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História A Simple Friendship 2 - Shawmila - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei não faço ideia do porquê. A pedido de leitoras do grupo Shawmilinha estou aqui atualizando ❤

Capítulo 5 - Recomeço


{Narrado por Shawn}

7 anos atrás...
 

— Moça com licença é urgente! Você viu a passageira Camila Cabello por aqui!?

— Hmm... Camila Cabello... sinto muito senhor, mas o avião que ela estava acabou de partir.

Então eu olhei pela janela de vidro, e vi o avião subindo. Era o fim.

Cai no chão de joelhos, desolado. Aquilo não podia estar acontecendo... mas estava, era tudo real.

Comecei a chorar desesperado e vi quando seu avião desapareceu pelas nuvens.

Era oficial, ela era meu mundo e eu a havia perdido.

Ela era minha melhor amiga e eu finalmente havia deixado ela partir.

 

-
 

— Shawn! Chega de bebida por hoje, não é? Desse jeito você vai entrar em coma alcoólico! - reclamou Dinah, tirando a garrafa de vodka de ninha mão.

— Seria melhor se eu entrasse mesmo, talvez então eu esqueceria que ela foi embora - digo me referindo à Camila.

— Deus me livre garoto!

—  Agora você tá falando igual a Ally - rio sozinho, talvez eu estivesse bêbado.

— Vamos, chega de bebida e vai tomar um banho gelado. Você está cheirando a cachaça pura garoto.

— Ai Dinah me devolve minha garrafa...

— Não, você vai pro banho agora. Ou eu vou chutar esse traseiro até lá, e você não vai querer levar um chute com esse salto de bico fino.

— Ugh, você sempre foi irritante assim? - digo me forçando a levantar, bêbado ou não, ainda continuo ciente que a Dinah sempre fala sério quanto à ameaças.

— Prefiro ser irritante do que ver você morto. Direto pro chuveiro. E eu não quero que isso se repita!

 

Mas é claro que se repetiu durante todo aquele mês, e por mais dois meses até que ela se mudou pra Miami. E então ela passou o fardo pra Ally, que me ajudou com cada porre assim como Dinah fez.

Eu era um bêbado, só quis saber de beber, beber e beber. Mas sempre vitei tequila, aquela bebida só me trazia mais lembranças sobre *ela*.

E então Ally cansou de me ver daquele jeito e me deu o pé na bunda que eu precisava.

 

— Chega disso Mendes! Você quer passar o resto da vida se lamentando por ela? O que isso vai adiantar? Isso não vai trazê-la de volta, pensa se ela voltasse e te visse nesse estado! Ela não pensaria duas vezes antes de voltar pra de onde veio.

— Mas eu preciso esquecer...

— Shawn, você não vai conseguir esquecer, pode ter certeza. E a bebida pode ser só um anestésico por algumas horas, mas depois só te faz mal! Você continua se lembrando ela como sempre, e só ferrando com sua saúde!

— Mas eu não quero viver sem ela Ally...

— Entenda Shawn, eu falo isso como sua amiga e para seu bem. Você não pode ficar assim pelo resto da sua vida, agindo como um bêbado qualquer quando poderia estar fazendo muito mais coisas pra "esquecer" além de beber.

— O que eu faria então? - perguntei ainda me sentindo com dor de cabeça por conta do porre de ontem.

— Pense em sei lá... seguir carreira com o que você sempre quis! Você queria ser fotógrafo, não é?

— Sim... mas como eu vou esquecer dela assim?

— Já disse, você não vai esquecer. Não pense nos momentos ruins, pense que o que vocês viveram foi bom e verdadeiro, mas acabou. Já fazem seis meses, chega de sofrer! Esqueça isso e parta pra frente, pense em um futuro.

— Você ainda não respondeu minha pergunta - confesso que nesses últimos meses eu tinha me tornado bem rabugento.

— Com a faculdade você pode se concentrar em outra coisa além de querer tomar um porre por causa de você sabe o que, focar em algo que te faça bem e que você goste.

— Não sei Ally, não me parece muito emocionante.

— Que tal uma mudança? Tipo, total! Você pode voltar pra o Canadá comigo, respirar novos ares e esquecer um pouco desse ambiente que você só respira passado, que você só respira... ela.

— Isso vai fazer alguma diferença?

— É claro que vai! Confie em mim, quando eu, Allyson Brooke, já menti?

— Nunca.

— Exatamente, nunca. E mesmo se não der certo, é melhor do que ficar de porre quase todo dia.

— Você está certa...

— Eu sempre estou certa - diz arrogante, mas eu sei que só está brincando.

— Eu aceito.

— Sério!? - pergunta desacreditada.

— Sério.

— UHUL! - Ally grita de animação e meus tímpanos praticamente explodem, minha cabeça lateja.

— Ally ouch! - faço uma expressão de dor que a mesma percebe na hora e pede desculpas.

 — Desculpa, esqueci que o remédio ainda não fez efeito. Tá vendo? Chega de porre.

— Deus, você e a Dinah parecem irmãs - digo revirando os olhos, Ally ciente de que estou brincando.

— Somos quase, falta só o sangue ser igual.

 

Em dois meses, estávamos indo para o Canadá, minha terra natal para "respirar novos ares". Confesso que Ally estava certa, a vida sem bebida parecia muito melhor.

Eu estava distraído de toda dor da perda, concentrando-me na faculdade de fotografia e quando me lembrava dela, pensava nos momentos bons.

E assim eu fui me recuperando da dor da perda do que eu achava ser o amor da minha vida. Fiz quatro meses de faculdade até uma notícia inesperada me pegar de cheio.

Meu pai estava morto. CEO de uma empresa de engenharia: Mendes' Palace. Decorrente à um câncer.

Ele havia deixado o cargo pra mim, mesmo eu alegando há muitos anos que eu não gostaria de comandar a empresa algum dia.

Diferente de minha irmã mais nova, Aaliyah, que sempre amou engenharia e sempre quis comandar a empresa. Mas meu pai dizia: "Não Aaliyah, isso é coisa pra homem" besteira, porra.

Aos 19 anos eu estava no comando de uma empresa multibilionária, sem nunca ter feito nada no ramo. Aprendi tudo na marra, tive ajuda de muita gente, mas em um ano eu já estava de acordo com o esperado e comandando a empresa no maior esplendidor. Não querendo me gabar, é claro.

E isso me fez esquecer a dor. Ela nem quis me ouvir, ou ouvir os outros pra saber o que realmente aconteceu. Ela nem se importou, e isso me trouxe raiva e rancor.

Me tornei um pouco frio, mas ainda tinha um pouco do que eu era antes. Ally continuava ao meu lado, e me ajudou muito durante toda aquela dor.

Apesar de eu não ter me dado muito bem com meu pai, eu o amava e ele também me amava, eu sabia disso. Então eu senti toda a dor do luto, e mais a dor sobre Camila... foi uma explosão, e teria acabado comigo se não fosse Ally.

Ally era um anjo e eu sabia disso, mas de vez em quando ela era um pé na bunda. Como na vez que eu comecei a trazer garotas para casa:

 

— Shawn, você pode me ajudar com essas compras?

— Puta merda! - eu gritei quando vi a garota entrando pela porta. Eu estava com uma garota, debaixo de mim no sofá da sala, que ficou muito puta ao vê-la.

 

Ally imediatamente soltou as compras e cobriu os olhos. A garota levantou num pulo e gritou. Eu rapidamente comecei a procurar nossas roupas.

 

— Merda Amanda, não é o que você está pensando! - disse eu.

— Não é o que eu estou pensando? Você disse que era solteiro! - Ela encontrou suas roupas antes que eu o fizesse. - E meu nome é Ananda!

 

Vesti minha cueca e minha calça enquanto Ally continuava parada onde estava horrorizada, Deus eu traumatizei minha amiga.

 

— E eu sou!

— Ah então essa garota que entrou com sua própria chave é o quê? - A garota que agora sei que se chama Ananda, e não Amanda, disse enquanto fechava o zíper de seu vestido.

— Minha amiga!

— Oh meu Deus! Vocês continuam sem roupas? Eu não vou destampar meus olhos enquanto não tiver certeza de que estão vestidos. - Falou Ally desesperada.

— Me poupe! Você nem ao menos sabia meu nome!

— Eu apenas confundi, Amanda e Ananda... é quase a mesma coisa!

— Você é um grande galinha! Você pode destampar os olhos, quem deve ter vergonha é ele, estamos vestidos. E até nunca mais, babaca!

 

A garota bateu a porta, ignorando totalmente minhas explicações. Foda-se, eu tentei.

 

— Porra Ally... - comentei frustrado.

— A boca, Mendes!

— Que seja, ela estava sendo uma ótima transa. E você estragou isso.

— Você definitivamente não tem filtro! E pelo amor de Deus vocês estavam fornicando no sofá! Eu nunca mais vou me sentar ali.

— Fornicando? Essa foi ótima - disse e comecei a rir. A menor me olhou feio.

— Você não sabia nem o nome dela. Você é um galinha, essa é a quarta da semana.

— Isso se chama sexo sem compromisso. Caso você não saiba, o que é provável.

— Eu me preservo, não sou burra. Eu juro que se eu encontrar mais uma vez você fazendo esse tipo de coisa...

— É o meu apartamento, você que decidiu usar sua chave.

— Obviamente, você me deu ela justamente pra mim usar - droga, ela tinha um ponto.

— Vou me lembrar de fazer isso em outro lugar.

— Agradeço. De preferência não aqui e muito menos na empresa, não é porque você é o chefe que vai violar as regras dela.

— Eu posso mudá- las.

— Ah é? E aí você vai encontrar gente fornicando por exemplo, no elevador, e não vai poder falar nada.

— Você tem outro ponto, droga.

— Isso só prova que eu sempre estou certa. Então sem sexo na empresa, e sexo mais moderado em casa. Se você pegar uma IST não foi por falta de aviso.

— Você está jogando praga em mim? Bata na madeira Ally Brooke.

— Estou apenas te alertando, Shawn Mendes. - Diz ela devolvendo na mesma moeda.

 

E é claro que eu não a ouvi, demiti umas cinco secretárias num período de um ano, já que algumas pensaram que conseguiriam algo mais que sexo.

E então, numa reunião de investidores em Miami eu conheci ela: Lauren. Após quatro anos me recusando a pelo menos pensar em ter um relacionamento, eu acabei mudando de ideia. 

Lauren Hayley é minha atual namorada. Morena, uma bunda que eu adoro, peitos que cabem em minhas mãos e tem 1,60 de altura. Ela sempre está me fazendo rir, tem bom papo e o sexo é legal. Tinha aquele jeito de bad girl sem necessidade de ser má.

Hoje em dia eu vejo um futuro com alguém, com ela. Ela me fez esquecer a dor constante que eu sentia, me conquistou aos poucos, amoleceu meu coração que todos diziam de pedra.

Claro, na época que tudo começou foi um alvoroço. Shawn Mendes o empresário sempre visto com várias garotas, aquietando? Até eu riria antes disso. Havia paparazzis em todo lugar, nos lugares mais inesperados.

Era um inferno, até todos pararem pois perceberam que nada iria acontecer, aquela era minha namorada fixa.

Ela se mudou para o Canadá para ficar perto de mim, mas como seu chefe (que por acaso é dono da minha maior rival) estava construindo uma nova sede em New York logo após começarmos a construir a nossa, ela vivia viajando para lá. E com isso claro que surgiam vários boatos de términos nossos, o que nunca realmente aconteceu.

Agora que a sede estava pronta, e eu também me sentia pronto a voltar para aquele lugar, eu estava me mudando de volta.

Eu estava de volta à New York. E nada me prepararia para o que aconteceria à seguir.


Notas Finais


caso vocês não saibam mudaram de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) para ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) // vou colocar o link dos grupos de Shawmila aqui:

https://chat.whatsapp.com/HKXdjKH23fn83fAHGMnBBi

https://chat.whatsapp.com/GIy7F8xHFxH6aIt1qhFKE3
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Love u guys❤// Lannis


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