História A solidão de Jonathan - Capítulo 1


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Categorias JoJo no Kimyou na Bouken
Personagens Dio Brando, Jonathan Joestar
Tags Dio Brando, Jojo, Jonathan Joestar
Visualizações 8
Palavras 2.018
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fantasia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como era a vida de Jonathan antes do Dio? Talvez fosse um pouco chata. E quando eles se conheceram o que Jonathan pensou? Eu quis dar um pouco mais de ênfase nessa parte.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction A solidão de Jonathan - Capítulo 1 - Capítulo Único

‘’ Seja bondoso com as pessoas. ‘’

Foi a lição mais preciosa que meu pai poderia me deixar. Eu sempre serei grato e seguirei obedecendo. A bondade a gentileza humana talvez sejam uma das maiores virtudes do ser humano. É graças a ela que hoje estou vivo. Meu pai já me contou essa história, diversas vezes. Anos atrás, a carruagem onde meus pais e eu estavam, acabou caindo da ladeira. Minha mãe morreu instantaneamente, mas meu pai e eu fomos salvos por um espectador inocente que simplesmente passava pelo local. Graças à bondade deste homem, George Joestar e eu, seu filho, Jonathan Joestar conseguiram sobreviver.

— Jojo, pode me ajudar a carregar estas sacolas? — Dizia a empregada da casa que acaba de voltar do mercado, que voltava com sacolas pesadíssimas.
— Claro, imediatamente!

E Jonathan ia ajudá-la de bom grado, sempre com um sorriso no rosto.

— Você me salvou, Jojo! Muito obrigado.
— Não, eu que agradeço. Você sempre faz ótimas refeições. É o mínimo que eu posso fazer.

Jonathan Joestar, 14 anos. Filho do grande senhor, George Joestar. Patriarca de uma das mais ricas e influentes famílias de toda a Inglaterra. Certamente, um menino como ele tinha tudo o que queria. Roupas, brinquedos, estudos, comida de primeira classse… Uma vida perfeita! Além disso, Jonathan era filho único. Provavelmente deveria ser um pirralho rico e mimado, cheio de não-me-toques e arrogância. Porém…

— Não precisava vir comigo, Jojo! Vou apenas fazer uma consulta de rotina. Não é nada demais.
— Do que está falando, papai? Eu gosto de acompanhar o senhor, não importa aonde vá.

Seu pai realizaria um exame médico simples. Mas mesmo sem estar enfermo, Jonathan queria acompanhá-lo mesmo assim. Além de poder sair de casa um pouco, para variar, Jojo mostrava sua preocupação.

— Oh, ceús, oh ceús!
— Papai, veja.

Uma senhora idosa estava prestes a atravessar a rua. Mas o trânsito estava bastante movimentado cheio de carros e carruagens.

— Aquela senhora precisa de ajuda.
— Ei, Jojo!

Jonathan não esperava nem o consentimento de seu pai para poder ajudá-la. Seu corpo se movia por instinto.

— Eu posso ajudar a senhora?
— Oh, muito obrigado!

E com sua ajuda, a senhora consegue atravessar a rua em segurança.

— Francamente, será que você não consegue ficar um dia sem poder ajudar os outros.

Jonathan corava de vergonha. Em seguida, seu pai dava risada enquanto passava a mão em sua cabeça.


— Jojo, venha, temos visitas! — gritava George, para que sua voz alcançasse Jojo lá de seu quarto.
— Sim, estou indo!

Naquele momento, Jojo estava lendo seu livro favorito e seu pai precisou interrompê-lo para que ele viesse falar com sua tia, a qual não via a tempos.

— Olá tia, como a senhora está? — disse, Jojo aós finalmente descer as escadas.
— Ah, Jojo!
E sua tia não perdia tempo vindo apertar suas bochechas.

— Quem é a coisa mais linda da tia?
— S-Sou eu…
— H-Humpf… Acho que o Jojo já entendeu não é, minha irmã? — George tentava fazê-la largar de seu filho.
— Ah, me desculpe! É de costume.
— Como vai meu primo? Já faz muito tempo que brincamos juntos.

A gentileza de Jojo não se restringia apenas a ajudar as pessoas. Jojo também gostava do calor humano. De conversar com pessoas, saber como elas estão. A alegria de Jojo era pura e genuína.

— Ei, Jojo! Quer ir jogar bola com a gente depois da aula?
— Não posso. Meu pai está doente e eu preciso ficar com ele, hoje.
— Ah, qual é! Vai furar de novo!
— Foi mal. Mas deixa para a próxima. Eu irei com toda a certeza.

Sem nem pensar duas vezes, Jonathan recusava o convite dos colegas para poder ficar perto de seu pai. Obviamente, ele queria muito ir, mas não podia abandonar seu pai de jeito nenhum.

— Desculpe, Jojo. Eu sei que você queria ficar com seus amigos, mas…
— Não é incômodo nenhum, pai. Agora o senhor precisa descansar bastante.

E era assim, a rotina de Jonathan Joestar. Dia após dia. Um menino bondoso, bonito e repleto de qualidades. Nem mesmo a riqueza e o poder foram capazes de romper a pureza de seu coração. Mas será que ele, era realmente feliz assim?

— Para onde o Jojo foi? — perguntava Geoge a uma das serviçais da casa.
— A essa hora ele deve estar admirando o pôr-do-sol lá da colina.
— Entendo…

Em seus momentos de lazer, Jonathan estava sempre sozinho. Sem amigos, sem irmãos, sem ninguém. Embora nunca expressasse tristeza ou solidão, havia um pequeno sentimento de vazio dentro do pobre menino rico.

— Jojo, vem aqui embaixo!
— Certo!

Aquela velha cena se repetia dentro da mansão dos Joestar. Seu pai gritava de baixo e Jojo, lé de cima, saía de seu quarto para vir atender prontamente ao pedido do pai.

— Olá, tia…
— Au, au!
— Hã…

Jonathan havia cometido um pequeno engano. Pensando que sua tia estava no andar de baixo, ele havia antecipado sua fala. Mas ao olhar novamente teve uma surpresa. Um presente inesperado seu pai.

— Au, au!
— Papai, que cachorro é esse? — Perguntou Jonathan com um sorriso no rosto.
—  Ele é seu Jojo. Agora você tem um novo amigo!

E assim, Jonathan descia as escadas rapidamente e já corria para abraçar seu novo cãozinho.

— Muito obrigado, papai! Eu o adorei! Muito obrigado mesmo!
— E então, como vai chamá-lo?

E olhando bem para o cachorro, a ideia do nome surgia em sua cabeça.

— Danny! Ele vai se chamar Danny!
— Esse é realmente um ótimo nome.

George ficou muito satisfeito ao ver a reação de seu filho. Jojo já era grato por tudo o que tinha, mas receber um presente daqueles, seu coração encheu-se de alegria.

— Bem, e o que está esperando? Vá brincar com ele!
— E-Eu posso mesmo?
— Sem dúvida. Agora vá.

E assim, Jonathan e Danny corriam em disparada pelo enorme quintal da mansão.

— Danny, pega!
— Au, au!

Jonathan atirava uma bolinha para longe e Danny corria o mais rápido que podia para pegá-la. O cachorro trazia de volta e o garoto repetia o processo. E assim se fazia uma tarde divertida para ambos.

— Parece que Jojo gostou muito do presente, Sr. Joestar. — falou uma das empregadas que também observava aqueles dois.
— Sim. Parece que eu aliviei um pouco mais de sua solidão.

Jonathan viu que seu pai o observava e acenou. Seu pai acenou de volta.

— Mas eu nunca poderei fazer o bastante por ele.
— Não diga isso, Sr. Joestar! Jojo tem uma vida perfeita! Tudo o que um garoto poderia querer!

George deu um suspiro e continuou a observá-lo por mais um tempo.

— É mesmo, não é?

Mesmo com o novo amigo, Danny, Sr. Joestar não se convence de que é o suficiente para satisfazer Jojo. No que o velhote estaria pensando?

— Estou em casa!

Jonathan voltava da escola e subia rapidamente para o quarto. Tomou um banho, se vestiu e já estava correndo para o quintal.

— Jojo, não saia ainda. Seu pai deseja falar com você. — disse uma das empregadas.
— Hã? O que houve?

Ao chegar no escritório de seu pai, Jonathan bate na porta.

— Pode entrar.

Jojo sente uma atmosfera estranha rondando seu pai.

— O que foi, pai?
— Tenho uma notícia para você, Jojo! Você vai ganhar um irmão!
— QUÊ????!!!

Aquela notícia deixou Jonathan completamente paralisado e sem reação.

— Mas pai o senhor nem é casado! Como que o senhor foi…
— Hahaha, não é isso, Jojo. Sente-se, por favor.

Jonathan se senta com um olhar meio desconfiado.

— Lembra-se daquele meu velho amigo, Dario Brando?
— Como eu poderia me esquecer. Foi ele que salvou as nossas vidas, não foi?
— Isso mesmo. E infelizmente ele acabou falecendo.
— Não!

Jonathan ficou chocado e sentiu-se triste pelo pobre homem.

— É realmente uma pena. Que Deus o tenha.
— Acho que jamais poderia pagar a dívida que tenho com ele.
— Desculpe interrompê-lo pai, mas o que isso tem a ver com o fato de eu ganhar um irmão?

George deu um sorriso e olhou para seu filho. Jonathan estrahou aquela atitude.

— Dario tem um filho da mesma idade que você. E de agora em diante, ele irá morar conosco!
— Espera aí, então ele é o irmão de quem o senhor estava falando?
— Isso mesmo. E então, gostou da notícia.

Jonathan abriu um sorriso ainda maior.

— Viva! Eu vou ter um irmão!
— Ei, Jojo! Acalme-se!

Jonathan saiu correndo pela casa, berrando:

— Eu vou ter um irmão, eu vou ter um irmão!

As empregadas escutavam aquilo tudo e logo queriam tirar satisfações com o patrão.

— N-Não é isso o que vocês estão pensando! Ai, ai, esse Jojo…

Danny que estava dormindo foi acordado pelos berros de Jonathan, que ao vê-lo, agarrou suas patinhas e rodopiou com ele.

— Danny, eu vou ter um irmão! Ouviu essa? Um irmão?

Aquela alegria toda poderia parecer boba e sem sentido. Mas Jonathan ainda era uma criança e para quem sempre viveu sem um amigo, aquela era uma grande notícia.

— Sr. Joestar, tinha razão. Era isso que faltava a Jojo.
— Não fazíamos ideia de que ele era tão carente assim.
— Se soubéssemos, poderíamos ter brincado um pouco mais com ele.

Era o que diziam as empregadas. Mas talvez fossem palavras falsas a fim de agradar o patrão.

— Dario, descanse em paz. E Dio… Seja bem-vindo ao nosso lar.

Se passaram alguns dias e o dia em que Dio viria, finalmente chegou.

— Dio Brando… Mal posso esperar para conhecê-lo.

Junto com Danny, Jonathan aguardava ansiosamente do lado de fora, a chegada de Dio.

— Lá vem ele!

A carruagem que trazia Dio finalmente estaciona em frente a grande mansão dos Joestar.

— Está saindo…

Algumas malas são jogadas para fora e Dio salta da carruagem fazendo sua grande aparição.

— Dio!
— Mr. Joestar!

George e Dio se cumprimentam, enquanto Jojo aguardava o momento de falar com ele.

— Jojo, este é o Dio! Agora ele vai morar conosco. Espero que ambos se deem bem.

Jonathan olhava para Dio e já tinha grandes pensamentos para o futuro.

— Podemos fazer tantas coisas juntos. Podemos jogar bola juntos, brincar de esconde-esconde, pega-pega. Podemos estudar juntos, ensinar as lições um do outro. E quando finalmente as férias chegarem poderemos viajar para algum lugar e nos divertir para valer — Jonathan pensava com profundidade a respeito do novo ‘’irmão’’

Jonathan Joestar aproxima-se de Dio Brando e estabelecem o primeiro contato visual.

— Você é o Dio Brando, não é?
— E você deve ser, Jonathan Joestar.
— Pode me chamar de Jojo. É um prazer conhcê-lo.

Jonathan estende sua mão para cumprimentá-lo.

— Au, au!

Antes que algo pudesse ser feito, Danny avança em direção a Dio.

— Não se preocupe, ele não morde.

E então, Dio dá um grande chute na cara de Danny, deixando o cachorro quase incosciente.

— NANI WO SURUNDA? IURUSAN!

O olhar de Jonathan muda de repente, em relação a Dio. Será que eles realmente poderia se dar bem?

— E-Eu vou para o meu quarto, papai…

Já era noite. Dio já havia entrado, se estabelecido na mansão, e aprontado umas poucas e boas com Jonathan. Talvez os planos do pequeno Joestar talvez estivessem sendo desviados um pouco.

— Boa noite, filho.
— Até amanhã, Jojo. — disse Dio em tom suave.

Antes de sair da sala de jantar, Jonathan e Dio trocaram olhares. Parecia ser o começo de uma grande rivalidade.

— B-Boa noite!

Jonathan subiu apressadamente as escadas e se trancou rapidamente em seu quarto.

— Que loucura…

Jonathan abriu a gaveta e tirou de dentro um velho diário. Nunca havia escrito nada nele e agora Jojo começava a escrever na primeira página que estava em branco.

— Querido diário. Sou eu, Jonathan. Dio Brando veio morar com a gente. Achei que a gente poderia se dar bem, mas ele acidentalmente chutou meu cachorro, apertou meu braço quando fui pegar sua mala, e por causa dele meu pai brigou comigo quanto aos meus modos na mesa e aos meus deveres de casa. Será que ainda poderemos nos tornar verdadeiros irmãos? Suas atitudes talvez sejam um pouco bizarras para alguém que acabou de chegar, mas… Pelo menos não vou estar mais sozinho. Agora que Dio está aqui, a minha vida tem um novo sentido. E se agora estamos competindo, eu não vou perder de jeito nenhum!

E assim, dava início as aventuras bizarras que envolveriam Jojo e Dio por um longo tempo...


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^


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