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História A Sweeter Place - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mais um capítulo para teorizarem bastante
Fica em casaaaaaaa
Vamos para mais um capítulo

Capítulo 3 - "De dedinho e tudo"


Fanfic / Fanfiction A Sweeter Place - Capítulo 3 - "De dedinho e tudo"

Anteriormente nessa porra...



Os rapazes saíram do dormitório e foram caminhando calmamente e silenciosamente pelos corredores do Blake South College.

Estava tudo escuro e parecia até cenário de filme de terror.

Os rapazes andavam e encontravam até alguns alunos quebrando as regras. Mas é aquilo: Alguém me viu aqui? Eu também não vi ninguém.

- Eu não lembrava que a diretoria fosse tão longe. - Matteo disse baixinho.

- Eu acho que é só porque estamos com a adrenalina lá no alto por causa das chances de sermos pegos. - Gastón sussurrou.

- Calados os dois! - Simón pediu. - Lembrem-se, o mínimo de barulho possível.

Os garotos chegaram na porta da diretoria e não havia ninguém.

- Como vamos abrir? Não temos a chave. - Gastón perguntou.

- Deixa comigo. Não é o primeiro lugar que eu abro! - Simón disse. - Acham que eu vir parar aqui por quê?

- Vá em frente, bruxo.

O Álvarez estava pronto para fazer um feitiço, mas uma voz feminina soou, pegando os três rapazes no flagra.

- O que vocês três estão fazendo na diretoria a essa hora?

×

×

×



- Me pegue, se você puder!

A garota de cinco anos começou a correr pelo campo verde.

- Hey! - O Simón de cinco anos saiu correndo atrás da menina loura.

- Você é muito lento, Simón!

- Não sou não.

Ele ia correndo, mas parou rapidamente quando a garota mergulhou no rio.

- Não vale! - O Simónzinho cruzou os braços e fez biquinho.

- Vale sim! - a menina sorriu.

- Você sabe que eu tenho medo de água!

- Mas água é legal! - a garota dizia enquanto estava nadando livremente. - Vem, entra.

- Não, eu vou me afogar!

- Não vai. Eu te seguro.

- Mas...

- Por favor! - a menina juntou as mãos como se faz em uma oração e implorou para que ele entrasse.

- Você vai me segurar!?

- Sim, sim! - ela sorriu. - Não vou te deixar cair.

- Está bem!

O Simónzinho sentou na beirada e calmamente foi entrando no rio. Assim que ele entrou, o mini Álvarez segurou nas mãos da amiga.

- Você precisa aprender a nadar! - a loirinha disse sorrindo para o garoto.

- Eu ainda continuo com medo de água.

- Não precisa ter. Água é legal!

- Você já disse isso!

- Eu gosto muito de água.

A menina parecia que iria soltá-lo, então por impulso, Simón abraçou a garota.

- Não me solta! - disse apavorado.

- Eu não vou! - a pequena loira riu e depois olhou para o amigo. - Você prefere ficar na borda?

- Sim, por favor!

- Está bem, eu também estou começando a achar que é melhor você ficar sentado na bordinha mesmo.

Então Simón foi pra borda do rio com ajuda da garota e sentou-se na grama verde.

- Eu nunca mais entro em água, só do chuveiro pra tomar banho.

- Eu vou te ensinar a nadar ainda, quando você tiver mais confiança. - A garotinha se apoiou nas pernas do rapaz.

- Então você vai ter que esperar um bom tempo!

- Você me disse que gosta de me ver nadando.

- E eu gosto, eu só não gosto de nadar.

- Você é bruxinho medroso!

- Ei! - O Simónzinho mostrou a língua para a menina, que ria. - Você é má!

- Eu tô brincando contigo. - a loirinha saiu das pernas de Simón e foi nadando livremente pelo rio. - Você tem que aprender a gostar de água.

- Eu não sei o que posso encontrar debaixo d'água.

- Fica tranquilo, qualquer coisa eu te protejo.

- Promete?

A loirinha mostrou o dedo mindinho para o rapaz.

- De dedinho e tudo!

Ela sorriu e o Simónzinho sorriu juntando seu mindinho ao dela. Era algo que a garota sempre fazia para que alguém sentisse confiança nela ou ela sentisse confiança em alguém.

- De dedinho e tudo!

×




Simón acordou ao escutar a porcaria do despertador. Sonhou novamente com o a garota loira desconhecida.

Fazia uma semana desde que ele e os seus amigos foram flagrados por Luna quando iriam invadir a diretoria.

Desde então, não só Luna, mas como Nina e Yam também estavam ajudando os rapazes com o lance do Simón e esses segredos. Não só as ajudas, mas esse sonho específico de Simón se repetia.

Era ele quando criança mais a garotinha loira. E não havia nenhum outro sonho diferente com ela, só esse: correndo pelo campo, pulando no rio e conversando depois.

Era sonho? Memória? Lembrança? Quem era a garota?

- Que merda rolou? - Simón sentou na cama.

- O sonho de novo? - Matteo saiu do banheiro e enxugando os cabelos.

- Sim! - O Álvarez ainda estava despertando.

- Você não acha que esse sonho possa ser alguma lembrança do passado?

- Eu penso, mas aí eu lembro que meus poderes não foram manifestados até ano passado quando eu fiz dezessete. - Simón bufou. - Acho que é só um sonho sem sentido.

- Se o sonho tivesse acontecido apenas uma vez, talvez fosse. Mas não, já faz uma semana que você tem isso. - Matteo sentou-se na cama. - Sabe, você poderia falar com a psicopedagoga sobre isso. Ela pode te ajudar em relação a isso.

- Não dá, eu vou para a biblioteca procurar mais coisas sobre meus pais e o colegial deles.

- Não só você, mas todos nós já procuramos tudo que é registro e não encontramos coisa alguma. Eu acho melhor você falar com a psicopedagoga, depois você chama a gente, passamos na biblioteca e procuramos mais registros.

- É... - o mexicano bufou. - Acho que farei isso!

- Ótimo, agora vai pro banho porque temos aula daqui a pouco e eu ainda quero ir ao refeitório tomar café da manhã.

- Já estou indo!
...

Eram quatro horas da tarde quando Simón entrou na sala da psicopedagoga.

- Boa tarde, Simón Álvarez. Pode se sentar! - a mulher de óculos e coque baixo falou e apontou para a cadeira.

- Boa tarde! - Simón falou e sentou-se na cadeira.

- Então Simón, qual é o seu problema?

- Eu ando tenho um sonho específico e ele não faz sentido algum para mim.

- Pode me contar sobre?

- No sonho eu volto a ser criança, mais ou menos cinco ou seis anos. Eu tenho uma amiga, da mesma idade. Nós corremos e brincamos. Eu acho que ela era a minha melhor amiga.

- Certo, continue.

- Eu não lembro dessa menina na minha infância. Eu não lembro de muita coisa antes dos cinco anos, acho que isso acontece com todo mundo. Mas eu não lembro dela, nem do lugar, nem de nada... Eu sequer sei porque ando tendo esse sonho.

- Você não acha que possa ser alguma lembrança que foi esquecida e vagamente está sendo lembrada?

- Por que eu teria essa lembrança agora? - Simón questionou. - Eu já era bruxo no meu sonho e a primeira vez que meus poderes foram mostrados para mim foi ano passado.

- Simón, eu já perdi as contas de quantas vezes vi pais que apagaram a memória dos filhos quando crianças, prenderam seus poderes por um certo período e quando os poderes delas foram se manifestando quando cresceram, eles tiveram que confessar o que eles eram. Isso pode ter acontecido com você.

- Meus pais não fariam isso.

- Você tem certeza disso? - a psicopedagoga perguntou seriamente. - Acha que seus pais não guardam segredos?

- Não disse isso! - Simón comentou. - Só acho que meus pais não fariam isso.

- Simón, muitos pais fazem isso. Eu acho que o mesmo possa ter acontecido com você.

- Se isso aconteceu realmente, por que eu só tenho essa lembrança específica? Por que só uma? Eu deveria ter mais, não?

- Não é sempre assim que funciona. Você pode ter uma lembrança e aos poucos elas sejam reveladas por completo. Pode durar dias, semanas, anos...

- Não existe nada que possa me ajudar ou pelo menos desbloquear o nome da tal amiga?

- Existe, um pequeno feitiço.

- Não pode fazer em mim?

- Posso, mas é pouco tempo, cerca de cinco minutos ou menos, e não posso refazer o feitiço novamente por pelo menos setenta e duas horas, ou vem consequências na memória para sempre. Acha que pode ser o bastante para você?

- Sim, pode. Eu só gostaria de saber se há mais alguma coisa envolvendo a garota, porque aí eu saberei que é uma lembrança e que meus pais estão escondendo muitas coisas de mim.

- Está bem, eu farei o feitiço, mas para que ele funcione, você precisa relaxar.

- Está bem!





×

O Simón de seis anos de idade andava pelo campo com a sua amiguinha de mãos dadas.

- Vai, é o seu aniversário, o que você quer fazer? - Simón perguntou enquanto eles se sentaram na cama.

- Eu queria fazer o meu bolo. - A loirinha sorriu.

- Você não sabe fazer bolo.

- Mas eu posso aprender! - a menininha deu de ombros. - E massa de bolo é muito boa! - um sorriso no rosto da loira pequena se abriu.

- Eu acho melhor fazermos outra coisa. - Simón riu. - O que você quer de presente?

- Seus pais e vocês já me deram o presente, foi a boneca de pano.

- Mas eu quero te dar um presente só meu.

- Então você pode me dar uma flor. Eu gosto de flores! - a garota sorriu simpática e apoiou a cabeça nos joelhos.

Simón olhou ao seu redor e viu uma roseira ao lado de uma árvore.

- Eu já volto, não sai daqui. - o Simónzinho se levantou.

- Onde você vai?

A menina viu Simón correndo até a roseira e pegando três rosas brancas. Ele então voltou e sentou-se ao lado dela novamente.

- Eu peguei as flores que não tinham espinhos. - Simón sorriu e entregou as flores para a garotinha. - Para você, feliz aniversário!

- Obrigada! - a menina o abraçou depois de pegar as três rosas brancas. Simón sorriu após ela o abraçar e retribuiu. - Você é o melhor!

×






A psicopedagoga tinha razão. Cinco minutos depois e Simón acordou.

- Então? - a mulher questionou. - O que aconteceu?

- Mais uma lembrança, mas nada explicativo.

- Foi diferente do sonho que estava tendo?

- Sim, foi. Era o aniversário dela e ela queria flores. Eu entreguei flores a ela.

- Olha Simón, tudo que eu posso dizer é que sua memória, não apagada, mas escondida quando criança por seus pais. Deve ter mais e mais memórias ocultas no seu cérebro e aos poucos possam ser reveladas. Acho importante e o mais sensato a se fazer é falar com os seus pais. Eu não tenho a resposta sobre o motivo de seus pais terem feito isso com você, então o melhor é você falar com eles.

- Eu falarei!

- Tem mais alguma dúvida? - Simón negou com a cabeça. - Então por favor, se retire e peça para a próxima pessoa entrar.

- Com licença, senhora Martinez!







- O que a "psicopedadoida" disse? - Luna perguntou.

Estava na hora do jantar e Simón já se encontrava na mesa do refeitório com os amigos, menos Matteo.

- Disse que minhas memórias foram ocultas barra apagadas pelos meus pais. Eu definitivamente preciso falar com eles sobre isso!

- Eu confesso que ando ficando mais interessado no seu passado do que você! - Gastón disse.

- Eu só queria saber o que aconteceu. - Simón comentou. - O que meus pais estão querendo me esconder?

- Talvez seja algo que te afetará bastante! - Nina falou. - Talvez nunca entenderemos, mas os nossos pais tem os motivos deles.

- Mas não acho justo nossos pais esconderem algo da gente porque nos afetará. - Simón fala. - Temos que aprender a lidar com essas coisas, não?

- Vai resolver falar com seus pais sobre isso? - Yam questionou.

- Eu não sei! - Simón bufou. - Eu conheço eles muito bem para saber que eles ficaram de bico calado.

- Boa sorte!

- Pessoal, pessoal... - Matteo chegou na mesa e sentou-se junto com eles. - Preparem-se para quinta-feira. Finalmente a primeira festa clandestina do internato acontecerá. Assim que todos os funcionários dormirem, o porão estará prontíssimo para uma festa.

- Como funcionam essas festas clandestinas? - Simón questionou.

- Fazemos uma festa às escondidas e curtimos. Tem álcool, comida, as vezes drogas para algumas pessoas que curtem, pessoas que estão se pegando, mas parecem que estão transando. Teve uma vez que teve um show de stripper de duas garotas bem gostosas. - Matteo mostrou um sorriso malicioso.

- Hey! - Luna olhou feio para o italiano e deu um soco leve no rapaz.

- Você é mais gostosa para mim, Luna! - O Balsano colocou o braço envolto da garota e beijou no canto da boca dela.

- Eu acho que vai ser uma festa legal! - Simón comentou. - Que horas vai ser?

- Assim que os professores, a diretora e todos os outros funcionários dormirem. Só não garanto que estaremos bem acordados para a aula de sexta-feira. Isso será uma consequência que pagaremos porque realmente precisamos ir para a primeira festa clandestina. - Matteo pegou uma batata frita que tinha no prato de Luna e comeu. - Vou levar todos vocês juntos para essa festa!

- Pode ter certeza que estaremos! - disse Simón sorrindo.
...

Eram 23:35 da noite.

Simón ainda estava na biblioteca. Ele ficava no local até que fechasse, à meia-noite em ponto. Já os seus amigos ficavam até um determinado momento, depois eles cansavam e iam para os seus dormitórios.

Então o Álvarez ficava sozinho, olhando todos os anuários da época do colegial de seus pais. A coisa mais interessante que aconteceu foi descobrir que seus pais e a tal Silvana foram amigos na época do colegial. Ele só não saberia dizer o que aconteceu para essa amizade ter acabado.

- Concentrado?

Simón escutou uma voz e olhou para a frente. Era Ámbar, com um lindo sorriso no rosto.

Ele não falava com a menina desde o beijo da semana passada, mas agora ela estava ali na sua frente.

- Um pouco!

- Posso? - Ámbar questionou com a mão na cadeira ao lado de Simón.

- A vontade. - o Álvarez a observou sentar ao seu lado. - O que faz na biblioteca a essa hora?

- Estou devolvendo Lolita.

- Não é aquele livro que romantiza pedofilia?

- Os filmes romantizam, já o livro não. - Ámbar o corrigiu. - Muito pelo contrário, você acha nojento e não confia no narrador, que é o Humbert Humbert, o tal pedófilo. Só lendo para entender a história. - A garota apoiou os braços na mesa. - E você? O que anda fazendo aqui?

- Eu vou ser sincero contigo, Ámbar. - Simón suspirou. - Meus pais e sua mãe tem uma certa desavença, que eu não sei o que é. Então, eu estou meio que procurando todas as informações para tentar descobrir algo.

- E as informações seriam esses anuários antigos?

- Sim, olha só. - Simón virou o livro para a garota e mostrou uma foto do clube de teatro onde estavam nela os seus pais, a mãe de Ámbar e mais um rapaz. - Esses dois são meus pais, essa aqui é tua mãe e esse aqui um homem qualquer que não é importante. O foco é, eles eram amigos quando tinham a nossa idade, mas o que aconteceu que os fez se afastarem e começarem a se odiar?

- Não acha melhor perguntar aos seus pais?

- Sua mãe diria se você perguntasse algo assim?

- Minha mãe não fala nem do meu pai quando pergunto. - A loira suspira.

- O que houve com ele? - o moreno ficou curioso.

- Tudo que minha mãe me disse é que ele nos abandonou quando eu era um bebê, mas só isso.

- Eu sinto muito! - Simón diz sincero.

- Tudo bem. - Ámbar mostrou um sorriso fraco. - Mas continue sua linha de raciocínio, por que seus pais não contariam algo para você? Eu os vi de longe no coquetel e eles pareciam ser pessoas boas.

- Fala isso porque você não os conhece. Meus pais são dois cabeças duras. - Simón disse quase rindo. - Para você ter uma noção, sua mãe falou com meus pais quando cheguei e quando ela saiu, meus pais avisaram que era para eu ficar longe de sereias. - o Álvarez voltou a olhar a fotografia do anuário. - Alguma coisa deve ter acontecido.

- Oh... seus pais disseram para você ficar longe de sereias?

- É, foi! - O mexicano ainda estava concentrado na foto quando respondeu a pergunta da loira.

- Isso significa que você vai ficar longe de mim?

Simón olhou para a Smith. Ela parecia ter ficado triste de repente, então o mexicano respondeu rapidamente:

- Não, não, não... digo, a não ser que você queira que eu me afaste. Você quer isso?

- Não! - Ámbar disse rápido.

- Então eu continuarei aqui. - Simón falou sorrindo. - Por sorte eu sempre gostei de quebrar as regras.

- Promete que fica?

- Sim, claro!

Ámbar levantou o mindinho na frente de Simón.

- De dedinho e tudo? - perguntou com um sorriso infantil nos lábios.

O Álvarez sorriu revirando os olhos e juntou o seu dedo mindinho com o dela.

- De dedinho e tudo! - Ele riu. - Sempre faz promessas com o dedo mindinho?

- Eu faço isso desde criança. É difícil explicar.

Os dois deram uma risada juntos.

- Isso é bem infantil! - Simón comentou.

Ámbar olhou pro lado como se estivesse pensando, depois olhou para o Álvarez novamente e respondeu:

- Talvez seja!


.


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Ok, tem alguma coisa rolando com a família de que claramente tem alguma coisa haver com Silvana. Mas o quê? Teorias?
Beijoooooooos


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