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História A Tentação Tem Olhos Azuis - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Capítulo IX


Naruto acordara ainda no meio da noite sentindo a garganta seca. Percebendo que Kurenai ainda dormia, ele levantou-se ainda relutante por ter de afastar-se do corpo quente e macio. Ainda assim, levantara-se fazendo o mínimo de ruído possível, a mulher dormia tão serenamente, que para o loiro seria um sacrilégio acordá-la. Além do mais ele á queria muito bem descansada, pra quando o dia raiasse. Um sorriso pervertido surgira em seus lábios diante do seu último pensamento.

Levantou-se vestindo apenas sua calça, há mesma que horas mais cedo fora atirada alguns poucos metros da cama. Ele estranhara que no quarto não tivesse nenhuma linha telefônica pra se pedir serviço de quarto, então ele teria de ir até a recepção pedir uma jarra de água sua garganta estava seca. O loiro olhou no relógio já passava das três horas da manhã, ele e Kurenai deveriam ser a isca para um assassino que até então não havia aparecido.

Ainda assim, o garoto julgou ser melhor não baixar sua guarda, então deixou dois clones no quarto em pontos estratégicos, a fim de que ficassem de olho em Kurenai naqueles poucos minutos que ele se ausentaria. O homem então abrira a porta, e deparara-se com um corredor ainda mais escuro e cumprido do que se lembrava. Porém, como andava tão distraído, ele considerou que era apenas uma impressão, resolveu seguir o seu propósito.

Enquanto caminhava no corredor, ele sempre tinha a sensação de que alguém caminhava logo atrás dele, havia momentos que ele chegava a sentir a respiração de alguém em suas costas. Nas duas primeiras vezes, ele seguiu caminhando normalmente, porém na terceira vez, quando julgou que o tecido de alguma roupa roçara sua pele, ele sacou uma Kunai virando-se repentinamente em posição de ataque, porém deparou-se com o vazio.

“M****” – Pensou ele, um lugar onde tanta gente havia morrido geralmente costumava deixar as pessoas daquele jeito.

— Procurando por mim? – Naruto ouvira uma voz penetrara friamente em seus ouvidos, ao mesmo tempo que uma corda muito fino fora propositalmente enroscada em seu pescoço, com uma agilidade surpreendente, que nem o Uzumaki conseguira acompanhar.

— Os homens todos foram degolados, as mulheres provavelmente entram em choque e acabam morrendo durante o ato sexual.

Naquele momento as palavras do relatório formaram-se nitidamente em sua cabeça, enquanto, ele tentava em vão desapertar a corda que apertava sua garganta a ponto de lentamente asfixiá-lo. O ar já não circulava pelo seu corpo dormente, sua cabeça latejava, ele podia sentir a sua corrente sanguínea interrompendo-se pouco-a-pouco, enquanto sua consciência esvaia-se. Mas, não antes de um único pensamento vir em sua mente.

— Kurenai?! – Ele pensava enquanto sentia seu corpo ir em direção ao chão e cair em um baque surdo.

...

Kurenai remexera-se na cama, dormira tranquilamente, porém a secura em sua garganta obrigara-a abrir os olhos. Involuntariamente estendera o braço para o outro lado da cama, mas surpreendera-se ao encontra-lo vazio.

— Naruto-kun? – Olhara no quarto percebendo que este estava mais escuro do que se lembrava. “Kuso” amaldiçoou-se mentalmente, foi muita distração de sua parte, ter adormecido depois do sexo, foi quando ela se deu por conta: ela nunca dormia depois de transar com alguém.

Então se levantou decidida a encontrar o Naruto pra juntar informações, pois o assassino estava atacando. Levantou-se sentindo a sensação térmica naquele lugar ir muito abaixo de zero, a ponto de sua respiração torna-se mais densa, a ponto de enxergá-la saindo de sua boca.

Ela já terminava de vestir suas roupas quando, ouve um ruído no quarto, a cortina “misteriosamente” agita-se e na pouca claridade da lua, que clareia o quarto, ela tem a impressão de haver a silhueta de alguém a espreitando da escuridão. Tirando debaixo do lençol ela saca uma Kunai, quando pra sua surpresa o visitante se revela:

— Procurando por mim? – Neste momento Kurenai sente o sangue ferver de raiva.

— Naruto, não tem graça. Achei que era o assassino agindo... – Naruto apenas a encara com um sorriso, antes de toma-la em um abraço.

— Bobinha vai ficar tudo bem. – Ele murmura em seu ouvido. Seu tom doce e melodioso, mas os instintos aguçados de Kurenai estavam estranhamente em alerta, e ela não conseguiu relaxar com aquele toque, pelo contrário.

Ainda mais quando o sorriso gentil, dele converteu-se em algo tenso e cruel. E, havia aquele chakra frio, Naruto não era assim. Havia algo de ameaçador nele, e estando ali perto, rente a ele pele com pele, ela soube.

E, quando ele saca uma Kunai, a morena consegue contra-atacar tardiamente, fazendo com que o metal das armas se choque, mas não sem antes de a pele de seu antebraço ser rasgada pela lâmina fina, um lampejo de dor faz a Kunoichi soltar um gemido de dor e frustração.

Então inesperadamente um segundo golpe projetou-se em seu rosto, Kurenai sabia que não conseguiria desviar, então fechou os olhos por reflexo esperando o baque. Mas, isso causara uma espécie de choque mental, que fizera com que a jounin abrisse os olhos, ainda angustiada, ela fita o teto, as paredes e percebe que ainda está acordada.

“Foi só um pesadelo”. – Pensara ela buscando um alivio pra esse pensamento, porém ela percebe então que suas mãos estão amarradas na cama. Na verdade ela estava com os tornozelos e os punhos bem esticados amarrados de uma extremidade a outra.

— Não é um pesadelo querida, isto é bem real. – É quando a mulher é duplamente surpreendida além da situação ela depara-se com uma presença no quarto, um homem parado a encarando atentamente.

Mesmo na escuridão, ela o reconhecera como o garçom, do restaurante, que recomendara aquele motel. É claro que ela estranhara, mas nunca imaginou que ele fosse o assassino. A mulher trincara os dentes, depois daquilo ela deveria retornar a academia.

É engraçado como algumas coisas fazem sentido, apenas muito tempo depois que elas acontecem. No restaurante o homem os serviu o tempo inteiro. Desde o aperitivo até a sobremesa, incluindo as bebidas também. Ele deveria ter colocado alguma substância de indução de sono, na refeição consumida. Como não havia nenhuma “regularidade” no percurso das vítimas até o motel, eles falharam em não se precaver desde o início. Porém, se culpar agora de nada adiante, concluíra a mulher.

E mesmo estando em uma situação constrangedora, já que se encontrava completamente nua, amarrada numa cama, num ambiente sinistro com um completo desconhecido, suspeito de matar e torturar mulheres, ela não estava preocupada consigo. Pois, em sua mente um só pensamento ocupava sua mente:

“Naruto cadê você?” – Finalmente, o assassino havia se revelado, o momento tão esperado havia chegado. E ela realmente não sabia o que fazer.



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