História A Senadora--Trilogia "Entre o Amor e o Poder". Versão Camren - Capítulo 2


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Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony, Halsey, Justin Bieber, Lucy Hale, Meghan Trainor, One Direction, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Halsey, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 173
Palavras 3.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aq esta o primeiro Capítulo

Capítulo 2 - Primeiro capítulo


Fanfic / Fanfiction A Senadora--Trilogia "Entre o Amor e o Poder". Versão Camren - Capítulo 2 - Primeiro capítulo

Camila POV'S

Eu estava definitivamente feliz!
   Acordar para mim havia se tornado uma das coisas mais prazerosas, mesmo que isso acontecesse num domingo, antes das sete da manhã.
   Nenhuma paisagem, nem a dos arranha-céus de Nova York, ou os jardins do palácio Jauregui em Washington chegaria aos pés do que eu tinha na minha frente naquele momento.
   Lauren, absolutamente suada, correndo em sua nova esteira, assistia todos os noticiários na sua TV de Plasma de 52 polegadas, com fones de ouvido, todo cuidadoso para não me acordar.
   E assim, minha vida não poderia ter seguido um caminho melhor. Passado quatro meses desde que saí do New York Times, me sentia extremamente realizada, plena.
   Saí de lá sem olhar para trás e
nenhum arrependimento. E vi como poderia ser feliz e completa, mesmo não sendo colunista no jornal mais famoso dos Estados Unidos, pois para isso eu teria que ter esquecido os princípios ensinados por meus pais, deixando de lado quem eu era e principalmente, o amor da minha vida.
   Não, isso não faria nunca!
   Lauren era como o ar que eu precisava para respirar, meu pilar, minha sustentação. Não sabia mais como era viver sem ela e duvidava como tinha vivido vinte e dois anos assim. Naquele momento eu sabia que até então havia apenas sobrevivido.
   Durante nosso final de semana na Ilha de Clara, logo após minha demissão, comecei a pensar o rumo que iria seguir profissionalmente. E foi junto com Lauren, deitada na espreguiçadeira ao lado da piscina, que veio a ideia de transformar o dossiê Jaureguis em um livro, mas esse era apenas um dos meus projetos. Clara 1 também estava me ajudando muito. Ela me convidou para participar de algumas obras de caridade das quais fazia parte e eu estava adorando essa nova fase “primeira dama” ao lado da minha sogra. Sem contar a recompensa moral e espiritual que isso me trazia, sabendo que estava ajudando o próximo e, principalmente, tendo experiências reais com a mulher de um governante de verdade.
   Realmente eu havia nascido para isso!
   Lauren também estava muito feliz com o rumo que nossas vidas tinha tomado. Ficava toda orgulhosa, a cada novo projeto, sempre ao meu lado me dando apoio e muito feliz com nossa relação cada vez melhor e mais cúmplice.
   Graças à tudo isso, ganhei uma sala na Jauregui's para minhas pesquisas com o livro, então, enquanto estávamos em Nova York, trabalhava com ela no mais famoso prédio de Manhattan. Porém, quando minha namorada precisava ir para Washington, lugar que voltou a ser minha casa pelo menos três vezes na semana, ia com ela, dando assim mais atenção aos meus pais e principalmente, colocando o Palácio Jauregui abaixo para complementação do dossiê. A cada palavra lida ou história descoberta, ficava ainda mais fascinada por essa família que me adotou e abriu sua casa, deixando-me muito feliz.
  — Pare de morder os lábios, Karla Camila, estou sentindo seu desejo daqui.
  — Essa frase já está ficando repetitiva, amor — ajeitei-me na cama, sorrindo, para melhorar minha visão predileta de todos os dias pela manhã. E sem ao menos olhar para trás, Lauren continuou falando.
   — Vou te mostrar algo que se tornou bem repetitivo e você nunca reclamou — metodicamente ela desligou a esteira virando-se para mim, ainda deitada nua em nossa cama de Washington.
  — Bom dia — esfreguei as pernas, já adivinhando o que ela faria.
   — Karla Camila, você gosta de atiçar o leão que tenho dentro de mim — seu humor estava maravilhoso naquele final de semana e eu já havia aproveitado muito bem. — Sabe qual é minha vontade nesse exato momento?
   — Não sei, amor — mordi os lábios, provocando, quando tocou os joelhos na ponta da cama.
   — Te pegar, — puxou-me pelas pernas, fazendo ficar completamente aberta para ela — sentir teu gosto, — agachou à centímetros da minha intimidade — te foder com minha língua, — falou aproximando-se mais, me deixando completamente acesa — chupando todo o teu mel — e o fez com força, fazendo com que um grito estridente saísse da minha garganta. — Tão escandalosa.
   — Me chupa, Senadora... Agora!
   E nada mais precisou ser dito.
   Lauren, com maestria, me levou ao céu com sua língua mágica, enquanto lambia minha entrada chupando com força e provocando as melhores sensações dentro do meu corpo.
   Não demorei muito para me derramar inteira para ela e quando menos esperava, já estava com seu pau dentro de mim.
   — Bom dia, princesa! — deu-me um selinho antes de começar a estocar forte.
   — Hum! — gemi, arranhando suas costas e trazendo meu quadril para junto dela.
   — É assim que eu gosto, devassa! Vem, rebola nesse pau que é só seu — ela nos virou, dando um tapa na minha bunda.
   — Só meu! — Lauren se levantou um pouco, me ajeitando ainda dentro mim, enquanto capturava um dos meus seios com a boca. 
   - Isso, amor, delícia!
   — Vem de novo, estou quase lá — lambeu meu colo suado.
   — Eu vou — falei no exato momento que apertei minhas paredes envoltas do seu pau, sentindo-a se derramar inteira dentro de mim.
   — Puta que pariu, princesa! Gostosa demais! — sorri, jogando meu corpo em cima do dela, já estirado sob os lençóis vermelhos.
   — Não sei de onde tiraram que a rotina estraga uma relação — ouvi sua gargalhada, me colocando no vão do seu pescoço.
  — Com uma rotina dessas, com certeza não teremos problema em cair na mesmice.
   — Não mesmo! Quem manda ser tão gostosa, Senadora? — Lauren urrou, apertando ainda mais minha cintura. — A ideia de trazer uma esteira para cá também foi magnífica — chupei seu pescoço, sentindo sua respiração falhar.
   — Karla Camila, hoje temos tempo para quantos rounds você quiser, é só me provocar.
   — Não perco por esperar, Senadora — repeti pausadamente.
   — Para o chuveiro, Senhorita Cabello — observei ela me colocar de lado na cama, enquanto se ajeitava, para logo após me jogar nas costas.
   — Lauren! — gritei de ponta cabeça.
   — Quieta! Nenhum dos nossos empregados precisa saber que estou te comendo nesse exato momento.
   — Seu desejo é uma ordem, amor — mordi suas costas, lambendo a marca vermelha que ficou no local, escutando a urrar novamente, introduzindo um dedo em mim, a caminho do banheiro.
   Não seria preciso dizer que ainda tivemos dois orgasmos debaixo do chuveiro até começarmos a tomar um banho decente, certo?
   Porém, enquanto Lauren esfregava minhas costas, a percebi tensa algumas vezes, fazendo com que me virasse, encarando seus olhos verdes.
   — O que você tem? — toquei uma ruga bem no meio da sua testa franzida.
   — Você me conhece como ninguém, não é, princesa? — beijou meu dedo.
   — Acho que a rotina tem seu lado bom — ela sorriu.
   — Para mim, todos — abraçou minha cintura apenas com um dos braços, dando-me um selinho. — Você é a minha melhor parte, Karla Camila. — sorri apaixonada.
   — Então, o que está te afligindo?
   — Nada de importante. Apenas a lei elaborada por mim, que deverá ser aprovada amanhã, pela maioria dos votos.
   — E você acha que não vai conseguir?
   — Se torna complicado quando temos que estabelecer leis rígidas para dentro do Capitólio, mesmo tendo muitos aliados e amigos ali dentro.
   — Não quando possa interessar a eles também — pisquei para ele.
   — Explique-se melhor — nos distanciamos um pouco para podermos nos encarar.
   — Você quer aprovar uma lei que deixe claro todos os contras sobre a corrupção dentro do Senado, certo?
   — Certo!
   — Mexa na índole deles, com o bolso deles! Porém, sem assustálos. Mostre para todos ali o quão será inteligente trabalhar honestamente, ou algo perto disso.
   — Deixando claro que um escândalo não favorecerá uma suposta propensão a um cargo maior — ela completou o raciocínio.
  — Exatamente — Lauren sorriu me puxando para mais perto novamente. — Relembre para seus colegas algum dos casos mais famosos, como o do Senador George Morris 2, que ficou preso por alguns anos por conta desse delito.
   — Ótima lembrança, cara jornalista — rimos. — O que eu faria sem você, Karla Camila?
   — Nada, Senhora Senadora da República.
   — Não me atice que ainda temos um café da manhã.
  — Mas, foi você quem disse que não teríamos hora hoje, amor — fiz manha nos seus braços.
   — Tenho uma surpresa para você!
   — O que é? Tenho até medo de perguntar — perguntei e ela riu, beijando-me intensamente.
   Porém como Dinah vivia dizendo... “Tudo na vida é uma questão de costume”.
   Então tive que aprender, quer dizer, me acostumar com a nova realidade da minha vida. Cheia de mordomias, seguranças, motoristas, secretárias e empregadas. E não discutiria com Lauren por conta de assuntos que pudesse conciliar naquela nova etapa.
   Dinah era a que mais se divertia com minha nova situação. Por questão de segurança, já que meu nome era um dos mais comentados de todos os tempos e a minha rotina a mais vigiada, Liam fazia nossa proteção pessoalmente. Principalmente quando estávamos andando no Central Park, no cabeleireiro, shoppings, Quinta Avenida, na casa dos meus pais...
   Além disso, ainda tinha o cartão negro, para torrar com todos os meus desejos mundanos ou extraterrestres pela quantidade de zeros. Coisa que não achava necessária, mas escutava repetidas vezes que depois de adentrar ao castelo, a princesa nunca mais voltaria à reles plebe.
   E para completar, uma conta conjunta com Lauren, onde ela depositava mensalmente aquela quantia absurda dizendo que eram honorários do livro, mas eu sabia muito bem que por trás daquilo existia muitas coisas passando por sua cabecinha, incluindo conforto, estabilidade e segurança. Eu estava trabalhando com ela e já vivíamos praticamente como casadas, então, resolvi aceitar, além desse “mimo” mensal, todos os outros presentes:
   Joias, livros, celulares, notebooks...
   Balancei a cabeça.
   — O que você está aprontando, Lauren Michelle? — ela gargalhou enquanto terminávamos de nos arrumar para o tão misterioso café da manhã. Por estarmos praticamente no verão, coloquei um vestido florido até a altura dos joelhos, que valoriza minhas curvas com um bonito decote. Já Lauren, impecável com qualquer tipo de roupa e principalmente sem ela, vestia uma calça jeans e camiseta  azul marinho, contrastando com sua pele branquinha. Uma tentação, mesmo depois de Quatro orgasmos só pela manhã.
   — Você logo saberá. Vamos? — entrelaçamos nossas mãos e descemos encontrando Alfred a nossa espera com a mesa do café na varanda.
   — Bom dia.
   — Bom dia, Senadora — ele sorriu educadamente para nós. — Senhorita Cabello.
   — Bom dia, Alfred — retribuí. O mordomo do palácio era uma graça. Quando o vi pela primeira vez aqui, ainda no jantar da posse de Lauren, percebi que nos daríamos bem. Todo reservado, com estilo britânico, ele aparentava ter seus sessenta anos e muitas histórias para contar. Por isso, Lauren já havia me flagrado na cozinha conversando sobre a Família Jauregui, da qual ele era conhecedor assíduo e como todo o cidadão americano, fã.
   Por seu tempo de trabalho na casa, havia convivido muito com o Presidente Sebastian, do qual falava com muita estima e saudade. Os dois, mesmo que o Presidente tivesse a fama de duro e implacável com tudo e todos, pareciam ter sido grandes amigos. Como Lauren e sua relação com Ally, Normani e Liam.
   — O café da manhã já será servido.
   — Obrigado, Alfred. Onde está Liam? — perguntou Lauren.
   — Na cozinha, Senhora. Vou chama-lo — o mordomo ia saindo, mas o interrompi.
   — Alfred, se ele estiver tomando café, peça para terminar. Não temos pressa — Lauren balançou a cabeça, sorrindo.
   — Tudo bem, senhorita.
   — Você está me deixando muito complacente com todos ao redor — beijei sua mão livre, já que a outra já estava no tablet.
   — Custa deixar o coitado terminar seu café como nós? — revirei os olhos.
   — Olhe esse sorriso — apontou para uma foto dela mesmo entrando no Capitólio na sexta-feira. — Eu estava sorrindo, Karla Camila!
   — O que tem isso? Pessoas normais sorriem, Lauren Michelle — dei de ombros, vendo Alfred voltar e me servir com uma xícara de café.
   — Eu não costumo sorrir no Congresso, isso me faz perder toda a autoridade com meus partidários, já que estou lá por ser dura e implacável — Lauren estava me provocando, porém, eu sabia jogar baixo também.
   — Sexta-feira? Deixe-me ver... — parei fingindo pensar. — Ah! Pode deixar, Senadora, não farei mais aquilo, pois sei que o deixa muito feliz. A partir de hoje, só aos finais de semana — senti seu corpo se aproximar do meu ao mesmo tempo em que Alfred se afastava percebendo o clima entre nós dois.
   — Não me venha com grevinhas, Senhorita Cabello — tocou minha coxa, sussurrando no meu ouvido.
   — Não me venha com gracinhas, Senhora Jauregui — revidei tendo minha boca atacada pela dela em um beijo feroz, como se nós não tivéssemos... há meia hora? — Eu te amo — massageei seu couro cabeludo o vendo relaxar a cabeça no meu ombro.
   — Também te amo, mas você tem o dom de me fazer agradecer aos funcionários — disse desgostosa, mas riu no final da frase.
   — Isso teria que ser um elogio, pois sei que sua mãe lhe deu educação, você que esqueceu em alguma gaveta.
  — Por falar em gaveta... — disse ela assim que viu seu chefe de segurança e motorista se aproximar. — Bom dia, Liam — Lauren olhou novamente para mim, endireitando-se na cadeira, me fazendo sorrir ainda mais. — Vá buscar o presente da Senhorita Cabello.
   — Ok, Chefe!
   — Vou perguntar de novo, Lauren. O que você está aprontando?
   — Você vai ver, princesa — a senadora simplesmente voltou para o tablet, bebericando seu café. Em compensação, eu não conseguia tirar os olhos de onde Liam havia entrado, na garagem da casa. — Sobre o assunto da aprovação da lei amanhã, estou pensando em ligar pessoalmente para alguns aliados, o que acha?
   — Seria interessante e simpático — sorri, desviando minha atenção de Liam e vendo minha namorada revirar os olhos.
   — Estou falando sério, Karla Camila.
   — Eu também, Senadora — usei o mesmo tom autoritário na voz. — Mas, em quem pensou?
   — Richard Walker 3 .
   — Ótima escolha! Vocês fazem parte do mesmo partido, ele está em uma ótima posição no momento e é mais simpático — pisquei, lembrando da sua festa de aniversário na qual havíamos participado alguns dias atrás.
   — Vai me dizer que é mais bonito também, Senhorita Cabello? — eu sabia que tinha atiçado minha mulher ciumenta. — Pois não estamos em um concurso de beleza!
   — Sabia que, assim como você era, Richard também é um dos solteiros mais cobiçados do mundo?
   — Como eu era? — Lauren estava me cutucando.
 — Claro, meu amor, pois agora seu coração é meu! — foi minha vez de aproximar nossas cadeiras, beijando seu rosto. — O mundo inteiro sabe que você só tem olhos para mim.
   — E eles estão certos — ela respondeu e eu sorri apaixonada.
   — E eu para você, desde sempre.
   — Eu sei, princesa — beijou meu pescoço.
   — Mas, deixe-me perguntar apenas por curiosidade, já que tocamos no assunto — pulei na cadeira, como Dinah.
   — Curiosidade? Sei... — Lauren acabou rindo, apertando-me mais a ela.
   — Lembrei de algo agora com você citando o Senador Walker e mais cedo, termos comentado sobre George Morris.
   — Diga-me, madame curiosa — já estávamos relaxados novamente.
   — Como andam os indícios sobre o romance entre ele e sua assessora, a filha do Senador Morris, Clara? Esse é o nome dela, não é?
   — Como poderíamos esquecer? É o nome da minha mãe! — sorrimos e bebericamos mais um pouco de café antes dela prosseguir. — Pelo que percebi, os dois tem uma atração muito intensa, principalmente no olhar. Já estive com eles em algumas reuniões e posso garantir que existe algum sentimento a mais ali. Porém, ele namora outra pessoa, então, ou são amantes ou...
   — Amor, não vamos julga-los. E se forem apaixonados e nesse momento não podem ficar juntos? Não gosto nem de pensar nessa possibilidade para nós. Já passamos por algo parecido tentando preservar nossa relação e a sensação é péssima, imagina envolvendo uma terceira pessoa.
  — Mulheres, sempre agindo com o coração.
   — Exatamente, Senhora racional — brinquei.
   — Não com você — sussurrou no meu ouvido, me arrepiando.
   — Com certeza não — nos beijamos apaixonadamente até escutarmos um ronco de um motor potente, que fez Lauren sorrir satisfeita e meu coração disparar.
   — Ai, meu Deus! Lolo, o que é isso, amor? — meus olhos brilharam quando me deparei com um espetacular conversível vermelho em frente à nossa mesa. 
   — Seu carro de Washington, Primeira Dama — ela se levantou, fazendo com que eu a seguisse e pegou as chaves da mão de Liam.
   — Como assim meu carro de Washington? — eu estava completamente tonta.
   — Camz, por conta da correria dos últimos meses, até que demorei muito para lhe dar um carro... — ela disse sorrindo. A conhecendo bem, também achei estranho. Mas, como estava andando na maioria das vezes com Liam na limusine, meu velho Audi de guerra, presente de formatura dos meus pais
ainda valia alguma coisa. Até aquele momento, é claro. — Pensei para DC, por ser uma cidade mais tranquila, um carro com a capota aberta e sem muitos quilos de blindagem.
   — Sem muitos quilos de blindagem? Quer dizer que ele é blindado?
   — Como todos os nossos carros, princesa.
   — Ok! Eu também posso me acostumar com isso — disse para mim mesma, a fazendo rir. — Ele é lindo! — andei em volta do meu carro, maravilhada e quando cheguei à sua frente novamente, beijei Lauren, agradecida. —Obrigada, amor, eu amei!
   — Que bom que gostou, princesa. Senão poderíamos trocar — ri olhando para sua linda fisionomia tranquila.
   — Trocar? Como roupa?
   — Tenho muito ainda a lhe ensinar, Karla Camila — Lauren gargalhou.
   — Tem mesmo, mas antes, que tal darmos uma voltinha? — pisquei para ela que na mesma hora pulou para o banco do motorista.
   — Ei! Pode sair daí. Se o carro é meu, eu dirijo! — continuou gargalhando e desceu seu Ray Ban, pulando para o lado,enquanto eu tomava meu posto.
   — Você aprende rápido, princesa — beijou meu pescoço, arrepiando-me por inteira, assim que liguei o carro.
   — Com uma professora particular dessas, quem não aprende, amor? — pisquei novamente para ela, descendo meus óculos de sol também e depois de nos despedir de Liam, que assistia aquela cena como mero espectador, eu acelerei meu esportivo pelas avenidas largas da capital americana, enquanto sentia o vento soprar nossos cabelos e sua mão apertar minha coxa.
E como tudo que fazíamos ou estreávamos juntas, terminamos nosso passeio em uma rua deserta com Lauren me comendo em cima do banco de couro do meu Aston Martin.
   Voltamos para Nova York na segunda à noite, depois que seu projeto, discutido em cima da nossa conversa de domingo, foi aprovado com a maioria dos votos. Ela contou com a ajuda do Senador Walker, que além de apoiar, foi de suma importância na hora da decisão, pois com os dois trabalhando no mesmo projeto até a oposição estava se rendendo. Minha Senadora, por sua vez, chegou ao Capitólio naquele dia muito séria, mesmo tendo ganhado um trato merecido depois da sua corrida na esteira. Porém, eu lhe disse que gostaria de ver seu sorriso pela TV ainda na cama e ela, para me provocar, não sorriu, me fazendo gargalhar antes de começar mais um dia de pesquisas no Palácio Jauregui.
   Porém, algo precisava ser discutido com minha namorada e, desse assunto, eu não abriria mão. Havia até o momento concordado com todas nossas ideias conjuntas e suas regalias comigo, mas tinha chegado a hora de contar para Lauren sobre meus outros planos.
   Depois que me tornei “sua primeira dama”, resolvi colocar no papel algo que me ajudaria muito quando fosse realmente a mulher da governante maior do mundo. Entretanto, esse projeto era o único que eu manteria em segredo absoluto. Na verdade, era uma pesquisa particular a ser realizada no futuro, por minha perspectiva de vida. Além de se tornar uma das surpresas que faria a Lauren. E como toda surpresa, ela não poderia ser revelada antes da hora.
   E esse era o problema, já que para essa pesquisa eu precisaria  de patrocínio e dessa vez não seria a Jauregui's à fazer isso. Queria andar um pouco com minhas próprias pernas e também correr atrás de algo novo, que me fizesse sentir aquele friozinho na barriga novamente. Mas conhecendo minha Senadora, sabia que convencê-la não seria uma tarefa fácil. Mesmo assim, eu a enfrentaria mesmo que isso causasse nossa primeira briga depois de tantos meses.
 


Notas Finais


Obrigado por estarem me acompanhando p......
Espero q gostem bjs.....❤


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