História A sobreposição - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Misticismo, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Os seres da luz


As vezes o vento sopra de tal forma que faz com que se pareça com uma voz quando ele passa por lugares estreitos, foi isso que lucy pensou, ou pelo menos esperou, que fossem os sons que haviam a acordado, o cheiro metálico e azedo que impregnava o ar a deixava nauseada mas não o suficiente para faze-la levantar mas aquela voz, aqueles sons a perturbaram, não  era comum e muito menos ruídos baixos, era  como se arrastassem algo pesado. A primeiro momento lucy achou que seus pais estivessem arrastando o sofá ou algo assim, mas aquela hora da manha? improvável, e afinal de contas por quê? não fazia sentido.

Após alguns minutos pensando que mais pareceram horas em sua cabeça finalmente o cheiro de metal que mais parecia uma morte lenta e dolorosa para as narinas de lucy a obrigou a levantar, mesmo assustada, e se dirigir a porta mas ao se aproximar e ouvir mais uma vez o sono finalmente a abandonou e o medo e adrenalina a fizeram ligar os pontos, seu peito foi tomado por ansiedade e aquele aperto e falta de ar a fizeram relembrar dos momentos que passará quando era mais nova.O misto desses sentimentos a fizeram se lançar de volta na cama  e relembrar debaixo das cobertas de todas as vezes que seu pai alcoólatra, um homem alto de cabelos grisalhos aparentemente mais velho do que realmente era, chegava tarde e agredia a sua  mãe verbalmente antes de se deitar e acordar no outro dia como se nada tivesse acontecido, mas não dessa vez era pior, muito pior, dessa vez ela sabia que algo alem disso havia acontecido, não eram só gritos. Mas de alguma forma os barulhos cessaram, por um mísero instante tudo pareceu bem, como se toda a agitação que despertara nela uma ansiedade extrema se torna-se paz.

O odor intragável tornava o ambiente insuportável de forma que lucy se sentiu obrigada a sair debaixo de seus cobertores para mais uma vez checar se estava tudo bem, mas ao olhar para fora em um milésimo de segundo ela percebeu que preferia ter ficado escondida, deveria ter ficado lá, a visão horrenda e indescritível encheu seu coração de horror enquanto sua mente processava milhões de informações de tal forma que os segundos passados ali se pareciam mais com éons de existência na qual toda a sua sanidade era questionada e posta a prova. o corpo de sua mãe estava ali, em sua frente, suas orbitas oculares haviam sido arrancadas e cada linha de expressão mais se parecia com um corte profundo feito por uma faca sem fio a força, o braço esquerdo que havia sido arrancado estava costurado do lado direito de seu tronco e seu sorriso forçado não parecia ter sido moldado, na verdade era extremamente natural de forma que ter se mantido contida ante a presença daquele ser que antes era sua mãe sentado em uma cadeira ao lado de sua cama não pode ser descrito como menos do que um milagre.

O som de moveis sendo arrastado de forma abrupta  a arremessou de volta a realidade fazendo com que em desespero se jogasse ao chão e rastejasse enquanto fitava o corpo  de sua mãe dilacerado, mas como se já não fosse suficiente após um ou dois metros se rastejando de costas na escuridão a pobre garota sentiu algo úmido na escuridão, na qual ela teve certeza  que era as fontes dos odores que sentia anteriormente, sem enxergar muito pois a luz que adentrara o quarto pela fresta de porta não era suficiente para iluminar mais do que o corpo perturbador de sua mãe, a garota se entregou ao pensamento de que tudo não passava de uma alucinação e pois se a procurar seu celular pois, como era de se esperar, uma luz sumiria com todas aquelas coisas e a colocaria de volta a realidade.

Com a mente perturbada e o coração pedindo desistência a garota encontrou seu celular e procurou forças para realmente ver  toda aquela cena com nitidez, crendo  fielmente que tudo desaparecia, mas suas preces não  foram ouvidas, se havia realmente um Deus ali ele a ignorou completamente, como se aquela cena sádica o divertisse, ou talvez ela apenas estivesse sozinha.Ao iluminar o quarto a poça do liquido que liberará antes um odor inominável agora se revelara como uma poça de sangue, seguindo a trilha de sangue com a luz  de seu celular  que parecia infinita lucy se encontra com mais uma cena na qual a jogou de volta ao chão paralisada, seu pai pendurado de ponta cabeça em sua parede em forma de cruz estava diante dos seus olhos, diferente de sua mãe seu pai não parecia ferido e as únicas marcas de sangue ali presente a faziam crer que ele havia vomitado todo aquele sangue,ma como era possível ?após alguns minutos digerindo aquela cena seus olhos foram direcionados para algumas palavras escritas acima de seu pai, algumas letras pareciam irreconhecíveis porém o que se fazia compreensível eram palavras nítidas e claras.

Primeiro andar:Controle, eram as palavras, não faziam sentido alguma para lucy mas agora o sentido não importava mais.O senso de lucy a fez perceber abruptamente que precisava sair dali mesmo em transe com a cena que presenciara no momento.Correu até a porta e a abriu devagar pois o medo do que havia lá fora havia tomado seu pensamento, duvidas sobre como os corpos tudo aquilo se formara tão rapidamente em seu quarto mesmo ela tendo o observado minutos antes ainda rodeavam sua mente perturbada demais para discernir  se eram mesmo pensamentos ou se alguém perto  repetia tais coisas  em seu ouvido. O  pequeno espaço cubico que levava a escada que descia para a entrada da casa jazia vazio e inalterável, a estante  colada na parede esquerda a estava intacta com toda a poeira que nela havia se concentrado com o tempo de desuso, em sua frente a mesa para leitura estava repleta de papeis,talvez contas, que sua mãe havia deixado ali, o corrimão que ficava entre a mesa e o grande vazio que dava visão de cima para a sala da casa no primeiro andar parecia tocado devido as marcas de mão na poeira porém nada fora do comum, o quarto de seus pais que era ao lado e antes permanecia constantemente trancado agora estava entre aberto e a curiosidade de lucy de entender o que acontecia a fez perder o foco e adentrar o quarto. Lá dentro tudo parecia frio e mórbido como se as cores e vida tivessem sido sugadas, uma névoa se estendera mas mais parecia uma distorção na própria realidade de lucy, hipnotizada por tudo ela andou pelo quarto observando cada detalhe e falta de cor que a fazia nausear constantemente até ser empurrada de volta ao terror de sua mente pelo som da porta trancando, lucy correu para o guarda-roupa e quase que instantaneamente uma sombra triangular se formou sobre a cama, olhar para dentro daquilo parecia dominar sua alma como um buraco profundo da qual nunca se escaparia, até que luzes começaram a se formar, seres esguios, corcundas e apenas com uma boca em sua face saiam de dentro desse buraco,eles emitiam uma luz própria, pareciam homens porém em um estado animalesco da qual  seu corpo era tomado  por uma total disforma que faria qualquer um perder os sentidos apenas de observa-los, porém lucy já havia suportado insanidades demais aquela noite e talvez isso tenha a mantido sã. Os seres que estavam em 6 começaram a desmontar cada móvel do quarto como se fossem deles e estivessem acostumados com aquilo, e os remontavam de outra forma em volta da escuridão, antes triangular e agora disforme, como se para estabiliza-la, o ambiente antes cinzelado agora começara a ganhar vida mas uma vida que saia de tal sombra, vinhas verde musgo atravessavam o quarto e adentravam as brechas do guarda-roupa por onde lucy espiava os seres sem ser notada, raízes grossas se espalhavam e dominavam cada centímetro daquele quarto.

em um ultimo ato de desespero já assustada lucy agarrou uma jaqueta de sua mãe para se sentir mais segura e percebeu um objeto em um bolso da jaqueta,era um gravador que sua mãe utilizava em seu trabalho como jornalista, não parecia muito útil mas deu a ela a ideia de gravar o que acontecia ali e se fosse necessário até mesmo um ultimo momento seu, porém ao começar a gravar o ambiente pareceu reagir a sua ação e de forma abrupta as vinhas se enrolaram em sua mão e engoliram  o gravador e se amarraram em seu pescoço a fazendo gritar de desespero e despertando o interesse dos seres que até então não a tinham notado. Um dos seres que aparentava ser o lider por ser o maior com cerca de dois metros de altura se dirigiu a porta e a abriu de forma agressiva as arrancando e arremessando  contra a parede as fazendo em pedaços, e la estava, aquele ser esguio de dois metros humanoide, com sua luz aparentemente mais fraca revelando um aparato de metal preso ao braço esquerdo , e completamente nu, frente a uma garota de 17 anos de cabelos curtos e ondulados, de pele parda e completamente assustada perante a criatura que a ameaçara.



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