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História A terceira Okumura, filha de Satã - Capítulo 2


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Capítulo 2 - A irmã perdida


Faz duas semanas desde que aquela coisa esquisita apareceu no céu e de dentro saíram criaturas estranhas e horrendas, elas invadiram minha casa e começaram a sugar a energia de toda a minha família, meus tios, minha mãe e meu irmão. Meu pai nos abandonou quando tinha nove e meu irmão, três anos, desde lá moramos com meus tios e meu primo de dois anos, eles são pessoas muito boas, complicadas mas boas. Voltando àquela noite, elas atacaram a todos, menos a mim. Estava escondida debaixo da cama e os outros estavam na sala, sendo sugados por aqueles monstros.

Lembrei-me de que meu tio tinha uma espada ou algo parecido guardado no armário e não pensei duas vezes. Saí do meu esconderijo e fui em busca da tal espada, ela era linda, banhada em ouro e pedras azuis, talvez safira, não tive muito tempo para admira -lá antes de prosseguir com o meu plano. Saí pelos fundos da casa e corri para a entrada e lá, atraí aquelas coisas. Quando vi que elas vinham em minha direção, me preparei para o ataque e desembainhei a espada e, nesse momento, senti uma coisa estranha, como se algo tivesse despertado de um sono profundo no fundo de minha alma, ao olhar para meu corpo, chamas azuis estavam pelas minhas pernas, meus braços, tronco, por tudo. As criaturas olharam para meu corpo em chamas e pude ver o terror em seus olhos e fugiram na hora, e eu desmaiei.

Quando acordei, minha mãe estava ao lado da minha cama, aparentemente muito preocupada, perguntei o que havia acontecido e ela me respondeu que eu estava muito agitada enquanto dormia e que devia ter sido um pesadelo, mas ela parecia preocupada demais pra ser um pesadelo. Além disso havia janelas quebradas idênticas ao do meu “sonho” quando perguntei á minha mãe o porquê daquilo ela respondeu com nervosismo que havia sido o filho do vizinho.

Acho que não nos apresentarmos direito não é? Bom, meu nome completo é Akemi Takahashi Nakamura, ou Akemi Nakamura, minha família e amigos mais próximos me chamam de Kemi. Tenho quinze anos e faço aniversário no dia 27 de dezembro. Tenho 1,67cm de altura, cabelos longos, lisos e cor de ébano, as pontas são tingidas de azul escuro, tenho olhos verdes e pele pálida com bochechas rosadas, é um sorriso até que bonito.

Meu namorado se chama Kazumi Shio Tsukumo, e é um verdadeiro amor de pessoa e extremamente paciente, minha melhor amiga é a Sayuri Kai Myoga, ela é sua família são muito radicais quanto ao catolicismo, e ela pode ser meio chata e cabeça dura as vezes, além disso, não gosta muito do Kaz por ele ter me “roubado” dela . Todos nós estudamos Tokyu Metropolitan Kokisai, ou TMK, onde estamos fazendo o primeiro ano do ensino médio, e para onde estou indo neste exato momento.

Na porta da escola, nosso diretor e amigo de minha família estava falando com um cara que mais parecia um palhaço, cabelo roxo e roupas extravagantes cor de rosa e branca, ao lado um garoto, tão esquisito quanto, era mais baixo e tinha o cabelo verde, roupas escuras e um olhar triste. O que aqueles palhaços estranhos estavam fazendo à porta de minha escola? Gostaria de saber também, presumi que fossem pai e filho de um circo intinerante conversando sobre a educação do garoto.

Estávamos na sala aguardando o professor de física chegar, e me assustei quando o supervisor colocou a cabeça pra dentro da sala e me chamou, parecia que tinha acabado de ver um fantasma ou algo parecido.

- Akemi Nakamura? O diretor aguarda a senhorita em sua sala.

- Já estou indo - disse meio confusa e me levantando da cadeira. O que o diretor queria comigo?

- Boa sorte, creio que vá precisar - disse Ash, o supervisor assim que bati a porta da sala e caminhei pelo corredor.

- Por que eu precisaria de sorte? - pergunto e Ash apenas fica calado.

Adentro a sala do diretor e vejo a cena mais bizarra e sem sentido da minha vida. Aqueles dois sujeitos de mais cedo ao lado do diretor, minha mãe no canto oposto, com um rosto péssimo e o diretor na sua cadeira e quase transparente de tanto medo.

- Senhorita Nakamura, sinto em lhe dizer que a situação será desconfortável é muito complicada - disse o diretor.

- Filha, senta aqui, a mamãe precisa lhe contar uma coisa - Não ouvia minha mãe falar assim comigo desde que eu tinha nove anos, e ela precisou contar sobre a separação dela com meu pai. Logo entendi porque aquela conversa não seria nem um pouco agradável. 

- O que houve? - Pergunto, me sentando ao seu lado e esperando pelo pior.

- Vou lhe contar uma história, está bem? A muitos anos, existia uma doce jovem chamada Yuri, ela participava de missões para combater o mal, mas, em uma dessas missões, ela se apaixonou, pelo rei do inferno, Satã, e dele teve trigêmeos, dois meninos e uma menina idêntica á Yuri, mas ela estava fraca e a beira da morte, jamais conseguiria cuidar dos filhos, então eu a ajudei, e trouxe para casa a doce menina, mesmo querendo ajudar todos os três. Yuri era minha irmã gêmea, e a menina que trouxe para cuidar, é você.




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