1. Spirit Fanfics >
  2. A Serpente entre os Leões >
  3. A Toca do Leão

História A Serpente entre os Leões - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Agradeço à @LuliRS, @Rebecca_Granger, @girlseries, @ARMY548 por lerem e comentarem.

Capítulo 27 - A Toca do Leão


Fanfic / Fanfiction A Serpente entre os Leões - Capítulo 27 - A Toca do Leão

23 Julho de 2019, terça-feira

Assim que os convidados foram para suas casas, Harry chamou James e Albus para conversarem sobre o incidente no jardim após a partida de quadribol.

- Eu quero uma boa explicação para aquela palhaçada no jardim!- pediu Harry  resoluto- Os dois sabem que briga é inaceitável nessa casa, mas insistem em ficarem igual cão e gato!

- Nada disso teria acontecido se ele não tivesse me chamado de Alvito na frente dos meus amigos!- defendeu-se Albus- Agora eles encherão meu saco por isso! 

- Nada disso teria acontecido se você não fosse uma serpente ingrata e insensível!- retrucou James, pensando no quanto a sua irmã tinha sido gentil ao deixar Albus ganhar a partida e o sonserino, como agradecimento, os atacou com sete pedras nas mãos.

- Basta!- pediu Harry antes que seus filhos voltassem a discutir- James Sirius Potter, o senhor sabe muito bem, o quanto o seu irmão não gosta de ser chamado de Alvito em público, custava respeitá-lo em seu aniversário?

- Eu não sabia que aniversariantes tinham imunidade para serem babacas, bom saber- falou James irônico, iniciando uma nova discussão com seu irmão que culminou com Harry dando um tapa na mesa.

- Albus vá para o seu quarto, conversarei com o senhor depois- decidiu Harry, percebendo que devia conversar a sós com cada filho. Assim que Albus saiu do escritório- Senta!- mandou Harry apontando para uma poltrona- Me conta detalhadamente o que aconteceu.

- Nós decidimos jogar quadribol, dividimos os times, então eu quis ser atacante, não porque eu queria que Albus ganhasse, mas porque eu gosto de ser atacante. E a Lily ficou toda contente, pois eu sei que ela joga como atacante, pois ela não quer que eu deixe de ser apanhador. Infelizmente, ela esqueceu que Albus é sonserino, então quis ser gentil com ele e deixá-lo ganhar, pois é seu aniversário- falou James indignado- O resto você já sabe, Albus ficou puto, eu o provoquei e quando dei por mim estava fugindo de um maluco no jardim. 

- Eu entendo que o senhor ficou ofendido e pegou as dores da sua irmã. Contudo, se você viu que ele estava nervoso por que o provocou? Por Merlin, James o senhor é mais velho, está prestes a completar 15 anos, custava ter mais paciência? Vocês podiam ter conversado depois- falou Harry em um tom severo- Veja o que aconteceu. Os dois brigaram no jardim a ponto de a Rose ter que separar vocês! 

- Me desculpa, pai- pediu James envergonhado. 

- Não é a mim que o senhor deve desculpas- demarcou Harry- O senhor ficará aqui refletindo no que fez até eu voltar com o seu irmão. Estamos entendidos?

- Sim, senhor- respondeu James prontamente.

Então, Harry aparatou no quarto do Albus. Como previsto, Albus estava nervoso e com seus braços cruzados deitado em sua cama.

- Eu não irei me desculpar- falou Albus com firmeza- Por culpa daquele imbecil, terei que aturar desaforo em Hogwarts! Os meus amigos ficarão me chamando de Alvito apenas para me irritar! Juro por Merlin que irei azará-lo toda vez que isso acontecer!

- Albus não queira saber o que farei com o senhor e seu irmão caso venham a duelar em Hogwarts, pois será isso que irá acontecer se o senhor colocar essa ideia absurda em prática!- falou Harry de um jeito que Albus engoliu em seco- Senta- pediu Harry, pois Albus permanecia deitado na cama- Então, me conta o que aconteceu- falou Harry enquanto se sentava ao lado do seu filho.

- Os estúpidos dos meus irmãos perderam de propósito. Fui tirar satisfação com eles, aonde se viu fazer isso comigo? Tenho cara de quem quer ganhar por pena?- falou Albus irritado, afinal seu orgulho sonserino foi atacado- Quem precisa e gosta de pena é ave. Enfim, o imbecil do seu filho me chamou de Alvito e pior na frente dos meus amigos! Ele praticamente pediu para apanhar! O meu único arrependimento é de não ter o socado como eu queria. 

- Albus, a sua irmã só quis ser gentil com você, ela não fez isso por pena, mas sim por amor- falou Harry calmamente- E se o senhor conversar com o seu irmão, descobrirá que ele quis jogar como atacante porque ele gosta de jogar como atacante. E pelo que fiquei sabendo, ele não pegou leve com seu time- disse Harry sério enquanto olhava o filho nos olhos- O senhor sabe que errou ao escolher bater nele. Desde quando resolvemos nossos problemas assim?

Albus escutou calado, então se deu conta que também errou. Mas James teria que pedir desculpas primeiro. 

- Tá entendi, me desculpa- pediu Albus envergonhado.

- O senhor sabe muito bem a quem deve desculpas- demarcou Harry com firmeza.

- Conversarei com a Lily, não se preocupe- falou Albus irônico, fazendo Harry o mirar com severidade- James tem razão, o seu bom humor é contagiante.

- Fico feliz que já esteja concordando com o seu irmão- falou Harry segurando o braço do filho e aparatando em seu escritório, aonde eles encontraram James observando um livro em frente a uma estante- James, o senhor tem algo para dizer para o seu irmão?

James suspirou, então guardou o livro.

- Albus, me desculpa por ter te chamado de Alvito na frente dos seus amigos e ter falado que seu coração é lufano- falou James sinceramente.

- Eu te perdoo- falou Albus enquanto se aproximava do irmão- Me desculpa por ter te perseguido, empurrado e quase quebrado a sua cara.

- Você jamais quebraria a minha cara- retrucou James injuriado.

- Estou pedindo desculpas, caso não tenha notado- demarcou Albus.

- Está bem, eu perdoo- disse James estendendo a mão que seu irmão segurou prontamente, então James puxou Albus para um abraço- Você deve desculpas para a Lily também.

- O senhor também- fez questão de lembrar Albus- Afinal quebramos a promessa que fizemos a ela. Lembra?

- Que promessa?- quis saber Harry curioso.

- Lily nos fez prometer que seremos melhores amigos para sempre e sempre faremos as pazes- respondeu James envergonhado.

Harry teve que se segurar para não rir. 

- Os dois estão de castigo, então nada de quadribol, sair com amigos e namorada até o final de semana- sentenciou Harry com firmeza- Podem ir se desculpar com a Lilian e boa sorte, pois a Lily pode ser doce, mas quando está brava é 100% a sua mãe. 

Assim que terminou de falar, Harry aparatou em seu quarto aonde contou para sua esposa o que Lilian tinha conseguido fazer. Assim que Gina escutou sobre a promessa entre os irmãos, ela caiu na gargalhada e Harry, enfim, se permitiu a rir. 

- Eu te falei, desde que Lilian tinha um ano, eu observo que ela sempre consegue o que quer dos irmãos- disse Gina rindo.

- Verdade, eu não esqueço de quando ela tinha dois anos e os fez fazerem as pazes- disse Harry sorrindo- Eu não tenho dúvida que Lilian cuidará muito bem deles em Hogwarts, ela sempre cuidou.

25 de Julho de 2019, quinta-feira, Godric’s Hallow

            No dia anterior, enquanto cumpriam um castigo na Seção de Arquivo Morto por faltarem o trabalho na terça-feira, Peter e David conseguiram copiar todas as caixas referentes a operações que envolviam vira-tempo desde a sua proibição há 21 anos atrás. Logo, a sala da casa em Godric’s Hallow estava com caixas repletas de documentos, bem como a cozinha. Os dois passaram a madruga lendo os arquivos, enquanto Teddy lia o dossiê de Gustav Sebald desde que retornou do seu trabalho como agente canino na estação de trem.

Teddy, Peter e David faziam anotações e construíam uma linha do tempo nas paredes da sala que agora lembravam os filmes trouxas de quando retratavam alguém que tinha uma obsessão. Algo que eles de fato tinham, iniciaram com Amos Diggory e agora, eles acrescentaram Gustav Sebald. O interessante era que a história daquelas pessoas se encontrava. Após terminar a leitura do dossiê, Teddy se prontificou a ajudar seus amigos que logo aparatariam para a Divisão de Aurores, pois na quinta-feira ele está livre do trabalho, por causa do seu plantão noturno na estação de trem.

Monstro observava Teddy trabalhar, aquele rapaz o lembrava muito Regulus Black, por causa do seu gênio forte e determinação. Logo, Monstro se importava muito com ele e o estava ajudando a se cuidar diante daquele caos. Afinal, Teddy não dormia desde terça-feira, tinha comprado inclusive uma máquina de café expresso (desde o início da Operação Grinch) que Monstro achava extremamente curioso como uma capsula se transformava em café. O elfo, na verdade, nunca esteve tão feliz, pois Teddy e seus amigos deram vida aquela casa. Apesar, de lotarem a sua geladeira com latas de energético.

-Teddy, o almoço está pronto- avisou Monstro.

- Obrigado- falou Teddy que estava sem o paletó do seu terno, com sua camisa social preta para fora da calça, sem gravata, mangas arregaçadas e três botões da camisa abertos. A sua fisionomia somada com sua roupa, indicava o quanto ele estava cansado.

            Teddy almoçou com Monstro ao seu lado, algo que o elfo amava, ele era tratado como igual, era como se ele fosse parte do time.

- O que você acha de dormir, por uma hora, pelo menos, tomar um banho e depois retornar ao trabalho?- sugeriu Monstro gentilmente.

            Teddy olhou para Monstro e suspirou.

- Eu não consigo dormir desde que essa operação começou, não pela falta de tempo, mas porque eu vivo com um medo constante de perder a minha família- respondeu Teddy francamente.

- Então, uma partida de xadrez após o almoço, aí o senhor toma banho, te fará bem- sugeriu Monstro fazendo Teddy sorrir.

- Combinado- assentiu Teddy.

            Minutos depois, após o banho, Teddy retornou para a sala, aonde ao olhar para a sua volta desejou ter uma equipe maior. Então, ele retornou ao trabalho até seus amigos retornarem e eles reiniciarem o ciclo interminável de leitura.

Noruega, Casa de Regulus e Lagertha Greengrass, 25 de Julho de 2019

            Regulus e Lagertha Greengrass, sentiam saudades da filha, Agatha Jane Greengrass (15 anos), desde que a deixaram em segurança com seus tios (Draco e Astória) no dia anterior. Após se formar em Hogwarts, Regulus foi estudar Magia Negra na Noruega, aonde ficou raízes, pois conheceu sua esposa que é auror, além de ser chamado para lecionar Magia Negra na Durmstrang. Eles viviam em paz, estavam felizes. Regulus estava satisfeito por ter se reaproximado da irmã há dois anos. Contudo, tudo foi por água a baixo quando um grupo de bruxos das trevas, denominados Ordem da Morgana, começaram a perseguir bruxos nascidos trouxas, em nome de uma limpeza étnica. Consequentemente, Regulus, ao lado da sua esposa, lutavam contra esse ideal.

            Nesse momento, Lagertha tinha acabado de enviar uma coruja para a casa da família Malfoy. Aquela coruja era a garantia de que Agatha ficaria sob os cuidados do Draco, caso eles fossem assassinados, pois o casal não confiava nos avós que tinham sido capazes de envenenar um irmão contra o outro. Aquele era um medo constante no coração da Lagertha, de Agatha ficar desamparada e nas mãos de avós perversos.

- Estou com um mal pressentimento- falou Lagertha preocupada- Eu sinto uma estranha dor em meu peito.

- Nós precisamos ser fortes e lutar, eu não posso deixar a escola, preciso garantir a segurança dos alunos que são nascidos trouxas e a Noruega precisa de uma auror talentosa como você- falou Regulus confiante- Pelo menos, Agatha ficará em segurança em Hogwarts nesse ano.

            Horas depois, durante a noite, o casal foi surpreendido pela visita de Delphini Lestrange, ela estava com um sorriso debochado no rosto. Lagertha e Regulus se viram cercados por bruxos das trevas.

- Então, é aqui que mora a grande guerreira Lagertha Greengrass, há muitas histórias sobre você- disse Delphini debochada- A senhora é famosa e ao mesmo tempo tola em pensar que feitiços de proteção tão fracos podem me deixar longe de você- gargalhou Delphini- Oh, é sua filha?- quis saber Delphini enquanto via uma foto de família- Tragam a garota!- ordenou Delphini nervosa- Vocês não sabem o prazer que sinto quando mato um filho na frente dos seus pais.

            Regulus e Lagertha permaneceram calados, mantinham suas varinhas erguidas, mesmo sabendo que seria impossível derrotá-los. Então, eles se olharam e nesse olhar disseram o quanto se amavam.

- Até breve, meu amor- falou Regulus, então Lagertha repetiu as mesmas palavras com a mesma intensidade. Pouco tempo depois, o casal iniciou um duelo que culminou com suas mortes, pois eles eram apenas dois bruxos contra dez bruxos das trevas mais Delphini que, ciente da sua superioridade, nem quis perder seu tempo com aqueles bruxos que considerava insignificantes e se divertiu com seus seguidores lutando contra eles.

- Patéticos, dois sangues puros que defendiam trouxas e nascidos trouxas- falou Delphini chutando as mãos do casal que tinha se unido, então ela cuspiu no rosto dos dois e os incinerou.

- A garota não está na casa- informou um bruxo das trevas.

- Pena, gostaria de ter escutado seu grito de desespero agora- falou Delphini com um sorriso no rosto- Quem são os próximos traidores de sangue da nossa lista?

            Delphini tinha planos, muitos planos, desde a morte de Theodore e Pansy Nott, ela intensificou o seu processo de limpeza étnica na Noruega, matando trouxas e nascidos trouxas, enquanto construía o seu exército. O seu plano, era surpreender Harry Potter no dia da morte do seu pai e quem sabe, matá-lo. Então, ela mataria um a um daqueles que foram responsáveis pelo assassinato dos seus pais e enfim, seria aclamada como a Rainha das Trevas. E o Reino Unido conheceria apenas uma rainha, Delphini Riddle. E depois, conquistaria o mundo.

27 de julho de 2019, sábado

            Scorpious acordou triste e desanimado, era seu aniversário e ele não sentia que tinha motivo para celebrar. No dia anterior o seu pai recebeu duas corujas vindas da Noruega uma pela manhã em que ele recebeu um documento assinado por seus tios Regulus e Lagertha Greengrass o colocando como guardião legal da sua prima Agatha e outra à tarde que o avisava que seus tios foram assassinados pela bruxa das trevas conhecida como a Rainha das Trevas que liderava a Ordem da Morgana. Se não bastasse, os corpos foram incinerados. Logo, ontem, sua mãe usou todas as suas forças para fazer uma viagem de portal até a casa do seu irmão, aonde os aurores noruegueses entregaram uma urna contendo as cinzas do casal. A sua mãe fez questão de buscar o seu irmão e levá-lo para casa. Consequentemente, desde a morte do seu irmão, Astoria piorou de uma forma drástica.

            Scorpious conseguia entender a sua mãe, pois ele não conseguia nem imaginar como seria a sua vida sem a Haley. Scorpious conheceu seus tios há pouco tempo, eles passaram o último Natal e Ano Novo juntos em uma viagem em família nas Ilhas Maldivas. Aquela viagem se tornou uma das suas melhores memórias, pois sua mãe estava bem, super alegre, Haley adorou a praia, ele se aproximou da sua prima Agatha e dos seus tios.

            Nesse momento, Scorpious pegou a foto que sua família tirou nas férias e começou a chorar, pois ele nunca imaginou que sua mãe adoeceria em Março, iniciando um ir e vir do hospital que culminaria com sua internação em Junho e ela usaria suas últimas forças para buscar as cinzas do seu irmão e cunhada. Scorpious não era ignorante, muitas vezes queria ser um lufano tolo que não sabe de nada, infelizmente, ele sabia que sua mãe seria a próxima pessoa a morrer daquela foto. Então, ele olhou para Haley, ela estava no colo da sua mãe.

- Você não, você que tem que me enterrar Haley- disse Scorpious para a sua irmã que na foto era uma bebê de seis meses.

            Scorpious enxugou suas lágrimas há tempo de escutar Haley chorando. Então, ele correu para ir até o quarto da sua irmã, encontrando-a chorando em pé em seu berço, era um choro forte que amenizou assim que Scorpious entrou no quarto.

- Bom dia, estou aqui- falou Scorpious gentilmente, enquanto pegava a irmã no colo. Ele a abraçou e a acalmou.

- Scop- falou Haley enquanto se aconchegava no colo do irmão, pois naquele colo, ela se sentia segura e amada.

            Scorpious amava ser chamado de “Scop”, pois era a sua certeza que Haley o reconhecia, antes ele simplesmente não sabia. Então, quando ela o chamou de “Scop” foi o melhor presente que ele ganhou na sua vida.

- A Haley irá tomar banho, então escolheremos um vestido bem bonito para visitarmos nossa mãe- falou Scorpious enquanto fazia cócegas na Haley- A Haley está fedida- cantava Scorpious repetidas vezes, enquanto a balançava, algo que sempre a fazia rir.

-Fedida- falou Haley rindo e batendo palmas.

            O banho era sempre um momento alegre, pois Haley amava ficar na banheira. Scorpious gostava de conjurar bolas de sabão em formato de borboleta para distrair a irmã. Ela sempre ria quando pegava uma das borboletas e sumia nas suas mãos.

- Oh- falou Haley mostrando sua mão direita.

- Aonde está a borboleta, Haley?- questionou Scorpious, enquanto terminava o banho da irmã- Você pegou todas?

- Sim- respondeu Haley- Cabou.

- Não sei, acho que elas se esconderam de você- falou Scorpious contendo o riso, nesse momento ele se permitiu brincar com ela, pois tinha acabado de dar banho na irmã- Vamos procurar as borboletas? Chama elas Haley.

- Leta, leta- falou Haley sorrindo.

- Borboleta? Borboleta?- chamou Scorpious, enquanto Haley falava “leta”- Será que elas se esconderam na água? Bate na água para assustá-las.

            Haley começou a bater na água, então Scorpious aproveitou para conjurar as bolinhas de sabão que Haley tanto amava.

-Boboleta- falou Haley sorridente.

- Isso, borboleta- disse Scorpious radiante em testemunhar sua irmã quase falando borboleta corretamente.

- Boboleta- falou Haley enquanto as pegava com suas mãos.

- Ih Haley, acho que elas estão indo para o seu quarto- falou Scorpious fazendo com que as poucas borboletas que restaram saíssem do banheiro e fossem para o quarto da irmã- Vamos secar para pegá-las.

            Scorpious secou a irmã, assim que entraram no quarto dela, Haley procurou pelas borboletas e não as encontrou.

- Boboleta, saiu- avisou Haley.

- Elas escaparam pela janela, são muito espertas- falou Scorpious, enquanto colocava a fralda na irmã. A verdade era que o feitiço tinha uma duração que era o suficiente para Scorpious dar banho na irmã e depois brincar com ela.

            Scorpious secou o cabelo da irmã com um feitiço.

- Hoje, você vai usar a cor favorita da mamãe- disse Scorpious com Haley em seu colo, enquanto ele abria a cômoda com as roupas dela- Sabe, qual é?

- Não- respondeu Haley.

- Azul- disse Scorpious enquanto pegava um vestido azul e um sapato preto- Você vai ficar muito elegante, até porquê os Malfoys são naturalmente elegantes, a sua elegância é nata- falou Scorpious enquanto vestia a irmã- E sabe o que os Malfoys são também? Eles são fortes, muito fortes como uma rocha- disse Scorpious com lágrimas nos olhos, nesse momento, ele estava com Haley novamente em seu colo- Então, quando você ver nossa mãe, não importa como ela esteja fraca e debilitada, você vai sorrir e fazê-la sorrir, entendeu Haley?

            Scorpious começou a chorar, então Haley acariciou o seu rosto de modo a limpar suas lágrimas.

- Scop, tiste- falou Haley pesarosa, então ela beijou a bochecha do irmão- Passou.

            Scorpious sorriu diante do gesto da irmã, pois ela tinha aprendido que um pequeno beijo era capaz de curar feridas.

- Passou, obrigado- falou Scorpious que ao virar-se em direção a porta, se deparou com o seu pai, algo que o surpreendeu, pois seu pai morava no hospital desde que sua mãe internou- Bom dia pai, alguma notícia da minha mãe?- questionou Scorpious preocupado.

- A sua mãe está ansiosa para ver o aniversariante do dia- respondeu Draco enquanto pegava Haley no colo- Ela amanheceu bem, hoje. Então, trate de tomar um banho e se arrumar para receber um abraço da sua mãe. Mas antes, eu quero te dar o meu abraço.

            Draco colocou Haley no chão, então ele foi até Scorpious e deu um abraço bem forte em seu filho.

- Scorp, eu sei que estamos em uma fase muito conturbada, mas hoje é um dia muito importante para nossa família, um dia muito especial e feliz: o dia que eu e sua mãe realizamos o nosso maior sonho de sermos pais- falou Draco enquanto olhava seu filho no olhos- Então, iremos celebrar de um jeito mais simples, mas celebraremos, ok?

 - Ok- falou Scorpious aliviado, pois uma parte de si acreditava que seus pais nem lembrariam do seu aniversário. Draco o abraçou novamente, então beijou a testa do seu filho.

            Assim que Scorpious saiu do quarto da irmã, Draco pegou sua filha que nesse momento brincava com as orelhas de um cachorro de pelúcia.

- Pai, au, au- falou Haley assim que viu seu pai, então ela beijou o nariz do cachorro- Cainho- disse Haley pegando o cachorro e o abraçando.

- Muito bem, Haley, temos que fazer carinho no cachorro- disse Draco enquanto pegava a filha no colo e a abraçava- Você é uma boa irmã, continua assim- falou Draco, enquanto abraçava sua filha e beijava sua bochecha- Vamos ver como a sua prima está?

- Aga- disse Haley- Aga tiste.

- Sim, a Agatha está muito triste, então ela precisa de um abraço bem grande e de um beijo bem estalado- falou Draco, abraçando e beijando sua filha logo em seguida- Você sabia que é o anjo dessa família?- questionou Draco enquanto andava pelo corredor com sua filha nos braços.

- Anjo- disse Haley, pois aquela era uma palavra que ela escutava constantemente dos membros da sua família que diante de tanto dor e tristeza encontravam esperança e luz em Haley.

Enquanto isso, Agatha estava sozinha em um quarto que se tornou seu desde a morte dos seus pais. Ela estava olhando para a foto em que ela estava com seus pais e padrinhos, ela se questionava o que tinha feito de tão grave para perder as pessoas que ela mais amava no mundo: primeiro foram seus tios por parte de mãe, que também eram seus padrinhos, eles foram assassinados por se negarem a entrar na Ordem da Morgana; e agora os seus pais cujo crime foi lutar contra a Rainha das Trevas.  

Aquele ano estava sendo o pior da sua vida, tudo começou em Janeiro quando ela viu seu namorado transando com sua ex-melhor amiga; em Março sua tia Astoria adoeceu, fazendo-a viver em uma tensão constante, pois ela sempre esperava o pior, em maio seus padrinhos foram assassinados; em junho Astoria foi internada e julho seus pais são assassinados, fazendo com que o dia anterior fosse o pior dia da sua vida, o dia que ela testemunhou o velório dos seus pais; e agora, ela aguarda a morte da Astoria.  Agatha estava cansada de amar e depois se sentir desamparada.

- Com licença, bom dia- falou Draco gentilmente, enquanto batia na porta e entrava no quarto. Ele estava com Haley no colo.

- Dia- falou Haley sorridente.

- Bom dia- falou Agatha com um pequeno sorriso, assim que Haley estendeu seus braços, indicando que queria ir para o seu colo. Aquela garotinha, sua adorável prima, roubou o seu coração desde que a conheceu- Bom dia, Haley, como você está? Dormiu bem?

- Bem- respondeu Haley, enquanto abraçava Agatha e beijava sua bochecha. Gesto que fez Agatha sorrir.

Agatha usava um vestido e arco pretos. Ela sempre amou combinar roupas, fazer diferentes conjuntos com diferentes cores. Contudo, diante de tanta dor que ela sentia em seu peito, desde a morte dos seus padrinhos, ela não conseguia pensar em outra cor para vestir. A cor preta vinha se tornando uma constante em sua vida.

- Você está linda de azul, sabia?- falou Agatha para Haley que sorriu diante do elogio.

- Azul- falou Haley apontando para o próprio vestido- Mãe gosta.

- Muito bem, azul- falou Agatha sorrindo- E você gosta de azul?

- Sim- respondeu Haley que nesse momento se sentou no colo da Agatha e se aconchegou no mesmo.

- A minha mãe gostava muito de vermelho, até porque é a cor do uniforme da melhor escola de magia do mundo- explicou Agatha.

- Quanto a isso, não posso concordar- falou Draco com um pequeno sorriso, fazendo Agatha esboçar um leve riso- Agatha, eu e a Haley, viemos chamá-la para nos acompanhar até o hospital hoje, eu sei que visitar a sua tia te deixa triste, mas hoje será um dia diferentes. Astoria acordou bem disposta, pois é o aniversário do Scorpious. Logo, nós iremos celebrar o aniversário do seu primo no quarto dela.

Agatha olhou para o seu tio e suspirou. Uma parte de si queria falar não, mas ela lembrou do seu pai e do quanto foi importante para ele se aproximar da sua irmã. Ela se lembrou do quanto Astoria se esforçou para buscar as cinzas dos seus pais.

- Sim, eu irei com vocês- decidiu Agatha. Com a estranha certeza que era isso que seus pais e padrinhos iam querer que ela fizesse. E ela é uma Greengrass que são por natureza fortes.

- Obrigado Agatha, eu e a Haley estamos muito felizes por você nos acompanhar- disse Draco com um pequeno sorriso.

- Feliz- disse Haley, fazendo Agatha sorrir.

- Eu sei que você está passando por um momento muito difícil e pode estar se sentindo sozinha- falou Draco calmamente- Nós viemos aqui te lembrar que você não está sozinha, que você tem uma família e eu prometo que me esforçarei e lutarei para ficar sempre ao seu lado e dos meus filhos. 

- Eu queria muito acreditar nisso, mas não posso- falou Agatha com seus olhos marejados- Estou cansada de amar e depois ficar sozinha. Tenho medo de amá-los e depois perdê-los como perdi toda minha família. O que te faz ter certeza que você ficará sempre ao meu lado?

- Minha fé de que depois desse tsunami que estamos passando juntos, você, eu, Scorpious e Haley teremos o direito de sermos felizes juntos, nós quatro- respondeu Draco com firmeza- Nunca se esqueça que até mesmo depois de um tsunami, por pior que seja, o mar se acalma. 

Diante daquelas palavras Agatha começou a chorar, então Draco a abraçou com ternura e Haley se esforçou para fazer o mesmo. 

- Nós ficaremos bem, nos esforçaremos para ficarmos bem, um dia de cada vez- disse Draco enquanto abraçava Agatha. 

Os dois ficaram abraçados até que escutaram Scorpious batendo na porta e dando bom dia para Agatha. Draco sorriu ao ver o seu filho elegante com uma camisa social azul e calça social preta.

- Você está elegante como sempre e combinando com a Haley- falou Draco.

- Eu e a Haley decidimos usar a cor favorita da nossa mãe- explicou Socorpious. 

- Bem lembrado- disse Draco que ao olhar para si, se deu conta que usava apenas a cor preta desde que sua esposa adoeceu em Março- Farei o mesmo- decidiu Draco.

Assim que seu pai pediu licença e saiu do quarto. Scorpious se aproximou sem jeito da sua prima que tinha enxugado suas lágrimas e tentava esconder que tinha chorado a pouco. Ele não tinha dúvida, Agatha iria para a Sonserina. 

- Então, você é o aniversariante do dia?- questionou Agatha com um pequeno sorriso. Scorpious fez que sim com a cabeça, então Agatha deixou Haley no chão e o abraçou parabenizando-o por seu aniversário- Eu tenho um presente para você.

Agatha pegou um embrulho que estava guardado em seu baú. Então, o entregou para Scorpious que a agradeceu prontamente e o abriu se deparando com livros de magia negra. Livros que ele estava procurando para estudar, mas não tinha coragem para encomendar por receio do seu pai descobrir.

- Obrigado- agradeceu novamente Scorpious- Muito obrigado mesmo.

- Seja esperto e esconde logo- pediu Agatha sorridente por ter deixado o seu primo feliz, então ele a abraçou e agradeceu novamente.

Minutos depois, após o café da manhã com sua família, Agatha decidiu que usaria azul também naquele dia. Então, escolheu um vestido azul, azul escuro. Algo que surpreendeu sua família assim que ela apareceu na sala. Todos a elogiaram, inclusive, Haley.

- Boíta, azul- disse Haley, fazendo Agatha se derreter de amores pela pequena da família que tentava dizer que ela estava bonita de azul.

No hospital, Scorpious se permitiu ficar feliz ao lado da sua família, enquanto eles celebravam juntos o seu aniversário. Ele estava na cama com sua mãe, a sua cabeça estava deitada em seu ombro, enquanto desejava ficar ali para sempre com sua mãe ao seu lado. Estar com sua mãe bem disposta no seu aniversário era o seu presente e nada mais importava. 

Scorpious teve uma tarde agradável com sua família no quarto em que sua mãe estava internada, então antes de partir eles cantaram parabéns diante de um bolo pequeno, que era o suficiente para os cinco. Ao final, ele ganhou um presente dos seus pais, era um escapulário de ouro do São Lucas (o protetor dos médicos) que Scorpious colocou imediatamente em seu pescoço. Scorpious agradeceu aos seus pais e os abraçou com ternura.

- São Lucas irá te proteger meu filho e eu tenho certeza que você será um grande médico como o seu pai- disse Astoria emocionada, pois sabia que não estaria presente para presenciar esse momento. 

Scorpious a abraçou novamente um abraço forte que Astoria retribuiu. Por mais que ele quisesse chorar, ele aprendeu a se controlar para não chorar diante dela. Como de costume, após as visitas a sua mãe no hospital, ele guardaria as suas lágrimas para enquanto estivesse tomando banho antes de dormir. 

Horas depois, enquanto se preparava para dormir, Scorpious escutou um estranho barulho vindo da sala. Preocupado e alarmado, ele pegou a sua varinha e decidiu verificar o que era. Ele encontrou Agatha no corredor, então ela o obrigou a ficar atrás dela de um jeito que Scorpious nem cogitou retrucar. Assim começaram a descer a escada, ela viu um grupo de adolescentes que aparentavam ter a idade do seu primo que ela os reconheceu de uma foto que ele os apresentou. 

- Scorp!- exclamou Nathalie correndo até Scorpious- Viemos te desejar feliz aniversário!

Nathalie correu para abraçar Scorpious no meio da escada, um abraço apertado e demorado. Gesto repetido por todos da Irmandade do Snape, então para a surpresa dele, ele reconheceu Rose, a sua rainha. Ela se aproximou sem graça, algo que Scorpious achou adorável e belo, pois para ele Rose era encantadora de qualquer jeito.

- Feliz aniversário, Scorp- falou Rose timidamente, então ela o abraçou e em seu abraço ela quis dizer que o amava e que sempre estaria ao seu lado. Ao final do abraço, Scorpious apresentou sua prima que o grupo sabia que ela tinha perdido os seus pais recentemente através da carta que ele escreveu para explicar o porquê que não podia celebrar seu aniversário naquele ano. 

A Irmandade do Snape se limitou a cumprimentar Agatha e a abraçá-la, de modo a dizer através daquele abraço o quanto sentia muito pelo o que ela estava passando. Afinal, não há palavras que possam confortar uma filha que acabou de enterrar os seus pais.

- Vamos descer, irei preparar algo para nós- falou Ágatha, ela estava feliz pelos amigos do seu primo serem tão gentis e se preocuparem com ele- Farei um bolo de chocolate para nós, o que acham?

- Que você é a melhor prima do mundo- respondeu Scorpious, pois ele amava bolo de chocolate. 

Minutos depois, enquanto comiam o bolo com suco de abóbora, Scorpious escutava os seus amigos explicando o plano arquitetado por Albus para eles fazerem uma festa do pijama na sua casa e assim o visitarem durante a noite através da rede flu. Nesse momento, Scorpious agradeceu mentalmente o seu amigo por ter convidado a Rose. Parecia que ele estava sonhando, afinal ele nunca imaginou que passaria um aniversário com ela ou que ela algum dia estaria na sua casa. Diante do belo sorriso da Rose que ria de algum deboche dos seus amigos, Scorpious se deu conta que apesar de tudo, aquele aniversário foi um dia feliz, pois ele teve um dia agradável com sua família, amigos e a sua rainha, Rose Weasley. 

28 de Julho de 2019, domingo

            James pela primeira vez em sua vida estava desanimado para ir a Toca, pois desde que recebeu a carta da sua namorada na terça (que ele optou por não responder, pois enfim tinha chegado ao seu limite com a Sakura), ele estava irritado com a sua prima Lucy. Afinal, Sakura ficou sabendo através dela que o time de quadribol tinha se reunido no último sábado. Um encontro apenas entre os jogadores da Grifinória em que James organizou para que ele pudesse conversar com os membros que permaneceriam no time, de modo a colocar para eles que ele sempre quis jogar como atacante e colocaria a sua vaga de apanhador em aberto (com a condição que o próximo apanhador teria que ser tão bom quanto ele ou melhor para a Grifinória não ser prejudicada). Aquilo era o tipo de informação que Sakura e muito menos Oliver Wood Jr. (capitão da Corvinal e namorado da Lucy) podiam ficar sabendo.

            Nos últimos três dias, graças ao castigo, James ficou refletindo sobre a sua vida e chegou na conclusão que estava cansado de ser cobrado por sua namorada (que ele se esforçava para encontrá-la pelo menos duas vezes por semana durante as férias e antes da última carta se esforçava para entendê-la), dos seus pais (que sempre o lembravam que ele é o irmão mais velho), do seu time (em que ele nunca jogou como atacante), dos seus professores que exigiam que ele focasse em seus estudos e agora com o broche de monitor, seria exigido um comportamento exemplar.

            A conversa que teve com seu irmão vinha como um soco em seu estômago. Logo, James ficou remoendo a fala do seu irmão Albus que o acusava de desperdiçar três anos e meio da sua vida, além de questioná-lo o que ele vinha fazendo para derrotar a Rainha das Trevas. Algo que fez James chegar na conclusão que precisava mudar, fazer diferente e dedicar no que realmente importava.

Nesse momento, James observava a sua grade de horários do quarto ano que foi um verdadeiro inferno, pois além de cumprir 12 disciplinas, criar feitiços, contra maldições e se tornar animago, algo que foi importante para ele acordar para o fato dele não ser um bruxo comum e sim um mago, pois se transformou em um hipogrifo (que também é o seu patrono) e o único caso registrado de animago que se transformou em uma criatura mágica foi o grande mago Merlin que tinha a capacidade de se transformar em um dragão( o que o possibilitou a ajudar o rei Arthur a vencer as suas batalhas); ele estudava Adivinhação por causa da sua irmã, treinava quadribol e no meio disso, tinha os seus primos que ele sempre ajudava (afinal, ele é o primo mais velho) e a Sakura que sempre cobrava atenção.

“Eu não vou dar conta” - pensou James queimando a sua grade antiga com sua mão esquerda e observando a carta da diretora MacGonagall que negava o seu pedido de dispensa das duas disciplinas opcionais (Runas e Aritimancia) e o solicitava que ele escolhesse uma.

            James estava frustrado e decepcionado com a escola, ele tinha se dedicado tanto e para quê? Notas quase perfeitas (graças ao nove eterno de Transfiguração) nos últimos quatro anos em tudo. Em outubro foi pressionado para mudar e para se dedicar a desenvolver sua magia, ele mudou, ele entendeu. Contudo, quando ele pede para ser dispensado de duas disciplinas para que ele tivesse mais tempo, ele não teve a compreensão da diretora MacGonagall nem do Neville. Diante dessa constatação, James cerrou os seus punhos por causa da intensa raiva que o consumia, ele não estava irritado, nem nervoso, ele estava puto e desejando profundamente mandar a diretora MacGonagall e o Neville à merda.

 Após respirar fundo para se acalmar, James respondeu com a maior formalidade que deseja ser dispensado de Aritimancia. Assim que terminou de escrever, ele entregou sua resposta para o Thor, sua coruja que como todas as corujas da família Potter é uma coruja-das-neves, e o observou voar pelo horizonte. Após observar Thor desaparecer no horizonte, ele pegou o ipod que ganhou dos seus primos Alexander e Claire com as músicas trouxas que eles gostavam, dentre elas tinha as músicas do grupo “Now United” que seus primos adoravam. E James passou a gostar também.

            Com o ipod no bolso, caderno de desenho e seu estojo em sua mão direita, James saiu pela janela do seu quarto e foi até um espaço no telhado que ele conseguia ficar sentado, aonde ele colocou os fones no ouvido e começou a desenhar, pois quando ele estava irritado e estressado, apenas o desenho o acalmava. Na medida em que desenhava, aranhas mutiladas ganhavam vida no papel, de repente ele parou de desenhar e ficou olhando para sua mão esquerda que segurava o lápis.

- É isso!- exclamou James empolgado- Eu vou me dispensar e não apenas de Runas!

            Nesse instante, James virou a página do seu caderno determinado a chutar o balde e a focar no que realmente importava: desenvolver a sua magia e ser aprovado apenas nas disciplinas que ele precisava para ser medibruxo (a sua carreira também era grande fonte de ansiedade, pois ele cresceu falando que queria ser auror, como ele olharia para o seu pai e diria que quer ser médico?). Então, James escreveu as disciplinas em que ele precisava ser aprovado: DCAT, Poções, Feitiços, Transfiguração e Herbologia. Ao olhar para as disciplinas, ele sorriu ao lembrar que em DCAT, Feitiços e Transfiguração, ele estava apto a prestar os NIEMS. Logo, ele decidiu que não perderia seu tempo fazendo os deveres dessas disciplinas e pretendia descobrir se tinha algum limite de falta, pois se tivesse ele usaria o estatuto da escola em seu favor.

            Com um grande sorriso no rosto, James deitou no telhado e fechou seus olhos, então de repente ele sentiu alguém o chutar de leve (logo, não era Albus). Ao abrir seus olhos, ele se deparou com Brutus, o amigo do seu irmão que agora vivia na sua casa, e retirou seus fones. James não tinha nada contra, nem a favor do garoto que aos poucos vinha ganhando espaço na sua família.

- Me desculpa, é que você não me escutou- falou Brutus receoso por ter chutado James- Os seus pais estão te procurando para irmos à Toca.

- Obrigado por me avisar- agradeceu James, descendo rapidamente o telhado e soltando em seu quarto, dando de cara com sua mãe.

- Aonde o senhor estava, James Sirius Potter?! Te procuramos pela casa inteira!- repreendeu Gina nervosa.

- Eu estava em casa, só que no telhado- respondeu James receoso diante do nervosismo da mãe.

- Telhado?!- exclamou Gina assutada- Conversaremos sobre isso quando voltarmos- demarcou Gina séria- Agora me entrega esse troço de música e já para a sala.

            James entregou seu ipod cabisbaixo, então obedeceu a sua mãe. Na sala, ele encontrou seu pai e irmãos o aguardando. Harry o olhou com um olhar severo que o fez mirar o chão. Pouco tempo depois, Gina aparatou na sala, então a família Potter foi a Toca através da rede flu. Na Toca, James decidiu que faria o impossível para ficar longe de Lucy. Então, assim que chegou, ele foi para o sótão acompanhado de Fred e Louis para que eles pudessem ficar em paz.

- Cara você está com a cara péssima- demarcou Louis francamente.

- Essa é cara de quem está no inferno, aproveita- retrucou James irritado- Eu estou de castigo, hoje, seria o último dia, mas, provavelmente, ficarei mais um dia por eu ter perdido a hora no telhado. Ou pior cenário possível, eu mando a Lucy a merda e ganho mais uma semana na prisão.

- Foi bom você ter tocado no assunto, pois estamos preocupados com você- falou Fred em um tom paternal, algo que assustou James.

- Às vezes,  a raiva que você está sentindo da Lucy, não é da Lucy, mas sim da Sakura- demarcou Louis- Calado até terminarmos- acrescentou antes que James pudesse abrir a boca- Quando temos um amigo é natural que a gente fale: “Me desculpa Sakura, eu não posso te encontrar, pois irei jogar boliche com o meu time de quadribol”. A Lucy explicou para a Sakura que era apenas para os jogadores da Grifinória, infelizmente a sua namorada não entendeu.

- James, a verdade é que eu tento entender essa sua história com a Sakura, ela é sua primeira namorada, vocês tiveram um conjunto de primeiras experiências, um ano de muito amor- falou Fred sério- E putaria- acrescentou Fred com um sorriso maroto- Mas, pensa um pouco, cara, a Sakura mudou desde o fatídico episódio com a Samantha Clark, aquela bela Afrodite de cabelos pretos e cacheados, aqueles olhos cor de mel, que por obra divina estava nua em nosso quarto mostrando os seus belos seios e sua pele morena. E você como filho de um grande herói, guerreiro, exemplo de integridade, usou um feitiço para cobri-la com uma toalha. Deixando Afrodite que está no sétimo ano para traz.

            Fred deu três tapas nas costas do James, enquanto dizia: “Guerreiro, nossa muito guerreiro”.

- Nós queremos que você seja feliz, eu não acho que você está feliz- falou Louis com firmeza- Às vezes eu acho que você se preocupa com o mundo inteiro e se esquece de você. Fica por aí se culpando pelos problemas de todos, se acha na obrigação de ajudar todo mundo, tenta entender a todos e está aí preso em um relacionamento que está te fazendo mal cara, porque você se cobra para entendê-la e atender as expectativas dela.

- Além disso, vocês são namorados, namorados não precisam ficar encontrando todos os dias, ainda mais nas férias, ela grudou em você como uma pulga- demarcou Fred preocupado- Ou pior sanguessuga.

- Nós mal nos falamos em Hogwarts no último semestre por causa disso, ela se tornou a sua sombra- disse Louis sério- Conversamos apenas no dormitório e no vestiário, não sei se você reparou.

            James suspirou, então colocou suas mãos em seu rosto.

- Tenho refletido muito sobre muita coisa e tenho pensado seriamente em terminar com ela- confessou James, fazendo seus primos exclamarem de alegria.

- Aleluia! Obrigado, Deus!- celebrou Louis animado.

- Valeu a pena, cara, ler aqueles livros de coach- disse Fred enquanto dava um high five com Louis- Agora, James expandiremos seu mindset! Pode olhar para os lados, você sabe, há muitas garotas te desejando! Ser um Potter e capitão do time de quadribol, somado com corpo atlético, quase um metro e oitenta de altura, cabelo ruivo, olhos azuis, inteligência e simpatia, você sabe, te torna um veela como o Louis.

- Nunca se esqueça das centenas de cartas que recebe no dia dos namorados, as hilárias declarações de amor que te perseguem pelos corredores e o seu fã clube- falou Louis sorridente- Enfim, te ensinarei a aproveitar a vida.

- Nós ensinaremos e, enfim, transformaremos nosso dormitório em um puteiro- brincou Fred, fazendo James e Louis rirem.

            James olhou para os seus primos e sorriu, os dois levavam a vida de forma leve e descontraída, sem compromissos. Louis namorou por apenas três meses, pois se deu conta que não estava afim de assumir qualquer compromisso com apenas 13 anos e passou a sair com garotas que pensavam como ele, ou seja, só queriam se divertir e aproveitar a juventude. Fred teve três namoradas, o seu namoro mais longo durou seis meses, então foi convencido por Louis que eles deviam curtir a vida enquanto podiam. 

- Estou começando a achar que vocês são uma má influência para mim- falou James se fazendo de sério, então acrescentou para alívio dos seus primos- Obrigado.

            Ao terminar de falar, James saiu pela janela do sótão, assustando seus primos. A verdade, era que ele se sentia sufocado como um peixe fora d’água, pois nada que ele fazia era o suficiente para a Sakura se sentir segura com ele. Então, se deu conta que estava cansado de se sentir pressionado, preso como um pássaro enjaulado. Afinal ele era um pássaro livre, ou melhor, hipogrifo que amava voar. Naquele momento, enquanto observava a bela vista que o telhado da Toca proporcionava, James decidiu que não namoraria tão cedo.

- Cara, o que você está olhando?- questionou Louis, enquanto se aproximava.

- Para a minha liberdade- respondeu James sorridente, então Fred ficou no meio dos primos e os abraçou.

- O que acha de brindarmos à sua liberdade?- questionou Fred animado, enquanto retirava um cantil com whisky de fogo do seu bolso-  A liberdade do James!- disse Fred, bebendo um gole de whisky logo em seguida, então ele entregou o cantil ao Louis que repetiu o seu gesto.

- A minha liberdade- falou James, bebendo um gole de whisky do cantil do Fred. Então, os três se sentaram no telhado, contudo dessa vez James programou o seu relógio de pulso para alertá-lo quando faltasse 20 minutos para o almoço.

            Fred guardou seu cantil logo depois, pois os três não eram tolos de se embriagarem em um domingo em família. James sorriu para seus primos, que eram seus amigos, irmãos, então lembrou do quanto Albus ficou ofendido por ter guardado um segredo dele. Ele respirou fundo e decidiu contar sobre sua magia e sua varinha.

- Eu preciso conversar com vocês, algo que eu peço que vocês mantenham em segredo absoluto- falou James sério, de um jeito que assustou Fred e Louis, explicando logo em seguida sobre seu poder e sua varinha- Então, é por isso, que levei o maior sermão da MacGonagall e do Neville no ano passado, pois eu preciso desenvolver minha magia ao máximo para ajudar as pessoas a enfrentar a escuridão quando ela se aproximar. Fiquem atentos aos noticiários e levem os estudos a sério, pelo menos DCAT e Feitiços, pois quando os tempos mudarem, nós precisaremos lutar, isso é fato.

            Fred e Louis se arrepiaram diante da fala do primo e engoliram em seco diante do medo que sentiram.

- Seu segredo está seguro comigo, não se preocupe- assegurou Louis com firmeza.

- Se você quiser fazemos o voto perpétuo- sugeriu Fred sério- Eu juro que não falarei para ninguém.

            James agradeceu, dispensou o voto perpétuo, então ele desabafou sobre o quanto estava se sentindo pressionado e compartilhou os seus planos para o quinto ano, fazendo seus primos arregalarem os olhos. Afinal, James como um bom virginiano sempre foi responsável e perfeccionista, principalmente com suas notas, sempre preocupado em atender as expectativas dos professores com relação ao seu desempenho escolar, ou seja, se mostrar digno de ser um Potter; e se mostrar digno da varinha de Merlin.

 - Caralho, não sei se me orgulho ou te interno em St. Mungus- debochou Louis, fazendo seus primos rirem.

- Quem é você e o que fez com o Jay? O cara certinho, todo engomadinho e CDF que sempre lembra o quanto é importante os estudos- brincou Fred com um sorriso maroto.

- CDF sim, agora certinho e engomadinho você está me fudendo, cara- falou James injuriado.

- A verdade é que o senhor sabe que sempre foi o Remus Lupin e Hermione Granger desse trio- lembrou Louis- Então, você tomou no cu na diretoria em outubro e se tornou o cara certinho e engomadinho que teve a coragem de dizer que não daria mais os seus trabalhos para copiarmos, quer dizer, nos inspirar, quer dizer, corrigir o que fizemos.

- Foi o pior dia da minha vida- falou Fred dramático se lembrando do sermão que James deu em Janeiro- Você parecia a minha mãe me mandando ser responsável ou pior minha vó ou pior a mistura das duas com uma pitada de tia Hermione.

- Pitada?! Foi um caldeirão inteiro! Ele nos deu esporro por quase uma hora!- falou Louis revoltado- Mas já te perdoei, principalmente agora que você acordou- acrescentou Louis mais calmo.

- Uma hora- falou James assustado- Sério? Uma hora?!

- Sim- falaram Fred e Louis.

- Merda, virei meu pai- falou James alarmado, fazendo seus primos rirem- Ou pior minha mãe- acrescentou James, fazendo seus primos gargalharem- E nem fiz 15 anos ainda.

- Relaxa, Jay, você acabou de encontrar a cura- falou Louis dando três tapas nas costas do primo.

- Jay não, de agora em diante serei JP- disse James com firmeza.

- Sim, agora estamos diante do novo James, o James Pistola- debochou Fred, fazendo seus primos rirem- Um brinde ao novo James!- acrescentou Fred animado, enquanto retirava novamente seu cantil de whisky do bolso e compartilhava com seus primos.

- Para mim era JP de James Potter, mas tudo bem- demarcou James após devolver o cantil para o Fred. Então, seu relógio apitou, alertando ao trio que eles tinham que descer.

- Só uma coisa, JP, apenas acho que seria prudente o senhor frequentar as disciplinas do nosso avô e Duelos- falou Fred sério- Gostaria de ter o culhão para chutar o balde, mas não tenho. Ainda mais por causa do meu boletim que nunca foi brilhante, minha mãe me mataria se eu aparecesse com seis Trasgos nos NOMS ou tomasse pau por falta.

- Nem me fale, minha mãe me esfolaria vivo, me matava e meu pai ajudava esconder o corpo- brincou Louis, fazendo seus primos rirem- Estou andando no gelo fino nesse ano, não posso nem cogitar fazê-los receber uma carta se queixando do meu comportamento na escola. Por falar nisso, pelo que conheço dos meus tios, você está brincando com fogo, JP.

- Verdade- assentiu Fred- Você deveria pensar melhor nisso aí, tomar pau por falta é burrice.

            James riu ao se dar conta que os papéis tinham se invertido. Nesse instante, os três estavam de volta ao sótão.

- O que posso fazer, eu amo brincar com fogo, não é à toa que sou ruivo- falou James com um grande sorriso maroto e seus olhos brilhando.

            Após conversar com seus primos, James se sentia leve e alegre. Então, ele nem se importou com a presença de Neville no almoço. Após o almoço, James, Fred e Louis ficaram responsáveis pela louça. Assim que terminaram, os três foram para o jardim, aonde Lucy os encontrou.

- James, podemos conversar?- quis saber Lucy.

- Claro- respondeu James prontamente, então ele seguiu Lucy que se desculpou.

- Eu juro, Jay, eu expliquei para ela que a gente estava saindo para conversarmos sobre o futuro do time e que por isso, não poderíamos levar namorados ainda mais de outra Casa- falou Lucy envergonhada.

            Na medida em que Lucy se explicava, James se deu conta que Louis tinha conversado com ela.

- Está tudo bem, Lucy, você não tem culpa de nada- disse James sério, cortando a prima que não parava de se explicar e desculpar.

- Obrigada, Jay- falou Lucy aliviada, abraçando seu primo logo em seguida.

            Ao olhar a sua volta, James estranhou ao ver Brutus sozinho em baixo da árvore, então decidiu se aproximar do garoto.

- Ei Brutus, o que você está fazendo? Por que não está com o Al?- questionou James intrigado.

- O Al foi desafiado a jogar xadrez-bruxo com o Hugo, então você sabe como ele é com desafios- respondeu Brutus com um pequeno sorriso.

- Se sei, convivo com essa criatura há 13 anos- disse James com um sorriso maroto- Por que você está aqui sozinho?

- Sei lá, as vezes acho estranho estar aqui- respondeu Brutus sinceramente- Se é estranho para mim, deve ser estranho para vocês também... Eu sei que entrei na sua família do nada...

            Diante dessa fala, James se sentou na grama ao lado do Brutus.

- Não foi do nada, Brutus, os meus pais quiseram e ainda querem que você entre para a nossa família. A sua chegada foi planejada e querida por eles- demarcou James com firmeza- Eles conversaram com a gente, nós entendemos e por isso estamos aqui juntos. E sim é estranho, eu não vou olhar na sua cara e mentir que não é. Até pouco tempo, você era o amigo do meu irmão, então- disse James francamente, estalando os dedos no final- Você se mudou para minha casa. Nós não nos conhecemos e você não conhece meus avós, tios e primos, por isso essa estranheza toda. Para mudarmos isso, você tem que parar de se isolar e se permitir a conhecer as outras pessoas da minha família, que pode ser sua também, se você permitir. Tem tanta gente aqui, pessoas super bacanas, pra que ficar sozinho se você pode estar com sua família?

            Brutus ficou em silêncio, enquanto escutava James. Assim que James terminou de falar, Brutus sorriu.

- O que você acha de nos levantarmos, irmos até o Fred e o Louis e rirmos um pouco, eles sempre têm alguma história engraçada para contar?- questionou James gentilmente- Eles estão logo ali.

- Seria, ótimo- respondeu Brutus que se sentia estranhamente mais confiante e à vontade.

            Brutus percebeu, enquanto ficava com James, Fred e Louis, o quanto Fred e Louis eram de fato engraçados, pois eles compartilhavam histórias embaraçosas deles mesmos que o fazia rir de tal forma que sua barriga chegou a doer. Após muitas risadas, os quatro decidiram entrar na Toca e ver se alguém tinha ganho a partida de xadrez.

- Entre Hugo e Albus quem você acha que irá ganhar?- questionou Brutus para James, enquanto eles começavam a subir a escada, alheios aos adultos que estavam na sala.

- Os dois são excelentes no xadrez, mas Albus é sonserino, então ele está na vantagem. Ele deve estar usando toda astúcia que diz ter para vencer- respondeu James francamente- Se chegarmos lá e eles ainda estiverem jogando nós podemos dar um jeito de acabar com o jogo- brincou James com um sorriso maroto.

- James Sirius!- falou Gina em um tom severo, fazendo com que os quatro adolescentes parassem de subir a escada e a mirassem- Por favor, não começa, eu já estou por aqui com o senhor! Então, eu sugiro que o senhor nem cogite provocar o seu irmão nem por brincadeira, estamos entendidos?

James olhou para a mãe incrédulo, diante daquele sermão na frente dos seus tios, padrinhos e avós, sendo que ele não tinha feito nada, apenas brincado em uma conversa com seus primos e Brutus. Logo, o seu sangue ferveu e por um segundo cogitou retrucar sua mãe, mas ele sabia que não era prudente fazer isso. 

- Sim, senhora- falou James com dificuldade sentindo uma mistura de raiva e vergonha. Então, ele passou na frente dos seus primos e andou apressado até o antigo quarto do seu padrinho, batendo a porta com força. 

Fred, Louis e Brutus seguiram James e pararam diante da porta.

- Eu entro- decidiu Brutus determinado- Acredito que vocês correm o risco de serem enxotados e eu não.

- Ficaremos aqui para recolhermos seu corpo então- brincou Fred.

- Sabe como é: nunca entre na toca do leão- brincou Louis.

Brutus engoliu em seco, mas apesar do medo que sentia diante daquelas falas, ele estava determinado a entrar naquele quarto. Então, bateu na porta e entrou. O quarto estava vazio, logo ele lembrou aonde ele tinha encontrado James pela manhã. Consequentemente, Brutus foi até a janela e antes que ele cogitasse ir atrás do grifinório, as palavras de Louis ecoaram em sua cabeça, alertando-o para o boato de que James era capaz de lançar feitiços de modo não verbal e outro, mais assustador, que ele era capaz de lançar feitiços sem a varinha.

- Com medo de virar picadinho ou ensopado?- questionou Louis debochado. 

- Eu só estou pensando para qual lado eu irei- mentiu Brutus astutamente- E para constar serpentes não tem medo de leões. 

- Claro, logo vi que o senhor estava apenas tomando um ar- debochou Fred que, como Louis, viu a cara amedrontada do Brutus- E ele foi- riu Fred logo em seguida.

Se Brutus não estivesse tão determinado para conversar com James, Fred e Louis estariam com seu primo naquele momento. Contudo, os dois perceberam que aquela era uma boa oportunidade para Brutus se aproximar do James.

- Damos 20 minutos para ele?- questionou Louis pensativo 

- Sim, mas eu acho que ele dará conta, James dificilmente o mandará a merda- respondeu Fred sério. 

Enquanto isso, Brutus andava com cuidado pelo telhado em direção ao James que o mirava com uma cara de poucos amigos. Se tinha algo que ele reparou na escola era que James tinha a estranha capacidade de impor respeito muitas vezes com o olhar seja com primos brigando ou colegas da escola (apenas Albus o enfrentava). E aquele olhar de fato era intimidador.

- O que você está fazendo aqui?- questionou James irritado, se esforçando para não mandar o garoto a merda, afinal Brutus detinha uma imunidade temporária. 

- Eu que te pergunto, telhados não foram feitos para sentarmos- devolveu a pergunta Brutus, fazendo James rir. 

- Nessa família temos um sério problema com o conceito de privacidade- explicou James- O telhado é o único lugar que costumo ter paz. 

- Entendi. A vista daqui é bonita- falou Brutus enquanto olhava para o horizonte. 

- Sim- assentiu James- O que você quer?

- Lembrá-lo do conselho que você me deu- respondeu Brutus com firmeza, fazendo James arquear a sobrancelha- De que que não vale a pena se isolar quando estamos com a nossa família. 

Surpreso, James sorriu diante da resposta do Brutus que deixava claro que tinha outro sonserino astuto na sua família. 

- Vamos voltar, James, os seus primos e irmãos estão dentro da casa e se você ficar aqui, se isolar, perderá a chance de se divertir com eles- falou Brutus calmamente. 

James suspirou e se limitou a olhar para o horizonte pensativo, então Brutus começou a se questionar se devia usar chantagem emocional, ou seja, se passar por um lufano sensível para convencer o grifinório a voltar para dentro da casa.

- Sabe como é... eu preciso da sua ajuda para me aproximar dos seus primos- disse Brutus fazendo a sua melhor cara de piedade. Afinal, se tinha algo que ele tinha percebido era que James tinha o coração grande e gostava de ajudar as pessoas, sendo constantemente solidário. 

- Você não precisa da minha ajuda, você está indo muito bem sozinho- falou James com um pequeno sorriso- E só para deixar claro, você me convenceu quando usou minhas palavras contra mim. 

Brutus riu diante da fala do James.

- Se estivéssemos em Hogwarts te azararia por me fazer passar por lufano atoa- brincou Brutus, fazendo James rir.

- Estou começando a achar que fui Judas em outra vida para merecer dois irmãos sonserinos- brincou James.

A fala do James que o colocava como irmão, pegou Brutus de surpresa, então ele nem percebeu quando James levantou e começou a retornar para o quarto. Brutus se perdeu em seus pensamentos, ele pensava no quanto seria bom ter um irmão mais velho como o James ao seu lado.

- Ei Brutus, agora é você que vai bancar o gato em cima do telhado? Vem logo- brincou James acordando Brutus dos seus pensamentos.

- Como uma boa serpente, eu aprecio conforto e segurança, ao contrário do gato da família- respondeu Brutus debochado, se lembrando que Albus chama James de gato para provocá-lo- Então, o telhado é todo seu.

James riu então entrou no quarto do seu padrinho, aonde encontrou Fred e Louis. 

- O sonserino aqui, já está se achando com liberdade para zoar com a minha cara, vocês acreditam?- falou James se fazendo de sério e apontando para Brutus que entrou no quarto logo em seguida.

- Quem mandou me chamar de irmão- lembrou Brutus 

- Coitado, o sol não está te fazendo bem, está delirando- debochou James com um sorriso maroto. 

30 de Julho de 2019, terça-feira

            James acordou de bom humor e determinado a colocar um ponto final no seu relacionamento com a Sakura, mas ele não fazia ideia de como fazer isso, nem onde. Afinal, ela era a sua primeira e única namorada que o proporcionou um conjunto de experiências e essa seria sua última. Ansioso e preocupado, pois James não queria magoá-la, ele começou a escrever em um pergaminho o que falaria para ela após tomar o café da manhã com sua família. Algo que o deixou tão focado que nem percebeu quando Albus entrou em seu quarto e deitou na sua cama.

- James, quanto tempo cara que eu não te vejo- falou Albus debochado, pois ele estava com saudade de implicar com o seu irmão e o fato dos seus pais terem os deixado sob os cuidados das elfas da família o deu uma grande oportunidade- Deve ser porque saí antes de Azkaban, privilégios das serpentes que sabem que telhados não foram feitos para serem habitados... Ao contrário do gato da família...

            James cerrou seus punhos e quando olhou o seu irmão deitado na sua cama com tênis em seus pés, o seu sangue ferveu.

- Sai da minha cama!- mandou James irritado- Pare de achar que meu quarto é extensão do seu!

- Nunca achei- riu Albus- Sempre tive certeza e relaxa, eu acho que limpei no ano passado- acrescentou Albus, enquanto fazia questão de pisar com seu pé esquerdo na colcha e cruzar a sua perna.

            Então, James levantou da cadeira nervoso.

- O que você quer, além de me irritar?- quis saber James, usando sua última gota de paciência.

            Albus sorriu vitorioso, satisfeito em conquistar o seu objetivo matinal.

- Nada, só vim irritá-lo mesmo- riu Albus debochado- Sabe como é: irritá-lo é meu esporte favorito, mais do que quadribol e Duelos, logo sinta-se honrado, isso é um grande privilégio. O triste é que estava em abstinência. Uma semana, um dia e nove horas sem acender o meu palito de fósforo favorito. Foi muito tempo- acrescentou Albus, enfim se vingando de James por chamá-lo de Alvito, pois ele sabia o quanto o seu irmão odiava ser chamado de palito de fósforo.

            Ao escutar Albus chamá-lo de palito de fósforo, forma usada por outras crianças para caçoá-lo na escola antes dele entrar em Hogwarts. James fez com que os livros da sua prateleira levitassem com um gesto de mão.

- Jay, o que você está pensando em fazer?- quis saber Albus surpreso com a sobrancelha arqueada.

- Jay está morto, agora sou JP e eu adoro brincar de tiro ao alvo- respondeu James enquanto lançava seus livros contra o seu irmão que se jogou no chão e foi para debaixo da cama- E você é o alvo- acrescentou James rindo.

            Albus puto por ter sido atacado por três livros, decidiu revidar fazendo com que os livros que estavam no chão a sua frente atacassem o seu irmão. Ele como James também não usou sua varinha para isso. Albus gargalhou quando viu o irmão desviar de alguns livros, mas ser atacado por um livro antigo de História da Magia (que valia por dois pelo tamanho e grossura) e outro de Poções.

- Agora eu te mato! Pare de ser covarde e saia daí!- mandou James irritado.

- Antes, gostaria de lembrá-lo que o senhor que iniciou a terceira guerra bruxa no seu quarto e que sonserinos sempre revidam- retrucou Albus com firmeza- O mais importante: alguém que quer sair com sua namorada a tarde, não deseja ficar de castigo por ter batido no seu irmãozinho indefeso que só veio tirar uma dúvida de História da Magia- falou Albus astutamente, enquanto saía de baixo da cama com a certeza de que seu irmão não o mataria- Mãe, o James me bateu- encenou Albus fazendo a sua melhor cara de piedade- Algo que posso contar para nossa mãe, assim que ela chegar para o almoço. Imagina como nossa mãe irá ficar quando ela ficar sabendo que seu Alvito foi atacado.

- Some daqui!- mandou James puto, pois Albus tinha acabado de chantageá-lo.

- Obrigado- falou Albus debochado, fazendo uma pequena reverência e saindo do quarto do irmão.

James pegou a sua varinha e com um simples gesto arrumou o seu quarto e trancou a sua porta.

- Enfim, organização e tranquilidade- falou James sorridente, pois se tinha algo que o estressava era as coisas fora do seu devido lugar- Agora, sim- disse James, enquanto se sentava e respirava calma e profundamente a fim de encontrar a sua paz interior.

            Horas depois, após o almoço, James estava pronto para encontrar a Sakura em um parque trouxa que ficava no bairro dela. Assim que a viu, ele logo percebeu que ela estava irritada, as vezes o fato dele não ter a respondido a deixou desse jeito, pois James na sua carta se limitou a pedir para encontrá-la no parque um dos lugares aonde eles estavam se encontrando nas férias.

James cumprimentou Sakura cordialmente assim que ela parou a sua frente com um olhar intimidador.

- Boa tarde- respondeu Sakura com seus braços cruzados- O senhor não tem nada para me explicar?! Esperei oito dias para uma resposta e ela não veio...

            Sakura começou a dar um esporro no James que a cortou na hora, afinal ele estava cansado de dar satisfação da sua vida para ela, das suas constantes cobranças por atenção e da sua paranoia de que ele a estava traindo. Nesse instante, James fez questão de parar de ser bonzinho e parar de se preocupar com os sentimentos dela, pois ela, claramente, não se importava com os seus.

- Eu te dei uma resposta sim, foi o meu silêncio- demarcou James com firmeza cortando o discurso da Sakura que se assustou diante da postura dele- Estou cansado de te dar satisfação da minha vida, as únicas pessoas que devo alguma satisfação são os meus pais. Me encontrei sim com o meu time foi um encontro apenas para jogadores da Grifinória e caso tenha esquecido, você é da Corvinal. Eu quero que você saiba que eu, realmente te amei, eu gostei de cada momento que ficamos juntos até Outubro do ano passado, contudo a partir daí vivi o inferno, nunca me senti tão sufocado na minha vida. Cheguei ao meu limite, eu não aguento mais. Espero realmente que você encontre alguém que consiga atender as suas expectativas, pois eu cansei de tentar.

            Sakura não sabia se chorava ou batia no James, diante da raiva e tristeza que sentia.

- Eu sabia que isso ia acontecer, você deve estar doido para correr atrás das garotas e cair na vida como os seus primos!- acusou Sakura irritada.

- Eu sou um Potter, logo eu não preciso correr atrás de nenhuma garota, elas que vêm até mim- retrucou James, levando um tapa na cara logo em seguida.

            Sakura saiu de perto de James cuspindo maribondo, enquanto ele colocou a sua mão na sua face esquerda indignado, pois em seus quase 15 anos de vida, nem seus pais levantaram a mão para ele. James cerrou seu punho direito, diante da raiva que sentia, então começou a respirar fundo e a focar no fato que enfim estava livre e ia sim cair na vida com Fred e Louis.

Assim que se acalmou, James foi direto para o Beco Diagonal atrás dos seus primos na Geminialidades Weasley. Rony viu seu afilhado entrar como um foguete na loja, então chamou a sua atenção.

- James Sirius, não me lembro de o senhor ter dormido na minha casa ontem- falou Rony que após realizar um mandato de busca e apreensão na Travessa do Tranco, resolveu fazer uma visita rápida para o seu irmão e sócio George.

- Padrinho?! O que você está fazendo aqui?- quis saber James curioso.

- Eu que devo te fazer essa pergunta- demarcou Rony- E ainda estou aguardando o meu “boa tarde” seguido de um abraço.

            James riu, então cumprimentou e abraçou o seu padrinho.

- O que houve com o seu rosto?- quis saber Rony preocupado.

- Esse é o preço que paguei para ser livre- respondeu James sério- Aonde estão Fred e Louis?

- Bem ali, vendendo os produtos do seu irmão- respondeu Rony, apontando para os produtos em que Albus ganhava uma porcentagem das vendas por os ter criado.

- Valeu- agradeceu James, se despedindo logo em seguida do seu padrinho, se aproximando de um grupo de estudantes que assistiam Fred e Louis apresentarem os produtos do seu irmão.

- Atenção você que está cansado de ser feito de capacho!- exclamou Fred que estava em cima de uma mesa ao lado do Louis, atraindo atenção de mais pessoas que estavam na loja.

- E de ser bode expiatório- disse Louis.

- E de engolir sapos- falou Fred.

- Ou até mesmo de engolir o brejo inteiro!- disse Louis- Aqui está a solução dos seus problemas!- acrescentou apontando para a caixa que aparentava ter sacos com bolas de gude coloridas.

- Alaranje os seus inimigos com essa incrível e belíssima bola de gude alaranjada- falou Fred pegando uma bola de gude alaranjada- Ou os deixe amarelos, vermelhos, verdes, azuis e até mesmo cor de rosa!

- Cheguem perto, vejam bem, quem olha que linda, super inofensiva, então- falou Louis lançando a bola de gude em um manequim- Deixe-o por três dias da cor de um marca-texto!

- Aí você pensa e se isso não for o suficiente? E se continuar?- disse Fred se fazendo de desesperado- Você pode chorar...

- Espernear- falou Louis.

- Ou você pode mandá-los para a Ala Hospitalar! Não por um dia, quantos dias Louis?- falou Fred fazendo mistério

- Três dias e por que Fred?- disse Louis.

- Porque eles sofrerão de uma irritação na pele pelo corpo inteiro- respondeu Fred- É só eles beberem esse refrigerante sabor laranja- falou Fred mostrando uma lata de refrigerante- E os seus problemas, enfim, acabarão!

- Agora para você que não aguenta mais aquela tia insuportável que não cala a boca- falou Louis.

- Aquele tio que acha que sabe contar piadas- disse Fred.

- Aquela irmã que não para de reclamar e acha que é sua mãe- falou Louis, pensando na Victoire.

- Aquele amigo da família que não sabe a hora de ir embora- falou Fred.

- Aquela visita que chega sem avisar- falou Louis.

- Aquele primo que possui boletim perfeito que seus pais vivem jogando na sua cara- debochou Fred assim que reconheceu James dentre os ouvintes.

- E para te fuder ainda mais, esse primo se tornou monitor- debochou Louis que como Fred reconheceu James entre os ouvintes- O que podemos fazer Fred?

- Dar essa belíssima caixa com esses deliciosos, mas perigosos biscoitos, e deixá-los com a língua com mais de um metro e o nariz maior do que o do Pinóquio- respondeu Fred enquanto abria a caixa e mostrava os biscoitos.

- São biscoitos caseiros, super naturais, belíssimos e saborosos- disse Louis enquanto mostrava um biscoito que tinha a forma de uma petúnia- E a melhor parte pode durar até três horas se você aguentar a pressão dos seus pais. E se eu não aguentar essa pressão, Fred, o que faço?- questionou Louis se fazendo de desesperado.

- Entregue o biscoito lírio da paz e enfrente sua sina- respondeu Fred enquanto mostrava um biscoito que tinha a forma de um lírio.  

- Esses produtos são inofensivos e passam despercebidos! - exclamou Louis enquanto pulava no chão- Garanta a sua vingança e durma em paz!

- Então, pare de ser otário e compre os nossos produtos!- exclamou Fred- Afinal quem gosta de sapo é brejo!- acrescentou Fred enquanto pulava no chão.

            Todos os estudantes compraram os produtos que Fred e Louis fizeram marketing. Então, James se aproximou dos seus primos.

- Então, quem era o primo que vocês descreveram há pouco?- questionou James se fazendo de desentendido e com um sorriso maroto.

- Ah, um cara que cansou de ser santo e que enfim, se converteu para o lado sombrio da força- brincou Louis- Espera, o que é isso no seu rosto?

- Não me diga que- falou Fred com um grande sorriso.

- Sim- assentiu James sorrindo.

- Finalmente!- exclamaram Fred e Louis empolgados.

            Horas depois, após ajudar nas vendas na Geminiliadades Weasley até a loja ser fechada, aonde James teve a oportunidade de se reconectar com o seu lado maroto.  Ele foi para a casa dos seus tios George e Angelina, aonde jantou com seus primos: Fred, Roxanne e Louis (que é afilhado de George e Angelina).

- Então, James, o que você tem feito?- questionou George- E antes que você responda, eu quero saber o que você tem feito de divertido?

            James riu daquela pergunta, afinal essa pergunta durante um bom tempo nem ele mesmo tinha uma resposta, mais especificamente, desde outubro do ano anterior. Contudo, agora, ele estava determinado a respondê-la.

- Ultimamente nada além de desenhar para não surtar no meu quarto- respondeu James envergonhado- Mas eu jurei para mim mesmo que irei recomeçar a ler livros que não sejam acadêmicos nesse ano.

- Não se preocupe pai, irei ensinar para o James que diversão não se restringe aos livros- assegurou Fred, diante da cara de repulsa do pai.

- Por favor, meu filho, salve esse garoto- pediu George dramático- O coitado vive sob a rédea curta, vai acabar explodindo desse jeito.

- Algo que devíamos experimentar com o Fred- demarcou Angelina olhando o seu filho com severidade- Ao invés de incentivá-lo a aprontar na escola e a contrabandear os seus produtos, pensa que eu não sei George Weasley?!

- Mãe, eu juro que nunca vendi nada da loja na escola- falou Fred enquanto se fazia de santo- E nesse ano, a senhora não receberá uma carta minha, James me inspirou a ser um bom aluno.

- Eu também, principalmente agora que ele está tão determinado a estudar e ir com notas máximas em todas as disciplinas- disse Louis se fazendo de sério- Ele se tornou fonte de grande inspiração para nós.

            Angelina deu um grande sorriso, enquanto George fazia cara de nojo. Assim que Angelina subiu com a filha para o segundo andar, George encarou o seu filho que o fazia se lembrar constantemente do seu irmão, principalmente enquanto estava vendendo produtos da sua loja. A cumplicidade que Fred tem com Louis, as suas brincadeiras e loucuras na escola, o faziam recordar da época em que era completo e extremamente feliz ao lado do seu eterno melhor amigo e companheiro, e por isso, quando lia as cartas da diretora descrevendo as aventuras do seu filho, ele ria e ao mesmo tempo ficava emocionado devido a saudade do seu irmão gêmeo.

- Por favor, Fred, eu aceito qualquer coisa, menos um filho CDF- implorou George, fazendo seu filho e sobrinhos rirem.

- Relaxa pai- disse Fred fazendo seu pai suspirar aliviado- Pelo que estou observando, as vendas irão subir nesse ano.

            Minutos depois, após o jantar, James e seus primos subiram para o quarto do Fred aonde dormiriam. Após lançarem o feitiço abaffiato, os três conversavam sobre quadribol e garotas, até que James decidiu compartilhar uma ideia que surgiu na sua cabeça.

- O que vocês acham de ressuscitarmos a Armada do Pirraça?- questionou James pensativo- Só que dessa vez não seríamos apenas vândalos.

- Ei, não erámos apenas vândalos- falou Louis se fazendo de ofendido.

- Nós zombávamos de qualquer um que nós achássemos que merecesse para testarmos nossos produtos- demarcou Fred com um sorriso maroto- Bons tempos, parece que foi ontem que eu e Louis criávamos produtos para a Geminialidades Weasley e testávamos nos lufanos bocós, nós CDF’s da Corvinal, nos otários puristas, no zelador e na Madame Norra II. E a melhor parte com o Pirraça tacando o terror do nosso lado, como sinto falta dessa época.

- Fred, nós fizemos isso tudo e mais um pouco na última semana de aula do quarto ano- riu Louis- Coitado, tão novo, e com Alzheimer- falou Louis dramático enquanto fingia chorar- O que será de mim sem ele?

            Fred tampou um travesseiro em seu primo que o segurou e começou a rir.

- Enfim, só não mexemos com os professores- disse Fred sério.

- Aí que tá, eu quero atacar os professores, os gêmeos Weasley atacavam os professores, eles fizeram bolas de neve perseguirem um professor quando tinham 13 anos, o cara do turbante que tinha Voldemort na nuca, como ele se chamava?- retrucou James determinado.

 - Não sei e nem me interessa saber, mas você enlouqueceu completamente- falou Fred debochado.

- Ou está cheirando pó de fada- debochou Louis.

- Eles me fuderam e eu quero que eles paguem pelo que me fizeram, mas não seremos estúpidos de sermos pegos, sabotaríamos a comida deles como, por exemplo, usar a criação de vocês que faz a pessoa ter o bico e voz do pato Donald por 6 horas, isso nos daria, um dia de folga- falou James sonhador com seus olhos azuis brilhando.

 - JP é maluco, totalmente sem juízo e sem noção, estou amando, por favor, continue assim- incentivou Fred que estava orgulhoso do lado maroto do seu primo que, enfim, fazia jus ao seu nome: James Sirius.

- Como faríamos isso? E como proteger nosso avô e Hagrid?- questionou Louis preocupado.

 - Quanto a isso deixa comigo, eu sou mais silencioso que um gato e meu feitiço desilusório é perfeito- falou James orgulhoso de si.

- Sem assinaturas, pois a escola inteira sabe que somos nós a Armada do Pirraça, cara, não quero testar minha mãe- pediu Fred preocupado.

- Que bonitinho, o Fred tá com medo da mamãezinha dele- debochou Louis levando um travesseiro na cara

- Quer saber, eu escreverei para tia Fleur e contarei os planos do filho dela na sala precisa- ameaçou Fred injuriado do deboche do seu primo.

- Que planos?- quis saber James curioso.

- Nós decidimos que, em sua homenagem, para celebrarmos sua libertação, organizaríamos uma festa na sala precisa, algo que pode ser outro foco da Armada do Pirraça para movimentarmos a escola- explicou Louis.

- Podemos organizar uma festa por mês nos sábados- sugeriu James

- Mas não convidaríamos qualquer pessoa, é claro, gente chata como monitores e puristas não serão convidados, nem menores de 13 anos- disse Louis sério- Precisamos descobrir um jeito de ter álcool na festa.   

- Precisaríamos dar um jeito de comprar com alguém que não se importe em vender para menores de idade- falou James pensativo.

- Meu pai não se importaria em patrocinar nossas festas, se vendermos os produtos dele durante elas, deixem o álcool por minha conta- falou Fred, chocando os seus primos.

- Como assim o meu padrinho daria bebida alcoólica para a gente?!- questionou Louis chocado. 

- Ele confia que não farei besteira e adoraria nossa ideia da festa mensal para vendermos seus produtos em grande estilo- respondeu Fred com um sorriso maroto.

Nesse momento James começou a questionar se os seus pais não confiavam nele ou se seu pai é chato justamente por ser auror.

- Se seu pai vai fornecer a bebida, logo o seu pai sabe que você bebe- inferiu  James indignado.

- Claro, como que vocês acham que tenho um cantil de whisky?- riu Fred- Em que mundo vocês estão vivendo que não manjaram isso- debochou Fred diante da cara dos seus primos.

- No meu mundo, os meus pais me matariam se soubessem, por isso que nem cogitei que meu tio sabia- respondeu James indignado- Já até sei o que meu pai falaria: James Sirius, você sabe muito bem que só pode beber com 17 anos.

- E eu que sou xingado em francês e inglês- suspirou Louis.

- Eu só tenho que tomar cuidado para nunca ser pego embriagado, porque se não minha mãe me mataria e ele ajudaria a enterrar o corpo- riu Fred- Mas, ele é chato quando quer também, se me estresso com a Roxanne, ele sempre me lembra que sou o irmão mais velho.

 - Nem me fale- suspirou James- Eu não entendo a necessidade dos meus pais me lembrarem que sou o irmão mais velho.

- E eu que tenho uma irmã mais velha que acha que é minha mãe?!- reclamou Louis- Ela me xinga em francês também, igual nossa mãe, é assustador- acrescentou Louis, fazendo seus primos conterem o riso.

- Enfim, meu último boletim foi tão bom que até meu pai se estressou comigo. Disse que quer que eu me esforce para que eu, pelo menos, me forme na escola. Ele faz questão que eu tenha o diploma de Hogwarts. Só sei que o chamei de hipócrita por isso, pois não é segredo que ele não se formou. Aí vi um lado dele que não quero ver de novo- disse Fred sério.

 - Me desculpe, mas não consigo ver o tio George dando esporro- riu James.

- Nem eu- riu Louis- Enfim, o que mais poderíamos fazer com os professores além de ganharmos folgas quinzenais às custas deles?

 - Folgas quinzenais, amei!- exclamou Fred empolgado.

- Eu consigo repetir o feitiço das bolas de neve que atacam a vítima. Tenho até os meus alvos principais- falou James determinado e com um olhar que dava medo.

- Cara você tá parecendo vilão de filme trouxa com essa cara- debochou Louis.

- Eu sou um jedi que cansou da ordem jedi, mas não é sith, só estou puto de não ter tido o mínimo de consideração da escola, o mínimo, escrevi a porra de um livro e como eles me agradeceram? Me fazendo tomar no cu! Então, darei o troco. De agora em diante seguirei o conselho do meu irmão: só terei empatia por quem merece. O resto mando a merda.

- O Albus, enfim, concluiu o seu plano maléfico de transformá-lo em sonserino- debochou Fred.

- Os grifinórios não são otários! Pisa no rabo de um leão para ver o que acontece- retrucou James indignado e com seus braços cruzados.

- Nem me fale- suspirou Louis- Eu pisei no rabo da Athena na sua casa uma vez e posso garantir que as garras dela são muito bem afiadas- disse Louis se arrepiando com a lembrança- E o pior, acho que ela não me perdoou ainda, ela olha para mim como se eu fosse sua presa.

            James e Fred gargalharam da cara do Louis que demonstrava medo da gata meio amasso de Lilian.

- Viu? Felinos têm personalidade e nunca esquecem quem os ofende- destacou James.

- De fato, se for parar para pensar, as vezes a nossa rivalidade com a Sonserina é porque temos o nosso orgulho e não deixamos barato como eles. Grifinória e Sonserina são duas casas com personalidade forte. Às vezes, somos mais parecidos com eles do que gostamos de admitir e vice versa- inferiu Fred pensativo.

- Por favor, pare de sugerir que pareço com o Albus- pediu James sério, fazendo os seus primos rirem.

- Me recuso a pensar que tenho um lado sonserino. Essa ideia é tão bizarra que me deu vontade de vomitar- falou Louis enojado.

- Como seres humanos podemos ter sim características de todas as casas- afirmou Fred com firmeza- Melhor aceitarmos logo essa ideia.

- Pensando bem, você pode estar certo Fred, o problema é que os dois deram o azar de pularem a Corvinal, o que explicaria muita coisa- debochou James sendo atacado por seus primos logo em seguida, iniciando assim, uma guerra de travesseiros 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...