História A Sombra Da Luz - Capítulo 37


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Categorias Star Wars
Personagens Finn, Kylo Ren, Luke Skywalker, Rey
Tags Ben Solo, Kylo Ren, Rey, Reylo, Romance, Smut, Star Wars, The Force Awakens, The Last Jedi
Visualizações 235
Palavras 4.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, meus xuxus!!! Como vocês estão?
Huahuahua estranhamente eu consegui escrever esse capítulo rapidinho.
Ainda estou terminando de responder os comentários no capítulo anterior, mas quero agradecer muito pelo carinho ❤❤❤
Espero que gostem ;)

Capítulo 37 - XXXVI - Deixe o Passado Morrer


Fanfic / Fanfiction A Sombra Da Luz - Capítulo 37 - XXXVI - Deixe o Passado Morrer

Há um completo e pesado silêncio por um tempo.

Rey observa os olhos mortos de Snoke. Ele morreu com um olhar assustado.

Ela e seu corpo dolorido levam algum tempo para entender. Algo como alívio queima dentro dela e é tão bom não sentir mais a presença sombria e fria de Snoke.

Atrás dela, dois cavaleiros de Ren estão feridos, mas ainda estão de pé. Outro está sentado no chão, gravemente ferido. E o último está sendo carregado pelos dois que podem ficar por conta própria. A vida deixando o corpo dele aos poucos. Dois estão mortos, ela pode sentir.

Os cadáveres nas armaduras vermelhas estão espalhados pelo chão. Oito. Rey não pode sentir a vida vindo de nenhum deles. A Guarda Praetoriana estava morta. Eles foram mortos pela raiva, pelo ódio, pelo conflito, pela Força ...

E a Força estava furiosa no ar, inquieta, urgente. Ainda não acabou.

Então, quando seus olhos encontram com Ben e ela pode sentir o que ele sente, dói.Os olhos de Kylo presos no corpo morto de seu antigo mestre, um olhar dolorosamente triste. Rey pode sentir o quanto seus sentimentos são conflitantes.

- Ele está morto. – sussurra mais para si mesmo do que para Rey. Seu sabre de luz está desligado agora. Ben olha para a pequena base de sua arma e depois para a cabeça de Snoke no chão. – Eu não posso mais senti-lo. – uma lágrima solitária cai por sua bochecha, mas ele não parece sentir que está chorando. É como se Ben estive anestesiado.

Rey pode sentir o buraco dentro dele. Um buraco que surge no lugar da presença de Snoke. Sua vida inteira vivendo com isso. E agora não há nada, só um espaço vazio.

Há um som na porta quando os cavaleiros saem da sala com uma trilha de sangue no chão, urgência para salvar a vida que restava.

Há apenas eles dois agora.

- Ben .. – ela o chama em tom lento e suave.

Ele ainda continua olhando para Snoke. Sua mente estava tão conturbada que Rey não conseguia entender o que realmente estava acontecendo com ele.

A Força chiou entre eles com antecipação. A conexão aparece como um lembrete rude de que ainda há negócios inacabados. Eles ainda não estão seguros.

- Ben! – ela chama mais uma vez. A voz mais forte agora.

Ele olha para ela, com lágrimas nos olhos e o rosto tão magoado que Rey soluça com a imagem dele assim.

- Ele está morto! – ele diz para ela. – Snoke está morto!

- Eu sei disso, Ben. – Rey se aproxima mais dele. – Precisamos ir embora agora. – ela diz.

Ele não diz nada a princípio. Apenas olha para ela com os olhos escuros e tristes. E quando ela finalmente chega perto o suficiente dele, a mão de Ben se move suavemente, acariciando a pele de sua bochecha.

***

Era agridoce ver Snoke morrendo e sentir sua presença indo embora.

Kylo estava livre, finalmente livre. Mas ele sente uma grande parte de si mesmo quebrando. Foram tantos anos. Uma vida inteira.

Kylo sente dor. Há dor na cabeça, nos braços, no pulso quebrado, nas pernas. Ele estava sangrando e soluçando. E agora, Rey está lá, alcançando seu corpo com suas pequenas mãos. Ela está sangrando também. Há sangue escorrendo por sua testa, ela anda com dificuldade e parece fraca.

Eles disseram um ao outro que nunca mais estariam sozinhos, mas agora, enquanto o inevitável momento se aproxima deles, Kylo não pode deixar de se arrepender por suas palavras precipitadas.

Ele não queria mais lutar. E Kylo pode sentir com todo seu corpo as intenções dela. Ele não queria lutar contra Rey, mas a Resistência não poderia existir com um governo galáctico de sucesso.

As gentis carícias trocadas entre eles contrastam claramente com a batalha que aconteceu apenas alguns minutos atrás e com a tensão que cresce na sala.

Ele se arrependeria de entregar todo o seu ser e sua vida à mulher à sua frente, ou aceitaria seu destino e o cumpriria, se isso significasse que Rey ficaria bem?

***

- Ben! Temos de ir! Logo, Hux estará aqui e quando ele descobrir o que aconteceu, ele vai nos matar. – ela pega a mão dele, sentindo os dedos quebrados latejarem de dor. Mas Rey ignora, mordendo o lábio inferior para conter um gemido.

- É hora de deixar o passado morrer. – diz Kylo. Voz baixa e o corpo preso no lugar enquanto ela tenta puxá-lo.

- O que? Ben não temos tempo para isso... Precisamos fugir. – ela olhou para ele mais fundo.

De repente, ela sabia o que estava prestes a acontecer.

- Snoke ... Skywalker ... os Sith ... os Jedi ... os rebeldes. É hora de deixar as coisas velhas morrerem. – Rey para de se mexer. A conexão mostrando-lhe suas intenções antes de ele empurrar as palavras para fora de sua boca. – Rey, quero que você se junte a mim. Podemos governar juntos e trazer uma nova ordem para a galáxia. Uma melhor, mais forte ...

Ela fecha os olhos, sentindo lágrimas quentes deixarem seus olhos.

O tempo parou, mas o mundo continuava a girar ao redor deles enquanto Rey sentia Ben se distanciar e sumir cada vez mais. Não havia sinal de Ben Solo em seus olhos. Apenas a sombra escura e fria de Kylo Ren.

- Não! – ela soluça. – Ben, não! Temos de ir! Isso acabou agora. Snoke está morto! Você é livre! Ben, por favor ... Eu sei que você está aí!

- Não, não. Você ainda está se agarrando ao passado! Rey, você não entende. Chegou a hora de acabar com essa guerra! Podemos fazer isso juntos. – Rey sente que ele está diferente agora. Ela podia sentir o propósito crescendo dentro dele. Um propósito que ela não compartilhava.

- Não faça isso, Ben. Por favor, não vá por este caminho. – Rey podia sentir todo o seu corpo sofrendo com os ferimentos da luta, mas de repente, tudo isso se transforma em nada se comparado com a dor que estava crescendo nela agora.

- Você não tinha lugar nessa história. Você vem do nada. Você não é nada, mas eu também sou. Somos apenas fragmentos de algo quebrado. Mas juntos, podemos ser os ingredientes de uma nova galáxia. Você não é ninguém, mas não para mim, Rey! – ela recua, afastando-se dele.

- Não! – seus dedos deixam sua pele e Ben parece sofrer o mesmo que ela.

Eles se enfrentariam para defender suas crenças, para derrotar o outro mais uma vez? Era isso o que a Força queria?

Ele anda devagar e Rey segue-o com os olhos marejados. Ben manca para subir a pequena escada, e Rey sente algo terrível quando o vê sentado no Trono que antes era de Snoke.

Não! Isso é um pesadelo. Isso tem que ser um maldito pesadelo.

- Junte-se a mim, Rey. – ele pede novamente. O trono de metal brilha atrás dele. Sua mão esquerda se estendeu para ela. – Rey, fomos feitos para ficar juntos. É o que a Força quer. – ele diz como se fosse óbvio. – Você foi feita para ser meu equilíbrio, Rey! Você é a única pessoa na galáxia que pode governar comigo.

- Eu não quero governar a galáxia. Eu quero que você volte para a Luz! – ela não reconhece a fraqueza de sua própria voz. Ela está esgotada.

- Por que você não consegue ver que esse é o nosso destino? – ele parece desesperado. Rosto molhado pelas lágrimas que Rey acha que ele nem sabe que está derramando.

Rey sente seu coração sendo esmagado tão cruelmente que ela mal consegue ficar de pé.

- Por que você ainda está agindo assim? – é uma questão real. Ela não consegue entender. – Por que você ainda é assim? – ela grita para ele, querendo tirá-lo daquele Trono nojento. As palavras escapam de seus lábios e ela pode ver cada uma delas acertando Kylo Ren como golpes. – Como você pode continuar sendo assim? Ele morreu! Snoke morreu! Nós o matamos! – ela grita o mais alto que pode, mas não há mais força nela, então agora ela apenas sussurra no meio do seu choro. – Você está livre da influência dele. Você ... você não deveria mais ser como ele. Você não deveria mais ser Kylo Ren ...

Ele chora. Chora como ela.

- Por favor ... – ele tenta mais uma vez. A mão ainda se estendia a ela.

Rey sacode a cabeça, negando a ele e sua proposta!

Não estava acontecendo como deveria. Isso não deveria acontecer.

- Você sabe que não posso. – ela sussurra, e então, lutando contra a dor violenta em seu coração e corpo, Rey começa a se afastar, a caminho do hangar, para a Falcon.

- Rey! – ela fecha os olhos quando a voz destruída de Kylo grita seu nome. – Rey! – ele tenta novamente, mas ela continua indo.

Ela sente a perna direita doer como o inferno enquanto corre para encontrar a nave pousada no hangar. Há uma enorme bandeira da Primeira Ordem em chamas, caindo sobre os corpos espalhados pelo chão.

Sua visão não era nada além de embaçada. Um mar de lágrimas quentes e pesadas enchendo seus olhos, tornando mais difícil para ela sair dali o mais rápido que podia. Um soluço ecoou em sua garganta e seu peito estava sendo esmagado por uma força invisível.

Ela olhou para trás por um segundo que pareceu durar mais do que o habitual. Duas gotas quentes caíram de seus olhos para suas bochechas quando ela encontrou Kylo lá, no meio da Sala do Trono destruída. Sua mão estava tremendo, a mesma mão que ele lhe ofereceu alguns minutos atrás. E isso a fez chorar muito, porque, mesmo que soubesse em seu coração que era errado, ela queria aceitá-lo.

Seu rosto estava contorcido em tanta dor, raiva e traição que ela não conseguia mais olhar para ele. Ela virou o rosto e respirou fundo antes de começar a correr novamente.

Sangue quente estava rolando pelo seu pescoço e testa, e então seu olho direito estava coberto de líquido vermelho e ela se sentiu cega por um momento. Seu ombro esquerdo estava queimando em seus ossos e ela tinha certeza de que ele estava fora do lugar. Seu sabre estava firme em sua mão direita, embora alguns de seus dedos parecessem estar quebrados. Seus pulmões estavam queimando como fogo, gritando em busca desesperada de ar através de suas costelas feridas.

Quando seus olhos finalmente encontraram a Falcon entre as naves quebradas e apreendidas, ela se força e empurra seu próprio corpo para além dos limites para chegar lá. Atrás dela, há uma comissão de vozes e gritos. E seu coração se encolhe em uma preocupação cruel com Kylo.

O que eles fariam com ele? Como ele sairia disso sem ser morto?

Ela quase para. Quase. Mas antes que ela pudesse se virar e fazer algo que pudesse matar os dois, ela entrou na Falcon, usando as mãos feridas nas paredes dos corredores para sustentar seu próprio peso até chegar à cabine de controle. Rey se joga na cadeira do piloto, sentindo dor em todo o corpo enquanto se move rapidamente para ativar os botões que permitirão que a nave voe para fora de lá.

Ela tira o pequeno localizador do aperto de seu cinto, pressionando o botão e, finalmente, tirando a nave do chão e saindo do hangar.

O local já está definido no piloto automático e ela só tem que esperar.

Rey se levanta, tentando alcançar a cama, mas ela está exausta demais. Seu corpo está esgotado e ela tem a sensação de que algo está sendo brutalmente arrancado dela. E ela sofre muito, porque sabe o que é que está sendo tirado dela. Ela sente a conexão se romper, se destruir, se rasgar como um frágil pedaço de papel.

Ele ainda está lá, no entanto. A presença dele continua lá.

***

Rey está deitada. Ela se sente fraca e doente. As partes de seu corpo que doíam, agora estão quase dormentes e as suas pálpebras parecem pesadas demais para que ela mantivesse os olhos abertos.

Ela está morrendo!

Há um barulho ecoando entre as paredes da Falcon. O rádio chia em busca de uma frequência adequada e a voz de Poe Dameron pode ser ouvida, cortada e falhada pela comunicação frágil, mas ele está lá.

- Rey, é você? Rey, pode me ouvir? – ele pergunta com a voz urgente. Ela quer responder. Sabe que precisa responder, mas seu corpo não obedece mais aos seus comandos. Rey não consegue se levantar e caminhar até o rádio.

Ela permanece lá, deitada na cama da nave enquanto espera a aterrissagem. É difícil se manter acordada, mas ela tenta. A mão esquerda pressiona um ferimento no abdômen que ela não se lembra de ter sofrido e ela tenta normalizar sua respiração.

Um solavanco anuncia um pouso violento. Usando as paredes como apoio mais uma vez, Rey se levanta com dificuldade, se utilizando dos últimos resquícios de força que ainda havia nela, sentindo cada centímetro de seu corpo arder e doer, mas ela se arrasta para fora.

A luz do Sol a cega por um instante. As pupilas desacostumadas com a claridade intensa. Os joelhos fraquejam e ela cai ao chão. E quando seus olhos finalmente conseguem encontrar um foco, há inúmeros blasters apontados na direção dela.

Ela era a inimiga agora?

Seus olhos estavam se fechando contra a sua vontade.

- Ela está ferida! – mesmo que não conseguisse mais abrir os olhos, a voz de Finn a fez abrir um pequeno sorriso. E então, ela não aguentou mais.

***

Frio...

Escuridão...

Minhas lembranças ... o que aconteceu com elas?

Onde eu estou?

É o que Rey pensa primeiro quando ela finalmente está recuperando sua consciência.

A dor irrompeu no peito de Rey enquanto ela ofegava violentamente por ar, como se não tivesse respirado por um século. Seus olhos se abrem, mas ela não reconhece as formas que compunham seu entorno. Seu peito arfa. Seus dedos se agarram ao tecido macio abaixo dela.

A cognição volta devagar e com isso vem a dor. Rey tenta respirar fundo, mas engasga com algo em sua garganta. O pânico se contorce em seu estômago. Mexendo as duas mãos, os dedos deslizando sobre a máscara de plástico liso que a cobre do nariz ao queixo. Rey se senta com dificuldade, as costelas protestando e o corpo torto por causa do movimento limitado de suas mãos, se esforçando para arrancar a máscara. O tubo conectado à máscara desliza para fora da boca dela e ela se sente sufocada, vomitando um líquido claro e sangue no chão branco ao lado da cama.

Quando acaba e seu estômago parece estar mais calmo, ela mais uma vez tenta lembrar o que aconteceu.

Rey acordou em um beliche com as mãos algemadas na cama e suas roupas trocadas por um tipo de tecido que cobria apenas suas partes intimas. Ela está com uma dor de cabeça terrível que a lembrou de quando Snoke se esgueirou por seu cérebro na primeira vez que ela o conheceu. E com esse pensamento em sua cabeça, ela começa a lembrar. Snoke, a batalha.

Depois de alguns momentos, memórias mais recentes retornam para ela e isso só faz sua cabeça doer mais. Ela geme com a dor, frustrada porque a algema a machuca quando ela mal consegue tocar o próprio rosto.

O que estava acontecendo? Ela estava com a Resistência. Por que ela está algemada?

Sua língua tem gosto de sangue e ela sente suas costelas se queixando de sua respiração pesada e descompassada.

Ela se lembra de lutar ao lado de Ben e dos Cavaleiros de Ren. Ela se lembra da batalha deles naquela sala do trono. Ela se lembra de atravessar seu sabre de luz pelo corpo de Snoke e lembrou-se de Kylo cortando sua cabeça. Snoke está morto.

E então, ela sente outra onda de desconforto em seu estômago quando tem vagas lembranças do que aconteceu em seguida. Rey sente seu corpo tremendo um pouco e a Força está fraca agora.

Ela se lembrou de ter ido embora, encontrado a Resistência. Havia alguns rostos familiares apontando armas para ela e, em seguida, seu corpo desmoronou ... então, nada.

Há uma bandagem enrolada no seu ombro direito, na sua cabeça e nas costelas, alguns dedos da mão esquerda estavam imobilizados. Piscar para longe as lágrimas que vieram com o vômito faz seus olhos doerem, e aquela dor pequena e específica desencadeia as últimas memórias, que finalmente, começam a fazer sentido para ela, como um quebra-cabeça que está sendo completado. A luta. O sangue. O pouso. A resistência. Ben. A Força o levou para algum lugar longe dela, e ela mal consegue senti-lo agora. Ela chama por ele em sua mente, quase histérica. Não há pensamentos, apenas uma presença sombria, um profundo descontentamento que se agita em sua consciência.

Ele está vivo!

Alívio e tristeza se espalharam por seu corpo ao mesmo tempo.

Um bipe e um som estridente soando no canto da sala chamam a sua atenção. Sua cabeça se movimenta rápido na direção do som e ela se arrepende disso imediatamente. Sua cabeça gira com o movimento rápido. Um dróide anda em direção a ela rapidamente e Rey se encolhe de volta na maciez da cama.

- Por favor, mantenha a calma. Você sofreu ferimentos graves na cabeça, garganta, ombro e peito. Você está em um centro médico da base da Resistência. Precisa de um tratamento de bacta adicional para uma otimização física adequada. Por favor, mantenha a calma. – ele diz, limpando o vômito dela do chão branco.

- Tire isso de mim! – ela tenta o melhor que pode apontar para a máscara pendurada em seu pescoço com as mãos atadas.

- O seu tratamento adicional de bacta não está completo! – o dróide responde com a voz computorizada.

- Tire essa coisa de mim agora mesmo! – ela quer gritar, mas sai um sussurro rouco. Sua garganta está em chamas. Rey tenta mover as mãos dela, sentindo desespero com a algema em seus pulsos.

- Se você não puder controlar seu comportamento, sedativos serão administrados até que o procedimento padrão seja concluído. – o pânico explode novamente com a ameaça e Rey sacode a cabeça, tentando ficar calma. Ela não quer ser drogada.

- Por que estou algemada?

- Você foi internada 32 horas e vinte e um minutos atrás. Por favor, não tente remover as cápsulas de bacta. Vou removê-las de acordo com o procedimento médico adequado, uma vez que a cura inicial esteja completa. – ele se aproxima, segurando as mãos dela com suavidade e puxando–as para baixo. – O procedimento da Resistência para o tratamento médico de possíveis ameaças é mantê-las algemadas até que a General Organa e o conselho assegurem que você não representa nenhum perigo.

Eles a estavam considerando perigosa?

- Onde estamos?

- Odessen, um planeta localizado no Wild Space, perto das regiões desconhecidas. O planeta é onde agora está localizada a nova base da Resistência. – Rey deita novamente, a cabeça afundando no travesseiro e um suspiro confuso escapando de sua boca. Seus olhos ficam um tempo observando o teto branco antes de analisarem o resto do quarto.

Não há muito para ver. Uma cadeira de plástico ao lado da cama, o dróide branco e vermelho, uma série de equipamentos médicos, uma porta. Nenhuma janela. Rey volta sua atenção para os braços presos pelas algemas prateadas. Elas estão presas ao redor de seus pulsos, então sua tentativa de examinar os próprios ferimentos é desajeitada. Ela puxa os lençóis com muita dificuldade para olhar os danos em seu corpo.

Há um corte longo, mas superficial onde a lança de um desses guardas de Snoke bateu em seu braço, e seu tronco está coberto por pequenos cortes vermelhos e um curativo cumprido no que ela conclui ser do corte profundo que ela tentou estancar com as mãos no caminho até a base.

Sua pele está avermelhada e ainda arde um pouco, assim como sua garganta e seus pulmões. Há uma camada cremosa e transparente de bacta cobrindo grande parte de seu corpo.

Rey não pode ignorar a sensação de esmagamento em seu peito quando a imagem de Ben com a mão estendida para ela retorna em sua mente.

Uma lágrima fina rolou pelo rosto dela, morrendo nas mechas castanhas de seu cabelo.

No final, ele escolheu o poder. Ele escolheu a escuridão. E Kylo Ren venceu a batalha contra Ben Solo mais uma vez.

Ela tenta esconder esse sentimento, colocando uma máscara invisível em seu rosto quando percebe que há uma movimentação do lado de fora. A porta se abre e ela se retrai no primeiro segundo, mas é Poe Dameron quem entra e seu sorriso para ela parece um nascer do sol depois de uma tempestade de areia e faz Rey se sentir muito melhor. É tão bom ver um rosto familiar ao invés de um droide e algemas frias.

Rey tenta se mover, ignorando o aviso do dróide medicinal. Poe grita seu nome em surpresa e corre para sua cama, e então ele a abraça de maneira estranha, já que ela não pode se levantar e as algemas não permitem que ela passe seus braços ao redor dele. Ele a esmaga com uma urgência que tira o ar de seu peito, mas Rey não se importa.

BB-8 rola em torno dos pés de Poe, beepando e assobiando em preocupação.

Mais lágrimas vêm aos olhos dela. É como se ela finalmente percebesse que ela está viva depois de tudo.

- Você acordou! – ele diz, deixando-a de volta para a cama para recuperar o fôlego. – Nós estávamos tão preocupados com você!

- Onde está o Finn? – ela pergunta.

- Ele está descansando um pouco. Ele passou a noite toda sentado nesta cadeira. Eu tive muito trabalho para convencê-lo a descansar um pouco enquanto você ainda estava dormindo. – Rey sorri pequeno. – Merda, Rey! Nós realmente pensamos que você não sobreviveria.

– Eu também.

E, quando ela tentou se mover para encontrar uma posição melhor, o som do metal da algema na cama a fez lembrar de algo.

- Por que estou algemada? – ela pergunta, vendo o rosto dele ficar preocupado.

- Eu sinto muito por isso, nós tentamos evitar isso, mas nossos novos aliados, eles ... eles têm medo de você. Na verdade, estávamos todos muito assustados quando você chegou sem avisar e saiu da nave ferida daquela forma. – Poe deve ter visto a dúvida em seu rosto, então ele se sentou na cadeira ao lado da camada para explicar com calma. – Rey, você desapareceu de Ahch-To sem deixar rastros. Skywalker disse a Leia que você estava indo encontrar Kylo Ren, que você estava fazendo contato com ele constantemente. E então, nós tivemos zero informações de onde você esteve todos esses dias, o que você estava fazendo, se você estava viva ... Leia sentiu através da Força que você o encontrou, você encontrou Kylo Ren. E não voltou ou nos comunicou. Num primeiro momento, chegamos a pensar que você tivesse morrido, mas Leia tinha certeza que não. Ela conseguiu sentir sua presença ou algo do tipo.

- Eu só..

- Por favor, Rey! Me deixe esclarecer as coisas para você. – ela assentiu, ouvindo atenta as próximas palavras de Poe. – Durante esses dias tivemos que encontrar apoio. Sem você, sem Luke, precisávamos procurar pessoas que nos ajudassem contra a Primeira Ordem. Os novos aliados são um grupo privado de um pequeno sistema independente das Regiões Desconhecidas. Eles exigiram que você fosse tratada como uma prisioneira, já que a última coisa que temos certeza é que você estava em contato com Kylo Ren. Eles querem fazer algumas perguntas antes de permitir que você circule pela base. Eles precisam ter certeza de que você não é uma ameaça para a Resistência.

- Vocês ainda não sabem o que aconteceu? – ela pergunta, sentindo seus pensamentos se misturando em uma confusão gigantesca. Era muita informação de uma só vez.

- Sobre a morte de Snoke? – ela balança a cabeça. – Sim, nós sabemos! O novo Líder Supremo da Primeira Ordem fez um discurso, comunicando sobre a Jedi que matou Snoke e manipulou os Cavaleiros de Ren para escapar.

- O que? O novo Líder Supremo? Jedi que matou Snoke? – o que estava acontecendo?

- Sim, o Líder Supremo Kylo Ren fez uma declaração para todos os sistemas que estão sob o poder da Primeira Ordem. Nossos aliados não acreditaram nas palavras nele, no entanto. Eles dizem que você não poderia ter feito isso sozinha, por mais poderosa que seja, e eles suspeitam que Kylo Ren e você são aliados e que seu retorno repentino é uma farsa e possivelmente, uma armadilha. – ela não sabia como se sentir sobre isso. – O líder do grupo só concordou em continuar apoiando a Resistência se você fosse levada a um interrogatório assim que possível. Um interrogatório com apenas membros deles e a general Organa.

- Ele disse isso? – ela pergunta em um sussurro.

- Sim, ele quer que levemos você para a sala de interrogatório o mais rápido possível ...

- Não! Kylo Ren, o líder supremo... – é difícil para Rey dizer aquelas palavras, chamá-lo assim. – ... ele disse isso?

- De acordo com as palavras dele, você foi até o Supremo Líder Snoke e mentiu, dizendo que você estava indo em busca de o treinamento, já que o mestre Skywalker se recusou a treiná-la. E quando ele descobriu que você estava mentindo, já era tarde demais, e você já tinha usado os truques Jedi para virar os Cavaleiros de Ren contra Snoke e contra Ren. Ele disse que lutou contra você, mas que você conseguiu fugir na Millenium Falcon e desapareceu no Hyper Espaço. Há o discurso dele gravado, você pode assistir o Holograma depois se quiser.

Seu rosto já estava molhado de lágrimas. Seu peito se rasgou em dor.

- Eu não tive estômago para ouvir tudo. Eu sei que ele está mentindo. Leia, Finn e eu sabemos que ele é um mentiroso. Mas você deve nos contar tudo o que aconteceu para que possamos te ajudar, Rey.

"Leia, Finn e eu sabemos que ele é um mentiroso." A voz de Poe continua ecoando essas palavras.

Ela deveria saber disso também.

Kylo Ren, o líder supremo da Primeira Ordem, é um mentiroso.


Notas Finais


NÃO ME MATEM, POR FAVORZINHO!!!
Gente, eu sei que vocês queriam que eles ficassem juntos, mas por favor, raciocinem comigo kkkk
O Kylo foi doutrinado a vida dele INTEIRA. A Rey tem sim bastante influência sobre ele, mas ela ainda está em conflito consigo mesmo! Eu espero retratar isso melhor no próximo capítulo haha
Bom, eu pretendia terminar essa fic no capítulo 40, mas passei os últimos dois dias pensando sobre o final dela, e acabei acrescentando mais capítulos. Talvez 45. Haha
Vou encher vocês por mais algum tempinho!
Eu espero que tenham gostado e que não tenham ficado bravas haha
Amo vocês!
Beijooooooos!!! 😘


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