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História A seleção - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 7


Vincent

Estava em meu escritório resolvendo assuntos do Reino que meu pai separou para mim. Dívidas a serem pagas, exportações a serem feitas para o reino vizinho e a capital. Tinha muito o que analisar, se não fosse por aquela saída talvez tivesse menos trabalho, meu pai ficou irritado e disse que podia fim a minha “liberdade” de solteiro. Não me espantaria pensar que ele deixou maior parte do trabalho para que eu resolvesse como castigo.

Ouço o som de passos no corredor e logo alguém bate na porta, respiro fundo tentando imaginar quem veio me incomodar já que não gosto de ser interrompido quando estou trabalhando.

- Entre. – falei sem tirar os olhos dos papéis.

- Ah, aí está meu querido primo – Ethan se aproxima e se senta à minha frente, estava com um sorriso de quem viu passarinho verde e aquilo me deixou curioso. – Vejo que está muito ocupado.

- Graças a nossa fuga do outro dia.

- Certo, esqueça isso um instante. – diz tirando o papel de minhas mãos.

- Não posso Ethan, são assuntos importantes.

- Garanto que irá gostar de saber – fez uma breve pausa. – Ou talvez não. – riu baixo.

- Ora diga de uma vez.

- Conhecendo meus tios como conheço, eles esconderam isso muito bem de você, sorte sua ter um primo como eu – reviro meus olhos e me recosto na cadeira. – Trouxeram várias moças da cidade para o palácio.

- E? – ele respira fundo.

- Não imagina para que? – balanço a cabeça em negação. – A seleção meu caro primo, em breve terá uma esposa. – ele sorriu irônico e minha surpresa foi tamanha.

- Não, não, não, não pode estar falando sério... está?

- E por que mentiria? Não vi as moças mas as servas que tem acesso ao harém me contaram que é uma mais linda que outra. Quarenta moças, ricas e plebeias.

- Quando soube disso?

- Ontem mesmo, quando chegaram.

- Por que não veio me contar?!

- Ora, estavas dormindo. E também, só fiquei sabendo a noite. – respirei fundo e baguncei meu cabelo.

- Mas nem era hora ainda, prometeram fazer isso depois do meu aniversário.

- Talvez apressaram isso para te castigar.

- Bem que aquele velho disse que podia fim a minha liberdade – fechei meus olhos para me acalmar. – Onde estão?

- Seu pai foi visitar a mina e sua mãe está nesse momento com as moças fazendo o desjejum.

- Tenho que ir até lá. – me levantei rapidamente e caminhei até a porta mas Ethan ficou na minha frente.

- Lamento Vincent mas a guardas na sala onde estão com ordens de não deixar ninguém além de servos passarem.

- Tsc.

- Sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde. É a tradição, um dia quando for rei terá que fazer o mesmo com seu primogênito.

- Isso é bobagem. – cocei a nuca e ouvi meu primo rir nasalado.

- Você está assim porquê ainda não viu nenhuma das moças.

Essa ideia de selecionar a melhor para ser a minha esposa não me agrada muito, sei pelo que irei passar com cada uma delas, ouvi as histórias que meu pai contou quando me falou dessa tradição idiota. Mas não nego que sinto curiosidade de saber como são.

- Ah, me contaram que Anna está entre elas.

- O que?! – Ethan começa a rir da minha reação, não é para menos. Ele mais que qualquer outro presenciou minha infância com Anna Prescott.

Quando éramos crianças Anna sempre vinha ao palácio quando seu pai vinha resolver alguns assuntos com o meu, ou apenas para ambos conversarem sobre assuntos banais e ter aquela garota por perto era o meu maior pesadelo. Apesar de ser mais velho que ela um ano, a loira era mais alta que eu, sofri terrivelmente nas mãos dela, a mesma dizia que um dia casaria comigo e quando eu discordava recebia puxões de cabelo, tapas e gritos ao pé do ouvido. Isso durou até o dia em que comecei a me esconder dela e proibir as servas de dizer onde estava. Não lembro quando foi a última vez que a vi já que sempre que ouço sobre sua vinda ao palácio eu trato de me manter trancado no quarto ou no escritório.

- Não faça essa cara.

- Diz isso porque não foi você que sofreu nas mãos dela quando criança.

- Não significa que ela é a mesma mimadinha de antes certo? – dei de ombros. – Bom, vou deixá-lo trabalhar. Assim que souber de mais alguma coisa virei comunica-lo. – ele abre a porta.

- Está passando muito tempo com as servas, cada dia se torna um fofoqueiro. – ele ri abertamente e sai. Respiro fundo e me sento para voltar ao trabalho, mas a notícia sobre a seleção toma minha mente me tirando a concentração. Precisava saber mais sobre isso ou não ficaria calmo.

Não aguentando, fui até a sala onde as moças e minha mãe estavam reunidas. Como Ethan disse, os guardas estavam na porta e não me deixaram entrar. Desisti de insistir e fui caminhar pelo jardim. Ao longe vi meu irmão mais novo sozinho o que é estranho, normalmente ele está brincando com seus amigos. Me aproximei e me sentei ao seu lado no banco de cor marrom escuro.

- O que faz aqui sozinho?

- Nada. – percebi pelo seu tom de voz que estava chateado.

- Nada mesmo? Me parece chateado, o que houve?

- Como consegue enfrentar nosso pai e fazer tudo que quer? – ergui o cenho. Respirei fundo e procurei as palavras certas.

- Não é que eu o enfrente para fazer tudo que quiser. Todo ato falho que faço tem uma consequência, então não fico imune – sorri. – Mas por que me pergunta isso?

- Papai me proibiu de brincar com meus amigos e agora não permite que venham aqui sem seu consentimento.

- Tsc, aquele velho. Ouça Enrico, não fique chateado com ele, as vezes ele toma decisões que aos olhos dele são para nosso bem, mas não se preocupe, falarei com ele sobre isso. – o garoto abriu um sorriso de orelha à orelha.

- Obrigado irmão! – baguncei seu cabelo e ele riu. – Ei! Pare com isso.

- Fica melhor assim.

- Haha, muito engraçado. Irmão, veja – olho na direção que indicou e vejo várias moças saindo do palácio pela porta da frente e devo confessar que eram muito bonitas. – Talvez sejam as moças que trouxeram.

- Tem razão. – digo sem olha-lo.

- Para que tantas moças?

- Você não precisa saber, ainda é muito novo para isso – não contaria isso agora, apesar de que talvez ele saiba em breve. É possível que quando for mais velho passe por isso ou tenha a sorte de encontrar alguém antes. – É nossa mãe, irei falar com ela. Até o jantar irmãozinho.

Corri em direção a minha mãe que observava as moças indo embora com alguns guardas, algumas pareciam até desanimada.

- Mãe.

- Oh, Vincent, bom dia querido, não tivemos oportunidade de nos vermos no café.

- Bom dia. Essas são as moças da seleção?

- Eram, fiz a primeira etapa de eliminação, agora restam vinte e cinco moças.

- Sobre isso, por que não me falaram nada? Pensei termos combinado que aconteceria após meu aniversário. – ela sorriu.

- Seu pai e eu decidimos adiantar as coisas antes que você resolvesse engravidar alguma mulherzinha por aí. – revirei meus olhos.

- Isso não iria acontecer.

- E como pode ter tanta certeza? Essas mulheres são astutas meu filho, mas não vamos falar disso – respirei fundo. – Não faça essa cara, para te animar e matar sua curiosidade, as que ficaram vão participar da sua festa de aniversário, é nela que irei fazer a próxima etapa. – sorriu como se aquilo fosse algo maravilhoso.

- Não gosto da ideia de usar meu aniversário para isso, mas sei que é inútil discutir com a senhora.

- Exatamente. Vincent só queremos o melhor pra você é seus irmãos, e quem sabe uma dessas moças conquiste seu coração hum? – ela toca meu rosto, sorri pequeno e entra.

Não gosto da ideia mas é inevitável. Mas será que ela tinha razão? Dentre elas, alguma seria capaz de tomar meus pensamentos?


Notas Finais


Espero que tenham gostado amores.
Se gostaram me conta oq achou 💋❤


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