1. Spirit Fanfics >
  2. A Tentação Tem Olhos Azuis >
  3. Capítulo X

História A Tentação Tem Olhos Azuis - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Então, estamos chegando ao ápice da fic, muito obrigada a todos que tem favoritado e comentado, tem sido um prazer estar na companhia de vocês.
Estou aceitando palpites, quem é o assassino? No próximo capítulo será revelado.
No mais façam uma boa leitura e se possível deixem sua opinião.

Capítulo 11 - Capítulo X


— Kurenai?! – Ele pensava enquanto sentia seu corpo ir em direção ao chão e cair em um baque surdo.

— (Gargalhada) – O riso histérico da figura que ainda tinha entre suas mãos a corda presa no pescoço de Naruto que estava desacordado no chão. – Quem imaginou que seria tão fácil herói? – a voz tornava-se mais fina e melodiosa à medida que ia falando.

A figura metera o pé no corpo desacordado de Naruto, este gemera baixo, anunciando um resquício qualquer de vida.

— Ora, ora por que não morre de uma vez. – A figura que estava tão calma avançara irritada pra cima de Naruto, odiava quando “eles” recusavam-se a morrer.

Sorriu satisfeita ao sentir a Kunai perfurar a carne, porém seus olhos arregalaram-se na escuridão, quando este se explodiu num pedaço de madeira e então alguém surgira detrás de seu corpo puxando seus cabelos e encostando a ponta da Kunai em suas costas:

— Ora, ora... Quem diria que você cairia tão fácil assim? – Naruto dissera em um tom baixo, mas seus olhos dourados revelavam a irritação eminente. – Pode ter sido fácil matar meros civis, porém deu azar, por que agora está lidando com ninjas! – Naruto dissera com tranquilidade, quase desdém.

Ele deslizara as mãos pelo corpo daquele que ainda era apenas um vulto em meio a escuridão do corredor. Em busca de alguma arma, foi quando ele se surpreendeu com algo.

— “Nani? Então o assassino é...” – Não teve tempo de terminar seu pensamento uma forte cabeçada atingira seu nariz. Na primeira investida, ele resistira, mas não conseguira na segunda.

— Bastardo... Ninja ou não um golpe bem dado no nariz, sempre vai doer às pacas... – Disse a figura correndo pelo corredor.

— Escolha herói... Ou eu ou a sua namoradinha... – Nesse momento um arrepio subiu pela sua espinha e em seu pensamento uma única pessoa...

— “Kurenai”... – O ninja entrelaçou os dedos, não se daria por vencido. Iria usar seu jutsu dos clones, usaria quantos fossem necessários para perseguir o assassino, porém para sua completa decepção, os clones que saíram estavam piores do que aqueles dos tempos da academia.

“Maldição”! – O homem pigarreou irritado, queria dizer que os clones que deixara de vigilância no quarto estavam imprestáveis.

 

A mulher gemia e suava, tentando em vão se soltar. Inclusive tentou utilizar um jutsu que servia pra desamarrar cordas, mas este não surtira o menor efeito.

— Oh, temos uma ninja aqui... Todo aquele treinamento não serviu de muita coisa não é, coisinha? – O homem sorria de orelha a orelha e acariciava o rosto da mulher que tentava fugir daquele contato em vão.

A mulher formulava muitas maneiras de tentar sair dali, porém sua preocupação com Naruto e a tensão por estar numa situação em que ela nem se lembrava de como havia chegado naquele ponto, não ajudavam. Eles usaram alguma droga, que entorpecera seu chakra, ela não conseguiria usar um genjutsu, por que seu corpo estava reagindo como se estivesse em um.

“Baka, ainda se diz uma mestra em genjutsu”... – Pensara frustrada consigo mesma. Decidiu usar seu tempo pra juntar informações. A sua frente estava o garçom, do restaurante. Ela não se lembrava de Shikamaru ou Tsunade, tê-lo mencionado nenhuma vez, o que era estranho. Já que o primeiro havia mapeado todos que entraram e saíram do motel. Ele estava no restaurante. Ao se deslocar até o hotel, as câmeras teriam registrado, e ele teria sido indiciado, porém nada disto aconteceu. Alguma coisa não encaixava.

O fitou com mais atenção. Céus, ele parecia ainda mais roliço e flácido de perto. Não é nem de longe, o tipo que mata alguém. A expressão patética, em seu rosto, e até a forma como se locomovia, denunciava certa demência. O modo trôpego de agir e falar deixava claro que com certeza não era uma pessoa inteligente.

Olhava nervosamente de um lado a outro, enquanto esfregava as mãos, estava apreensivo era como se esperasse alguém. Foi quando Kurenai teve o insight, eles estavam procurando um único assassino, mas por que não haver mais pessoas envolvidas?

“Shikamaru, seu idiota por que não pensou nessa ótica, não era uma opção tão descartável assim”. – A mulher pensava irritada por um idiota como aquele estar colocando a prova às habilidades daqueles que eram considerados “os mestres dos mestres”.

Uma parte é o corpo que executa e faz todo o trabalho sujo. Mas, até mesmo o menor movimento tem de ter o comando de uma parte que pensa e articula todos os prós e contras de uma ação, e esse comando definitivamente não vinha do gordinho que a encarava com um sorriso estupidamente infantil nos lábios. Então, o coração de Kurenai estava apertando, Naruto estava lidando com o cérebro do mistério. E por mais que o loiro tivesse amadurecido, ele ainda era um homem de ação, do tipo que deixava a parte intelectual sempre pra depois.

“Naruto, o que você vai fazer?” – Kurenai perguntava-se com aflição.

...

O homem deu um grunhido de raiva. Por mais que corresse naquele corredor, ele parecia nunca chegar a lugar nenhum. Era como um labirinto, com dezenas de portas, que sempre levavam pro mesmo lugar.

–Genjutsu? – Perguntava-se Naruto, apoiado nos joelhos. Tentou contatar Kurama, mas está parecia nem existir dentro de si.

“Mas, que diabo é isto?”. Naruto queria pegá-los, e acima de tudo queria garantir que Kurenai estaria bem. Afinal, ele prometera.

FLASHBACK ON

— Não se preocupe, eu prometo que você voltara para o seu filho.

— Garoto, tome cuidado com promessas que não pode cumprir.

— Acredite, já cumpri promessas muito mais difíceis de serem mantidas.

FLASHBACK OF

Naruto pensou nas lições de genjutsu. Era uma técnica que visava perturbar o chakra da vítima, a fim de criar diferentes tipos de alucinações. Era uma técnica muito efetiva, de ninjas contra ninjas, mas de ninjas contra civis, uma vez que estes não tinham desenvolvido o chakra.

Foi quando se lembrou de que Kabuto, na invasão a Vila da Folha anos atrás, colocara todos os civis da Vila a adormir.

“Deve ser uma técnica bastante específica e avançada”. – Ele então não estava lidando com qualquer psicopata. Ele tinha o controle do uso de drogas, poderosas o bastante para impedir que ela contatasse com a Kyuubi. Também era muito bom no taijutsu, uma vez que lhe deu um golpe num ponto bastante especifico do nariz, e ainda escapara com toda a velocidade.

— Por que alguém assim, se preocuparia em apenas matar por matar, jovens civis desavisados? Não fazia sentido. Se fosse alguém verdadeiramente poderoso, estaria em sua opinião fazendo jogadas muito mais ambiciosas.

O loiro suspirou. Por isto, odiava contos policiais, por causa da premissa de que nada era como parecia ser. Foi quando ele teve um insight.

— É isto nada é como parece ser! – Dissera o loiro, fazendo algo que anos atrás ele não era muito bom, mas que em medidas desesperadas exigia, medidas mais calmas às vezes. Por isto, ele apenas sentou-se e aguardou mentalmente pensando em uma só coisa:

— Kurenai aguente firme!

...

Repentinamente, Kurenai sentiu em seu peito uma estranha calma. Era como se alguém muito próximo a ela, ou ligado, estivesse lhe passando uma espécie de vibração positiva, que percorria todo o seu corpo, e parecia restaurar suas emoções e todo o resto.

A morena respirou fundo, a fim de recuperar o ar perdido nos instantes anteriores de tensão. O homem a fitara com curiosidade. Era curioso, ela era uma mulher (atraente na concepção de muitos), completamente nua à mercê da vontade dele, porém o sujeito nada fazia apenas a olhava do mesmo modo que para uma boneca inflável.

O que deveria ser uma razão pra alivio, fez com que tudo até ali, parecesse tedioso. O homem chupava os dedos, esteve comendo algum tipo de doce, não era por acaso, que estava tão acima do peso. Pensou em Naruto mais uma vez, era loucura pensar assim, mas sabia que ele estava bem. E agindo com calma. Só podia ser dele toda esta calma que invadia cada poro de seu corpo e apoderava-se de seu espirito quando o aparentemente sensato seria gritar, ou pelo menos explorar todas as possibilidades de escapatória.

Porém, ela ia ao extremo oposto e acalmava-se, a ponto de sentir como se bem no fundo tudo não passasse de uma brincadeira de muito mau gosto.

— (risos) Tadinha perdeu as esperanças é? – O homem aproximara-se dela acariciando seu cabelo. Seus olhos eram inocentes como o de uma criança, Kurenai engoliu em seco ante a inesperada proximidade. – Em seu lugar, eu não teria esperanças também, vai sair em um caixão como todas as outras. – Aquilo era uma confissão, proferida a sangue frio, ele falava das vítimas com a mesma emoção de um graveto seco caído ao chão.

— Mas, se serve de consolos, vamos brincar antes disto... Vai ser muito divertido! (Gargalhada)

Foi quando o sujeito começou a rir, a ponto de chorar. Na mente de Kurenai inevitavelmente as imagens dos cadáveres desfigurados veio lhe a cabeça. Por que fotos tinham de ser tão realísticas? Uma coisa era evidente, a noção de diversão de ambos era muito diferente, assim como as consequências das mesmas.

— Acho que você sabe dos casais que morreram aqui. Não é? – Kurenai não se deu ao trabalho nem de negar nem de confirmar, não queria dar mais corda do que o necessário. – Foram 25 ao todo. Todas eram jovens, pequeninas, como gatinhas indefesas... Agora, você é diferente, é como uma fera do mato no cio... – Os dedos do homem arranharam levemente a pele de Kurenai. – E pegou um rapaz tão jovem e bonito. Que devoradora perigosa. – O tom choroso foi afinando-se, agora ele falava lascivamente cada palavra. Um cheiro de desodorante misturado a suor típico daqueles que não tomavam banho a um bom tempo, e tentavam disfarçar inutilmente os odores naturais do corpo, penetrou suas narinas.

O homem balançava o seu dedo diante de seus olhos.

— Você é um espécime perigoso. Eu até chorei pelas outras gatinhas, eles eram a presa... Mas, aqui é o contrário, você está levando o pobre rapaz para um caminho pecaminoso e eu não vou permitir, entendeu bem? – Kurenai o vira sorrir com doçura, seu cérebro tentava processar em vão, o sentido daquelas palavras.

— Perigosa, eu? – Kurenai perguntou num fio de voz, talvez fosse errado falar qualquer m**** que fosse, mas ficar em silencio à mercê das palavras dele não iria ajudar muito. Ela precisava conduzir aquele discurso de modo que ela pudesse entender o seu sentido:

— O único perigoso por aqui, é você. Matou quantos vinte e cinco casais? Cinquenta pessoas ao todo! E esta tremendo por quê? Sou eu que estou a sua mercê, não o contrário, então era eu quem deveria estar tremendo! – Kurenai quando terminou de falar amaldiçoou-se ter se levado pela raiva, mas aquele cheiro estava a enojando assim como o homem à sua frente, Naruto tinha que agir de uma vez, ou nem a ligação entre eles seria o bastante para mantê-la em calma.

— Você me enoja, vadia. – Kurenai fechou o cenho aquilo perdia cada vez mais o controle.

— Eu não matei as outras por que quis, por que como disse elas eram as vítimas aqui... Mas, você é diferente, e saiba que eu terei o prazer de arrancar sua língua fora, e guardá-la em um vidro, do mesmo modo que se guarda as cobras em conserva.

Kurenai deu um sorriso malicioso.

— Então, por que não tenta a sorte? Venha e veja se você consegue tirar minha língua do lugar? – O coração de Kurenai foi à garganta naquele momento, mas ela precisava saber até onde aquele sujeito conseguiria ir. Ele sacou a Kunai, não com muita habilidade e estremecendo aproximou-se dela.

Ela chegou a sentir dedos gélidos envolverem o seu pescoço com força, porém antes que ele apertasse com força o suficiente pra força-la abrir a boca em busca de ar, uma terceira pessoa impedira-o de continuar, intromissão está que não deixará de surpreender tanto o homem, quanto a mulher.

Estaria Kurenai a salvo, ou seria está apenas mais uma armadilha? E Naruto chegaria a tempo?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...