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História A Sombra da Meia Noite - BillDip - Capítulo 33


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Capítulo 33 - Capítulo 32 (Dipper)


   Não iríamos treinar nada, era um dia de folga. Bill tinha ficado estressado com o que aconteceu; sua irmã nunca havia ido tão longe assim, ele sabia do que ela era capaz, mas disse que não era comum que agisse tão sem escrúpulos. 

   logo pela manhã ele surgiu no meu quarto e invadiu por debaixo dos lençóis onde eu me escondia. 

   — Bom dia, Pine tree. — falou no meu ouvido antes de deixar um beijo ali perto.

   — Hum... — murmurei e me embolei ainda mais na cama macia, daria um "bom dia" mais tarde, quando estivesse cem por cento acordado.

   — Tem fondue pro café da manhã. — tentou me animar.

   — De queijo ou de chocolate? — pelo visto eu sempre caía em suas armadilhas.

   — Os dois. — nem precisei me virar para saber que ele sorria convencido.

   — Ah, bom dia. — lembrei de dizer, pois (infelizmente) já estava bem acordado. Do que adiantava nos dar um dia de folga, se viria me impedir de dormir até tarde?

   Bill me respondeu com um beijo, não sei como ele gostava tanto daquilo, afinal eu havia acabado de acordar, não devia estar nada "beijável". O expulsei para que eu pudesse tomar um banho com calma e tranquilidade; quando saí descobri que, além de nada recomendável, o café da manhã também seria ao ar livre.

   — Não se preocupe, eu reforcei a segurança e eu garanto que te protejo. — Bill me guiava pela cintura para o que seria o nosso piquenique matinal.

   — Mas eu não estou preocupado. — disse eu, que realmente não estava, apesar da experiência no calabouço da Beth ter sido assustadora.

   Vários funcionários esperavam em pé ao lado do cliché pano vermelho quadriculado estendido na grama, todos ansiosos para transformar aquele convescote em uma refeição digna de um príncipe. Bill dispensou todos eles, que saíram meio decepcionados. Aquilo até que era surpreendente, por que Bill não era exatamente o tipo de cara que apreciava coisas simples.

   Parecia que estávamos no mais normal de um encontro em casal, nem pensava no fato de estar comendo com um príncipe de outra espécie em uma outra dimensão comandada por um governo escravocrata e devorador de humanos. Alí éramos só nós dois e o resto do mundo parecia distante.

   Bill tinha em mãos uma faca pequena e fina, que usou para cortar uma pêra e melá-la no chocolate, antes de oferecer para mim. Tentei pegar a faca, mas ele segurou minha mão para me impedir.

   — Abra a boca, por favor. — disse Bill.

   Ergui as sobrancelhas em um ato desafiador, como ele podia ser tão atrevido? Ainda assim cedi, abrindo-a timidamente. Mesmo que aparentemente aquilo não fosse nada de mais, sentia-me meio sem jeito por Bill me encarar intensamente sem nenhum pudor. Ainda limpou o canto dos meus lábios com o polegar, satisfeito por eu ter atendido ao seu capricho.

   Conversar com o Bill poderia ser algo sem fim, ele sempre tinha alguma história para contar ou relembrar, e puxava assuntos aleatórios que acabavam por render. Minha barriga já pesava por conta dos morangos e bacon, mas eu ainda não queria que aquele momento acabasse. A cada instante ele me roubava um beijo, vez doce pelo chocolate, outra grudento (e um pouco nojento também) pelo queijo.

   A faca deslisava pela casca do kiwi na minha mão, eu a tirava sem presa, afinal nem estava mais com fome. Bill comentou como os pelos daquela fruta eram estranhos e logo em seguida começou a argumentar o porquê dele achar isso, mas admito que não prestava muita atenção nas suas palavras e sim nos seus gestos. O rosto pouco oblíquo ficava bem em qualquer ângulo, especialmente quando direcionado a mim; seus cabelo normalmente penteados ou mantidos pela cartola se rebelavam junto ao vento, os fios dourados reluzindo ao Sol; os seus olhos pareciam fendas luminosas oprimidas pelo sorriso nada modesto; e que sorriso... os lábios não eram carnudos, porém tinham um formato tentador, e trabalhavam bem em exibir os dentes de um possível predador, além da sua bochecha esquerda se marcar adoravelmente.

   Era fácil me distrair com o Bill, só que talvez não fosse tão seguro me deixar levar enquanto segurava uma faca em mãos, pois embaixo dos engraçados pelos do kiwi, o fruto esverdeado era menos complicado da lâmina correr. Eu realmente parecia ter um grande azar e falta de talento quando o assunto era cortar alimentos. Nos víamos quase no mesmo cenário de sete anos atrás, a faca cortou a minha palma um pouco abaixo do dedinho, o sangue sujou a fruta e pingou na toalha do piquenique.

   Bill demorou apenas alguns segundos para perceber o que havia acontecido e observou a mancha que nascia sob o pano. Eu deveria ter medo do seu olhar preso no líquido que descia pelo pequeno rasgo na minha mão? Mesmo eu tendo conhecido a sua cultura, seus olhos não me amedrontaram. Ele levou a língua a umedecer os lábios e aquilo me trouxe lembranças nada agradáveis, de quando os seus "instintos" falavam mais alto que os seus sentimentos, e minha confiança nele tinha sido abalada, destruída pelas escolhas que ele tomou.

   — Você está bem?

   Ele perguntou enquanto levava as mãos lentamente em direção a minha, como se esperasse que eu me afastasse, coisa que eu não fiz. Bill envolveu o meu ferimento em alguns guardanapos de pano limpos que achou.

   — sim... não se preocupe, não foi profundo. — disse eu.

   Bill afastou o curativo improvisado para analisar o estrago, mas a ferida já vinha se fechando com magia (eu estava ficando muito bom nisso). Ele sorriu orgulhoso da minha reação, e eu também tinha orgulho da dele, cuidadosa e amorosa, contrária ao meu aniversário de dezesseis. Continuou segurando a minha mão enquanto ela sarava por completo e fazia carinho nela com o seu polegar.  Sua tenção parou na cicatriz que representava a nossa separação, e seu olhar se tornou melancólico. Ainda estávamos superando tudo que havia acontecido, mas eu não queria fugir, e ele não iria me machucar. Bill levou minha mão aos seus lábios e selou um beijo tranquilo, eu só pude sorrir pelo ato, talvez ele nem imaginasse o tanto que aquilo significava para mim... ou melhor, ele sabia e aquilo significava para nós dois.

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   Fomos à sala de música, Bill queria que eu a visitasse, não é como se nunca tivéssemos ido lá antes, só que os lugares da mansão em que eu mais costumava ficar eram o meu quarto, a biblioteca e o jardim. Eu não me considerava muito artístico, mas aprendi a tocar sousafone no fundamental, e sou relativamente bom.

   — Quer ouvir um ótimo cover? — perguntou o Bill, passando os dedos levemente pelas teclas do piano, com um nível de confiança meio elevado de mais.

   — Claro.

   Ele sentou no largo banco de frente para o piano e deu um tapinha nele para que eu ficasse ao seu lado. Lançou-me um sorriso singelo antes começar puxando as primeiras notas melosas.

   Eu gostei do jeito que a música soou na voz do Bill e o jeito que ele olhava para mim, cada palavra me sendo entregue abertamente, eu estava hipnotizado. A sinfonia nos presenteava, parecia ser nossa, foi como levar um choque e não querer tirar o garfo da tomada. Por um momento eu pude acreditar que estávamos em igual sintonia. Mantive-me em silêncio, apenas apreciando. Por mais que dos meus lábios não escapasse nada mais do que baixo suspiros, percebia que o estávamos sentindo ia além de instrumentos e acordes, tínhamos uma música imaterial; não sabíamos a letra, ou o tom, eu nem sequer saberia dizer quando exatamente meu coração começou a cantar com e para o Bill, mas o nosso interno dueto era, nada menos, que perfeito.

   — Gostou? — disse Bill.

   — Gostei de mais...

  Mal terminei de falar, nem pude elogiar um pouco mais, por que Bill me beijou animado. Ele envolveu minha cintura e surpreendeu-me quando me ergueu com facilidade, talvez eu ainda não tivesse total noção da força de um profaemon. Antes mesmo que eu pudesse questionar, Bill me pôs sentado em cima do piano, o som das teclas pressionadas pelo meu corpo eram nossa trilha sonora. Aquilo me fez lembrar de uma cena em "Uma linda mulher", o que resultou instantaneamente no meu rosto enrubescido, por que eu sabia o que acontecia logo em seguida. 

   Por sorte (ou azar, ainda não tinha me decidido) Bill não estava tentando tornar aquele momento em algo sexual. Pelo menos era o que eu achava, mas admito que quando seus beijos chegaram ao meu pescoço senti como se meu estômago pegasse fogo (sei que soa estranho, mas era tudo muito bom).

   — Você já assistiu a "Uma linda mulher"? — não fazia ideia do porquê eu fiz aquela pergunta. Eu tinha um incêndio interior e sua fumaça embaçava os meus pensamentos, estava derretendo pelo Bill.

   — Sei...

   Ele não se deu o trabalho de responder, parecia saber exatamente o que se passava pela minha cabeça; por isso pôs as mãos nas minhas coxas e me fez abrir as pernas, onde ele se encaixava muito bem. Girou o botão da minha calça antes de me encarar ansioso. Acho que o meu olhar mais do que consentia, ele implorava, já que Bill abaixou o rosto e provou o meu corpo do melhor jeito que ele poderia fazer.









Notas Finais


Calma pessoal, foi só um croquete :v


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