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História A Solidão Será Minha Eterna Companhia - Capítulo 2


Escrita por: _Banshee_II

Notas do Autor


Atualizando meu desafio pessoal. Espero que entendam que não é algo voltado cem por cento ao romance, nem sei se terá na verdade, se tiver algo, será mais para frente, sei que muitos não vão gostar disso e não irão acompanhar depois disso.

Ela não será facil nem de ler nem de escrever pois estou saindo muito da minha zona de conforto. Espero que entendam e se puder dar apoio nessa jornada, agradeço. Como já disse, ainda sem nomes, capitulo Pai e Filho, o próximo será do Homem Solitário (sabem quem será quem ai?)

Boa leitura!

Capítulo 2 - Capitulo 1


O pai e o filho estavam se preparando para a longa jornada que fariam. O clima estava ficando cada vez mais frio e eles não sobreviveriam a mais um inverno naquela região, precisavam ir para o sul. Seus suprimentos, os poucos que ainda tinham  não duraram muito mais, suas roupas velhas e gastas e que a anos não eram lavadas, isso se algum dia foram, seus calçados gastos que mal tinham solados e os do filho já não cabiam em seus pés. 

Saíram antes do sol raiar, precisavam começar a longa caminhada. Dizer que o sol raiava era uma mentira, pois não era possível vê-lo devido a grande massa cinzenta de fumaça que cobria tudo, o mundo todo agora era uma massa cinza cor, não havia mais árvores ou florestas, nem mesmo animais, não sabiam como haviam sobrevivido.

A neve caia no chão logo ficando cinza e dificultando a caminhada pelo que um dia foi uma estrada. Pai e filho carregavam suas mochilas com algumas roupas, umas cinco latas de comidas enlatadas que se regrassem teriam comida para uma semana. Não era o ideal, era longe do ideal, mas era o que tinham. O filho andava atrás do pai, não tinha as pernas longas como o mais velho e o pai tinha que diminuir o ritmo para que ele o acompanhasse, o que acabava os atrasando, mas ele também não poderia carregá-lo, não tinha forças para isso. 

Não sabe quanto tempo andaram, só sabem que foi um dia inteiro. Pararam quando estava escurecendo, montaram um acampamento improvisado afastado da estrada, onde poderiam fazer fogo sem serem vistos por quem passasse pela estrada. Não podiam abaixar a guarda por um segundo. 

O pai abriu uma das latas, que eram peras em conserva e serviu o filho. Não era o melhor para uma criança, mas era aquilo ou passar fome e o pequeno nem reclamava. Nunca havia comido algo diferente, ou se comeu já nem lembrava mais. Após comerem beberam um pouco de água que ainda restava em seu cantil, aquela era a última. Precisaria encontrar água no dia seguinte.

Após o jantar o pai ajeitou o filho para que pudesse dormir, enquanto este ficaria de vigia, pois não conseguia dormir, mesmo que seus olhos pesassem, ele se negava a dormir. Pois todas as vezes que fazia, tinha sonhos com o passado, um passado que deveria ser esquecido, um passado que jamais voltaria a acontecer. Sonhar com passado era se iludir com o futuro, era o que o pai pensava. E se deixar iludir naquele mundo era antecipar sua morte. Sonhar, desejar que as coisas mudassem era dar brecha para aqueles que se aproveitavam daquele sonho.

Na manhã seguinte, o pai levantou-se antes do filho despertar e foi fazer sua ronda, ver se tinha mais alguém por perto, ameaça ou não e para sua surpresa, viu marcas de pneus na neve. Eram recentes. Se perguntou como não ouviu nada, mas apesar do esforço para não dormir, deve ter cochilado em algum momento. Pensou que quem quer que fosse estaria longe aquela hora, mas para infelicidade, ouviu o barulho do que parecia ser um caminhão e estava se aproximando. Voltou rapidamente ao local onde o filho dormia e apressadamente o acordou. O filho, ainda grogue de sono se assustou com a movimentação repentina do pai, até tentou questionar o que estava acontecendo, mas o pai não lhe disse nada, falou apenas que precisava sair dali o mais rápido possível e em silêncio para não chamarem atenção.

O filho fez o que o pai pediu, recolheu suas coisas em sua mochila enquanto o pai tentava esconder os restos da fogueira sob a neve. O mais difícil seriam as pegadas, mas não havia muito o que pudessem fazer além de tentar encontrar um local para se esconderem e esperar as pessoas que estavam por perto irem embora.

Após se esconderem entre alguns troncos caídos, o pai e o filho ouviram o caminhão parar e uma voz masculina mandando os demais se espalharem em busca de qualquer coisa útil. Pai e filho ficaram encolhidos no seu esconderijo, que não era lá muito escondido e de onde estavam também não era possível ver quantas pessoas estavam andando por ali, mas pelas vozes o pai imaginava que deveriam ser no máximo cinco pessoas.

Não demorou muito e logo as vozes pareciam se afastar e o mais velho ouviu o caminhão se afastar. Pensando que era seguro, saiu com o filho do esconderijo e quando estavam um pouco longe, andando como sempre, o pai na frente e o filho um pouco atrás, ouviu um grito do menor o chamando e assim que virou viu um homem segurando seu pequeno, que se debatia tentando se soltar, mas era vão. O homem que segurava seu filho deveria ter seus vinte anos, não tinha como ter certeza mas não aparentava ter muito mais que isso. Assim que teve a atenção do mais velho, exigiu que entregasse tudo o que tinha ou ele machucaria a criança.

O pai tentava manter a calma, pois um passo em falso que desse poderia custar a vida do filho. Por isso, em um movimento rápido tirou a arma que carregava consigo, cuja só tinha duas balas, e apontou para o homem que alegou que não teria coragem de atirar. o pai respondeu que teria sim, ainda falou que poderia atirar num local que o faria sangrar até a morte e mesmo que fosse socorrido, não poderia ser salvo. Aquela informação chamou a atenção do homem que perguntou se ele era médico, pois se fosse ele poderia ser útil ao seu bando e ele teria um lugar seguro para ficar.

O pai sabia que aquele tipo de pessoas não eram confiáveis, quase ninguém era confiável, ele preferia ficar sozinho com o filho a colocá-lo em perigo. Ao ouvir a recusa do pai de  entrar para o bando ao qual pertencia, o homem ameaçou levar o seu filho e com isso o faria mudar de ideia. O pai então apontou a arma para cabeça do homem, que riu alto em descrédito alegando que nem teria tempo de atirar pois antes que fizesse qualquer coisa, o menino estaria morto.

Ao ouvir aquilo o pai sentiu a fúria tomar conta de si, ninguém ameaçava a vida do seu filho, então sem pensar duas vezes o pai gritou para o filho tapar os ouvidos e se abaixar e com um único disparo acertou a cabeça do homem que tombou para trás, caindo sem vida sob a neve cinza. 

O filho correu em direção ao pai aos prantos, assustado tanto pelo homem ameaçar o separar de seu pai quanto pelo disparo. O pai abraçou o filho e tirou dos seus cabelos algumas manchas de sangue. Logo os dois começaram a correr o mais rápido que podiam para longe dali, pois com certeza os outros tinham ouvido o disparo e logo estariam ali, correram até estarem seguros, por enquanto. Quando pararam em meio a uma das tantas árvores queimadas, o filho chorou. Chorou por um bom tempo, até que o pai o mandou se acalmar, pois aquilo poderia voltar a se repetir em algum momento. 

Durante a noite, o pequeno que estava agarrado ao pai para se esquentar, já que o mais velho havia optado por não fazer uma fogueira, pelo menos naquela noite,  perguntou se aquele homem eram os caras maus que o pai falava e ele respondeu que sim, aquelas pessoas eram más. Questionou também se eles ainda eram os mocinhos, apesar do ocorrido. O pai respondeu que sim, que eles ainda eram os mocinhos e explicou ao filho que ele faria qualquer coisa para o proteger, mesmo que tivesse que tirar a vida de outra pessoa e que isso não o tornaria mau como as outras pessoas.

Mesmo sem entender muito bem, o pequeno aceitou aquilo por enquanto. Pois se seu pai tinha dito que eles eram os mocinhos, ele acreditaria.

 


Notas Finais


Muito diferente do que estão acostumados a ler das minhas obras? Bom ou ruim?

Comentários são sempre bem vindos!

Até breve.


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