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História A Tríbrida - Capítulo 6



Capítulo 6 - Colocando Tudo em Ordem


Era o último dia de aula antes da pausa para o inverno. O dia estava ótimo e ventava um pouco. Teríamos uma prova e depois arrumaríamos as malas e iríamos para casa depois do jantar. Eu e Nick ficamos conversando até que eu vi o carro verde limão da minha mãe me esperando. Bufei de raiva.

 ─ Eu tenho que ir. É o carro da Sam.

─ Vão se mudar novamente, agora que você ativou a maldição?

Provavelmente sim. Mas eu não iria deixar aquilo acontecer. Se eu fosse viver novamente debaixo do teto deles, eles teriam que fazer o que eu mandasse. Eu não seria mais manipulada, eu não iria mais esconder os meus poderes.

─ Não. ─ afirmei. ─ Eu quero ficar aqui, terminar de estudar aqui, pelo menos.

─ Ei. Pegue leve com eles. Afinal, eles poderiam muito bem terem abandonado você naquele orfanato, mas eles a acolheram.

─ Eles não são meus pais. ─ falei imediatamente.

─ Eu não disse isso, eu só estou dizendo que você não deveria ser tão fria com eles.

─ Vou levar em consideração.

Entrei no carro e ignorei Sam durante o percurso. Para me distrair, eu li um pouco mais do diário da minha mãe até chegarmos em casa. Saí do carro e fui logo para o meu quarto, arrumar as minhas coisas. Minutos depois, Sam e John apareceram. Ela estava com os braços cruzados, expressão de preocupada. John estava de braços cruzados também, mas estava mais irritado do que preocupado comigo. Eu vi a mesa de madeira quebrada quando cheguei. Ele deve ter me odiado mais ainda quando soube que eu matei Tessa e ativei a maldição. Os ignorei enquanto continuava a arrumar minhas coisas e eles me observavam da porta do meu quarto, até que Sam bateu na parede como forma de chamar minha atenção.

─ Andrea, nós precisamos conversar. ─ ela disse com a voz calma. ─ Eu gostaria que você ouvisse com atenção o que eu e seu pai temos a dizer. ─ respirei fundo, mas me virei para eles, cruzei os braços e tentei conter minha raiva. ─ Nós queremos continuar como éramos antes, com você sendo a nossa filha. Nós conseguimos falar com Janice e ela fez outro colar para manter seus poderes de bruxa controlados, manter sua localização escondida e manter seu gene de lobisomem controlado. Enquanto você usar isso, você vai voltar ao normal. Ela até mesmo concordou que, se quiséssemos, nós poderíamos marcar um dia para ela remover seus poderes completamente. Não sabemos se isso ainda é possível, mas ela poderia tentar reverter o processo de lobisomem e retardar sua cura como vampira.

─ Não. Eu não quero nada disso. ─ recusei instantaneamente, mas John não gostou.

─ Se for viver conosco, garota, terá de seguir nossas regras. ─ ele disse com impaciência. ─ Se recusar, nós podemos muito bem abandonar você na rua e nunca olhar para trás.

─ Como ousa me comandar? ─ levantei minha voz. ─ Eu não vou ouvir mais nenhuma mentira vinda de vocês. Se querem que eu viva com vocês, as coisas terão de ser do meu jeito! Eu não vou esconder o que eu sou! ─ Sam estremeceu um pouco com a altura da minha voz e eu a diminuí para um tom calmo e claramente ameaçador. ─ Eu sou a Tríbrida. ─ falei com orgulho e ergui um pouco o queixo. ─ A única da minha espécie. Ninguém pode representar meus interesses além de mim. Então... ─ um pequeno sorriso arrogante apareceu no meu rosto. ─ Como vai ser?

─ Eu me recuso a aceitar isso. ─ John avançou na minha direção, claramente me odiava até o último fio do meu cabelo. ─ Você vai sair dessa casa imediatamente!

Eu me foquei nele e consegui fazer com que ele tivesse uma dor de cabeça tão forte que ele caísse de joelhos no chão. Sam abriu a boca, horrorizada e assustada. Ela tentou correr, mas fiz um feitiço de limite na porta com um movimento da minha mão. Me agachei para poder olhar para John.

─ Você não me assusta. Eu sou mais forte do que você, eu não vou ser expulsa dessa casa. Então, ou você coopera comigo ou eu mesma expulso você. Eu vou ficar nessa casa e vocês vão obedecer a mim. ─ me levantei e olhei para Sam. Mantive a expressão do meu rosto séria e sombria. ─ Ou terão consequências, nas quais eu pretendo evitar. Não quero ser sua inimiga. Pelo contrário. Mas não pensem que podem, nem mesmo por um mísero segundo, me controlar e me fazerem obedecer vocês. Eu não vou esconder minha natureza, não vou rejeitar os meus poderes. Eles são parte de mim, a única pequena parte de mim que foi deixada como legado de meus pais. Nada ou ninguém vai tirar isso de mim. E eu vou fazer o que for preciso para manter as coisas desse jeito. ─ retirei o feitiço que coloquei neles e Sam correu para perto de John. ─ Saiam do meu quarto, por favor. Estou estressada e quero dormir.

Ignorei os olhares de ódio para mim e eles saíram. Eu queria que eles me temessem, queria afastá-los para longe. Eu não me importava com eles, e sim, eu poderia estar sendo malvada, mas eles queriam tirar os meus poderes de mim. Queriam que depois eu apenas seguisse em frente com a minha vida patética com eles depois de eu descobrir o que eu era de verdade. Eles queriam que eu continuasse sendo a filha deles como se nada tivesse acontecido. Queriam que eu ignorasse a minha verdadeira natureza, a única coisa que restava dos meus pais verdadeiros. Queriam que eu fosse normal. Bem, acontece que eu não era normal. Eu era uma bruxa poderosa e uma lobisomem que podia se curar rápido como uma vampira. Eu era a Tríbrida. A única da minha espécie. Eu não iria desistir tão facilmente, eu não iria abrir mão do que eu era para viver uma vida ordinária humana. Eu queria usar meus poderes para o bem, mas eles não me davam outra escolha a não ser afastá-los. Eu não pretendia matá-los, apenas não os queria mais na minha vida. Eu queria conhecer e usar todas as partes que eu tinha. Se eu era um terço bruxa, que eu fosse uma poderosa. Se eu fosse um terço lobisomem, que a minha mordida fosse a mais letal. Se eu fosse um terço vampira, que eu fosse a mais temida.

Antes de dormir naquela noite, eu me certifiquei de que os feitiços de proteção ao redor do meu quarto fossem impenetráveis, apenas em caso deles tentarem fazer algo comigo.

 

25. Dezembro. 2007

Natal deveria ser passado com a família. Mas o nosso, infelizmente, foi triste e deprimente. Richard estava de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Eu estava pior ainda. Ainda tentando me ajustar a ser uma híbrida, o que era um horror porque minhas emoções estavam todas confusas. E eu não sabia me controlar perto de sangue. Essa manhã, eu estava pensando em Camille e Richard foi até o quarto falar comigo. O quarto onde a nossa filha deveria estar.

“Você vai melhorar.”

“Quando? Eu sou imortal agora. Se eu não consigo sobreviver a esse dia, como eu deveria sobreviver o resto da eternidade?”

“A dor vai embora. Acredite em mim.” Richard tentou me confortar, mas eu ainda assim estava irritada com o fato de ficar longe de Camille.

“Não enquanto eu não puder segurar minha filha nos meus braços de novo.”

“E você vai. Mas, para isso acontecer, nós precisamos deter as bruxas. Nós vamos derrotá-las juntos.” Ele insistiu. “Elas e qualquer outro inimigo que conspirar contra nós. Vamos lutar e vencê-los juntos como uma família. E em breve nós teremos nossa princesa de volta.”

Aquilo me confortou. Eu sei que nós vamos encontrá-la. Eu não tenho tido muito tempo para escrever muito no diário, mas vou tentar escrever ao máximo. Se tudo for como planejado, nós iremos poder ver Camille antes dela completar um ano de idade. Assim eu espero.

 

Na lua-cheia de Dezembro eu não me transformei. Eu não senti nada e achei que tinha algo de estranho comigo. Eu tinha preparado uma bolsa com roupas novas, tinha escolhido uma blusa que eu não me interessava muito em perder e esperei. Fiquei esperando até onze e meia da noite e nada aconteceu. Voltei para casa e me acordei normalmente no dia seguinte. Liguei para Janice e ela explicou que aquela era uma vantagem de ser uma híbrida bruxa-lobisomem. Eu poderia controlar a minha forma lobisomem, me transformando na hora que eu quisesse. Fiquei tão aliviada com aquilo e fui logo ligar para Nick, que também achou uma ótima notícia. Aquilo era uma grande vantagem, já que eu não pretendia me transformar em lobisomem nunca mais. Doía demais, era demorado e eu podia não me lembrar do que aconteceu.

Assim que Janeiro chegou, eu fiquei feliz em voltar para Spring Wood Boarding High School. Era Quinta-Feira e já teríamos aula logo depois do café da manhã. Eu soube que alguns alunos saíram e outros entraram também. Mas assim que eu cheguei, eu fui procurar por Nick. Nós permanecemos nos falando durante aquelas semanas, mas era diferente falar por celular e falar pessoalmente. Quando o vi, percebi que ele estava falando com uma garota que eu nunca tinha visto antes. Ela tinha cabelos negros como a noite, pele clara e seus olhos eram azuis como o oceano escuro. Ela tinha olhos grandes e cílios grandes e escuros, dando a ela uma beleza natural. Me aproximei e eles notaram minha presença.

─ Andrea, oi. ─ Nick disse com um sorriso amigável no rosto. ─ Essa é Kelly. Ela é nova na escola.

─ Prazer em conhecê-la. ─ Kelly sorriu e eu sorri de volta. Ela tinha uma voz suave e quase melódica. ─ Você deve ser Andrea, certo? Ele vivia falando de você e de como vocês brincavam quando nós éramos crianças e tudo mais.

─ Já se conheciam antes? ─ eu perguntei.

─ Sim. Eu e Nick... já namoramos por um tempo. ─ Kelly olhou rapidamente para Nick, que tentava procurar um lugar para enfiar a cara. Escondi um sorriso com a mão e nenhum dos dois percebeu. ─ Começamos a namorar em 2024, no início de ano como esse, mas eu me mudei para Louisiana quando o ano letivo terminou. Terminamos por conta disso e passamos esses últimos anos sem nos falar.

─ E o que te traz a Spring Wood?

─ Meus pais se mudaram novamente. Em parte, por minha causa. Eu acabei de terminar o namoro com um cara muito confuso e complicado. Meus pais falaram com a diretora e ela me deixou aparecer mesmo com as aulas tendo começado.

─ Que mundo pequeno, eu diria. ─ sorri e ela novamente olhou rapidamente para Nick, que dessa vez olhou para ela também. Como se saísse de um transe, Kelly voltou a olhar para mim.

─ Enfim, você sabe onde fica o quarto 201?

─ Esse é o meu quarto. Mas tem uma cama sobrando. ─ expliquei. ─ A secretaria vai orientá-la e mostrar onde fica o quarto.

─ Tudo bem. ─ Kelly disse caminhando para longe, mas logo se virou para nós. ─ E Nick... foi uma boa surpresa vê-lo de novo. ─ ela deu a ele um sorriso levemente nervoso e ele sorriu. ─ Sabe, eu estava pensando se, uh... você poderia me ajudar mais tarde? Sabe, a conhecer a escola, as regras e com o que eu perdi de aulas.

─ Claro. ─ Nick respondeu. ─ Podemos nos encontrar aqui mesmo. Andrea pode ajudar também, certo?

─ Poderia ser como um piquenique, sabe. ─ sugeri. ─ Colocar um lençol na grama, trazer comida e os livros. Você está disponível essa tarde, certo? ─ perguntei a Nick e ele assentiu. ─ E você também? ─ perguntei a Kelly e ela assentiu, por mais que parecesse que um pouco decepcionada com aquilo. ─ Ótimo. Eu estou muito ocupada, então parece que vai ter que ser só vocês dois.

Kelly se animou, mas disfarçou bem. Vi Nick me olhar como se dissesse, “Eu não acredito que você fez isso,” e dei de ombros.

─ Tudo bem, então. ─ Kelly disse. ─ Pode ser às três?

Nick sorriu e assentiu. Ela deu de costas e começou a se distanciar de nós. Quando ela estava longe o bastante para não nos escutar, eu bati meu ombro com o de Nick por brincadeira.

─ Então? ─ perguntei sorrindo e Nick não entendeu. ─ Então, que sua ex-namorada está de volta. Na mesma escola que você estuda e vive.

─ Faz tempo que não nos vemos. Acho que realmente está na hora de nós dois seguirmos em frente da linha do tempo de pós-término e pré-amizade.

─ Isso é estranho.

─ Não tem nada de entranho entre eu e Kelly.

─ Qual é. Vocês claramente tem alguma química. E ela é gata. Quer dizer, olha para ela. ─ eu apontei para Kelly, que continuou andando completamente sem saber que nós dois estávamos a observando. ─ Olha de verdade para ela. Se eu me interessasse por garotas, eu até poderia dizer que se você não quisesse tentar alguma coisa com ela, eu tentaria.

O vestido que ela estava usando era azul com detalhes de preto que combinavam com os olhos dela e destacavam um pouco as curvas que ela tinha. E as pernas dela eram brancas e pareciam ser macias e suaves.

─ Fique a vontade. Mas ela é hétero.

─ É sério, Nick. E agora que ela chegou, a primeira coisa que ela fez foi pedir para que você passasse a tarde com ela? “Estudando”?

Olhei de forma suspeita e Nick acabou sorrindo.

─ Ela vai passar a tarde com o amigo dela estudando. ─ ele deixou claro a parte de “amigo”. ─ Sem a segunda intenção que você colocou por trás da palavra.

─ Eu só estou dizendo que ela acabou de sair de um término, de acordo com as palavras dela, confuso e complicado. ─ tentei encorajá-lo. ─ E você não é nada disso. Você é estável e são e...

─ E nós vamos passar a tarde inteira sozinhos, então seja lá o que ela esteja sentindo, eu vou ser capaz de descobrir. ─ senti que Nick queria encerrar o assunto de Kelly ali, então o deixei mudar de assunto. ─ Como foram as festas de fim de ano?

─ Você sabe, o de sempre. ─ dei de ombros e respondi com ironia. ─ Desafiei os meus pais adotivos, ordenei que eles fizessem o que eu quisesse e tivemos um ano-novo esplendidamente tranquilo e pacífico.

─ Pensei que não fosse pegar pesado com eles. ─ Nick comentou, me julgando um pouco.

─ Eles querem tirar meus poderes de bruxa, Nick. ─ expliquei enquanto caminhávamos para dentro da escola. ─ Querem tentar me deixar humana e normal. Eu não quero que eles tirem a única coisa que herdei dos meus pais de mim. Não vou deixar isso acontecer. Eu cansei de viver com as mentiras deles, cansei de viver como se eu fosse feita de vidro. Eu só quero que eles parem de tentar me mudar em algo que eu claramente não sou.

No Domingo, eu pretendia passar o dia com Nick, mas Kelly apareceu na hora do almoço, sentando conosco. Ela estava até que bonita naquela manhã. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo, a maquiagem natural. Ela estava usando uma blusa preta com uma calça jeans branca.

─ Que bom que você está aqui. ─ ela disse para mim, para a minha surpresa, e sorri amigavelmente. ─ Eu preciso da sua ajuda. Nick, eu amo passar tempo com você, mas se importar se eu roubar sua amiga por um segundo? Conversa de garotas.

─ Ela é toda sua. ─ Nick deu de ombros e me observou fazer uma expressão de, “socorro”, mas ele apenas escondeu o sorriso enquanto bebia o copo de suco.

Kelly me fez levantar da mesa e começamos a caminhar. Ela abriu a bolsa dela e me mostrou dois brincos lindos e diferentes.

─ Eu acho que você se veste bem, então eu queria saber da sua opinião. ─ Kelly disse. Sorri com o elogio e ela ergueu os brincos para mim. ─ Diamante ou esse que é mais solto e balança?

─ Diamante, obviamente, mas depende da ocasião. ─ respondi e ela sorriu como se concordasse com a minha escolha de brinco. ─ Para o que é?

─ Você está brincando. ─ fiz cara de quem não faia Idea do que ela estava falando e ela revirou os olhos. ─ Eu sou a novata e já ouvi os alunos comentando sobre o Baile de Boas-Vindas. Estamos meio atrasados, mas ainda vai acontecer. Era para ter sido feito em Outubro, mas eu soube que a filha da diretora morreu em um trágico acidente de barco. O que aconteceu?

Congelei, lembrando daquele acidente estúpido que eu cometi, mas disfarcei e respondi.

─ Foi um acidente. Ela caiu e não sabia nadar. Mas enfim... eu sei que você está fingindo.

Foi a vez dela de congelar e ficar séria.

─ Fingindo? ─ a voz dela ficou estranha. ─ O quê?

─ Por favor. É tão óbvio. Você acabou de terminar com o seu ex-namorado e agora está gostando do Nick, mas agiu segundos atrás com indiferença, fingindo que queria apenas vir conversar comigo.

Kelly balançou levemente a cabeça e depois teve um sorriso em seu rosto.

─ Você acha que Nick iria querer ir? ─ eu já estava indo atrás dela para dizer que aquilo não foi o que eu queria dizer, que ela interpretou errado, mas ela foi na minha frente e se aproximou da mesa que Nick estava novamente. ─ Ei! Eu estava, uh, querendo mesmo falar com você. Vai ter esse Baile de Boas-Vindas esse final de mês e eu acho que você deveria ir. Poderíamos ir juntos, se você quiser.

─ É. Não, mas obrigado. ─ Nick disse e eu fiz uma cara de “você ficou maluco?” para ele, atrás de Kelly. Ele viu, mas explicou para ela. ─ Eu já fui a essas coisas de escola. Duas vezes na verdade, no primeiro e no segundo ano.

─ Por favor. Se for ruim eu recompenso mais tarde. ─ observei Kelly encostar os dedos das mãos dela nos dele e Nick também percebeu aquilo. ─ Posso recompensar com algumas horas de diversão se for chato, o que acha? Nós sempre soubemos nos divertir de um jeito ou de outro. E o Baile de Boas-Vindas do primeiro ano não foi tão ruim, foi? Foi divertido.

Franzi o cenho com aquela insinuação tão descarada. Toda a admiração que eu tinha por ela foi embora naquele segundo. Kelly falava num tom que claramente possuía segundas intenções e Nick pareceu observar aquilo com cautela, talvez considerando ir com ela e eu cruzei os braços, tentando me concentrar em mais alguma coisa. Ele não poderia mesmo estar considerando em ir com ela, estava? Não que eu visse problema, eu só... não sabia que ela era tão... daquele jeito.

─ Eu posso considerar em ir.

Nick respondeu meio vago, mas aquilo pareceu ser o bastante para Kelly, que deu um sorriso gentil para ele.

─ Tchau, Nick.

Observei ela se distanciar para longe e me senti estranha. Eu não sabia o que era, eu só queria que ela ficasse bem longe.

─ E então? ─ perguntei curiosa e Nick deu de ombros.

─ Eu vou considerar.

Revirei os olhos.

─ Você acha mesmo que eu vou aceitar uma resposta vaga dessas? Você vai ou não vai?

─ Eu não sei.

─ Vocês foram estudar durante a tarde no primeiro dia? ─ Nick assentiu. ─ Como foi? Chegaram a se beijar?

─ Nem perto. ─ ele balançou a cabeça e fez uma expressão de “claro que não” e franziu o cenho. ─ Kelly está... diferente. Não de um jeito bom, ela está estranha. Ela não costumava ser assim. Ela era mais animada, rápida em fazer amizades e agora ela está mais distante e calada.

─ Deve ser porque ela está em uma escola nova.

─ Eu não sei se eu quero ir com ela. ─ Nick fez cara de desinteressado nela.

─ Você não precisa ir com ela, pode ir apenas para se divertir. ─ dei de ombros. ─ Vamos juntos. Eu e você.

─ Sério? ─ ele perguntou cético e quase riu.

─ Sim. Nós dois sempre fazemos coisas legais juntos e dançar não seria muito diferente.

─ Coisas legais? Ver você virar um lobo não estava na minha lista de “coisas legais que fazemos juntos”.

─ Bem, quem vai perder a festa vai ser você.



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