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História A Shared Secret - Capítulo 11


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Notas do Autor


Voltei minna ^^
Acho que vou continuar nessa vibe de postar todo sab ou dom djsnskwj

Enfim, boa leitura

Capítulo 11 - Eu fiz o quê?!


Fanfic / Fanfiction A Shared Secret - Capítulo 11 - Eu fiz o quê?!

Izuku Midoriya


Como todas as vezes que chega o bendito dia da lua-cheia e esse cai na semana, não vou à faculdade, mesmo que os efeitos só venham a ser mais intensos pelo início da noite, ainda fico afetado pela manhã, as vezes tenho um pouco de fraqueza nas pernas ou dores na cabeça, por exemplo.

Além disso, tinha que deixar tudo preparado, desde às correntes que me manteriam preso ao meu quarto, quanto os meus dildos. - sim, eu sei, eu nunca tive uma real experiência sexual e agora estou falando de vibradores, mas no meu suposto "cio", as correntes sozinhas não seriam capazes de me parar, meu desejo seria tão grande que eu as romperia em segundos, os vibradores são como algo para amenizar a minha situação.

Estava tudo em perfeita ordem, e perto das cinco da tarde, após conferir que tudo estava trancado, inclusive a porta do meu quarto, coloquei as algemas nos meus pulsos e tornozelos, aguardando o luar, esperando que tudo passasse da forma mais rápida possível.

Eu só não esperava que assim que acordasse no dia seguinte, estivesse em minha cama, com um Todoroki sem camisa, dormindo ao meu lado e com um gosto amargo na boca... MAS QUE PORRA ACONTECEU? E POR QUE EU ESTOU SEM AS CORRENTES?

Levantei de imediato, assustado, retraindo-me na cama, tampando meu corpo completamente nu com o lençol, olhando o meio ruivo dormindo ali, calmamente... forcei minha memória, buscando qualquer vestígio de que eu tenha interagido com ele na noite interior, falhando miseravelmente.

Não sei nem por que tentei, eu perdia a consciência assim que a lua nascia, apenas meu lado lobo ficava ativo, não consegueria lembrar de nada, mesmo se me esforçasse muito.

- Se sente melhor? - Enquanto perdido em meus pensamentos, ouvi o bicolor perguntar, logo direcionei meu olhar a si, ainda assustado.

Sua voz saiu rouca, afinal, tinha acabado de acordar, não sei se foi devido ao meu "cio" ter sido ontem, mas senti meu interior se estremecer. Todoroki mantinha um sorriso na boca, diferente da maioria, esse transmitia uma pequena preocupação, ajeitou-se na minha cama, encostando as costas na cabeceira, mantendo o olhar sobre mim.

- O-O q-que faz na minha cama? - Perguntei nervoso e por algum motivo meu maxilar doeu. Recuei ainda mais na cama, puxando o lençol para mais perto do meu corpo, a fim de a todo custo me cobrir.

O que me deixava ainda mais preocupado era o fato que ele voltou para casa enquanto eu era um ninfomaníaco e entrou em contato comigo de alguma forma, tenho medo do que possa ter acontecido.

- Não se lembra de nada? - Arqueou a sobrancelha, passando a mão pelo cabelo, bagunçado-o. - Logo quando achei que poderia aproveitar. - Sorriu sacana, e eu engoli em seco.

- O-O q-que você fez comigo? - A esse ponto eu já estava suando, parecia um piloto de avião recém formado em seu primeiro vôo oficial, tremia mais que uma pessoa com mal de parkinson.

- Eu quem pergunto. - Suspirou, espreguiçando-se. - Foi você quem me atacou ontem.

Nesse momento, tive o desprazer de conhecer uma sensação de pré-morte, eu tinha dado a iniciativa, EU, a pessoa que mais despreza a companhia do sujeito a minha frente, tinha o atacado...

- N-Nós...? - Não consegui terminar, falar aquilo era vergonhoso, ainda mais quando me envolvia com o bicolor, fazendo... coisas.

- Fica tranquilo. - Riu ao fim, entendendo o que eu queria dizer, e eu respirei aliviado, ainda tinha minha virgindade conservada. - Mas confesso que o boquete foi uma boa.

Ao processar o que ele tinha dito, quase fui capaz de ver minha alma deixar meu corpo... eu realmente tinha feito um oral nele? Assim... do nada? Isso era pior que saber que eu tinha o atacado.

- Eu- O QUÊ? - Gritei mais estérico que uma hiena quando vê uma carniça de três dias, engasgando ao fim.

Novamente, ao pensar no que eu supostamente tinha feito, mesmo sem me recordar de absolutamente nada, meu interior se revirou e eu senti algo molhado escorrer pelas minhas pernas... o que diabos estava acontecendo?

E então alguns flashes da noite passada vieram a minha mente, neles eu vi parcialmente Todoroki, assim como a sensação de seus toques... eu estava perdido... nunca tinha ficado perto de alguém durante a lua-cheia, e quando isso acontece pela primeira vez, foi justamente com o maldito do meio ruivo, tenho medo das futuras consequências.

- Lembrou de algo? - Perguntou após um tempo, provavelmente notando que fiquei calado por longos minutos.

Estava constrangido demais para responder, estava ocupado demais enchendo a minha cabeça com perguntas que provavelmente eu nunca saberia a resposta, o que eu fiz para merecer uma vida tão miserável?

Para a minha felicidade - ou não -, escutei meu telefone tocar, sem nem pensar duas vezes, levantei da cama, ainda enrolado no cobertor, e fui até a minha escrivaninha, onde meu celular se encontrava.

Vendo na tela quem me ligava quase tive um pequeno ataque cardíaco, era a minha mãe, justo ela num momento crítico desses. - dona Inko tem o costume de sempre me ligar após a maldita noite, meus pais eram betas e os efeitos da lua-cheia eram mais leves em si, normalmente só ficavam mais cansados que o normal.

- Não vai atender? - Perguntou o desgraçado sentado na minha cama, e minha atual vontade era de fazê-lo engolir soda cáustica, só assim para o fazer calar a porra da boca.

- Não enche! - Reclamei, pegando meu celular e atendendo a ligação em seguida.

[ - Izuku? ] - Sua voz soou gentil como sempre.

- Oi mãe. - Tentei passar tranquilidade, mesmo que o que estivesse sentido na hora fosse o completo oposto.

[ - Passou tudo bem? ] - Perguntou preocupada, com um tom de voz calmo, referindo-se a noite passada.

- Hm... sim... - Olhei de canto para o sujeito em minha cama, se não fosse por ele, não precisaria estar mentindo para a minha amada mãe.

[ - Acho que eu e seu pai nos preocupamos à toa. ] - Ouvi uma risada fraca. - [ - Tínhamos medo que passasse a noite de lua-cheia com alguém. ] - Falou despreocupada.

- Er... mãe...

[ - Hm? ]

- Suponhamos que eu passasse com alguém... isso teria alguma consequência? - Senti um par de olhos heterocromaticos fixados em minhas costas assim que fiz a pergunta e isso só me fez ficar ainda mais tenso.

- Ah bem... depende. ]

- Depende do que?

[ - Se usaram proteção, não precisa se preocupar com uma possível gravidez. ] - Disse simplista e eu respirei aliviado, ja que nem aos finalmente tínhamos chegado, de acordo com Todoroki. - [ - Mas claro, isso é só para os ômegas comuns, no seu caso, em hipótese alguma deveria passar com alguém. ]

- Motivos? - Nesse instante eu travei, sabia que vinha merda pela frente.

[ - Para um ômega que sequer teve o primeiro cio e sem qualquer experiência, o simples fato de provar sêmen seria um problema. ]

Estremeci na mesma hora, se eu realmente tinha pagado um boquete no bicolor, eu poderia ter facilmente entrado em contato com sêmen... o quão lascado eu estava?

[ - E se isso acontecesse, poderia levar ao seu primeiro cio propriamente dito ou na pior das hipóteses, marcar a pessoa com quem passou a noite. ]

É... eu estava ligeiramente fodido.

[ - Mas não é nada com que você tenha que se preocupar. ] - Ouvi outra risada. - [ - Bem, seu pai e eu vamos sair, ligo depois. ] - E então desligou, permaneci estático.

O choque foi tão grande que deixei tanto o celular quanto o lençol que me cobria, caírem no chão. Tem como piorar ainda mais a minha vida, Deus? Por que se tiver como, é aqui que eu me despeço do mundo.

- Bela bunda.

- Cala a merda da boca, seu desgraçado! - Cerrei o olhar, virando-me para si, pouco ligando se estava sem roupas. - Tem idéia da merda que fez?!

- O que-

- Por SUA culpa a porra da minha vida nunca mais será a mesma, seu idiota! - Peguei a pimeira coisa que vi, jogando em sua direção, apenas quando colidiu com a parede percebi ser um vaso.

- Quer me matar? - Perguntou assustado, vendo toda a terra e cacos de barro em cima da cama.

- D-Desculpa... - Encolhi os ombros, desviando o olhar, eu tinha jogado um vaso na criatura. - Foi o calor do momento...

Ouvi um longo suspiro.

- Não acha que precisamos conversar? - Sua fala me fez o olhar novamente. - Não fique jogando toda a culpa sobre mim sendo que eu sequer sabia de alguma coisa. - Massagiou as têmporas, parecendo impaciente.

Por um breve momento eu me acalmei, ele estava certo, eu tinha culpa por não ter o avisado sobre como a lua-cheia me afetava. Peguei o lençol do chão, voltando a me enrolar no mesmo, permanecendo sentado no chão, abraçando minhas pernas, escondido no cobertor, envergonhado pela minha atitude infantil.

- O que aconteceu ontem... não, a versão que você viu de mim é como eu fico nas noites de lua-cheia. - Disse baixo.

- Supos que seria isso. - Ouvi ele respirar fundo. - Entendo o porquê de não ter me contado antes.

- Mas não é só isso... - Abracei mais forte minhas pernas. - Não é comum os meus semelhantes terem esses efeitos, normalmente só ficam um pouco mais selvagens ou apenas sonolentos.

- Então como explica?

- Eu por algum motivo sou um ômega. - Suspirei, levantando o olhar, não tinha mais necessidade de esconder, o melhor era deixa-lo ciente de tudo. - Diferente dos outros ômegas, eu nunca tive um cio, meus pais sempre me entupiram de supressores para que isso nunca acontecesse e então, por alguma obra do destino, libero todo esse desejo carnal que só deveria acontecer no cio, numa noite de lua-cheia.

- Explica muita coisa, principalmente seu comportamento ontem. - Deu de ombros, conformado com a minha explicação, fiquei aliviado.

- Mas me responda... o que realmente aconteceu ontem? - Encarei-o sério. - Eu perco o controle durante o luar, sou incapaz de lembrar de algo.

- Você me pagou um oral e logo depois adormeceu. - Foi curto na resposta.

Não sei que horas ele chegou no apartamento, nem quando eu notei sua presença, mas creio que tenha sido um pouco tarde e os efeitos tenham se amenizado antes que avançassemos mais, ou talvez o fato de eu provar sêmen já tenha me deixado satisfeito.

- Quando eu supostamente ataquei você, já estava sem correntes? - Perguntei após me surgir outra dúvida, as marcas das algemas eram visíveis, mas nada explicava como consegui tirá-las.

- Tinha correntes? - Perguntou confuso, encarei-o assustado, então antes mesmo dele chegar eu já tinha me soltado? O quão pior eu estava nessa noite comparado as outras vezes?

- P-Por que estava na minha cama? - Desviei do assunto das correntes, depois me preocuparia.

- Você me puxou. - Deu de ombros mais uma vez.

Antes que pudesse continuar com meu questionário, ouvi meu celular tocar mais uma vez, virei o rosto para ver de quem se tratava a ligação e vendo na tela o nome de Ura-chan, meu coração falhou.


Notas Finais


E issuh :^

Desculpem-me qualquer erro

Sayonara e beijinhos de arco-íris :3


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