1. Spirit Fanfics >
  2. A substância mística >
  3. Londres, 1879

História A substância mística - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Londres, 1879


Fanfic / Fanfiction A substância mística - Capítulo 1 - Londres, 1879

Bruce Hamilton•

Sempre tive um foco, provar que não são apenas deuses que pudessem desfrutar da vida eterna, mas como eu chegaria lá ? Atravéz da ciência !
Fiz algumas expedições a uma aldeia brasileira, e lá eu descobri um tipo de fungo que faria os tecidos cicatriza-rem mais rápido, ou seja, em algumas horas, mas ainda precisava de uma cobaia para enfatizar os testes, sim, em Humanos.


De volta em casa, não me importei de pagar um mendigo, o pobre estava precisando, pena que não saberia se ele iria sair de lá com vida para pegar o dinheiro.


Pedi para que ele me seguisse até a lareira do meu quarto.


- Devo te pagar depois, assim que você sair, não se preocupe, não irá acontecer nada de grave - menti com uma cara de preocupação.


- Tudo bem senhor Bruce.


Abri a porta que estava na parede falsa do lado da lareira, a minha sala tinha uma cadeira de couro com cintos em volta, mais uma parede repleta de livros e um armário do outro lado, fora uma extensa mesa cheia dos meus melhores brinquedos de alquimia, era fascinante.


- César, preciso que você se sente na cadeira - falei para ele, que também estava fascinado pelo meu laboratório, assim que ele sentou ajustei todos os cintos nele - agora preciso que você inale esse pó - me virei de costas para ele, para pegar o mesmo pó que passei horas trabalhando.


O César inalou, assim que ele respirou todo o conteúdo, peguei meu caderno de anotações e comecei a escrever tudo o que poderia ser útil para o meu trabalho.


- Como está sua visão ? - comecei com as perguntas.


- Está normal senhor.


- Consegue sentir seus dedos ?


- Sim, mas minhas pernas estão formigando.


- Ok, sua cabeça está alucinando ?


-  Não, mas está começando a doer minhas pernas, é uma dor infernal


Olhei para aquele mendigo, estranhando a sua reação, "o que eu fiz de errado ?", "Mas está tudo certo, pelo menos estava." Pensei.
O César começou a se cortoncer na cadeira, e mesmo que ele estivesse se machucando não se importou de gritar, apenas observei anotando tudo.

- Senhor Bruce ! O que fez comigo !? - ele gritou em meio as lágrimas - Por favor, me ajude ! Eu estou sufocando !

Depois de uns minutos assim, percebo que ele já estava morto, por nada mais fazer

- Ei cara ! - fiz um sinal com a mão para vê se ele se movia, mas nada.

"Merda, mais um lixo para me livrar."
Ele estava espulmando pela boca, e saindo sangue pelo nariz, tive que parar de escrever para vê o corpo; desamarrei ele, o seu corpo caiu no chão, começo a examinar o seu corpo, mas percebo que em seu joelho tinha um sangue seco e a calça rasgada denunciava um arranhão um pouco fundo pela quantidade de sangue, mas o mais intrigante era que estava saindo um tipo de fumaça com um cheiro absurdo. Por mais estranho que parecesse estava cicatrizando o local " Isso é sim um grande sucesso."

Vou subindo o olhar e coloco as mãos em seu coração, "Pulso acelerado, incrível !"

Ele pega a minha mão com força me fazendo cambalear para trás.

Começo a encarar o mesmo homem que a poucos minutos estava praticamente morto em silêncio.

- Não irei falar nada para ninguém, claro... Preciso do meu dinheiro.

- César, preciso que você ainda fique, vou preparar um quarto, ainda preciso de você - falei sem exitar, sabia que uma hora ou outra ele tentaria me roubar ou até mesmo matar, mas ainda não pretendia me livrar dele - eu posso te dar ainda muito dinheiro se quiser, e nunca guardo nada aqui. Vamos venha.

Ele me olhou incrédulo com minhas palavras e eu sabia que estava sendo "inocente" demais para ele.

Mandei a minha empregada preparar um banho, eu daria algumas roupas do meu pai para ele. Meu pai trabalhava no banco, e era tudo mais facil para mim, ele não me deu muita atenção, mas eu sempre quis contestar suas crenças. O César depois de banhado e arrumado desceu as escadas, eu estava como sempre na minha poltrona na sala, em frente a lareira, me levantei e pequei duas taças de vinho.

- Pegue meu novo amigo - ofereci

- Obrigado senhor Bruce - ele falou, talvez o mesmo não tenha sido uma escolha tão ridícula da minha parte.

- Amém - falei assim que brindamos.

Meu novo amigo, se tornou meu parceiro, e isso realmente era excitante. Dei um emprego a ele e moradia, ele como a minha empregada, eram como uma equipe brilhante para mim.


Notas Finais


•Postarei os capítulos semanalmente 🖖•

Beijinhos Amores ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...