História A Seleção de Francis Valois - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Seleção, Reign
Personagens Aylee, Catherine de Medici, Claude of France, Francis II of France, Greer of Kinross, Kenna, Leith Bayard, Lola, Louis, Prince of Condé, Mary, Queen of Scots, Nostradamus, Olivia D'Amencourt, Personagens Originais, Sebastian "Bash", Stéphane Narcisse
Tags Casamento, Catherine Di Medici, Cleith, Francis Valois, Frary, Kennash, Mary Stuart, Mash, Paixão, Reign, Reinado, Romance, Selecao
Visualizações 218
Palavras 3.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Coitada, acha mesmo que vai ganhar alguma coisa." - Lola Fleming

Filma a cara dessa sonsa com o meu príncipe 😂

Capítulo 16 - The Plan


Fanfic / Fanfiction A Seleção de Francis Valois - Capítulo 16 - The Plan

França, 1558

Catherine di Médici

~×~

O grande salão fervilhava de nobres e convidados da corte. As garotas da elite estavam juntas conversando animadamente, e eu, esperava o meu momento para ter a ajuda de Lola.

– Está mais animado hoje, do que estava no baile de início da seleção.

– Naquela época eu não queria me casar. Mas ainda bem que isso mudou. O próximo baile será a comemoração da minha escolha. – Francis disse.

– Espero que tenha sorte com ela.

– Vou fingir que acredito na sua boa intenção.

– Não importa o que eu diga, seu pai está praticamente decidido por Mary, e é isso que você quer. Tenho que me conformar.

– Tudo bem. Não é só com você que eu tenho que ter cuidado mesmo. – Ele disse e segui seu olhar. Bash se aproximou das garotas e beijou a mão de Mary. Eles se afastaram das outras garotas, juntos. Lola olhou para mim. – O que ele acha que está fazendo? Eu vou até lá!

– Espere! – Eu segurei seu braço. – Estão apenas conversando.

– Não deviam!

– Olhe para as outras garotas. Tem lordes conversando com elas também, a corte está animada e quer conhecer aquelas que podem ser sua rainha. Por que seu irmão não pode fazer o mesmo?

– Por que meu irmão a quer! Vê ele falar com as outras garotas? Não, é só Mary. – Bash entregou-lhe um papel e se afastou. Mary olhou para Francis.

– Já chega. – Ele se soltou de mim e foi até ela. Procurei por Henry e o avistei conversando com Lorde Lafaiete.

– É bom dar logo início a essas comemorações, ou vamos ter uma confusão desnecessária. – Eu disse, me aproximando deles.

– Do que você está falando? – Henry perguntou.

– Não importa. Só deveria orientar o seu bastardo a passar um tempo longe do palácio. – Expliquei.

– Posso declarar aberta a noite, majestade? – Lorde Lafaiete perguntou.

– Claro. Vamos nos sentar. – Henry me ofereceu o braço e caminhamos até os tronos. Lafaiete deu ordem para a música parar um instante e foi para o meio do grande salão. Um grande círculo foi formado.

– Desejo saudar a toda corte francesa com uma boa noite, majestades, alteza. – Ele se inclinou. – É com a permissão do Rei Henry que estamos aqui hoje para comemorar uma nova fase na seleção do nosso amado Príncipe: A Elite. Algumas escolhas foram feitas e agora apenas três finalistas estão concorrendo ao trono francês e ao coração de Francis, da casa de Valois. Quero chamar a frente as nossas últimas selecionadas promovidas a elite: Aylee D’Ávila, da Espanha. – A garota caminhou pelo meio do salão acompanhada por uma salva de palmas e esperou ao lado direito de Lafaiete. – Lola Fleming, de Portugal. – Ela também se aproximou. – E Mary Stuart, da Escócia. – Mary caminhou e ficou junto delas. Elas se sentaram nas três cadeiras indicadas para elas.

– Nessas três jovens estão o futuro da nossa nação. Três candidatas com condutas excelentes, países dispostos a se aliar, e para a grande sorte do nosso príncipe, belezas magníficas. – Henry disse.

– Para a minha sorte, ou a minha total ruína? As características citadas só tornam essa escolha a mais difícil que já tive que fazer na vida. – Francis se pronunciou saindo do meio das pessoas e andando pelo salão. Ouvimos algumas risadas.

– Concordo com vossa alteza. – Lorde Lafaiete disse.

– Eu gostaria de dançar com as minhas garotas, para celebrar a chegada delas a essa nova fase. – Meu filho anunciou.

– A honra é toda sua, príncipe. Mas antes, me permite lhe fazer uma pergunta?

– O que desejar.

– Nos diga, alteza, o que é preciso que as garotas saibam para chegar na próxima fase da seleção?

– Você quer dizer, para ser a grande escolhida? – Francis olhou para as meninas.

– Exatamente.

– Não tem uma instrução para isso. Não existe fórmula mágica para se apaixonar. Só posso garantir que eu escolherei a garota na qual meu coração se sentir mais tocado pela honestidade, honra e beleza da alma, porque como vê, beleza exterior todas elas possuem. – Mary deu um leve sorriso, e ele fez o mesmo.

– Senhoras e senhores, Príncipe Francis Valois! – Lorde Lafaiete puxou uma salva de palmas e ele se aproximou das garotas e estendeu a mão para Aylee, que foi com ele para o meio. A música recomeçou e eles começaram a dançar animadamente.

– Por que fez aquele comentário sobre Sebastian? – Henry se aproximou e me perguntou baixinho.

– Você nunca percebeu que seu bastardo pode perder a cabeça por causa de uma certa candidata que por acaso é a única que interessa a Francis?

– Bash e Mary? Você jura?

– Duvida? Observe para onde ele está olhando agora. – Bash estava em um canto do salão e fitava a rainha da Escócia que conversava com Lola, distraída. Francis levou Aylee ao seu lugar e agora, retirou para a dança a minha aliada.

– Isso pode ser um problema.

– Certamente. Com licença, meu rei. – Pedi e levantei. Caminhei entre os nobres até chegar perto de Nostradamus.

– Minha rainha. – Ele me saudou.

– Olá. Temos alguma novidade da garota desaparecida?

– Infelizmente não. Olivia é um mistério. Nem se tivesse morta lá em baixo, já teríamos encontrado o corpo. Não há nenhum rastro.

– Só mais um problema. Eu sabia que a ideia de usar os túneis não era segura.

– Era a única coisa que tínhamos. Mas no momento, há pessoas que estão aqui, e que deveriam ser maiores preocupações. – Ele disse indicando Francis e Mary, que agora estavam juntos, rodopiando felizes e arrancando suspiros. Além de tudo, Mary ainda aparentava ser a candidata preferida do povo.

– Suas visões não mudaram? Não há outra interpretação cabível? Nada?

– Sinto muito. A rainha da Escócia causará a morte do seu primogênito. Só não consigo prever quando. – Meu corpo inteiro se arrepiou e algumas velas que estavam perto de nós se apagaram com um vento mais forte. As criadas trataram de fechar as janelas naquele canto e reacender.

– Devo voltar ao meu lugar. – Eu me afastei e fui andando até o trono. Isso era o que eu precisava para levar as coisas adiante hoje. Antes que Mary arruíne a minha família, eu causarei a ruína dela.

<>

Lola Fleming

~×~

– Está na hora. – A rainha apareceu sorrateiramente por trás de mim, falando baixinho.

– Claro, majestade. Precisamos de vinho. – Eu peguei duas taças de uma criada que estava passando.

– Venha até aqui. – Caminhamos até um canto do salão sem muitas pessoas. – Vigie pra mim.

– Está tudo bem, as pessoas estão distraídas. – Ela discretamente tirou de dentro do decote um frasquinho com o líquido. Era apenas algo para dormir.

– Tome. Mão esquerda, o que dará a ela, e mão direita, o que você vai beber. Vai se lembrar disso?

– Vou. Eu sou destra, não beberia o que está em minha mão esquerda.

– Ótimo. Vá, ficarei observando. – Ela disse. Nós caminhamos de novo para perto de todo mundo. Mary estava conversando com Greer, sua mais nova dama, mas ela falou algo e se afastou, deixando Mary sozinha. Era a minha chance.

Quando me afastei de Catherine e fiquei de costas, discretamente troquei os copos em minhas mãos. A rainha da França pode até ter os planos dela, mas eu tenho os meus.

– Mary!

– Lola! – Ela sorriu.

– Tome, vamos fazer um brinde. – Olhei para Catherine e me certifiquei de que ela me viu entregar para ela a taça da esquerda. Mesmo essa já não sendo mais a bebida alterada.

– Que Francis tenha amor e felicidade em seu futuro casamento, não importa a escolha que faça. – Ela disse, erguendo a taça dela.

– Certamente terá! – Eu bati, fazendo o brinde e Mary bebeu um gole. Eu dei um passo para o lado e esbarrei propositalmente em um homem que passava, derramando o vinho que Catherine tinha adulterado. – Ah, meu Deus, sou tão desastrada!

– Lola! – Mary pôs a sua bebida de lado. Meu vestido havia ficado estragado, mas eu não tinha o que fazer.

– Está tudo bem, Senhorita, peço desculpas. – O homem disse.

– Eu que tenho que me desculpar, foi culpa minha.

– Fique com isso. – Ele me ofereceu um lenço.

– Obrigada! – Aceitei e tentei me limpar.

– Não há de quê. Com licença. – Ele saiu. Francis se aproximou de nós.

– Algum problema aqui?

– Lola derramou vinho! – Mary explicou.

– Está tudo bem! – Eu disse.

– Você devia trocar de vestido e dar esse para uma criada lavar imediatamente, ou a mancha não vai sair. – Ela disse. Tinha razão, mas eu precisava falar com Francis agora mesmo, ou o que eu tinha acabado de fazer não tinha valido de nada.

– Tudo bem. O príncipe poderia me acompanhar?

– Mas é claro! Vamos? – Ele me ofereceu o braço. – Voltamos logo. – Disse para Mary.

– Tudo bem. – Ela disse e pegou uma bebida de novo, saindo para falar com outra pessoa. Antes de sairmos do salão, olhei para Catherine que fez um aceno de cabeça positivo e bebeu um gole de vinho também.

Quando estávamos em um corredor apenas na companhia de alguns guardas, eu sussurrei para o príncipe.

– Preciso lhe contar uma coisa.

– Há algum problema?

– Haveria, mas eu impedi. Só acho que você deveria saber, porque ela pode tentar de outro jeito, parece imbatível.

– Do que você está falando? Ou melhor, de quem?

– Vamos até o meu quarto, preciso trocar de roupa e falo depois. – Ele me olhou desconfiado, mas assentiu.

Quando chegamos, Francis ficou esperando na porta enquanto minhas criadas me ajudaram com a roupa.

– Obrigada. Agora levem isso para lavar e me deem licença com o príncipe. Precisamos conversar. – Eu disse para uma delas.

– Sim, Senhorita. – Elas saíram e logo Francis entrou.

– Tenho que confessar que fiquei curioso. O que está acontecendo?

– Derramei o vinho de propósito. Estava com um sonífero.

– Como é?

– Sua mãe me pediu para dar aquilo a Mary. Ela iria adormecê-la e havia um plano para ela ser encontrada com outra pessoa e ser eliminada da competição. – Ele estava de boca aberta.

– Lola, essa acusação é muito grave.

– Conhece a mãe que tem, sabe que ela seria capaz.

– Ela inclusive já tentou antes... – Ele constatou, mas ainda estava um pouco incrédulo.

– Ela me procurou para ser uma aliada, porque sabe que Mary sair da competição é do meu interesse. Sei que ela é a candidata mais forte, mas não é assim que eu quero ganhar. Se me escolher, quero que seja por causa dos seus sentimentos.

– Então você só fingiu ter se aliado a minha mãe?

– Sim. Mas quando o plano não der certo ela vai vir tirar satisfações comigo e não poderei mais continuar com isso. – Ele ficou pensativo por um instante.

– Na verdade, ela vai continuar achando que deu certo sim, e vamos pegá-la na hora certa. – Ele sorriu maliciosamente.

– No que está pensando?

– Preciso falar com a Mary. Parece que ela vai se fingir de Bela Adormecida. Vamos lá. – Ele me ofereceu o braço.

– Seja lá o que estiver tramando, dessa armação eu vou fazer parte. – Segurei nele e saímos do quarto.

– Lola? – Ele me chamou quando estávamos quase perto do salão.

– O que?

– Obrigado. Por sua sinceridade, e por ter se negado a tramar contra Mary. Significou muito pra mim. – Nós trocamos um sorriso.

– Mary é minha amiga, independente da competição. Nunca faria isso com ela.

<>

Mary Stuart

~×~

Bash havia me dado algo que estava me deixando muito curiosa. Pelo que ele disse eu só deveria abrir quando estivesse sozinha, mas eu não estava me aguentando. Me afastei das pessoas no salão do baile e fui para atrás de uma pilastra perto da entrada. Mas, sons de risadas que eu conhecia bem me impediram de me concentrar para ler. Nem cheguei a tirar o papel da roupa.

– E ela ainda sorriu para mim quando eu estava saindo com você. Coitada, acha mesmo que vai ganhar alguma coisa. – Era Lola.

– É muita ingenuidade. – Francis disse em seguida. Eu arrisquei inclinar a cabeça para olhar e os vi com os braços enroscados. Ela tinha mesmo trocado de roupa. Eles pararam um pouco antes de se infiltrarem na multidão.

– Está vendo ela em algum lugar? – Lola perguntou.

– Não. Vamos procurar por ali. – Francis disse e a levou por uma lateral.

“Coitada, acha mesmo que vai ganhar alguma coisa.”

Repassei essas palavras e fiquei intrigada. Do que eles podiam estar falando?

“É muita ingenuidade.”

Respire, Mary. Respire. Eles não pode estar fazendo isso com você. Lola não pode ter chamado Francis para acompanhá-la para eles se divertirem em seu quarto, enquanto eu, a ingênua, fico achando que ele me ama, e que vou ser escolhida. Isso não pode ser.

Resolvi sair de onde estava e ir atrás deles. Eu me recuso a acreditar no que estou constatando.

– Procurando a ingênua aqui? – Eu me aproximei pelas costas e eles se viraram.

– Mary! Na verdade sim, mas por que está falando desse jeito? – Francis perguntou.

– Porque olha, eu tava achando que eu ia ganhar. E confiando em você quando disse que me amava, mas deve ter dito a mesma coisa para levar ela pra cama também e lhe prometido um casamento, não é?

– Mary, pare. Está sendo ridícula! – Ele disse. Eu percebi que Lola se chocou quando eu disse a parte de levar ela pra cama. Talvez isso não tenha acontecido e eu só fiz ela descobrir as coisas entre mim e Francis.

– Eu ouvi vocês ainda há pouco, quando entraram no salão.

– Mary, você pensou que estivéssemos falando de você? – Lola perguntou, sem graça. Eu olhei dela para ele e imediatamente soube que eu tinha feito uma besteira.

– Lola, pode nos dar licença, eu falo com ela agora. Cumpra o combinado e nos encontramos depois. – Francis disse.

– Tudo bem. – Ela se afastou.

– Achei que confiasse completamente no que eu sinto por você. – Ele disse. – Depois de tudo que passamos...

– Me perdoe. Eu não entendi nada, mas para o que eu ouvi, era a dedução mais lógica.

– Pois deveria deduzir que tem pessoas verdadeiras ao seu lado, porque o que Lola fez por você hoje, eu não teria esperado de nenhuma competidora. – Ele disse baixinho. Não haviam muitas pessoas perto de nós, mas ainda assim.

– Do que você está falando?

– Minha mãe a procurou para juntas tentarem eliminar você, mas ela preferiu me contar a verdade e entregá-la, do que ser tão baixa com uma trapaça.

– Ah, meu Deus! – Eu olhei para Lola do outro lado do salão, envergonhada e com raiva de mim mesma. Ela deu um meio sorriso.

– Vocês estavam falando dela. Sua mãe acha que vai ganhar alguma coisa aqui hoje.

– Exatamente.

– Me perdoe, Francis!

– Está tudo bem. Mas agora, precisa ajudar a desmascará-la.

– Como vamos fazer isso?

– O vinho que você brindou com Lola hoje, minha mãe acha que tinha o sonífero que ela colocou, mas Lola trocou os copos e o adulterado foi o que ela derramou. Preciso que você ande por aí reclamando de um sono que te deu de repente, e se certifique de que minha mãe vai ouvir você dizendo isso. Depois saia e vá para o seu quarto. Eu e Lola vamos em seguida, e você vai fingir que está dormindo enquanto ficamos escondidos esperando quem ela vai mandar para tentar lhe fazer mal. – Ouvi tudo com atenção.

– Então você vai prendê-lo.

– Sim. Entendeu tudo?

– Sim.

– Ótimo. Faça isso logo, já era pro sonífero ter tido efeito se você tivesse tomado, ela pode estar desconfiada.

– Você está bravo? – Perguntei e ele me encarou no fundo dos olhos.

– Depois, Mary. – Disse e se afastou.

Eu fiquei um instante parada onde eu estava, pensando em tudo o que aconteceu até que Greer e Kenna chegaram perto de mim.

– Mary? Está tão distraída, algum problema? – Kenna perguntou.

– Estou morrendo de sono.

– Já?

– Pois é! De repente fiquei mole, e muito cansada. Está incontrolável. – Coloquei a mão na cabeça para melhorar a minha encenação. Eu poderia contar a verdade a elas, mas não há tempo.

– Será que você já pode se retirar, ou ainda vai haver alguma formalidade da competição?

– Eu vou perguntar ao príncipe. Ele está ali com a sua mãe.

– Não, deixe que eu vou. Fique com ela, Kenna. – Greer disse e nós nos sentamos para esperar. Eu escorei a cabeça entre os braços e fechei os olhos.

– Mary? Tem certeza de que está só com sono? Isso é tão estranho! – Minha dama disse.

– Talvez tenha sido muito vinho. – Eu disse tentando parecer realmente sonolenta.

– Está tudo bem, ela pode ir. – Greer voltou.

– Vamos ter que levá-la. Do jeito que está, vai acabar tombando e dormindo no chão num corredor. – Kenna disse. Ela me levantou e ambas enroscaram os braços nos meus, uma de cada lado. Saímos do salão.

Quando cheguei ao meu quarto, elas me deixaram. Dispensei as criadas e fiquei esperando Francis e Lola. Não demorou para eu ouvir uma batida na minha porta.

– Foi uma encenação brilhante. – O príncipe disse. Eu ri.

– Entrem.

– Então, você deve deitar e fingir que está dormindo. Um homem vai entrar no quarto e tirar as roupas, e Catherine vai aparecer quando ele estiver aqui, para vocês aparentemente serem pegos juntos. – Lola explicou.

– Então vamos desmascará-la. Ficaremos escondidos ali atrás. – Francis disse.

– Quando ele chegar, o que eu faço? Continuo dormindo? Se ele tentar...

– Eu vou estar de olho! Não se preocupe! Ao menor sinal de que ele vá tentar te machucar, nós o surpreenderemos, mesmo que a minha mãe não esteja aqui.

– Tudo bem. Obrigada! – Ele sorriu e se afastou com Lola.

Eu me deitei e fiquei esperando. Essa é a pior parte de tudo. Alguns minutos depois, ouvi um ruído, e fechei os olhos. Tinha alguém aqui mesmo.

Depois de um instante senti alguém deitar na cama ao meu lado. Eu estava em pânico e prestes a acabar com tudo e gritar. Ele pôs uma mão na minha perna, e foi o suficiente para Francis sair de onde estava. Ouvi ele empunhando a espada.

– O que está fazendo? – O príncipe perguntou.

– Alteza! – O homem exclamou com o tom de voz apavorado. Eu me levantei e fui pra longe dele. Lola agarrou meu braço e ficamos atrás de Francis.

– Eu sei quem lhe mandou aqui. Mas por que? O que ela lhe ofereceu? – Francis não pôde ouvir a resposta dele porque no mesmo instante Catherine abriu a porta. Quando ela viu todos nós, abriu a boca e em seguida, engoliu em seco.

– O que está acontecendo aqui? – Ela tentou se fazer de desentendida.

– Eu estava me perguntando a mesma coisa. Quer dizer, na verdade eu sei muito bem que isso é uma armação sua para tirar Mary da competição. Eu só estou tentando entender porquê. – Francis explicou.

– Vá embora. – A rainha ordenou ao seu capacho que imediatamente fez o que ela mandou. – Eu gostaria que isso fosse uma conversa entre mãe e filho.

– Mas não será, porque isso envolve as duas. Como você pôde fazer uma coisa dessas? Você acha que todo mundo é como você? Acha mesmo que Lola iria ser tão baixa?

– Eu realmente acreditei que ela tinha um pouco mais de ambição dentro de si. – Catherine debochou.

– E eu? Depois de tudo que passamos na última semana? Depois de toda aquela conversa de ter me protegido por causa de Francis, você iria fazer isso comigo? – Perguntei.

– Não é nada pessoal, Mary. Se você soubesse, entenderia. Eu só não posso continuar correndo o risco de você ganhar essa seleção. – Ela disse. Francis guardou a espada e a pegou pelo braço.

– E eu não posso continuar correndo o risco de deixar você perto dela. – Ele disse.

– O que você vai fazer?

– Vamos comigo!

– Francis! Eu sou sua mãe, não pode me tratar assim! – Ela implorou, mas ele continuou decidido e a levou para fora, praticamente a arrastando.

<>

Catherine di Médici

~×~

– Francis! Francis, por favor! Não vai dizer ao seu pai, não é? – Ele me largou. Passou a mão no cabelo.

– Se eu disser a ele, ele vai prender você.

– Exatamente. Não faça isso comigo!

– Então o que é que eu faço com você? Por que você não toma jeito? Você sabe que eu a amo, nada do que faça vai me separar dela! – Ouvimos um ruído no corredor onde estávamos. Era Nostradamus.

– Me dêem licença. Lamento interromper, mas é um assunto urgente, do interesse da rainha. – Ele disse.

– Então o que vai ser? – Perguntei a Francis.

– Pode ir. Vou lhe dar uma última chance, mas se tentar fazer mais alguma coisa, saiba que nem presa você vai ficar. Ela é uma rainha, e se machucá-la, será traição. Vai perder sua cabeça. – Ele chegou bem perto e sussurrou a ameaça, indo embora em seguida. Engoli em seco e meus olhos se encheram de lágrimas.

– Obrigada.

– Pelo que? – Nostradamus perguntou.

– Você ouviu o que estava acontecendo e interrompeu para me ajudar.

– Na verdade, o que eu disse é sério. Venha! – Ele me puxou.

– O que quer que seja, não tenho cabeça agora. Acabei de ser traída por aquela vadia portuguesa e meu filho me acha a pior pessoa do mundo porque estou tentando poupar sua vida.

– Quando você ver, o que aconteceu essa noite não vai mais importar.

– Está me assustando.

– É pra ter medo mesmo. Eu descobri o que aconteceu com Olivia. – Ele disse enquanto parávamos à porta dos seus aposentos.

– O que?

Ele abriu, e então eu vi. Precisei segurar seu braço, porque minhas pernas falharam.

Isso.

Não pensei que veria isso de novo.


Notas Finais


E ENTÃO??
KKKKKK
A melhor parte de escrever coisas que não estão na história de verdade é surpreender vocês!
Acham que a Lola é boazinha mesmo ou tá se passando?
😂😂😂

Eu sumi um pouquinho essa semana mas é pq tava uma correria (eu tinha comentado que me mudei) e eu ainda tava sem internet, mas ontem finalmente! Ainda tentei postar esse capítulo quinta pelo 3g, mas não rolou, não carregava.
Eu vou responder os comentários de vocês hoje, eu prometo! Tô com saudade então venham falar comigo e digam o que vocês acharam!

PS: o que será que Bash deu pra Mary? E o que será "isso" que Catherine viu?
Tô esperando!
Um beijão!! ❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...