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História A Tale Of Quidditch and Fists - Capítulo 3


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Notas do Autor


Novo capítulo para vocês, sei que faz um tempão, porém estou de volta com a fic mais animada que nunca ♥

Capítulo 3 - Olivia Wood - The one with the quidditch season


Passar o resto da viagem de trem à Hogwarts auxiliando Daniel a livrar-se do pó púrpura não foi exatamente como Olivia havia imaginado que passaria, mas ao menos serviu como uma distração até eles chegarem ao castelo. Um simples feitiço poderia ter sido a salvação de todos, mas nem ela, nem Daniel e Moira conseguiam lembrar exatamente qual o feitiço adequado; um claro efeito das férias e da preguiça acadêmica pois nenhum deles tinham espírito de Corvinais. As garotas foram levadas, então, a tirar com as próprias mãos os efeitos daquela pegadinha, em meio a conversas paralelas. 

 

As duas tentaram não passar a impressão de que estavam consolando o garoto com a sua ajuda, tanto Olivia quanto Moira ainda estavam fervendo de raiva e planejando a retaliação cada uma ao seu modo. Potter tinha razão quando acusou-a de hipocrisia por criticar a infantilidade dele, pois era só alguém cutucá-la que ela exigiria um pagamento na mesma moeda. Era uma compilação de motivos para estar furiosa com James Potter e companhia, tantos que ela mal conseguia enumerar. Estava irritada com tudo, sua viagem seria estragada completamente se não tivesse seus amigos ali, mas nem eles conseguiam tirar a sua mente do Potter e de sua raiva.

 

Chegar a Hogwarts, então, foi um alívio. Mais do que ela havia esperado, todo o seu mau humor do início do dia já havia se esvaído, deixando espaço apenas para fome por uma refeição diferente de sapos de chocolate, o sono por sua cama quentinha no dormitório da Grifinória. Os três amigos continuaram juntos até o Salão Principal, seus humores, agora mais calmos, eles não eram tão temperamentais quanto Olivia e era a influência de seus amigos lufanos sobre si que ainda mantinha a Wood em seus eixos, sem eles, ela teria atacado o companheiro de classe assim que ele cruzou o seu caminho em direção à mesa da Grifinória. Daniel estava no meio de um conto sobre seu irmão mais novo e a visita à França, então ela apenas respirou bem fundo e continuou andando. 

 

Sim, tinha noção que seus passos eram mais pesados que o necessário, mas ao menos ela não havia jogado um feitiço nas costas do Potter.

 

Ainda assim, ela encarava-o mortalmente por todo o caminho, durante o discurso de boas-vindas de Minerva McGonagall, durante a seleção das crianças novatas, eles estavam em lados opostos da mesa de propósito, mas ela ainda continuava a encará-lo da pior forma possível. Queria estrangulá-lo com as próprias mãos e depois estrangulá-lo novamente com magia, fazê-lo passar a maior das vergonhas em frente de todo o castelo, seria tão fácil porque ela havia feito isso com ele em poucas doses toda a sua vida, mas podia dar um último golpe final. Com a intensidade do seu olhar, esperava que ele entrasse em combustão naquele exato momento, mas, feliz ou infelizmente, ela não era mais uma criança que podia fazer magia espontânea. As vezes, ele a olhava também, sorria de lado com a pretensão de ter ganhado a rodada, e fazia Olivia ver ainda mais vermelho. 

 

— No que você está pensando, Olivia? — Perguntou Moira, quebrando a sua linha de pensamento em súbito, a fazendo virar-se para a amiga ao seu lado, encontrando-a com uma de suas sobrancelhas finas levantadas em suspeita. 

 

Olivia tentou ao máximo disfarçar, evitar que a amiga continuasse a tentar adivinhar seus pensamentos com tanta veemência, ao mesmo tempo que os olhos buscavam distrações na mesa, qualquer assunto que servisse para retirar as atenções de Moira, nada de bom viria, ao menos para si, se continuassem conversando sobre isso.

 

— Acho que estão te chamando em sua mesa. — Fingiu estar olhando diretamente para a mesa da Lufa-Lufa, para a massa de cachecóis amarelos, mas Moira não era tão facilmente enganada assim, especialmente por alguém tão ruim na arte da manipulação. Ela desviou o olhar rapidamente para a mesa da sua casa e depois virou-se de novo para Olivia, duplamente desconfiada.

 

— Ninguém está me chamando. Eu sempre sento aqui uma refeição ou outra. Você não consegue mentir para mim. Por que ainda tenta? — Ela cruzou os braços acima da mesa e Olivia podia pressentir que estaria tendo que confessar todos os seus pensamentos de vingança para Moira e conhecendo a lufana, ela não aprovaria. 

 

Mas felizmente, uma figura chegou para interromper a conversa. Era sua outra amiga, Chloe Dursley. 

 

— Eu procurei vocês a viagem toda! — A garota exclamou, sentando-se na frente de Olivia, ao lado de Daniel e afastando os outros alunos para abrirem espaço. Ela era uma grifinória assim como Olivia, seu cachecol carmesim ficava sempre em seu pescoço por orgulho à casa que pertencia, andar com lufanos era bom para seu temperamento, mas Olivia sempre seria grata à presença de Chloe em sua vida. Dursley era o sobrenome dos seus parentes trouxas, ela era a única filha mágica, e apesar de ser parente de Harry Potter, ela suportava James tanto quanto Olivia e sempre tomava o lado da amiga como o seu, fato esse que as unia mais do que compartilhar um dormitório. Era a mais baixa das garotas, com um rosto arredondado, olhos castanhos e cabelos castanhos claros.

 

— E, afinal, que história foi essa no vagão? Escutei os Rowan conversando, dupla de retardados. — Chloe não era de odiar alguém, especialmente figuras de ‘autoridade’ ou que conservassem a paz, ambas as proposições dificilmente se encaixariam para os Rowan também, mas eles gostavam de se autoproclamar, enquanto todos riam às suas costas. Entretanto, ela detestava os gêmeos Rowan assim como todos os outros e se estivesse naquele vagão, talvez a discussão tivesse se estendido ainda mais. 

 

Olivia, Moira e Daniel deram de ombros para ambas as suas perguntas. Era uma longa história e ela não estava no clima para contá-la, especialmente de forma neutra. Chloe provavelmente já havia escutado ela na íntegra por aí, apenas não havia juntado as peças.

 

— Uma pegadinha, com os lufanos, eu e Daniel estávamos lá. Foi ridículo. — Felizmente Moira resolveu resumir, seu tom de voz duro revelando que ela não havia perdoado o Potter tão facilmente. Uma pontada de esperança acendeu em Olivia que talvez Moira não a julgasse ou a interrompesse, mas sabia que estava apenas se iludindo.

 

— Credo. Pensei que a temporada de atacar os lufanos já tivesse passado. Isso é tão clichê e do passado. — Respondeu Chloe, revirando seus olhos.

 

— Eu também! — Exclamou Moira, levantando os braços em sua exasperação e atraindo toda a atenção de uma mesa que não era sua. Normalmente, ninguém se importava que ela estava sentada na mesa da Grifinória contanto que ela permanecesse quieta, ou assim ela achava, Olivia e Chloe jamais deixariam alguém expulsar Moira ou Daniel, mas a garota irlandesa se sentia constrangida e murmurou um pedido de desculpas para os alunos ao seu lado.

 

— E você está bem, Daniel? — Perguntou a recém-chegada, nem um pouco preocupada em não parecer preocupada como Olivia e Moira dissimularam mais cedo. O rosto de Daniel ficou vermelho de imediato, os sinais de seu rosto contrastando com a nova cor e sua expressão se fechou. Olivia observou a interação com olhos apreensivos, podia prever que nada de bom decorreria se continuasse a pressioná-lo. 

 

— Não foi nada demais, Chloe. O de sempre. — Ele respondeu em uma voz dura, os olhos voltados para a comida. Chloe estreitou os olhos, mas não pareceu compreender. 

 

— Tudo bem, estava apenas perguntando. — Olivia e Moira suspiraram com a cena à frente. Havia um motivo pelo qual Olivia detestava quando implicavam com Daniel, mais do que com Moira, a menina sempre soubera se cuidar enquanto o rapaz, nem sempre. E a Wood era uma pessoa protetora com aqueles que aprecia, assim como Chloe era, porém, Daniel detestava ser cuidado ou que o tratassem como alguém impotente. 

 

Com a intenção de quebrar a tensão, ela levantou-se, ajustando a sua capa em seus ombros para que ela não estivesse tão torta e pronunciou-se.

 

— Olha, eu vou logo pro dormitório. Acordei às pressas hoje e não consegui pagar o meu sono ainda. —

 

— Eu vou com você! — Falou Chloe. As duas grifinórias despediram-se dos dois lufanos, que imediatamente se levantaram para voltar para suas mesas, e partiram em direção aos seus dormitórios.

 

Elas não eram as únicas grifinórias no quarto, dividiam-no com outras duas garotas que não haviam chegado ainda, mas Olivia nunca se dera muito bem com elas. Eram frívolas demais para seu gosto e nunca conseguiam acompanhá-la em uma conversa, então a garota também nunca tentou se aproximar delas. Ela trocou de roupa para por um pijama e deitou-se na cama, em silêncio.

 

Quando Olivia pensou que poderia suspirar de alívio, Chloe voltou seus olhos castanhos diretamente aos dela, ainda não estava escuro o suficiente para que ela não a conseguisse encarar. 

 

— Você não está pensando em aprontar nada não, né? — Perguntou de repente.

 

Não poderia oferecer uma resposta, não quando Chloe lhe olhava diretamente nos olhos e poderia identificar qualquer vacilo de sua sinceridade. Em outra situação, teria assentido com veemência e jurado vingança a Potter, mas ela não tinha certeza se era isso que queria fazer no momento. Talvez estivesse cansada demais para pensar nisso, ou talvez só quisesse que Potter e ele havia se intrometido em seu momento e visto aquela foto, não queria ouvir mais de seus comentários.

 

Era muito cedo para decidir. Ela apenas fechou os olhos e deixou Chloe sem uma resposta definitiva.



 

Em Hogwarts, Olivia despertou no horário normal para a sua surpresa. Provavelmente por causa da comoção em seu dormitório, com todas as garotas procurando suas coisas e se arrumando para o novo dia. Ela foi arrastada por Chloe ainda cedo para o Grande Salão sob a justificativa de terem mais espaço de tranquilidade durante o café da manhã o mais cedo que elas fossem. A Dursley tinha sua parcela de razão, pois, o Salão estava consideravelmente mais vazio, e por consequência calmo, quando elas chegaram.  Não como Olivia preferia, mas até ela podia apreciar comer sem se estressar nem um pouco com as pessoas a sua volta no primeiro dia de aula. Elas ficaram conversando despreocupadamente até o salão encher, Moira e Daniel depois se juntaram à mesa da Grifinória. 

 

— Seu horário, Wood. — Professora Harris, a diretora chefe da Grifinória e professora de Astronomia percorria o salão distribuindo os horários para seus colegas de classe e entregou o de Olivia calmamente quando a alcançou. Olivia suspeitou que ela estava de bom humor pois não a estapeou na nuca com o papel como ela costumava fazer nos outros anos. Professora Harris tomava para si a tarefa de tentar pôr os seus alunos nos eixos e como Olivia nunca fora de acatar à autoridades, elas raramente simpatizavam uma com a outra. 

 

Como que para provar que estava mesmo de bom humor e não interessada em discutir com Olivia, Professora Harris seguiu em direção ao aluno mais próximo, sem nenhum comentário sobre a falta de vestimenta correta, pois Olivia estava apenas com a blusa e a saia, sem qualquer intenção de colocar a gravata e capa antes que fosse extremamente necessário.

 

 A garota também não comentou nada, seu olhar curioso foi logo direcionado para o papel em suas mãos, torcendo por um horário favorável esse ano. De preferência com vários horários livres para poder praticar Quadribol.  

 

— Droga! Poções e Transfiguração em uma segunda feira. — Reclamou, alto. E quase bateu com as mãos na mesa, mas conseguiu segurar-se. Ao invés disso, virou-se para o amigo lufano com a faca de manteiga em uma das mãos.  — Daniel, me mate, vai doer menos. —

 

— Larga de ser dramática. Olha, pelo menos vamos ter Feitiços e DCAT juntos esse ano. — Falou Moira, que já havia pego o seu horário com a própria diretora chefe mais cedo. Ela tinha uma visão mais otimista do seu tempo e da própria sanidade, Olivia diria, algo que ela própria não era capaz. 

 

Irritada, ela virou-se para sua comida, no exato momento que pôde vê-la sendo roubada por uma nova figura. Potter.

 

— Wood, não monopolize o bacon. Aprenda a dividir. — O rapaz então arrastou para si o prato que estava na frente de Olivia, sem se importar com o olhar mortal que estava recebendo da garota. 

 

— Se você soubesse o quanto eu estou considerando virar uma homicida, você não faria isso. — Ameaçou entredentes, inclinando-se para tomar de volta a sua comida, com força suficiente para fazer o garoto ceder se ele cogitasse insistir em manter o prato. A ideia de Chloe de não se estressar nesse dia estava claramente falhando, todo o humor de Olivia já havia se deteriorado. 

 

James Potter, para incentivar ainda mais a sua fúria, apenas sorriu jocosamente, apesar de ter deixado que ela arrastasse o prato de volta para si. Ele conseguia parecer imaculado cedo da manhã de alguma maneira, seus cabelos escuros estavam úmidos ainda, apenas resquícios dos cachos que ele tinha apareciam. Seus olhos azuis eram tão traiçoeiros quanto sempre e faziam ela se perguntar se ele não tinha sono ou já acordava pronto para irritar todos a sua volta. Diferentemente dela, ele já estava vestindo todo o uniforme, apesar da gravata estar casualmente desfeita, mas era assim que ele sempre a usava. 

 

A troca de olhares mortais entre eles se tornou ainda mais intensa, apesar das divagações de Olivia da noite anterior; e ninguém ao redor sentia-se audacioso o suficiente para intervir.

 

— Olivia, James! Justamente quem eu estava procurando! — Foi necessário o chamado da outra garota para fazer Olivia desviar o seu olhar, e o mesmo para o Potter, e ela provavelmente só o fez porque seu nome havia sido chamado. A autora desse vocativo apareceu correndo pela porta do grande salão, atravessando todo o lugar até jogar-se no espaço vazio mais próximo dos dois, à frente de Potter, com um sorriso nervoso tão grande em seu rosto que era impossível, e até indelicado, não retornar.

 

Heather Bennett era uma colega de casa e uma colega de Quadribol, mas a sua presença ali, especialmente procurando por Olivia e Potter ao mesmo tempo, era uma surpresa. A garota era um ano acima, da mesma altura mediana da Wood, com cabelos castanhos escuros lisos e longos, um rosto oval e bronzeado e olhos também escuros. E era particularmente conhecida por Olivia por seus maneirismos nervosos e falta de confiança em si mesma, mas apesar de isso, era uma ótima companhia quando o time se reunia.

 

— Que bom que vocês estão no mesmo lugar, isso facilita tudo, e olha, sem se matar! Queria que todos estivessem. — Ela levantou as mãos apontando para os dois sujeitos da frase, mas não obtém nenhuma reação então apenas deixa os braços caírem e desvia os olhos nervosamente. Mesmo Olivia que não possuía exímios dons em ler pessoas conseguia ver que ela tinha algo a dizer e estava buscando a melhor maneira de falar; típico do comportamento de Heather. — Enfim, não sei se já espalharam a novidade, mas eu sou a nova capitã do time, pelo menos nesse último ano e… —

 

— Professora Harris te elegeu capitã? — Olivia a interrompeu sem querer, fazendo todos voltarem seus olhares para ela, julgando-a um pouco. Apenas no segundo seguinte ela percebeu que seu tom havia sido um pouco duro demais e todos haviam notado.

 

— Hã… sim. — Respondeu Heather, voltando a ficar nervosa e quase fisicamente se encolhendo em sua cadeira. Ela passou uma das mãos no cabelo liso apenas para ocupar-se e desviar o olhar de Olivia. 

 

Potter abaixou discretamente sua cabeça para soltar uma risadinha, mas que não passou despercebido pela garota e ela apenas se limitou a enviar olhares mortais a sua figura. Não havia sido a sua intenção, ela estava apenas surpresa com a decisão, e se Potter resolvesse tornar aquilo em uma zombaria ela com certeza pularia em seu pescoço no melhor estilo trouxa. 

 

— Isso é ótimo, boa sorte, você vai fazer um bom trabalho. — Tentou parecer empolgada em sua resolução para limpar um pouco a sua imagem e não parecer tão dura com Heather, mas Olivia ainda estava absorvendo a notícia e o que isso significava.

 

Ela havia passado tanto tempo divagando sobre outras coisas ñas férias durante a época que uma notícia como essa havia chegado - como ela não havia sido escolhida como capitã do time e depois em descobrir se seu maior temor havia se concretizado apenas para se aliviar quando chegou aos seus ouvidos que Potter também não havia sido escolhido - que ela nem pensou sobre quem de fato havia sido escolhido por Harris. Heather Bennett. Heather Bennett havia a superado. Ela havia sido escolhida em seu detrimento. Era como um soco no estômago que só poderia ser pior se Potter houvesse sido escolhido. 

 

Ela se sentiria uma babaca posteriormente por pensar assim de uma pessoa tão legal e simpática como Heather, mas amargamente duvidava que a Bennett fosse a melhor pessoa para o cargo. Ela havia entrado para o time apenas em seu quinto ano, enquanto Olivia jogava com afinco desde o seu terceiro. Em questão de habilidades, era enviesada claro, mas ninguém poderia dizer que Bennett jogava melhor que ela, ou era mais engenhosa. Sua timidez, insegurança e nervosismo sempre entrava no caminho de suas habilidades e todo o time sempre precisava acalmá-la antes de qualquer jogo, como ela iria capitanear um time inteiro e lidar com as responsabilidades. Mesmo que a outra menina estivesse em seu último ano e era a sua última chance de contribuir com o time, não era um argumento o suficiente para tomar tal decisão. 

 

Todo esse monólogo repassava na mente da Wood enquanto ela procurava ao máximo manter uma expressão neutra em sua face, que não entregasse seus pensamentos negativos. Conhecendo a si mesmo, ela preferiu abaixar a cabeça e continuou a comer. Curiosamente o silêncio foi quebrado por Potter. 

 

— Então, Heather, o que você tinha para nos falar? — Ele estampava um sorrisinho para a garota que a desconcertou ainda mais, e como era deliberado e todos sabiam disso, o revirar de olhos foi instantâneo. Moira até foi um pouco além e bufou. 

 

  — Hã… Eu ia apenas informar que já estou começando a trabalhar em algumas coisas, o máximo que posso, que já conversei com Harris para marcar os testes o mais rápido possível. — Ela respondeu quando conseguiu se recuperar e tomou fôlego para continuar. — Acho que conseguiremos fazer até antes da Lufa-Lufa. E também que, pelo bem da d-democracia, que eu serei toda ouvidos para sugestões e recomendações. —

 

Ela terminou com um pequeno sorriso que apenas fez Olivia sentir-se ainda pior por estar sendo tão ranzinza no momento. 

 

— Parece que você vai ser uma ótima capitã, já está organizando tudo. — Olivia jamais gostaria de gabar-se em conhecer bem o garoto, mas depois de tantos anos de convivência forçada, era uma das consequências. Havia em sua expressão e em seu tom de voz apenas o relance de uma amargura, até de inveja, mas ele conseguia esconder muito melhor que ela com toda aquela falsa simpatia, interesse e charme. 

 

Um sorrisinho superior chegou aos seus próprios lábios, ao menos ela não era a única pessoa terrível ali. 

 

— Eu vou ser mais como uma substituta mais que tudo. Lewis vai fazer muita falta, mas eu estou… estou confiante. E, ei, quem sabe ano que vem pode ser um de vocês, hein? — Era a última coisa que Heather deveria ter falado. Mas a morena não percebeu isso até já ter finalizado a frase e sentindo que o humor de todos na mesa, mas especialmente de Olivia e James havia escurecido consideravelmente, levantou-se o mais rápido possível e se despediu entre murmúrios, abandonando-os aos seus próprios pensamentos. 

 

Tinha muitas reclamações que queria desabafar em alto tom para seus amigos, mas teve que refrear-se e aguardar até que eles estivessem sozinhos. O que só aconteceu no final do dia, após todas as aulas, quando já estava quase na hora do toque de recolher, que os quatro conseguiram se reunir próximo à biblioteca, sentando em uma das escadarias. Por serem de casas diferentes, não era muito bem visto infiltrar Moira e Daniel no salão comunal da Grifinória ou vice-versa, então eles inventaram outros pontos de encontro. 

 

— Eu tenho certeza que Harris fez isso para nos sacanear. Ela não gosta de Quadribol, não gosta da bagunça, da gente se interessar por algo além da aula chata dela e ela não gosta de mim! — Olivia desabafou, frustrada com toda a situação. Queria poder falar mais alto, mas eles tinham que ser silenciosos para não chamar atenção de monitores ou professores que fossem mandá-los para seus dormitórios mais cedo. — Isso pode nos custar a Taça de Quadribol! —

 

Terminou olhando para seu trio de amigos, esperando vê-los tão irritados com a situação como ela estava, mas eles três portavam olhares desinteressados.

 

— Blá, blá, blá. Você vai continuar por muito tempo? — Resmungou Moira, deixando sua cabeça cair no ombro de Daniel que estava sentado ao seu lado.    

 

Olivia bufou. Ultrajante. Tudo que ela queria era um pouco de simpatia, mas mesmo que os quatro fossem amigos há tanto tempo, havia coisas que eles não poderiam se compadecer, porque na visão deles era apenas um jogo, apenas Quadribol. Mesmo Chloe, que era uma boa espectadora, também a olhava como se ela estivesse exagerando. 

 

— Livs, eu sei que você está aprontando algo, mas o que exatamente você está aprontando? —

 

— Heather vai se formar ano que vem e o cargo vai ficar livre. Isso só significa uma coisa, Chloe. — Anunciou solenemente, mostrando que estava decidida mesmo que seu plano não estivesse completamente montado. Ela perdeu esse ano, tinha que admitir isso, mas não deixaria que ele se perdesse em vão. Era seu ano para convencer Heather a indicá-la para Harris e Harris aceitá-la para que ano que vem ela pudesse finalmente ser a capitã do time de Quadribol da Grifinória. E vencer seus irmãos e Potter com um golpe só. — Guerra. —

 


Notas Finais


rontinho, espero que gostem e comentem, é sempre um prazer acompanhar o que vocês pensam da história ♥


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