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História A touch of sin... - Capítulo 8


Escrita por: , FrameS e Peixinhoo


Notas do Autor


boa noite, mores 😎

Capítulo 8 - Confusão


Chanyeol havia bebido sete garrafas de vodka somente naquela noite, Sehun nunca tinha o visto beber tanto como hoje e talvez o Park nem mesmo cogitasse a ideia de ir embora dali. Seu corpo estava jogado em cima da mesa, todo molenga e meio morto-vivo, da sua boca só saíam coisas sem sentido algum — dos quais o mais novo deveria aguentar de bico calado. 

O loiro estava cansado e sentiu-se abençoado quando viu o amigo/paixão levantar-se dizendo que não queria mais ficar ali — o que aliviou bastante Sehun pois o mesmo achava que iria amanhecer naquele lugar. Pegaram um táxi ali perto, e foram direto para a casa de Chanyeol, aonde tiveram que usar a janela do quarto do mesmo para não explanar o quanto o Park estava caindo de bêbado. 

.


O jantar parecia mais chato do que todas as outras noites, seu pai não tinha outro assunto sem envolver o quanto Chanyeol estava rebelde para nem mesmo mais jantar com sua família. Talvez ele tivesse razão, Baekhyun concordava em partes com ele; seu irmão mais velho não era mais um adolescente igual a si. Assim que aquilo acabou, ajudou a tirar a mesa, lavou a louça e sentou-se na sala para perder um pouco do seu tempo assistindo um jogo de futebol com seu pai. Estava absorto em pensamento sobre o irmão, queria ir para o banheiro pensar um pouco sobre seu namoro fingindo e o quanto o Park mais velho parecia estar tão abalado — não conseguia entender aquilo. 

Estava se aproximando do quarto quando ouviu o barulho de estrondo, enrolou os olhos e foi direto para ele. Assim que entrou, encontrou Chanyeol jogado em sua própria cama e Sehun o ajudando a se limpar. 

— Uau, essa é uma bela cena. — disse com um sorriso de lado. — Para que isso? 

Perguntou por último e foi deitar-se na cama fingindo não estar chateado sobre aquilo. 

— Não tenho tanto poder sobre Chanyeol assim, sabia? Você é o único aqui que poderia ter o ajudado. 

— Grande coisa... Pelo menos eu não o levo por aí para voltar desse jeito. — Profudamente olhou nos olhos castanhos de Sehun. 

— Não reclame se você não vai ajudar, Byun. 

Com isso, o loiro pulou a janela e sumiu na noite. Suspirou frustrado e por pouco não concordou com o que o loiro disse, porém não entendia o que estava acontecendo... Por que Chanyeol ficaria chateado por namorar alguém? Ele deveria ficar feliz ao invés disso. Virou para o lado oposto do irmão, fechou os olhos e quando estava pegando no sono ouviu a voz rouca do outro lado do cômodo — e sem motivo algum, ela lhe dava arrepios. 

— Baby? — sentiu uma excitação que não podia quando ouviu o apelido desprendendo-se da garganta do mais velho. — Você está triste por eu beber, não é? — ele dizia com a voz calma, mas com uma expressão péssima no rosto. 

A mão de Chanyeol se esticou no automático, tentando de forma inútil sentir um centímetro da pele pálida do irmão mais novo. Ele tinha essa necessidade. 

— Não estou triste, hyung... — respondeu cansado, virando-se e sentindo o coração acelerar no peito quando percebeu que Chanyeol o encarava de uma forma tão funda. — Só volte a dormir, ok? 

— Me perdoa, baby...— sua voz era tão sexy e Baekhyun não sabia o porquê de achar tanto aquilo. 

Percebeu gotículas de lágrimas no canto dos olhos grandes e sentiu desespero, em nenhuma forma gostaria de ver o irmão chorando; por isso, pensando apenas em fazê-lo parar de chorar, caminhou até a cama de solteira de Chanyeol e sentou na beirada da cama, apoiando a cabeça do irmão nas suas pernas. Silenciosamente começou a mexer nos cabelos negros e sedosos do mesmo. 

— Não se preocupe, hyung, eu juro que estou bem! — falou baixo, mas sendo sincero em suas palavras. Não estava realmente mal com a bebedeira do irmão, só sentia confuso. 

— Eu estava com tanto ciúmes, baby... — a confissão pegou Baekhyun de surpresa, não poderia demonstrar isso; não queria que soubesse sua confusão interna. — Não sei, apenas sinto. 

— Eu não entendo... 

— Me perdoa! Não me odeie por causa disso. 

— Yah! Em nenhuma hipótese eu odiaria você, hyung! — pediu espaço e deitou colado no mais alto, sentindo o cheiro hipnotizante do mesmo. — Eu te amo e sempre vou estar com você, você é meu irmão. 

— Então durma comigo esta noite. 

Meio hesitante ainda e com medo de si mesmo, Baekhyun assentiu mesmo assim, se aconchegando melhor na cama pequena. Sentiu os braços fortes do irmão rodearem seu corpo, aquilo o fez tremer de ansiedade... ele sentiu vontade de fazer o que fizeram no banho na última vez que Chanyeol ficara bêbado. Ele queria sentir os lábios do irmão novamente sobre os seus, isso fazia seu estômago revirar. 

— Você tem um cheiro bom, baby. 

Sentia arrepios com a maneira que seu hyung fungava em suas madeixas, mas temia em ser ousado demais. 

— Talvez devêssemos dormir, Chan. — sentenciou em um fio de voz. 

— Se você me dê um beijo, talvez eu durma. 

Seu coração sofreu um solavanco. Olhou para cima e mais uma vez encontrou os olhos profundos do irmão, nem mesmo se quisesse negar, conseguiria depois de encarar Chanyeol. 

Assentiu meio hesitante se deveria mesmo fazer aquilo, e timidamente foi seguindo o caminho até o lábios rosados do outro. Quando encostou seus lábios sobre os de Chanyeol, sentiu um choque gostoso, como se ansiasse por aquilo — o que não era nenhuma mentira. 

Parou o selar simples e realmente sentiu-se envergonhado com o barulho que fez. 

Sussurrou apenas para o mesmo ouvir e sorriu doce olhando ele e enxugando suas lágrimas.

— Eu gosto de passar tempo com você, realmente espero casar contigo. 

— Não fale besteiras, hyung... você disse que dormiria depois do beijo. — acusou esperando receber respostas debochadas, mas apenas sentiu o aperto do abraço. 

— Tudo bem, vamos dormir então, baby. 

Baekhyun ainda sentia a energia do beijo dado anteriormente, apesar de ter concordando em ir dormir, sentia seu membro estranho na sua calça de pijama. O que estava acontecendo consigo? Ele se amaldiçoava por ser tão inocente a ponto de não saber o que fazer com uma ereção, e foi pensando nisso que conseguiu pegar no sono. 



( ... )


Era noite e Kyungsoo encontrava-se ainda trancado em um dos quartos de hóspedes  na casa do seu amigo Sehun, suspirava rouco tentando secar as lágrimas que ainda insistia em escorrer por seu rosto. Seus olhos inchados e a dor de cabeça forte eram sinais de que havia chorado por JongIn a noite toda. 

Não sabia o que fazer quando brigava com o quase-namorado, os motivos eram sempre os mesmos: ciúmes e sobre o assumir de uma vez. O moreno faltava soltar fumaças pelo nariz quando via Kyungsoo com outro, todavia quando tocava no assunto “assumir o namoro”, uma discussão mais grande se iniciava. Talvez o beijo que dera em Chanyeol serviu mais para alertar ao Kim que ele também poderia fazer o que quisesse, pois não pertencia a ninguém ainda. 

Ouviu a campainha ser tocada diversas vezes, mas não moveu um dedo para ir até a porta da entrada. Estava extremamente desaminado com tudo e sentia-se um merda por isso, poderia deixar pra lá e procurar outro alguém; mas pertencia ao moreno de corpo e alma. Seus olhos aos poucos iam pesando pelo sono que fazia-se presente, mas tomou um susto com a porta sendo praticamente esmurrada do outro lado, levantou-se com medo e raiva que poderia ser Sehun o enchendo novamente, contudo quase cai para trás com a visão bela de JongIn segurando flores vermelhas logo à sua frente. 

— J-JongIn? O que faz aqui? 

— Me perdoa por ser um idiota, Soo! — pediu suplicante, estendendo para cima o buquê bem enfeitado. — Eu estou envergonhado sobre o que eu fiz, por favor, me perdoe por agir como um babaca de primeira! 

Os olhos de Kyungsoo estavam arregalados, não sabia o que fazer num momento como aquele, em sua cabeça, JongIn nunca o pediria desculpa. E ele também não iria aceitar pelo orgulho que deveria ter, mas estava sofrendo tanto naquele momento... Não conseguiria negar o amor de sua vida. 

— Eu estava com saudades, Kai. 

— Eu também, Soo. 

Com isso, ambos esperaram apenas um minuto e iniciaram um beijo recheado de amor e saudade que possuíam um do outro. Não queriam ter que dizer algo, já sabiam que gostavam um do outro; tinham conhecimento que amavam um ao outro. Naquele noite apenas se amaram, sem palavras, apenas ações.


Notas Finais


Faz tanto tempo que fiz esse capítulo e só agora vi... 🥵


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