História A Stranger In My Life (EM REVISÃO) - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 781
Palavras 4.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeeeeeeey!
Nossa! Kk da até uma vergonha de voltar assim... depois de tanto tempo, mas vejam; aconteceu muitas coisas, sério... chegou um certo ponto que eu pensei em desistir dessa fic :(( , Não tinha vontade nenhuma de voltar a escrever... foi bem difícil de verdade... nem ideias pra fic eu tinha, foi bem complicado
Mas eu vi vocês ainda favoritando essa fic mesmo estando parada a algum tempo, amei vê como quase chegamos aos 200 favorito *-* nunca pensei que chegaria a isso... e sou muito grata, serio OBRIGADOOOOOO ♡ kkk

Enfim...

Tentarei não demorar mais e pfv, não desistam dessa história \o/

Então

Boa leitura ♡

Capítulo 19 - A patética e o embriagado


 Depois do alvoroço por conta da notícia inesperada, Itachi e eu saímos da mansão Uchiha após deixar Sarada lá e a pequena mala dela, prometendo voltar amanhã cedo pra busca-la. 

 Em momento algum Itachi citou o nome de sua noiva, e como eu o conheço bem sei que ele precisa de um tempo para explicar tudo. De fato, Itachi não planejava falar sobre seu noivado agora, falou por impulso. Não quis preciona-lo para me explicar a sua situação, mas estava um pouco preocupado com ele. 

— Não me olhe com essa cara. — Ele pediu. Voltei a olhar para a estrada. 

— Por que disse aquilo ? — Perguntei curioso.

— Aquilo o quê ? — Fingiu confusão. Revirei os olhos com sua atitude. 

 — Falar sobre o seu noivado quando eu não estou sabendo nem do seu namoro. — Parecia até que eu me importava com a vida amorosa de Itachi, mas longe disso, eu apenas estava curioso sobre aquele caso dele. Itachi não deixa de me contar nada, na verdade, ele não consegue ficar de boca fechada sobre nada. 

 — Ela pediu segredo, talvez por medo, não sei. — Ficou encarando a janela pra manter seus olhos longe de mim. 

 — Medo do quê ? De não aguentar a pressão de namorar o incrível Itachi Uchiha? — Não pude deixar de usar todo meu sarcasmo naquelas falas. Itachi riu pelo nariz e para meu espanto ele assentiu concordando. O olhei ainda mais confuso, mas logo entendi. Podia parecer que não, mas a família Uchiha era bem famosa por Londres e outros lugares, tanto por defender casos importantes quanto pessoas importantes, fora que sempre saia em alguma revista o quanto o primogênito dos Uchihas era um gênio e perfeito ou o quanto o filho mais novo era ligado a sua filha depois de anos turbulentos como o " garoto rebelde Uchiha " é, tinha mudado minha fama, mas nunca cheguei a ligar pra isso. Sempre tentei manter minha privacidade, ainda mais por ter uma filha e me mantenho longe de problemas. Itachi fazia o mesmo, mas conseguia ser mais perseguido do que eu, já que, como citado antes, era um gênio e todos torciam pra poder apreciar um deslize dele. Itachi sempre foi inabalável, homem de sonho de qualquer garota, ao menos era o que aparecia nas revistas de fofocas que eu via na mesa da Karin e fazia questão de irritar o meu irmão mais velho com isso. 

 Quando éramos mais novos com todos os problemas que eu trazia pra família algumas burradas que eu fazia Itachi vinha comigo e depois que nossos pais descobrissem faziam de tudo pra que o nome do primogênito não fosse pra mídia como meu cúmplice em alguma cagada. Deu certo. Antes, por ter mudado, após saber que seria pai, as coisas pioraram um pouco, eu era perseguido pra todos os lugares, era horrível. Por algum milagre não souberam sobre a Sakura, não pela própria preferir, porque o que mais ela queria era isso, fama. Meus pais entraram em ação novamente e manteram o nome da garota que eu engravidei em segredo, o que eu acredito que tenha sido em troca de dinheiro. 

 Entendia o porquê da garota do Itachi querer manter tudo em segredo agora, provavelmente ela seria daquelas muito reservadas e Itachi, com o bom cavaleiro que é, iria fazer o que a garota mandasse. Bem a cara dele. Mas eu chego a concordar com o pensamento dos dois. É com dizem: o que ninguém sabe ninguém estraga. 

 Revolvi não tocar mais no assunto e voltamos ao silêncio enquanto eu continuava dirigindo para o apartamento do meu irmão, onde aconteceria os jogos. 

 […] 

 — Que milagre você por aqui. — Ouvi a voz do Hidan quando o verme entrou no apartamento do Itachi acompanhado dos outros dois idiotas, Sasori e Deidara. Segurei a vontade de revirar os olhos para a frase patética dele. 

 — Hn. — Foi apenas o que ele teve de mim. Hidan já deveria es ar acostumado que apenas deu de ombros. Os outros dois me cumprimentaram com um breve aceno com a cabeça ao qual eu ignorei. Itachi apareceu na sala carregando umas quatro garrafas de cerveja. Entregou pra cada um dos idiotas e quando me ofereceu eu recusei, acho que ele já esperava por isso, pois não insistiu e a tomou pra si. 

 — Quero revanche pelos quatro a zero do Sasori. — Deidara falou já pegando o videogame o conectando na TV. Observei tudo aquilo sem muito interesse. Tanta coisa melhor que eu poderia estar fazendo agora… Tanta coisa melhor eu poderia estar fazendo com a Hinata agora. Bufei entediado. Os caras começaram uma discussão pra vê quem começava e contra quem jogava, sim, era algum jogo de futebol bem tosco. Eu, particularmente, sempre preferi jogos de corridas, talvez para minha paixonite pelos automóveis e sim, eu sou apaixonado por carros, mesmo que só tenha um. 

 Meu sonho, quando criança e acho que o único que eu tive na vida, era ser mecânico, belo sonho, não ? Relevem, eu era criança. 

 Na adolescência me meti em farias furadas por conta de racha, bizarro, não é ? Pensar que o advogado que presa os direitos e segue todas as regras já foi um babaca que cometia esses tipo de crime idiota. Mas não posso negar que amava a sensação da auta velocidade, a adrenalina sempre foi incrível, a plateia te aplaudindo em pé como se você fosse o rei do mundo por conseguir chegar primeiro na linha de chegada. 

 Viu? Eu era um babaca, com certeza. 

 Já fiz muita besteira na vida, coisa que eu me arrependo mesmo, mas as corridas eram a única coisa daquele minha vida patética que eu sentia falta. Talvez eu fosse ainda mais babaca por sentir falta daquilo.

 Suspirei descontente com esses pensamentos. Nunca contei pra ninguém sobre esse tipo de coisa, sobre um único sonho que eu já tive. Apenas Itachi e o Naruto sabiam, e não foi porque eu contei, foi porque eles presenciaram varias corridas minhas e viram com os próprios olhos e quanto aquilo faziam bem pra mim, apesar de ser algo ilegal. 

 "Que diria! Sasuke Uchiha era garoto problema".

 Já ouvi muito disso, e hoje não me surpreende mais, não me orgulho do meu passado, mas não o desprezo, foi por causa dele que eu sou quem sou hoje, e não digo por ser advogado, digo por ser eu mesmo. Construí minha personalidade muito baseado no lado oposto do meu passado, tentando ser correto. Tentando. 

 Não deveria estar pensando nesse tipo de coisa, já tinha vinte e quatro anos, tinha que ser um adulto e não o adolescente que eu fui. Eu mudei, passei por toda aquele idiotice e mudei, mudei pela minha filha, mudei pelo bem dela. 

 Eu tinha feito a escolha certa, afinal de contas. Precisava deixar o passado no passado. 

— Qual foi, Sasuke ? Vai ficar com essa cara o dia todo ? 

 — É a única cara que eu tenho provavelmente ficarei com ela o resto da minha vida, se esta tão incomodado com ela foque no jogo que esta passando, minha cara não é espelho pra você ficar olhando ou qualquer coisa. — Joguei tudo enquanto se quer tive vontade de o encarar. Itachi me olhou incrédulo e eu dei de ombros e mandei o meu melhor olhar de " a culpa é toda sua " e ele bufou se sentado no sofá ao meu lado enquanto os outros davam risada da cada do Hidan. 

 — Tenta guardar esse seu mal humor só pra você. — Itachi sussurrou levando a garrafa de cerveja a boca. 

 — Tenta me deixar em paz que não vai nem notar meu mal humor. — Disse entre dentes. 

— Você é um babaca. — E se levantou se juntando aos demais enquanto eu os assistia no maior tédio. 

 […] 

 Passou horas, não sei exatamente quantas, dês de que começou os jogo e eu dormi no sofá, sim, eu dormi. Naruto chegou logo depois de me acordarem e falarem que era minha vez de jogar ou algo assim. Estava muito sonolento pra entende perfeitamente o que eles diziam. Joguei algumas partidas no maior tédio. Estava quase me levantando pra ir embora quando Itachi falou algo que me fez parar: 

 — Vamos sair daqui. — Ao ouvir aquilo os murmúrios começaram tentando decidir pra qual balada, ou coisa do tipo, eles iam. Tentei sair daquele lugar, mas Itachi me puxou de volta me forçando a ouvir o quão animados os amigos dele estavam com a ideia de sair pegando todo mundo que visse pela frente. 

 Hinata 

 Passei o sábado na casa dos meus pais. Precisa desse tempo. O senhor e senhora Hyuuga não me deixavam ficar sozinha nenhum segundo, até pra dormir minha mãe ficou do meu lado. Sentia falta desse tipo de carinho que nem me dei conta. 

Assim que voltei para o meu apartamento me senti pra baixo quando parei em frente a porta do meu vizinho. Estava tão silencioso do lado de dentro. Suspirei derrotada e entrei no meu apartamento me jogando no sofá depois de fechar a porta. Ino já havia se mudado e não parou de me ligar assim que notou que eu sumi. Acabei explicado que ficaria na casa dos meus pais e então ela me deixou em paz, mas não por muito tempo, conhecendo a Ino como eu conheço daqui a pouco ela bate na porta para vê se está tudo bem comigo. 

 Deitei de barriga pra cima no sofá e encarei o teto. Me sentia completamente sem ânimo pra nada. Não tinha mais as tardes para passar com a Sarada e nem a noite pra dormir com o Sasuke. 

  Pode parecer exagero da minha parte, mas eles conseguiam fazer meu dia bem melhor com a simples presença de cada um dos dois. 

 Pensei que ao me mudar pudesse, finalmente apreciar estar sozinha, mas tudo parecia tão sem graça... vazio. 

Na minha cabeça podia ouvir as risadas escandalosa da Sarada enquanto brincávamos de guerra de travesseiro, ou o jeitinho tímido dela quando nos conhecemos. Ela é tão  fofa e levava consigo um brilho encantador nos olhinhos escuros. Só  percebi que estava tão apegada a pequena Uchiha quando ela não está mais por perto. 

 Sentia o peito apertar com a ideia de Sasuke a levar pra longe, pra longe de mim.

 Ainda tentava entender o que aconteceu pra ele ter que sumir assim, sem avisar nem nada. Pelo menos poderia ter vindo buscar a Sarada, pelo menos poderia ter me deixado vê-lo e me despedir, ou talvez insistir pra que ele ficasse. Agrh! parecia tão babaca isso. Não tinha direito algum em pedir tal coisa para ele. Não éramos nada um do outro, apenas vizinhos.

" Você gosta dele "

 Ouvi uma vozinha repetir essa frase várias vezes. Bufei. 

 " De que adianta agora esse sentimento ? " 

Resmunguei em pensamentos. Talvez esteja ficando louca falando  com uma voz da minha cabeça, mas no momento não cheguei a ligar muito. A voz se calou e eu fechei os olhos tentando de algum jeito fazer aquela situação não parecer tão ruim. Deve ter algum lado bom nessa história toda. Só tenta descobri eles Hinata.

Fiquei alguns minutos naquele transe sem acha nenhum lado bom naquilo tudo e desisti. Desistir de tentar compreender o que não conseguia. Desisti de ficar daquele jeito por um cara que conheci em pouco tempo.

Sasuke Uchiha. Como aquele homem conseguiu me fazer tão bem sem ao menos falar algo ? A presença  dele era algo intimidador, assim comos os olhos marcantes. Ele era o tipo de homem que qualquer mulher queria ao seu lado, mas pra mim era mais que isso. Sasuke não era só aquele cara inabalável, ele era apaixonado pela filha dele, vê os olhos marcantes á encarar sua filha com o maior orgulho do mundo era, com certeza, o melhor olhar dele, sem qualquer malícia, apenas carinho. 

 Por que estou pensando nele novamente ? Agggr! 

 Pense em outra coisa Hinata. Você parecia pensar em outra coisa. 

 Resolvi me levantar daquele sofá, que ainda me encontrava jogada, e por fim decidi tonar um banho longo, terminar um trabalho do curso e em seguida dar algumas voltas pela cidade, pra esquecer quem viva visitando meus pensamentos. Assim fiz. 

Depois do banho mais demora do que o planejado, terminei os trabalhos e sai de casa sem ter certeza da onde ir.

Após ir em um cinema assistir algum filme de ação, caminhar no shopping sem rumo e ir em um supermercado fazer algumas comprar voltei para o apartamento. Guardei todas as compras e troquei de roupa, vestindo algo mais leve. Estava pronta para começar a assistir alguma série quando ouvi alguém bater na porta. Meu, idiota, coração bateu rápido com a hipótese de ser o Uchiha, mas assim que abri a maldita porta meu sorriso, que se formou sem meu consentimento, sumiu. Era Ino. 

 — O que foi ? — Perguntou notando minha meu semblante mudando rapidamente. 

— N-nada. — Sorri forçada dando espaço para a loira entrar, assim ela fez. 

— Vai me contar ou vou ter que arrancar de você ? — Insistiu. Revirei os olhos depois de fechar a porta e me virar pra a Yamanaka. 

— Não quero falar disso. — Cruzei os braços virando o rosto para outro lado. A ouvi bufar. 

 — Sasuke votou pra Londres. -- A encarei na hora sentindo o coração bater mais rápido. Coração tolo! Não me traía agora. Era só o Sasuke, não tinha porquê de tanto alvoroço e nem borboletas no estômago por causa dele.

 " Ele é só  o cara que você gosta

Ouvi aquela voz novamente e me mexi desconfortável. Ino riu da minha reação, riu com malícia, o que me fez ficar ainda mais constrangida.

Ok! Confesso que quero muito saber mais sobre aquilo.

— Como que você sabe disso ? — Perguntei olhando em volta, tentando fingir indiferença, tentando e falhando miseravelmente.

— Acabei entrando em contato com o irmão do Sasuke, puta gostoso também, convenhamos. — Assisti a loira caminhar preguiçosamente até meu sofá e sentar nele com uma elegância da qual ela não tinha. Levantei uma das sobrancelhas estranhando.— Não sei o que você tinha na cabeça ao se envolver com um cara como o Sasuke! Ele é totalmente gostoso, incrívelmente másculo e fodidamente delicioso! Não faz seu tipo.

Acabei gargalhando ao notar que ela tentava imitar uma mãe dando um sermão na filha, ou ao menos era o que ela queria passar. Decidir entrar na brincadeira. Fiz a maior cara de decepção e indignação que alguém poderia ter e me aproximei dela.

— Não é porquê vou sempre estar pra baixo com ele e o vê me tratar igual lixo que ele não faz meu tipo! — Apontei o indicador na cara dela que ao menos se deu o trabalho de me encarar. Ela suspirou, cruzou as pernas e deixou suas mãos descansarem em sua coxa, fechou os olhos e suspirou.

— Você não vai suportar quando ele te jogar contra a parede, te encurralar contra ela, passar a mão no seu corpo, puxar sua cintura de encontro com ele e fazer você sentir o enorme volume que ele tem e sussurrar no seu ouvido algo como " vou te fazer mulher hoje ". — Negou com a cabeça fingindo frustração. Senti um arrepio ao tentar imaginar a cena e parecia ser a intenção dela me fazer sentir essas coisas, já que abriu os olhos e sorriu maliciosa. Recuperei a compostura e voltei a expressão indignada.

— Talvez você esteja certa. — Minha voz saiu decepcionada, mas por dentro eu ria alto daquilo. Era tão bom ter Ino por perto, ela me fazia esquecer todos os problemas com as simples brincadeira besta dela.

— Eu estou certa, querida. Você prefere aqueles garotinhos que nunca tiveram tal experiência pecaminosa a qual seu vizinho parece conhecer perfeitamente. Veja bem, amore, Sasuke mostra ser totalmente selvagem, você é uma flor que acabará de florescer.

Acabei gargalhando da cara que ela fez e sentei ao seu lado tentando me recuperar. Ino desmontou aquela pose e riu comigo.

— Idiota. — Consegui dizer entre as gargalhadas. Sem duvidas, era ótimo ter a Ino como melhor amiga. A loira se jogou sobre mim e me abraçou forte contendo a risada, tentei tirar a garota de cima de mim, mas ela forçou seus braços a continuar me apertando, foi então que eu acabei virando e sem equilíbrio nenhum nós duas caímos no chão sem parar de rir. Quem olhasse de fora acharia que somos loucas, e eu daria toda razão à eles.

A abracei apertado também sentido que finalmente aquele vazio que senti antes estava se preenchendo aos poucos.

— Senti falta disso. — Ino disse entre risos quando me largou. Estava em cima do seu corpo a abraçando como se ela pudesse fugir a qualquer momento. Controlei a respiração, que estava irregular, e a encarei.

— Disso o que ?

— Desse tipo de brincadeira, a gente sempre a fazia enquanto estávamos na escola, mas com os anos isso foi se perdendo, acho que crescemos rápido demais.

Abaixei o olhar refletindo sobre aquilo e no final assenti, era verdade, estávamos crescendo rápido, ainda me lembrava de como esbarrei na loira no meu primeiro dia de aula na escola particular. Lembro do primeiro sorriso de conforto que recebi naquele lugar desconhecido, Ino foi minha primeira amiga naquela escola e se tornou minha melhor amiga com os anos.

Apesar da diferença, nos damos muito bem. Ino sempre foi extrovertida, popular e engraçada. Já eu sempre fui mais na minha, discreta e só me sentia bem com quem confiava, bem, ainda é assim, mas Ino conseguiu me mudar um pouco, agora era bem menos tímida e até gostava de me socializar com outras pessoas.

— Mas ainda estamos aqui uma pra outra, não é ? Isso é o suficiente. — Dei de ombros e me deitei ao seu lado. Ela riu e assentiu encarando o teto.

— Me conta o que aconteceu com você. — Tenho certeza que se referia a ontem. Olhei pro teto também não querendo muito entrar naquele assunto, mas o faria.

— Eu gosto do Sasuke. — Disse de uma vez e ela pareceu não muito surpresa. — Não sei exatamente como aconteceu, mas foi com ele que eu senti toda aquelas melosas; frio na bariga, incerteza, insegurança e mais que tudo, admiração pelo homem incrível que ele é. — Tagalerei sem parar e Ino ficou quieta sorrindo enquanto me ouvia falar. — Sério Ino, o pouco que eu soube sobre a vida dele me deixou tão encantada, sabe ? Ele cuidou da Sarada na adolescência, imagina o quanto deve ter sido difícil e o melhor disso é vê, hoje, o sorriso estampado no rosto dele quando está com a filha. É algo fora do normal. Sarada fala tão bem do pai dela e ainda quer o proteger, tem noção ? Uma criança querendo proteger seu pai de algo tão grande quanto a solidão. Ela me disse pra não mentir e nem esconder meus sentimentos e eu estou tentando fazer isso.

— Você se apegou mesmo a Sarada, não é ? — Não precisei responder e ela riu baixo. — Você está apaixonada por aqueles dois de maneira tão pura.

Senti certa vergonha por ela contestar aquilo e não discordei, no fundo algo me dizia que ela estava certa e dessa vez não era aquela voz estranha.

— Dormi com o Sasuke e na manhã ele disse que não queria me pressionar com aquilo, mas para ter algo sério com ele teria que dividi-lo com Sarada. Ele achou que eu precisava de tempo, mas poxa, eu não tenho duvida alguma de que quero aqueles dois comigo, seria egoísmo querer eles só pra mim ?

Ino voltou a rir e negou com a cabeça lentamente. Eu me sentia uma criança ali deitada com a irmã mais velha perguntando sobre algo inocente, algo bobo.

— Sasuke disse que estamos juntos, mas sem um compromisso real. Eu fiquei tão feliz com aquilo que acho que a decepção foi enorme quando ele não apareceu de noite e depois sumiu com a Sarada não deixando nenhum recado pelo Itachi.

Senti um peso enorme saindo das minhas costas ao contar isso à alguém. Realmente precisa compartilhar isso ou acabaria sofrendo mais depois. Suspirei contente com aquilo, com poder contar sobre tudo que andei passando, era ótimo a sensação de finalmente ter alguém que me ouviria sem me julgar ou julgar o Uchiha, porque talvez ele não tivesse culpa também, afinal, não sei exatamente o que aconteceu e torço que ele me explique algo.

— Você sabe como a vida do Sasuke sempre foi corrida, não é ? Mal ficar em casa ele fica.

Assenti compreendendo aquilo, e era exatamente por saber dessa situação do Sasuke que esperava por ele, esperava por uma explicação.

— Eu sei, Ino, mas ficar sem saber o que aconteceu e tão longe da Sarada parece tortura demais.

— Não fique impaciente, Sasuke vai voltar logo e vocês vão poder conversar sobre tudo.

Foi naquele momento que percebi que Ino parecia bem mais madura do que normalmente parece. Algo estava errado, completamente errado. Me sentei e a encarei como quem questiona o que está acontecendo, Ino nada respondeu, apenas desviou o olhar me deixando ainda mais confusa, curiosa e preocupada.

— Vai me contar o que houve ?

A cutuquei para voltar a me encarar, ela não fez.

— São meus pais. — Disse em um desabafo. — Acabamos nos esbarrando e eles me viram com o Sai. Foi horrível. Falaram cada coisa... Nunca pensei que as ofensas machucariam tanto.

Eu fiquei quieta após aquilo. Não era a melhor pessoa com palavras e não queria acabar falando besteira é magoa-la ainda mais. Suspirei pensado no que falar, no entanto, nada veio. Ficamos no silêncio.

— Sei que é difícil pra qualquer um ter que lidar com esse tipo de coisa vindo dos pais, mas olha, você está tão bem com o Sai, ele realmente mostra gostar de você de um jeito que nunca gostou de outra garota. Seus pai vão acabar aceitando uma hora. Só… só seja feliz com quem te faz feliz.

Aquele assunto era delicado e eu não sabia exatamente o que dizer, mas o que acabei falando era o que realmente queria pra ela e o que penso ser o certo. Ino merece ser feliz assim como qualquer outro ser humano. Seus pais terão que aceitar uma hora ou outra.

[…]

Fiquei jogando conversa fora com Ino, já não pensava tanta sobre os Uchihas e isso, de certa forma, foi bom pra mim. A loira decidiu que iriamos dar uma volta, ela estava com fome e queria comer algo na rua. Assim que achamos uma lanchonete ela se acabou por lá, sério, nunca vi uma pessoa comer tanto. O pior foi depois que ela vomitou tudo o que comeu, tudo mesmo. Fiquei preocupada com ela, mas ela me disse que estava tudo bem e eu acabei relevando aquilo, porém ficaria de olho nela.

Voltamos para meu apartamento depois que eu insistir muito naquilo. Ficamos conversando sobre nossos tempos na escola que nem reparamos quando já era de noite, estava realmente muito tarde. Convidei a loira para dormir ali por estar muito tarde pra ela ir embora sozinha, Ino disse que Sai iria busca-la e então a deixei ir.

A acompanhei até a entrada do prédio e esperei com ela pelo Sai. Ele não demorou muito para aparecer.

— Oi, Hinata. — Me cumprimentou com um beijo na bochecha e eu ri fraco o saudando:

— Oi.

Sai e eu nunca fomos muito íntimos, mas eu gostava do jeito mais discreto dele, com certeza o aposto da Ino, apesar de sempre ceder aos caprichos da namorada. Sai era um cara legal e tinha sorte de ter Ino com ele e eu via em seus olhos o quanto ele tinha consciência disso.

Ele se afastou e encarou sua namorada que parecia nervosa. Ela desviou o olhar e encarou um táxi que estacionava perto do carro do Sai.

— O que foi, amor ? — Ele pareceu preocupado e eu fiquei do mesmo jeito ainda observando os dois. Ela estava inquieta.

— Nada, amor. Vamos, Hina tem que entrar. — E então se desviou dele e veio até mim me abraçando forte. — Depois conversamos. — Garantiu e eu assenti. Ela se separou de mim e agarrou o braço do namorado.

— Até mais. — Sai se despediu e eu assenti com a cabeça ainda conversando Ino. Ela estava estranha.

Os dois se afastaram e entraram no carro no mesmo instante que a porta do táxi atrás do carro do Sai abriu. Sai acelerou sumindo em uma curva. Ainda fiquei ali, encarando aquela curva com uma interrogação na cabeça. O que aconteceu com a loira ?

Senti o frio da noite e me abracei me amaldiçoado por ter saído com um shorts e uma camisa curtos. Ia me virar pra entrar, novamente, no prédio quando ouvi risadas altas vindas do táxi que ainda estava parado. Por puro reflexo, ou curiosidade, encarei aquele carro com uma das sobrancelhas arqueadas.

Ao lado da porta aberta tinha uma mulher, linda com certeza, mas totalmente embriagada. Era bem óbvio, não precisei nem estar perto pra perceber que mal se aguentava em pé. Levava consigo uma garrafa que eu não soube distinguir de quê bebida, mas com certeza era alcoólica. Usava um vestido totalmente justo, seus seios quase saiam pra fora quando ela tentava dar alguns pulos. Totalmente bêbada. Ela era morena e tinha um rosto muito bonito, assim como corpo bastante chamativo.

Não sei porquê ainda estava ali vendo aquela mulher. Revirei os olhos pra mim mesma e quando ia me virar novamente, ouvi uma muito conhecida por mim. Aquela maldita voz rouca que perturbava meus pensamentos!

Dei dois passos em direção à aquele táxi por puro impulso. Não, ele não podia estar ali, podia ?

Senti o frio na barriga e uma inquietação enorme. Eu posso estar ficando louca! Mas pude ouvir, mesmo que de longe, a voz dele.

A mulher ria escandalosa estendendo a mão pra quem estava dentro do táxi ainda. Esperei, com o coração na mão, pra que o ser saísse do táxi.

Não sabia se queria ou não que fosse o Sasuke que saísse dali, mas não consegui controlar minha vontade de ir até lá, vê com meus próprios olhos.

Dei mais um passo e parei. O homem tinha saído do táxi e estava tão bêbado quanto a mulher. Senti uma leve fraqueza quando mirei meu olhos no moreno despenteado que ria se apoiando na morena. Com os olhos presos na mulher ele se aproximou colando seus lábios no da morena em um beijo selvagem. Ele estava sem camisa e com varias marcas no corpo. Podia ver, perfeitamente, algumas marcas roxas em seu pescoço, assim como marcas de batom em seu abdômen.

Nunca senti algo tão ruim quanto senti naquela hora. Era Sasuke, totalmente bêbado quase comendo uma mulher no meio da rua.

Se fosse pra voltar assim ele poderia ter continuado no lugar em que estava.

Meu coração apertava ao encarar aquela cena. Foi uma mistura de sentimentos ruins. Foi raiva, decepção, ódio, foi tudo ao mesmo tempo. Sentia que não ia aguentar olhar aquilo mais sem derramar uma única lágrima.

Estava ali; o cara que eu já tinha aceitado que gostava, com outra de maneira tão… não sei explicar.

Eu havia passado esse tempo todo pensando em um cara, esperando ele, pra isso acontecer ?

Eu sou patética, de verdade.

Ia correr para meu apartamento e me refugiar por lá quando Sasuke se separou da mulher e se abaixou vomitando em cima nos sapatos de grife da morena que não pareceu gostar muito daquilo. Quando ele terminou, ela o empurrou, fazendo o corpo mole de Sasuke cair no chão bem onde acabara de vomitar. A morena fez careta vendo o homem que parecia dormir ali, e entrou novamente no táxi que logo seguiu caminho.

Não deixei de observar o corpo no chão. Me odiava tanto por não ter sangue frio e entrar sem prestar ajuda ao meu vizinho. Bufei irritada comigo mesma.

Ela lamentável vê o cara que era tinha tanta postura e era elegante assim… jogado no chão como se não fosse nada.

Revirei fundo tentando deixar que toda minha magoa não servisse de tanta influência sobre mim. Eu precisava ajuda-lo, não o deixaria naquele estado mesmo que tenha me machucado como ninguém jamais vez.

Respirei fundo novamente e me aproximei. Ele realmente estava dormindo. Senti nojo olhando o estado que se encontrava. A franja caia sobre os olhos, a boca levemente aberta. Sua barriga estava justo onde ele tinha vomitado e não era nenhuma cena bonita de se vê.

Espero que Sarada nunca presencie algo como isso do seu pai.

Suspirei. Sentia ainda o peito apertar, a decepção, mas me controlei. Nenhum ser humano merece ser deixado daquele jeito.

Só espero que isso acabe logo.

O Cutuquei e ele se mexeu de leve, mas voltou a dormir. Bufei. Seria mais difícil do que eu imaginava. Me abaixei próximo a ele. Tirei a franja do seu rosto. Ele era tão bonito, mas conseguia ser tão babaca.

Dei um tapa de leve em seu rosto, talvez, não tenha sido tão leve. Ele abriu os olhos assustado e sorriu me encarando. Mantive a expressão séria sentindo meu coração bater mais rápido com aquele maldito sorriso.

Esstava com ssaudade. — O ouvi enrolar um pouco pra pronunciar o " s " , eu semicerrei os olhos. Como ele ainda podia brincar assim comigo ? A vontade de chorar me venceu e as primeiras lágrimas caíram. Ele sorriu ainda e se sentou sonolento.

 


Notas Finais


Tentei recompensar com o tamanho... mas não ficou tão grande -_- enfim... eu acabei te terminar de escrever esse cp e estava louca pra postar logo kkk então, me desculpem os erros.. vou revisar logo toda a história incluindo esse cp, prometo \o/
Enfim...
Espero mesmo que tenham gostado e até o próximo ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...