se

cruzaram e entendi no ato que seu rosto perguntava o que eu estava fazendo. Levantei-me com

um sorriso e caminhei até ele.

— Ai, meu Deus — murmurou Anne quando notou o príncipe na porta. Ela imediatamente

enfiou as cartas em um cesto de costura e se levantou. Mary e Lucy fizeram o mesmo.

— Senhoritas — saudou Cole.

— Majestade — Anne fez uma reverência. — É uma grande honra.

— Para mim também — ele respondeu com um sorriso.

As criadas se entreolharam, sentindo-se lisonjeadas. Todos permaneceram calados por uns

instantes, sem saber ao certo como agir. Foi quando Mary exclamou:

— Já estávamos de saída.

— Sim, estávamos mesmo — acrescentou Lucy. — Íamos... hã...

Ela olhou para Anne em busca de socorro.

— Íamos terminar o vestido da senhorita Lili para sexta-feira — completou Anne.

— Isso mesmo. Faltam apenas dois dias.

Com um sorriso enorme estampado no rosto, as três lentamente desviaram de nós para se

retirar do quarto.

— Eu não tinha a intenção de atrapalhar o trabalho de vocês — Cole disse, seguindo-as

com os olhos, completamente fascinado com o comportamento delas.

Assim que chegaram ao corredor, elas fizeram reverências estranhas e sem qualquer

sincronia antes de seguir a passos frenéticos.

— Que turma você tem — comentou Cole entrando no quarto e correndo os olhos pelo

lugar.

— Elas me mantêm motivada — respondi com um sorriso no rosto.

— Está claro que se afeiçoaram a você. Isso é difícil de encontrar.

Ele parou de olhar para o quarto e se voltou para mim.

— Não é assim que imaginava seu quarto.

Levei as mãos à cintura e disse:

— Mas este não é meu quarto, é? Ele é seu. Só está me emprestando.

O príncipe fez uma careta.

— Mas com certeza disseram-lhe que você poderia mudar alguma coisa. Uma cama nova,

uma pintura diferente...

— Uma camada de tinta não vai tornar este quarto meu. Garotas como eu não moram em

casa com piso de mármore — afirmei dando de ombros e com ar brincalhão.

Cole sorriu.

— E como é seu quarto de verdade?

— Hum... O que você veio fazer aqui exatamente? — perguntei, tentando desconversar.

— Ah, é que tive uma ideia.

— Sobre?

— Bem — ele começou —, já que você e eu não temos o relacionamento típico que procuro

ter com as outras garotas, talvez devêssemos usar... meios alternativos de comunicação.

Ele parou em frente ao meu espelho e olhou as fotos da minha família.

— Sua irmã mais nova é a sua cara — ele constatou, maravilhado.

Fui até o centro do quarto.

— Ouvimos isso quase sempre. E o que você ia dizer sobre comunicação alternativa?

Cole parou com as fotos e foi em direção ao piano, no fundo do quarto.

— Visto que está aqui para me ajudar, ser minha amiga e tal — ele continuou, fixando o

olhar em mim —, talvez não devêssemos recorrer aos tradicionais bilhetes entregues por

criadas nem aos convites formais para encontros. Pensei em algo menos cerimonioso.

Ele pegou a partitura sobre o piano.

— Foi você quem trouxe?

— Não, já estava aqui. Consigo tocar de cor as músicas de que realmente gosto.

Suas sobrancelhas se ergueram.

— Impressionante.

Ele voltou para perto de mim sem terminar a explicação.

— Você poderia parar de fuçar e completar o raciocínio, por favor?

Cole deu um suspiro.

— Muito bem. Estava pensando que podíamos ter um sinal ou um jeito de dizer que

precisamos conversar sem que os outros notem. Talvez coçar o nariz? — ele propôs, e

começou a esfregar a região acima dos lábios.

— Assim vai parecer que seu nariz está entupido. Não é atraente.

Ele me olhou um pouco perplexo e concordou.

— Muito bem. Talvez apenas passar a mão no cabelo.

Balancei a cabeça quase que imediatamente.

— Meu cabelo passa a maior parte do tempo preso com grampos. É quase impossível

passar a mão nele. Além disso, o que acontece se você por acaso estiver usando a coroa? Ela

vai acabar caindo.

Ele sacudiu o dedo na minha direção.

— Excelente argumento. Humm...

O príncipe deu as costas para mim e voltou a perambular pelo quarto, ainda pensativo,

parando ao chegar no criado-mudo.

— Mexer na ponta da orelha?

Pensei na hipótese.

— Gostei. Simples o bastante para ser discreto, mas não comum a ponto de confundirmos

com outra coisa. Mexer na orelha. É isso.

Algo tinha prendido a atenção de Cole, mas ele se voltou para mim e sorriu:

— Estou feliz por você ter gostado. Da próxima vez que quiser falar comigo, basta mexer

na orelha e virei assim que puder. Provavelmente depois do jantar — concluiu dando de

ombros.

Antes que eu pudesse perguntar sobre como eu o encontraria, Cole já estava passeando

com meu jarro nas mãos.

— Mas o que é isto?

Soltei um suspiro.

— Receio que esteja além de qualquer explicação.

-x-x-

A primeira sexta-feira chegou, e com ela nossa estreia no Jornal Oficial de Illéa. Nossa

participação era obrigatória, mas ao menos dessa vez tudo o que tínhamos que fazer era ficar

sentadas. Por conta do fuso horário diferente, chegávamos às cinco da tarde, permanecíamos

sentadas por uma hora e depois íamos para o jantar.

Anne, Mary e Lucy me vestiram com muito apuro. Puseram em mim um vestido longo azul-

escuro, tendendo para o violeta. A cintura era justa, e a cauda acetinada, levemente ondulada.

Eu não podia acreditar que minhas mãos tocavam uma peça tão bela. As criadas abotoaram o

vestido nas minhas costas, um botão por vez, e colocaram grampos encravados com pérolas

nos meus cabelos. Acrescentaram brincos de pérola pequenos e delicados e um colar cuja

corrente era tão fina que as pérolas espaçadas pareciam flutuar sobre minha pele. Eu estava

pronta.

Olhei-me no espelho. Ainda parecia ser eu mesma. Era a versão mais linda de mim que já

vira, mas eu reconhecia aquele rosto. Desde que meu nome fora sorteado, temia me tornar

irreconhecível, um ser tão recoberto por camadas de maquiagem e atulhado de joias que eu

teria que cavar por semanas até encontrar a mim mesma. Por ora, eu ainda era Lili.

E assim, como eu mesma, descobri que minhas mãos brilhavam de suor enquanto me dirigia

ao estúdio do palácio. Disseram que deveríamos chegar dez minutos antes. Para mim, dez

minutos eram na verdade quinze. Para alguém como Madelaine, eram mais ou menos três. Por

isso, as meninas foram chegando aos poucos.

Hordas de pessoas corriam por todos os lados a fim de dar os últimos retoques ao cenário,

que agora contava com uma fileira de assentos para as Selecionadas. Os membros do

conselho, que eu reconheci graças a anos assistindo ao Jornal Oficial, liam o roteiro e

ajustavam a gravata. As Selecionadas se olhavam no espelho e esticavam os vestidos

extravagantes. Um turbilhão de atividades.

Olhei para o lado e testemunhei o instante mais trivial da vida de Cole. Sua mãe, a bela

rainha Melanie, punha alguns fios de cabelo rebeldes dele no lugar. O príncipe endireitou o

paletó e comentou algo com ela. A rainha inclinou a cabeça em aprovação, o que fez Cole

sorrir. Gostaria de ter visto mais, só que Silvia, em toda a sua glória, chegou para me levar ao

meu lugar.

— Para a cadeira, senhorita Lili — ela ordenou. — Pode se sentar onde quiser, mas,

você sabe, as garotas já ocuparam toda a fileira da frente. — Silvia parecia triste por mim,

como se estivesse dando alguma má notícia.

— Ah, obrigada — agradeci, feliz por poder sentar na última fileira.

Não gostei de subir aqueles degrauzinhos com um vestido chique e sandálias de salto alto.

(Aliás, eu precisava mesmo delas? Ninguém veria meus pés.) Mas dei um jeito. Em seguida,

chegou Camila. Ela abriu um sorriso assim que me viu e veio se sentar ao meu lado. Pareceu

um bom sinal ela escolher se sentar perto de mim em vez de ir para a segunda fileira. Camila

era fiel. Seria uma grande rainha.

Seu vestido era de um amarelo brilhante. Seus cabelos pretos e sua pele morena davam a impressão de que ela irradiava luz.

— Camila, amei seu vestido. Você está fantástica!

— Ah, obrigada — ela disse, corando levemente. — Fiquei com medo de ter exagerado um

pouco.

— De jeito nenhum! Confie em mim: ficou perfeito em você.

— Eu queria conversar, mas você não aparecia. Será que podemos nos falar amanhã? —

ela perguntou em voz baixa.

— Claro. No Salão das Mulheres, pode ser? Sábado — respondi no mesmo tom.

Amy, sentada na cadeira da frente, virou-se para nós.

— Acho que os enfeites do meu cabelo estão caindo. Vocês poderiam ver para mim?

Sem dizer uma palavra, Camila apalpou com os dedos esguios o cabelo de Amy à procura

de enfeites soltos.

— Está melhor agora? — ela perguntou.

— Sim, obrigada — suspirou Amy, aliviada.

— Lili, tem batom nos meus dentes? — perguntou Elle.

Virei para esquerda e lá estava ela, expondo todos os dentes brancos como pérolas em um

sorriso lunático.

— Não, tudo certo — respondi, vendo pelo canto dos olhos que Camila confirmava a

informação com a cabeça.

— Obrigada. Como ele pode ser tão calmo? — Elle perguntou apontando para Cole, que

falava com um dos membros da produção. Depois da pergunta, ela enfiou a cabeça entre as

pernas e começou a controlar a respiração.

Camila e eu viramos uma para a outra de olhos arregalados e tentamos não rir. Não seria

fácil se continuássemos a ver Elle, de modo que corremos os olhos pelo estúdio e começamos

a conversar sobre as roupas das outras. Havia várias garotas de vermelho sedutor e verde

vibrante, mas nenhuma de azul. Cristal foi ousada o bastante para usar laranja. Eu não sabia

muito de moda, mas Camila e eu concordamos que alguém deveria ter ajudado a moça. Aquela

cor fazia sua pele ficar meio esverdeada.

Dois minutos antes de ligarem as câmeras, descobrimos que não era o vestido que a deixava

verde. Cristal vomitou ruidosamente na lata de lixo mais próxima e desmaiou. Silvia entrou em

ação e pediu aos gritos que alguém limpasse o chão e fizesse a garota se sentar. Ela foi posta

na última fileira com um balde próximo aos pés, por precaução.

Dove estava sentada bem na frente dela. Não consegui ouvir o que ela disse à pobre

coitada, mas parecia pronta para bater em Cristal caso o episódio se repetisse perto dela.

Pensei que Cole teria visto ou escutado uma parte da agitação e quis conferir se ele

demonstrava alguma reação. Olhei para o príncipe, mas ele não olhava para a confusão:

olhava para mim. Rapidamente — tão rapidamente que qualquer outra pessoa pensaria se

tratar de uma coceirinha — ele mexeu na ponta da orelha. Fiz o mesmo gesto e desviamos o

olhar.

Fiquei empolgada ao saber que Cole passaria em meu quarto depois do jantar.

De repente, o hino nacional começou a tocar, e o brasão de Illéa surgiu nos monitores

espalhados pelo estúdio. Endireitei-me na cadeira. Só conseguia pensar que minha família

estaria vendo e quis deixar todos orgulhosos.

O rei Matthew estava no palanque falando do breve e malsucedido ataque ao palácio. Eu não diria que o ataque fora malsucedido. Afinal, a maioria de nós quase morreu de pavor.

Depois fizeram mais uma pilha de pronunciamentos. Tentei prestar atenção em tudo o que

diziam, mas era difícil. Estava acostumada a assistir ao programa em um sofá confortável

acompanhada de um balde de pipoca e com os comentários da família.

Muitas das notícias tinham a ver com os rebeldes, que levavam a culpa por uma série de

coisas. A construção das estradas em Sumner estava atrasada por causa dos rebeldes, e o

número de representantes locais em Atlin tinha diminuído porque eles tiveram que ser

enviados para George a fim de ajudar em uma revolta rebelde. Eu nem fazia ideia de que essas

coisas tinham acontecido. Partindo daquilo que ouvira na infância e do que tinha aprendido

desde que chegara ao palácio, comecei a questionar o quanto sabíamos de fato sobre esses

grupos. Talvez eu não entendesse, mas não me parecia que eles podiam ser culpados por todas

as coisas erradas em Illéa.

E eis que Dylan surge no estúdio como se tivesse brotado do chão assim que o mestre de

cerimônias o anunciou.

— Boa noite a todos. Tenho um anúncio muito importante hoje. Faz uma semana que a

Seleção começou e oito moças já voltaram para casa. Restam agora vinte e sete belas

mulheres para o príncipe Sprouse fazer sua escolha. Semana que vem, haja o que houver, a

maior parte do Jornal Oficial de Illéa será dedicada a essas incríveis jovens.

Senti gotículas de suor se formarem na minha testa. Sentar ali e fazer boa figura... Até aí

tudo bem. Mas responder perguntas? Eu sabia que não ia ganhar aquele joguinho, mas não era

essa a questão. Eu só não queria fazer papel de idiota em rede nacional.

— Antes de chegarmos às senhoritas, falaremos com o homem do momento. Como Vossa

Alteza está esta noite, príncipe Cole? — perguntou Dylan cruzando o palco.

Cole foi pego de surpresa. Não tinha microfone nem uma resposta preparada.

Imediatamente antes de o microfone de Dylan chegar até ele, nossos olhares se cruzaram e dei

uma piscadinha. Aquele pequeno gesto foi suficiente para fazê-lo sorrir.

— Muito bem, Dylan, obrigado.

— Tem gostado da companhia até agora?

— Sim! É um prazer conhecer essas senhoritas.

— São todas moças doces e gentis como aparentam? — o apresentador quis saber.

Dei uma risadinha antes mesmo de Cole falar. Eu sabia que ele diria algo como “Bem,

mais ou menos”.

— Humm... — Maxon desviou o olhar de Gavril e me encarou — quase.

— Quase?

Dylan pareceu surpreso.

— Alguém ali está sendo desobediente? — ele perguntou apontando para nós.

Por sorte todas as meninas soltaram uma risadinha e eu pude me unir a elas. Que traidor!

— O que essas garotas fizeram que não foi exatamente meigo? — Dylan quis saber do

príncipe.

— Muito bem, deixe-me contar.

Cole cruzou as pernas e ficou bem confortável na cadeira. Nunca o tinha visto tão

relaxado quanto naquele momento, sentado ali e curtindo com a minha cara. Gostei desse seu

lado. Desejei que aparecesse mais vezes.

— Uma delas teve coragem de gritar comigo de um modo bem agressivo em nosso primeiro encontro. Levei uma bronca duríssima — ele prosseguiu.

Atrás do príncipe, o rei e a rainha se entreolharam. Pareciam estar ouvindo a história pela

primeira vez também. Ao meu redor, as meninas trocavam olhares confusos. Só fui perceber

quando Camila disse:

— Não me lembro de ninguém ter gritado com ele no Grande Salão. Você se lembra?

Cole devia ter esquecido que nosso primeiro encontro era um segredo.

— Acho que ele está exagerando, para ser engraçado. Cheguei a dizer para ele umas coisas

bem sérias. Talvez esteja falando de mim — respondi.

— Uma bronca? Por quê? — continuou Dylan.

— Honestamente, não sei. Saudades de casa, talvez. E foi por isso que a perdoei, claro.

Cole estava solto e tranquilo. Conversava com Dylan como se não houvesse mais

ninguém do estúdio além dos dois. Eu teria que dizer a ele mais tarde que havia se saído muito

bem.

— Então ela ainda está conosco?

Dylan dirigiu o olhar para o conjunto de garotas, com um sorriso de orelha a orelha, depois

se voltou para o príncipe.

— Ah, sim. Ainda está — ele afirmou, sem tirar os olhos de Dylan. — E planejo mantê-la

aqui por um bom tempo.


Notas Finais


Ownt❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...