História A teoria da certeza - Capítulo 1


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Categorias Os 13 Porquês (13 Reasons Why)
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Morte, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Chapitre Un


"Corpo é encontrado no lago" era a principal notícia do jornal da quinta-feira. Justin se encontrava sentado na mesa para quatro pessoas porém estava sozinho, usava o moletom dos jogadores de futebol de seu colégio, aquele que todo garoto sonhava em ter.

Com um copo de café ao seu lado e um diário a sua frente olhava a janela com vista privilegiada ao mar, ele parecia perdido, sem ter um chão para se apoiar, seu semblante era cansado com duas olheiras grandes debaixo de seus olhos e seu nariz estava vermelho a típica cara de quem havia chorado.

— O que você quer? — Disse Lilian se sentando a sua frente.

Justin a olhou como se fosse uma doença que precisava ser isolada até que fosse extinta do mundo. Lilian não o encarou e antes que fosse fazer ou falar mais alguma coisa ele lhe entregou aquele caderno cor-de-rosa com várias estrelas estampadas em sua capa e saiu andando, ela ficou estática se sentindo mal em sua presença e só conseguiu respirar novamente quando ouviu o sino da porta avisando que ele já tinha ido embora, não se atreveu a olhar para trás apenas focou sua curiosidade no pequeno caderno que havia em sua frente, e num toque de coragem ela resolveu abri-lo mas após ler a primeira página ela o fechou com pressa e já com os olhos marejados começou a chorar.

Eu tenho uma teoria que a vida é bipolar, ela é aquela sua velha amiga que do nada está um dia feliz, mas a qualquer segundo ela pode desabar. A vida às vezes pode não ser generosa com certas pessoas e por um tempo achei que ela até fosse minha amiga, mas descobri que a vida era minha amiga falsa que me deu uma facada nas costas.

Para dificultar nossa curta estadia nesse mundo ela manda coisas ou pessoas que estragam nossa vida de um jeito que não tem concerto e quando você acorda já está no fundo do poço e não tem ninguém pra te puxar de volta a superfície.

O desabamento da minha vida foi culpa de pessoas, ações e pensamentos... E claro as memórias!

Existe uma memória em especial aquela que eu durmo pensando e acordo lembrando, ela é dona de um dos melhores momentos da minha vida mas como toda magia tem seu preço ela foi o início de um erro, um erro fatal.

— Diana, hoje, às dez — Falou Justin pausadamente se encostando a porta do lado de meu armário.

— Irei pensar no seu caso — Disse terminando de guardar as coisas e me direcionando a saída.

— A princesa tem algum baile a ir? — Perguntou me seguindo e atraindo alguns olhares curiosos.

— Hoje irei visitar o rei da França mas verei na minha agenda algum dia livre — Tentei evitar de vê-lo pois se eu o visse com certeza diria sim na hora mas de acordo com Lacey eu tenho que dar uma de difícil principalmente em garotos como o Justin.

— Não conte a ninguém mas soube que um sequestrador super esbelto irá sequestrar a princesa hoje às onze.

Antes de ir embora Justin arqueou sua sobrancelha e piscou para mim e terminou dando um sorriso que destruiu meu coração.

Eu estava parada há uns vinte minutos na frente do guarda-roupa esperando que magicamente um vestido maravilhoso saísse flutuando de lá mas depois de ficar choramingando feito uma boba resolvi agir. Optei por ir bem simples coloquei um vestido de renda branco com algumas flores em sua borda e para piorar ele era rodado, no resultado eu parecia uma criança de doze anos.

Enquanto estava dando os retoques finais e quando digo "retoques finais" consiste em eu me olhando umas trezentas vezes no espelho para me certificar que estava tudo certo e não querendo ser narcisista mas eu estava divina. Como meus pais estavam fora a casa era somente eu e Grace a minha empregada mas a está hora ela já estava em casa e eu estava sentada encarando a porta tentando ter pensamento positivo.

Quando deu onze e quinze eu achei que Justin não iria me buscar mas como aqueles filmes de repente a campainha toca e meu coração vai de zero a mil em segundos.

Vou caminhando lentamente até a porta e com receio a abro e dou de cara com Justin olhando pra mim com um sorriso em seus lábios, fechei a porta atrás de mim e fomos caminhando em silêncio até seu carro.

O caminho até​ nosso destino foi de olhares envergonhados e Justin falando em como o jogo de sexta seria o melhor de sua vida, por alguns minutos parei para admirar a visão que estava a minha frente Justin era tão cheio de vida tão alegre e era por isso que todos amavam ficar ao seu lado seu espírito feliz contaminava a todos .

A festa dava para ser reconhecida a quarteirões, o barulho estrondoso que aquilo fazia era ensurdecedor, quando chegamos Justin fez questão de abrir a porta para mim e oferecer a sua mão.

— Milady - Falou ele abaixando a cabeça em sinal de referência eu segurei sua mão e desci.

— Obrigada plebeu — Falei rindo.

Havia várias pessoas dançando, dançando não se esfregando uma nas outras e beijando por todas as partes, agradeci em pensamento por a casa de Diana ser grande, ao fundo dela havia uma vista maravilhosa para o mar. Tive que cumprimentar algumas pessoas e Justin saiu do meu lado para conversar com seus colegas do time me deixando sozinha.

— Lia Galax sozinha? Em seu habitat natural? Meu Deus o que está acontecendo com o mundo? — Falou Evan se aproximando com um tom de provocação e pura ironia.

Tudo o que consegui foi revirar meus olhos em resposta, se há algum ser humano que me irrita apenas por existir essa pessoa sem dúvidas será Evan.

— Você me despreza não? — Insistiu ele com olhar de cachorro perdido.

— Se ao menos eu soubesse da sua existência. E quando eu descobrir vou passar a te desprezar — Ouvi sua risada sarcástica e antes que Evan pudesse responder vi Justin vindo com fúria em seus olhos.

A história de Justin e Evan é longa, os dois eram melhores amigos daquele tipo que não se desgrudava mas no ano passado aconteceu algo grave. Num dia os que não se desgrudavam nem tinham trocado uma palavra e para piorar a situação Evan estava com um olho roxo e Justin com hematoma em sua mão, tudo ficou bem claro quando Evan pediu para sair do time.

— Ele está te incomodando? — Falou Justin se aproximando e logo entrelaçando nossos dedos. Estava tão perdida em meus pensamentos que nem tinha visto ele se aproximar.

— Não sabia que Lia tinha contratado um guarda-costas — Evan riu em ironia e Justin demonstrou que partiria para cima dele.

— Não Justin! - Falei me colocando em sua frente - Não se rebaixe ao nível dele.

Justin me lançou um sorriso suspeito e me puxou pela cintura fazendo meu corpo colar no dele o que me causou arrepios, ele se aproximou lentamente do meu ouvido.

— Quer ir a um lugar mais calmo?

E assim Justin pegou minha mão​ e novamente eu senti borboletas fazendo uma festa em meu estômago. Todo mundo olhava para nós eles literalmente pararam a festa só para ver duas pessoas de mãos dadas andando em direção ao mar.

Nós dois estavamos sentados na areia, um tentando desviar o olhar do outro e com essa situação uma vergonha brotou em mim e só conseguia ficar parada como um robô e com um sorriso bobo na cara parecendo uma menina com deficiência mental. Eu tinha travado e não conseguia nem mesmo dizer uma palavra para tirar aquele clima envergonhado do ar. Olhei de soslaio e percebi ele sorrindo admirando as estrelas.

— Sempre gostei de olhar as estrelas algo nelas me atrai, não há um dia que se passe sem que eu as olhe, virou um hobbie — Não sabia o que responder mas o olhei discretamente e vi ele me observando — Mas acho que descobri um novo.

E quando percebi eu estava com as bochechas pegando fogo droga! Eu estava corando mas senti algo mais quente que minhas bochechas tocando meu rosto, seus dedos me viraram calmamente fazendo eu ter que encará-lo e só consegui respirar fundo.

E de repente nós estávamos nos beijando não sei quando tempo durou mas eu sei que senti uma paz infinita quando terminou. Beijar Justin era como ir da terra pro céu em questão de segundos.

Passamos a noite todinha na praia, caminhando e brincando fizemos até um castelo de areia. Era estranho estar ao lado de Justin na verdade chegava a ser viciante, o modo que ele sorria quando olhava o sol nascendo ou até o jeito de cumprimentar o dono da padaria, era de se apaixonar, agora eu tenho noção do porque as meninas choram quando terminam com Justin, ele era maravilhoso e quando ele me deixou na porta de casa eu tinha a absoluta certeza que era ele. Sempre foi ele e sempre será ele.



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