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História A suspicious brand - Kuroken - Capítulo 2


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Notas do Autor


Capinha representando mais o que aconteceu na parte não narrada, após o fim do capítulo.

Um "glossário" rapidinho:
A gíria "alcançar", aonde eu vivo, significa "pegar"

Boa leitura ♥️

Capítulo 2 - II- Marca


Fanfic / Fanfiction A suspicious brand - Kuroken - Capítulo 2 - II- Marca

Kenma acordou de seu transe em pulo graças ao alto barulho de vidro quebrando. Suspirou, não estava conseguindo fazer nada direito, tudo graças ao término do relacionamento, se sentia receoso, era como se estivesse caminhando na beira de um precipício, algo soava errado.

Recolheu o vidro e rapidamente o jogou no lixo. Hoje teria seu primeiro dia de aula, mas mal tinha arrumado sua mochila, não sabia como focar em nada.


Outro pesadelo, eles passaram a acompanhar a noite do maior a tempos, mas agora estava pior, bem pior, acreditava que era graças ao estresse do término, tal ideia que o forçava a pensar que errou ao mandá-la embora.

Balançou a cabeça, não poderia pensar nisso, era um recomeço, um recomeço sem a loura que tanto o atormentava. Decidiu deixar os pensamentos para trás focando em ficar pronto, apesar disso não demorou muito se arrumando, não fazia questão de estar bonito mas odiaria chamar atenção com seu cabelo bagunçado, posicionou a mochila em suas costas e passou a caminhar em direção ao ponto. Estava com sono, obviamente, havia dormido pouco, por isso fechou os olhos quando chegou, via seu pesadelo, via a sala tradicional japonesa se tornar semelhante a sua visão de inferno, e via o demônio que orquestrava sua desgraça. Abriu os olhos ao ouvir o barulho do ônibus freando, então suspirou, subindo do veículo.


Ali começava mais um ano, mais uma música orquestrada pelos demônios que o rodeavam. Por mais que quisesse, tampar os ouvidos não iria fazer a música parar.


•••


Seu pescoço ardia muito, queria ir embora, não aguentava a dor, era insuportável. Sua mão pressionou a área dolorida. Teria que sair, ir para a enfermaria e descobrir o que estava acontecendo.

Demorou um pouco para se convencer a sair, foi uma péssima sensação ver todos ali o olhando, parecia até que a dor tinha se intensificado. Saiu, correu até a enfermaria em busca de uma permissão. Ao entrar no cômodo deu de cara com um garoto, alto e de cabelos negros, provavelmente um assistente da enfermeira, nunca tinha o visto antes, sempre negava sair de sua sala, chamar atenção não era uma opção para o loiro.

— Licença…? — O loiro finalmente se pronunciou, a dor não diminuía, estava com medo de ser algum machucado sério. — A enfermeira…?

— Não está — O interrompeu, finalmente parando de encarar o louro e voltando a ajeitar a enfermaria— Mas posso te ajudar, se não puder esperar — Falou, olhando Kenma de canto, com alguns lençóis em mãos.

— Eu… agradeceria nesse caso. — O menor murmurou, logo se sentando na maca mais próxima.

Não demorou muito para o assistente se locomover até o louro.

— O que está sentindo? — Perguntou, olhando nos olhos de Kenma, que rapidamente desviou o olhar, já que as interações sociais não eram seu forte. 

— Eu sinto uma leve queimação no pescoço. — Tocou a área que o incomodava. Não demorou muito para sua mão ser retirada pelo moreno. O rosto surpreso do assistente se fez presente em poucos segundos.

— Seu nome é? — perguntou, ainda encarando o pescoço do menor, sua expressão lentamente suavizou.

— Kenma… Kozume Kenma. — Comentou, não sabia em que isso seria relevante.

— Kozume, você fez uma tatuagem? — Perguntou, praticamente retoricamente. Tocando a região desenhada. — Por isso deve estar queimando… não sei muito sobre tatuagens, mas você não deveria ter uma. — Afirmou, se afastando do louro e indo ao outro lado da sala.

— O que? Eu não tenho tatuagem alguma! — Kenma falou, seu tom era mais alto que as outras frases.

— Então é bom você saber explicar o que essa marca faz em seu pescoço. — Afirmou jogando uma bolsa de gelo para o mais baixo, que, com certa dificuldade, a alcançou. — Nem adianta dizer "marca de nascença" é óbvio que não é, é lisa, marcas de nascimento tem algum tipo de textura.  — Afirmou, olhava o menor em julgamento, já que no Japão tatuagens não eram bem vindas e claramente o moreno era do grande grupo de pessoas que não gostavam delas.

— É sério, eu não tô mentindo! Não tenho nenhuma tatuagem! Eu nunca fiz tatuagens! Nunca! — Se sentia irritado, não precisava se justificar para um estranho, mas estava se passando por mentiroso, nunca tinha feito tal "desfeita" com seu corpo.

O maior riu, sarcástico, levantou o cabelo do louro e tirou uma foto da região atrás de sua orelha, após o movimento brusco, mostrou a foto para Kenma. — Que? Não… pera, eu juro que não fiz isso… — O louro comentou, se encolhendo ao notar a marca de gato.

— O que seria isso então? Algo "místico"? — fez aspas com os dedos, sua voz expressava um deboche imenso, mas ao ver o garoto o encarar sério desfez o sorriso sarcástico. — Pera, você não tá falando sério, né? — Arqueou as sobrancelhas assim que recebeu um aceno da cabeça do menor. 

Após alguns segundos de raciocínio o maior arrancou o celular de Kenma e pesquisou algo. Após longos segundos estendeu uma pesquisa para o outro.

— Vê? Pode ser a marca da morte.— Comentou, esticando o celular.

— "Após ser marcado com a marca da morte o ceifador tem até quatro meses para levar a alma escolhida ao plano astral" — Leu, parecia familiar com essa história. — Ah, diz que aqui tem um cara que consegue tirar a marca. — Falou, o menor estava claramente aliviado, mas parecia desconfiar do moreno, era um "timing" muito bom. — Mas como sabia disso? — O olhou, parando para pensar.

— Eu costumo passar horas pesquisando curiosidades inúteis, uma hora isso apareceu nas minhas pesquisas. Foi a primeira coisa que me passou a cabeça quando você disse que apareceu uma marca. — Comentou, recolhendo o celular novamente. — Mas ainda sim pode ser falso. É perigoso ir lá. — Concluiu, desligando a tela e guardando no bolso.

— Mas o que eu deveria fazer? Se for mesmo essa marca eu posso morrer! — Falou, se exaltando um pouco.

— Bem… eu posso te mandar o link que eu achei, é o único que achei sobre o assunto na época. — falou, pegando um papel, escrevendo uma liberação para ir para casa. — Meu nome é Tetsurou Kuroo, me manda uma mensagem que assim que sair da escola te respondo. — Escreveu o nome e o número em outra folha. — Tá aqui, pode ir para casa, ou para o hospital, o que preferir. — Falou, parecia pensativo, bem, a ficha ainda demorava para cair.

Para Kuroo isso era apenas uma brincadeira, mas por que não entrar nela, não é mesmo? Não teria nada a perder.

— certo… ahm… Obrigada, Tetsurou — Disse, antes de colocar os papéis no bolso. Se curvou, indo até o lado de fora da sala.

Tinha muito o que pesquisar ao chegar em casa.


Notas Finais


Um ps: eu simplesmente AMO tatuagens, mas elas são bem mal vistas no Japão. Então todas as impressões relacionadas a elas é em vista do cenário que se encontram.

Beijinhos, muito obrigada por ler ♥️


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