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História A Teoria das Cordas - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá criaturas, fiz algumas histórias e acabei excluindo pois não gostei de nenhuma, mas essa pretendo manter kssksk.

Vou postar sempre que possível, enrolações de uma vida ridícula e sem graça como a de vocês provavelmente é (se não fossem não estariam aqui lendo isso).

Boa leitura e perdoe quaisquer erros, não tive tempo de revisar.

Capítulo 1 - Cidade Luz


Fanfic / Fanfiction A Teoria das Cordas - Capítulo 1 - Cidade Luz

Uma batida curta se uniu à uma mais longa ao lado da cabeça de Levi, duas logo seguiram após, todas com uma curta pausa entre elas. Uma mais longa se sucedeu até outra batida curta, e ele abriu os olhos azulados em descrença, mirando para o relógio de pulso e vendo o horário.

– Em nome da divindade na qual não acreditamos! O que diabos você quer, pirralha? — Ele vira o olhar fulminante para uma Capitu sorrindo descaradamente ao seu lado. 

– Te chamei por código morse porque não quis incomodar as outras pessoas, Lee — Sussurrava.

– Isso nunca foi um impedimento para você! — Levi diz também baixo. — Fala o que você quer.

– Eu parei para pensar e me peguei parada pensando numa forma de identificar as partículas quânticas da gravidade, unindo assim, a mecânica quântica com a relatividade geral e... — O mais velho a interrompe com irritação:

– Santo Lavoisier! É sério isso? — Os dois se encaram por alguns segundos. — Me acordou por causa da gravitação quântica?

– Você já me acordou por um bico de Bunsen!

– Que você havia explodido!

– Ninguém mandou deixar uma criança sozinha numa casa com carvão, enxofre e nitrato de potássio! A explosão acabou sendo um pouco maior do que eu pensava que seria, não culpe uma alma inocente — Capitu ajeitou algumas mechas dos curtos cabelos atrás da cabeça, amarrando para tirá-las do rosto.

– Alma inocente... E nosso pai vai ressurgir da vala profunda na qual esteve durante todos esses anos — Levi brinca, imaginando a reação da menina.

– Nem me fale daquele homem! Uma peste daquelas solta no mundo e o carro do lixo não passa por cima! Foi até bom termos saído do Brasil, lá não éramos considerados uma família! — Falou cruzando os braços, lembrando-se de uma fala de certa ministra, a qual a irritou profundamente. — O sol retorna a iluminar esse meridiano, como estão suas expectativas?

O irmão mais velho virou o rosto para a janela ao seu lado e viu que realmente estava amanhecendo.

– Não espero muita coisa, estou tentando não criar esperanças, essas férias não foram as melhores — Ele diz cabisbaixo, parecendo triste. — Morreram algumas pessoas na nossa rua durante elas.

– Até mesmo nosso querido e magnânimo Vicente — Balança a cabeça dramaticamente a menina.

– O senhor Vicente não morreu! — Lembrou-lhe o irmão.

– Relaxe que as férias nem acabaram ainda.


...


Chegar em Paris foi reconfortante depois de tanto tempo parados. Levi não aguentava mais Capitu enchendo sua paciência sobre coisas aleatórias, ou rindo de vídeos imbecis no YouTube, jogando aqueles enigmas de detetive, ou girando seus cubos mágicos e outros quebra-cabeças que ele nem sabia da existência.

Ao chegarem ao boulevard Saint-Germain, trataram logo de se acomodar em um apartamento do sétimo andar. Capitu nem mesmo olhou em volta antes de ir até os corredores procurar quartos, enquanto gritava: 

– O maior é meu! — O jovem dá uma olhada em sua nova casa, era confortável, tinha grandes janelas com varandas que davam para a rua, adornadas de cortinas cor creme em contraste com as paredes brancas. Estavam longe, mas o suficiente para que muita coisa pudesse ser observada. Capitu certamente aproveitaria a vista para usar seu binóculo e curiar a vida dos outros.

Uma TV de trinta e duas polegadas jazia no centro acima de um raque, e poltronas a contornavam, com um sofá pequeno e uma mesa de centro. À frente havia uma mesa com quatro cadeiras ao lado de um balcão que levava à cozinha. Viu a menina voltar do corredor, se jogando no braço da poltrona enquanto fitava a janela, pondo as pernas encima do assento.

– O coronel caprichou — Falou referindo-se ao apartamento. — Quer ouvir uma enorme coincidência sobre o universo?

– Qual delas? — Ele se senta no sofá, ao lado da poltrona. 

– O número da nossa porta é 87, que é Frâncio na tabela periódica. Te parece engraçado?

– Não tanto quanto os vídeos que você assiste — Os dois riem um pouco.

– Talvez consiga um cunhado agora, vou preparar o teste.

– Teste para quê, criatura? — Levi a questiona com a sombrancelha arqueada.

– Temos de arranjar alguém para você, ver se assim tira essa carranca da cara. Mas primeiro, tente suavizá-la, daqui a pouco morre virgem e diz que a culpa é da sociedade opresora — Ela encara o irmão pela primeira vez desde sua entrada.

– E você? — Levi a questiona. — O aniversário de quinze está na porta e ainda não me trouxe nenhum namorado.

– Quaisquer seres que eu traga para esse teto devem ter no mínimo um terço da fodacidade que você tem — O rapaz franze o cenho, estranhando a fala da irmã. — Sem brincadeira, é a pessoa mais incrível que eu já conheci.

Houve uma pausa antes dela voltar a dizer:

– Depois de mim, é claro — Ele bufa revirando os olhos. Aquele discurso estava ficando fofo demais para ser de Matilda.

Batidas são ouvidas na porta antes da menina dizer, levantando-se: 

— Quem é a criatura lazarenta, filhote de chocadeira cagada que brotou do Hades há essa longínqua hora da manhã!? – Capitu abre a porta irritada, mas sua raiva é engolida assim que presta atenção em quem ofendia segundos atrás.

– Olá, o que vos trás a esse pequeno pedaço do purgatório? — Analisando o homem de cima a baixo, ela sorri maliciosamente, falando em um sotaque francês tão forte e marcado que sequer era possível ver sua verdadeira nacionalidade.

– Me chamo Apolo, o síndico me disse para receber alguns estrangeiros que chegariam hoje. São vocês? — Ele diz temeroso e até um pouco tímido. O coronel deve ter pedido, pensou a criança.

– Sim somos, me chamo Matilda Capitolina, mas me chame  de Capitu, pode entrar, querido — Ele assente embaraçado, e segue até o corredor, a menina fecha a porta e vai até a sala sendo seguida pelo homem.

– Caro irmão, o coronel nos conseguiu um guia para não nos perdermos — O jovem não se deu ao trabalho de virar para encará-los. 

– Você é um GPS humano, Capitu.

– Sim, mas eu esqueci das ruas, nunca vim aqui e é difícil decorar pelo Google Maps.

– Você não esquece de nada — Ele finalmente se vira e encara o homem parado no meio da sala, um pouco encolhido pela timidez. Era tão irônico ver um homem daquele tamanho parecer tão envergonhado, era alto e forte, um pouco mais alto que Levi e bem mais musculoso que ele, loiro, de cabelos longos como os do próprio Levi (que eram negros) com olhos verdes brilhantes e aparentemente muito fofo. Capitu olhava de um para o outro, procurando ver para onde os olhares iam enquanto os dois se encaravam.

– Me chamo Apolo — O mais alto corta o silêncio. — É um prazer conhecê-los.

– O prazer é nosso... — Levi se corta ao ver a irmã se esgueirar por trás do homem em direção ao corredor. — Para onde pensa que vai, pirralha?

– Estão me convidando para assistir? 

– Assistir o q...? — Se interrompe novamente ao entender a frase. — Matilda Capitolina!

– O que eu disse de errado?

– Me perdoe por ela — O rapaz se dirige ao homem, aproximando-se dos dois e fala para o mesmo, fitando Capitu que devolvia seu olhar com um sorriso angelical e as mãos à frente do corpo. — Pode nos levar para onde planejou e tenho certeza de que minha irmã irá controlar a língua durante a viagem.

– Irei?

– Irá.

Pelas informações obtidas através de observações em Apolo e pelo muito que conhecia de seu irmão, chegara à uma solução:

Me imaginei como muitas coisas em minha curta vida, mas nunca como cupido de casal de tapado.








Notas Finais


Espero que tenham gostado dessa obra de uma pessoa entediada e sem nada para fazer.


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