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História A sombra do Vampiro: laços sanguíneos - Capítulo 2


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 2 - Instinto


Fanfic / Fanfiction A sombra do Vampiro: laços sanguíneos - Capítulo 2 - Instinto

Assim que a noite chegou, Dagoberto, Martino, Giancarlo, Armand e Laila reuniram-se na sala em frente a lareira que estava acesa e crepitando.

-Não sei pra que acender a lareira..-comentou Laila enquanto lixava as unhas.-Estamos no verão, tio Dagoberto.

-Seu tio pensa que ainda está no século 19..-disse Giancarlo.

-Sabem muito bem o quanto aprecio uma lareira acesa...-disse Dagoberto.-E além do mais, nós não sentimos calor ou frio.

-Eu sinto um calor imenso quando vejo minha conta bancária...-comentou Martino.

-Eu me sinto uma coisa qualquer...-disse Armand.-Sem vida...sem alma...

-O pior é ficar sem dinheiro, caro irmão.-comentou Martin enquanto acendia um charuto.

-Poderia pensar em outra coisa que não seja dinheiro, Martino?-disse Giancarlo.

-É claro...eu penso muito em ouro e pedras preciosas também.

-Ás vezes penso que você não é meu irmão, Martino...-ironizou Dagoberto.

-"Non basta un raggio di sole in un cielo blu come il mare

Perché mi porto un dolore che sale, che sale

Si ferma sulle ginocchia che tremano, e so perchè

E non arresta la corsa, lui non si vuole fermare

Perché è un dolore che sale, che sale e fa male

Ora è allo stomaco, fegato, vomito, fingo ma c'è

E quando arriva la notte

E resto sola con me

La testa parte e va in giro

In cerca dei suoi perchè

Né vincitori né vinti

Si esce sconfitti a metà

La vita può allontanarci

L'amore continuerà..."

Laila riu enquanto Martino cantava.

-Papai com certeza encontrou Martino em alguma rede de pesca abandonada em Veneza...-ironizou Giancarlo.-De fato, não é nosso irmão. 

-"...Lo stomaco ha resistito anche se non vuol mangiare

Ma c'è il dolore che sale, che sale e fa male

Arriva al cuore lo vuole picchiare più forte di me..."-Continou Martino enquanto fumava.

-A pior maldição é ter que ouvir Martino cantar...-disse Giancarlo.

-Eu sinto falta daquela época...-comentou Armand.-Nossa família era maior e sempre nos reuníamos em frente a lareira durante a noite...

-Eu estive pensando em uma coisa...-disse Laila.-Da mesma forma que o vovô ressuscitou naquela vez, a mamãe e a tia Lucilla poderiam ressuscitar também. Seria possível?

Depois de um longo momento de silêncio, Dagoberto falou:

-Eu acho que não, querida...Seu avô era um ser supremo que havia feito um pacto com o diabo no passado. Por isso ele conseguiu ressuscitar daquela forma.

-Todos somos filhos do diabo...-disse Martino com um certo ar de ironia.

-Você é um filho da mãe, Martino...-ironizou Giancarlo.

-Pelo menos sou muito melhor do que você, Giancarlo.

-Ah sim?-Giancarlo levantou do sofá e fitou Martino.-Em que sentido? De ser ganancioso e safado?!

-Sou o segundo mais velho, Giancarlo... Você está bem atrás de mim!

-Já basta vocês dois!-protestou Dagoberto em voz alta.-Sabem perfeitamente que detesto discussões deste nível dentro de casa...Se continuarem agindo dessa forma, vou empalhar os dois!

Por alguns segundos, Giancarlo e Martino ficaram encarando um ao outro...

Nesse momento, Marcilla desceu às escadas e andou até a cozinha. Assim que a viu cruzar o corredor, Armand entrou na cozinha e perguntou:

-Está tudo bem, querida?

-Está...

-Nós acordamos você?

-Não...eu apenas desci para tomar um copo d'água.

-Seu tio Dagoberto me contou que você gostaria de encontrar a sua mãe biológica... É verdade?

Marcilla ficou silenciosa por alguns segundos até finalmente responder:

-É verdade sim, papai...

-Por que esse desejo repentino de encontrar alguém que abandonou você quando era apenas uma recém nascida?

-Eu não sei...eu apenas queria entender o porquê dela ter feito isso comigo.

-Filha... você é o que eu tenho de mais valioso nessa minha existência amaldiçoada. Perder você seria pior do que levar um castigo divino.

-O senhor não vai me perder, papai...Eu nunca abandonaria nenhum de vocês.

-Eu nunca proibi você de coisa alguma. Se quiser procurar pela sua mãe, vá em frente.

-É sério?

-Sim...Se esse é o seu desejo...

Marcilla ficou séria, sentindo uma tristeza repentina.

-Você preferia que o seu filho tivesse nascido, não é?...-Marcilla perguntou de repente.

Armand olhou seriamente para ela e perguntou:

-Por que está dizendo isso?

-Eu ouvi a conversa de vocês na sala... Eu ouvi de longe você dizer que sente falta daquela época.

-Sim, eu realmente sinto falta...Sinto falta da minha irmã Lucilla, que você infelizmente não teve oportunidade de conhecer, e também...e também da minha Adrianne.

-Você me contou uma vez que ela estava grávida...

-Sim, ela estava...Eu pude sentir que ela estava, mas... infelizmente ela perdeu a criança poucas horas depois. E eu perdi totalmente o controle depois que vi todo aquele sangue espalhado pelo assoalho.... Eu nem me recordo muito bem o que aconteceu depois...eu fiquei fora de controle.

Marcilla abraçou seu pai e disse:

-Meu desculpe ter tocado nesse assunto, papai...Eu sei o quanto você deve ter sofrido por ter perdido o seu filho.

-Deus teve piedade de mim e me enviou você, querida... A minha menina...minha pequena Marcilla.

Nesse momento, Laila entrou na cozinha e disse assim que viu Marcilla:

-Prima, você está acordada!...

-Sim...eu perdi o sono.

-Ótimo... Você quer ir até o cinema comigo? O tio Martino irá nos acompanhar.

-Eu não sei, Laila...

-Vá com a sua prima, querida...-disse Armand.-Será bom para você se distrair um pouco.

-Está bem...eu vou me arrumar e já volto.

-Tome conta dela, Laila...

-Não se preocupe, tio Armand...O tio Martino vai acompanhar nós duas.

-Então tome conta do seu tio também.

Momentos depois, Laila, Marcilla e Martino estacionaram em frente ao cinema da cidade. A fila para pagar a entrada era enorme. 

-"Perfeito"!..-resmungou Martino assim que viu o tamanho da fila.-Teremos que ficar na fila feito três indigentes!

-Não exagere tanto, tio Martino...-disse Laila.-Da última vez ficamos apenas dez minutos na fila.

Nesse momento, uma mulher se aproximou da fila com uma menina adolescente.

-Depressa, mãe!-exclamou a menina.

-Vá com calma, Isadora...O cinema não vai fugir!

Sem querer, a jovem mulher acaba esbarrando em Marcilla que estava parada na fila atrás de Laila. 

-Me desculpe...-disse ela.-Eu machuquei você?

-Não...-respondeu Marcilla.-Está tudo bem.

-É a primeira vez que a Isadora vem ao cinema...por isso ela está tão entusiasmada.

-Vocês moram aqui na cidade?

-Moramos perto da favela...-respondeu a mulher com um sorriso amigável.

De repente, Laila olhou para trás e fitou àquela mulher atentamente após sentir uma estranha sensação... Subitamente, uma ameaçadora expressão invadiu o rosto de Laila que fulmivava a mulher com o olhar. De súbito, uma cena se projetou na mente de Laila que a fez encarar aquela mulher com profundo ódio.

-Vem, prima...-disse Laila, pegando no braço de Marcilla.-Somos os próximos.

-Você está bem, Laila?-perguntou Marcilla após ver o olhar diabólico de Laila sobre a mulher.

-Estou sim...-respondeu Laila que imediatamente olhou para seu tio Martino. 

Era como se ambos falassem através do pensamento... Rapidamente, Martino encarou aquela mulher da mesma forma e disse:

-É melhor irmos para outro lugar...

-Não vamos entrar no cinema?-perguntou Marcilla após achar estranha aquela decisão.

-Eu tive uma outra ideia...-respondeu Martino.-Vamos.

Os três então andaram de volta até o carro estacionado. Laila e Martino caminhavam lado a lado em passos apressados.

-Era ela, tio Martino!..-Laila sussurrou de uma forma tão baixa que Marcilla não conseguiu ouvir com clareza.

-Como certeza era sim...-Martino sussurrou da mesma forma.

-Vocês dois estão bem?-perguntou Marcilla.-Parecem que viram um fantasma!

-Estamos bem, prima... não se preocupe.

Os três entraram no carro e partiram para longe do cinema. Marcilla não conseguia entender o porquê daquela saída tão súbita da fila do cinema.

-Quela maledetta bastarda...-resmungou Laila que estava sentada ao lado de Martino.-Avrei dovuto strapparle la gola!

-Do que você está falando, Laila?-perguntou Marcilla.

-Nada, prima... Só estou pensando em voz alta.

-Alguma coisa perturbou vocês dois... O que foi?

-Nada...-respondeu Laila.-Não foi nada.

Marcilla permaneceu em dúvida durante todo o trajeto que fizeram de carro ao redor do centro da cidade.... Alguma coisa havia perturbado profundamente Laila e seu tio Martino. Seus instintos vampíricos se manifestaram intensamente quando viram aquela mulher na fila do cinema...



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