1. Spirit Fanfics >
  2. A Seleção- Narusasu >
  3. XI-"Mal-estar e Outra Marca"

História A Seleção- Narusasu - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - XI-"Mal-estar e Outra Marca"


Fanfic / Fanfiction A Seleção- Narusasu - Capítulo 11 - XI-"Mal-estar e Outra Marca"

"Pequenas frestas permitiam que um pouco da luz matinal se infiltrarem no quarto. Lentamente, abri meus olhos. Senti uma tontura repentina quando levantei, minha cabeça latejava e minha visão estava turva.

– Sasuke-sama?- nem me dei conta de quando Karin entrou no quarto– eu estou te chamando a tempos, está tudo bem?

Não consegui responder nada, apenas senti tudo começar a rodar e perder os sentidos antes de apagar completamente.

༻ °°° ༺

Aquela marca novamente. Eu não sabia se estava sonhando novamente, mas aquela marca brilhava de novo. Só que dessa vez a luz era mais agressiva, e tinha a silhueta de uma pessoa na frente da marca.

A pessoa estava coberta por um manto negro. Eu apenas conseguia ver os braços tatuados cheios de pulseiras de ouro e duas assas negras saindo de suas costas, a silhueta murmurava alguma coisa em uma língua que eu não conseguia identificar.

De repente a silhueta se virou e me encarou, mas eu não conseguia ver mais nada além dos olhos vermelhos brilhantes e um sorriso malicioso. E assim como no outro sonho, tudo ficou preto novamente.

Ao abrir meus olhos me vi em um ambiente completamente branco. Meus músculos doíam ao ponto de eu não conseguir levantar o tronco, então apenas movimentei a cabeça. Obito estava lá, ele conversava preocupadamente com Kakashi e mais outro oficial do palácio.

– Nii-san– chamei e ele virou de imediato em minha direção.

– Otōto! Como você está?– se sentou em uma cadeira ao lado da maca em que eu estava.

– Meu corpo dói e minha cabeça está latejando– disse fazendo uma careta de dor.

Meu irmão olhou para os outros dois presentes e depois se voltou para mim novamente.

– Quando você começou a se sentir assim?– perguntou e eu refiz todos os acontecimentos do dia anterior, tentando lembrar do que poderia ter causado o meu repentino mal-estar.

– Não me lembro bem. Só lembro de começar a me sentir estranho depois de ver uma marca estranha no corredor.

Os outros três se olham aparentemente assustados.

– Uma marca estranha?– foi Kakashi que perguntou.

– Sim. Ela era bem grande, era como um círculo com vários símbolos dentro, como uma teia de aranha– tento explicar como era– ela também era vermelha e brilhante.

– Você só a viu ontem no corredor?– disse o oficial que eu não sabia o nome.

Hesitei um pouco sobre conta-lo sobre o sonho.

– Não, ela apareceu novamente em um sonho de madrugada e agora quando eu estava desmaiado– meu irmão pareceu ficar pálido e Kakashi e o oficial se entreolharam.

O oficial suspirou.

– Certo, eu sou Shikamaru Nara. Daqui algumas horas eu vou chamá-lo para fazer alguns exames. Tudo bem?– se apresentou.

– Sim.

– Vou deixá-lo descansar– o tal Shikamaru caminhou até a porta– nos vemos mais tarde.

Olho para Obito esperando que ele me dê alguma resposta. Mas ele parece tão confuso quanto eu.

– É tão grave assim?– perguntei preocupado, afinal, o que seria tão ruim a ponto de um oficial ser chamado e me pedir para fazer exames?

– Aposto que são apenas exames simples. Eles costumam prezar muito pela saúde dos hóspedes do palácio– declarou Obito, mas eu sabia que nem mesmo ele acreditava nisso– descanse um pouco, Shikamaru deve voltar em duas horas.

Ele deixou um beijo em minha testa e saiu junto com Kakashi. Então eu fiquei observando o teto branco até dormir novamente.

༻ °°° ༺

Eu estava deitado em uma maca em uma sala dez vezes maior que a ala hospitalar em que eu estava. Shikamaru me chamou a poucos minutos e me guiou até este local.

O que mais me impressionou foi o fato de que, em poucos minutos depois que tínhamos entrado na sala, o príncipe surgiu pela porta trajado as suas tão conhecidas e engomadas roupas reais. Ele e Shikamaru conversavam em um canto da sala.

Até que depois de alguns minutos ambos se aproximaram de mim.

– Sasuke– começou o príncipe um tanto incomodado– temos algumas suspeitas do que possa ter acontecido. Mas para ter certeza vou precisar que confie em mim e colabore com tudo, ok?

Franzi o cenho, confuso. Mas concordei mesmo assim, aquilo parecia realmente importante.

– Certo, você poderia desenhar mais ou menos como se lembra da marca, por favor?– pede Shikamaru e me entrega um pedaço de papel e lápis.

Eu tento ao máximo me lembrar de todos os detalhes e desenhar o mais próximo o possível que me lembrava.

– Tinha um homem... um homem que estava perto da marca– digo fazendo os dois me olharem.

– Um homem?– Naruto faz uma careta em confusão.

– Como ele era?– pergunta Shikamaru curioso.

– Não me lembro bem, mas ele tinha roupas esquisitas, um cabelo longo e tatuagens esquisitas. Parecia um funcionário do palácio– o príncipe e Shikamaru se entreolharam e suspiraram.

– Eu...vou precisar fazer uma coisa, peço que confie em mim, certo?– assenti– qualquer coisa que sentir me avise. Agora feche os olhos– fiz o que ele mandou e fechei meus olhos sentindo seus dedos em minha testa.

Seu toque era suave e calmo. Logo senti sua outra mão tirar uma mecha de cabelo do meu rosto, e senti minhas bochechas esquentarem automaticamente ao sentir sua respiração próxima, até demais, do meu rosto. Depois de alguns minutos uma nova marca surgiu em meio a escuridão, essa era dourada e menos agressiva.

A nova marca trazia uma estranha sensação paz, sentia como se pudesse adormecer ali mesmo, sentia aos poucos meu corpo relaxar.

Quando senti os dedos se afastarem abri os olhos lentamente, encarando a imensidão azul que eram os olhos do príncipe, tão hipnotizantes que pareciam enfeitiçar. Não sei por quanto tempo nós encaramos, mas só nos afastamos guando Shikamaru fingiu uma tosse.

– Bom, nós acabamos por aqui. Qualquer coisa que você sentir venha falar com a gente, sim?– Shiramaru disse enquanto olhava alguns papéis.

– Claro– me levantei com a ajuda de Naruto.

– Vou te acompanhar até o seu quarto, lá você vai comer e eu vou te passar o que os outros selecionados viram nas aulas da Tsunade.

– Mas você não tem “tarefas reais” para fazer?– pergunto em tom de brincadeira e ele ri.

– Acho que posso tirar um tempinho para você– brinca e nós dois rimos.

– Sinto-me honrado, Vossa alteza.

E assim seguimos para o meu quarto, quem sabe eu não consiga arrancar alguma informação sobre a marca"

Fim do capítulo onze.



Notas Finais


Espero que tenham gostado



Até o próximo capítulo ❣️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...