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História A Tu Lado - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


oi gente :)


ainda tô sem internet em casa e sigo postando pelo 4G, então continuarei sem responder os comentários. mas eu ali todos eles e sigo amandooooo vocês :)



boa leitura bebês ❤

Capítulo 16 - Dieciseis.


Fanfic / Fanfiction A Tu Lado - Capítulo 16 - Dieciseis.

— Feliz aniversário, gringa! — Yasmim gritou assim que cheguei nos vestiários, então eu fiz uma careta, carregando um sorriso no rosto.

Senti a brasileira me abraçar no mesmo momento em que me aproximei. Apertado, mas confortável. Durou bastante tempo enquanto ela dizia algumas coisas me parabenizando e eu apenas ria com a sua empolgação.

— Obrigada, Yas — sorri pra ela.

— Olha o que chegou ainda agora — ela disse e pegou a buquê de rosas azuis ao lado.

Eu sorri largo, deixando a minha bolsa em qualquer lugar e pegando o buquê das mãos da brasileira, que sorria maliciosamente. Peguei o bilhete que estava preso entre as flores e o abri.


"Feliz aniversário, minha princesa. Espero que seu dia seja muito especial, como você. Te vejo mais tarde? – G"


— Vocês são muito bonitinhos — Yasmim disse e sorriu — Vai sair com ele?

— Nós vamos sair com a minha família, e depois vamos fazer alguma coisa — eu disse voltando a guardar o bilhete no meio das flores.

— Hum — ela murmurou maliciosa.

— Não seja ridícula — eu disse rindo.

Ouvimos o barulho da porta abrir, e quando olhei para trás, vi Andreas entrando com uma torta em mãos e uma vela de 2 e outra de 3 lado a lado e sorrindo em minha direção.

Cumpleaños feliz, te deseamos a ti. Cumpleaños, Melina. Que los cumplas feliz — ele cantarolou desajeitado, me fazendo rir baixinho — Feliz aniversário, gringa.

— Obrigada, Andreas — eu me aproximei sorrindo — Você acabou de cantar parabéns em chileno pra mim, mas eu adorei.

— Droga! Tanta pesquisa pra nada — ele brincou e nós rimos — Faça um pedido.

Fechei os meus olhos, pensando em algo que eu realmente quisesse, então soprei as velas e peguei a torta de suas mãos.

— Eu adorei, mesmo! — eu disse — Obrigada. Vocês são maravilhosos.

— Sabemos — Andreas sorriu — Aproveita teu dia.

— Ela vai. Vai sair com o namoradinho mais tarde — Yasmim disse aparecendo atrás de mim.

— Ainda é estranho vocês duas estarem namorando os jogadores que foram meus hóspedes — Andreas franziu um pouco o cenho — Especialmente você que sempre foi tão quietinha, Mel.

— Eu sou quietinha também, tio — Yasmim protestou.

— Claro — o gerente concordou — Bom, infelizmente não podemos parar o trabalho, não é? Vamos.

Deixamos a torta na geladeira da cozinha para a hora do almoço e então, depois que coloquei o meu uniforme, caminhei até a recepção. Como de costume, liguei o meu computador que eu usaria e preparei as minhas coisas. Estava fazendo umas últimas anotações, quando uma sombra se fez presente. Ergui a cabeça e arregalei os olhos no mesmo momento que o vi.

— Gastón? — quase gritei saindo de trás do balcão.

Ouvi a risada de um dos meus únicos amigos da Argentina, enquanto eu o abraçava não me importando muito sobre estar em horário de trabalho.

Fazia muito tempo que não nos víamos. Eu e Gastón crescemos juntos em Rosário e sempre fomos muito grudados. Ele foi um dos únicos a me apoiar quando fui aprovada na UFRJ, junto com os meus pais. E apesar de tanta distância e de poucas vezes nos falarmos, nunca perdemos a nossa essência de crianças quando estávamos juntos. Não éramos de trocar mensagens todos dias, nem de fazermos chamadas de vídeos ou de voz. Mas ele sempre estava lá por mim, e eu sempre estava por ele. E quando conversávamos, era como se fizéssemos aquilo absolutamente todos os dias. Eu podia facilmente dizer que Gastón era um melhor amigo.

Feliz cumple, mi pequenita — murmurou enquanto me abraçava forte.

— Meu Deus, eu não acredito que você veio! — eu disse me afastando — Por que não me disse?

— Ideia dos seus pais. O Guido é bem convincente quando quer — ele sorriu — E como sei que você trabalha aqui, ficarei hospedado aqui.

— Gastón... Você pode ficar lá em casa — eu disse.

— Não! Não mesmo. Sua casa já tem os seus pais, e eu não quero atrapalhar — ele disse.

Revirei os olhos. Sabia que não adiantaria falar muita coisa com ele.

— Eu amei que você veio — sorri — Vamos ver sua hospedagem antes que Andreas me mate.

Voltei pro balcão, vendo ele se apoiar neste e me olhar sorrindo.

— Como vão as coisas? — perguntou.

— Ótimas! — eu disse digitando o seu nome no computador — Vai jantar comigo e meus pais hoje, né?

— E seu namorado. Sua mãe me contou sobre ele — Gastón disse e ergueu as sobrancelhas maliciosamente.

— Não somos exatamente namorados — eu sorri tímida.

— Beleza. É bom que eu conheço ele antes de aprovar — falou.

Eu ri, digitando o seu nome no computador.

— Acho que vocês vão se dar bem. Ainda mais por que os dois são fissurados por futebol — eu sorri de lado — Assina pra mim?!

Lhe entreguei o formulário, vendo ele pegar enquanto me olhava um tanto desconfiado. Pegou a caneta de minhas mãos e arrastou o papel para ele.

— Não me diga que está namorando um jogador de futebol, Melina — murmurou enquanto assinava.

— Logo você verá — eu disse rindo, pegando de volta o papel — Quarto 113, senhor Gastón Velásquez.

Gracias, Señorita Melina Rodriguez — ele piscou um dos olhos verdes — Depois eu volto pra te perturbar.

Concordei com a cabeça, realmente feliz com a sua presença, então o deixei ir descansar.


••••


Assim que o meu turno acabou, eu troquei de roupa outra vez e peguei minhas coisas, pronta para passar o resto do meu aniversário com a minha família e Giorgian. Além da presença de Gastón que agora me deixava ainda mais animada. Estava me virando pra ir embora, mas uma presença ali me impediu.

— O que você tá fazendo aqui? — eu arregalei os olhos, querendo rir da situação.

— Shiu!! — ele sussurrou baixinho, levando o dedo aos lábios e fechando a porta dos vestiários — Feliz aniversário, meu amor.

Nossos corpos se juntaram numa rapidez que me pegou de surpresa e me fez suspirar baixinho, logo em seguida tendo os lábios de Giorgian contra os meus sem nem um aviso prévio ou cerimônias. Nossas línguas se juntaram mais uma vez, e eu poderia facilmente suspirar com as sensações gostosas que Giorgian e seus beijos me traziam, assim como os arrepios que suas mãos me causavam ao passear pela minha cintura durante o nosso beijo.

Levei minhas mãos até sua nuca, brincando com os fios de cabelo do uruguaio ali presente e sentindo o meu corpo ser puxado um pouco mais para cima por conta das nossas diferenças de altura. Acabei aproveitando o impulso para grudar as minhas pernas em sua cintura, sentindo as minhas costas contra os armários do vestiário. Suspirei baixinho contra os seus lábios quando Giorgian puxou sutilmente os fios de cabelo soltos na minha nuca e ouvi ele fazer o mesmo quando minhas unhas desceram para os seus ombros.

Eu e Giorgian nunca passamos dos beijos. Mas nós também nunca fomos tão além quanto agora, mesmo que não seja nada demais. Os seus toques quentes me levavam a loucura, mas eu precisava de autocontrole.

— Gio... — eu sorri leve me afastando dos seus beijos.

Ainda totalmente agarrada a ele e em seu colo, recebei o seu olhar com a pupila dilatada e um sorriso no rosto, e o seu cabelo em uma bagunça que o deixava ainda mais lindo.

— Eu queria muito continuar, mas aqui não é lugar né, cariño — eu sussurrei com a respiração ainda descontrolada.

— Vou me lembrar disso mais tarde — ele disse e me deu um selinho — Você está ainda mais linda com vinte e três.

— Obrigada — eu sorri, descendo do seu colo — E eu amei as flores de mais cedo.

— Suas surpresas ainda não acabaram, meu amor — ele disse pegando a minha mochila e colocando em suas costas, em seguida pegando em minha mão.

— Eu quero que você conheça alguém — eu disse, abrindo a porta do vestiário e saindo com ele — Ele vai com a gente pro jantar.

— Hum — ele murmurou longo e desconfiado, me fazendo rir — Quem é esse, hein?

— Um amigo de Rosário — eu disse o fitando e sorrindo.

— Pelo sorrisinho empolgado deve ser alguém importante, né? — perguntou e sorriu também.

— Crescemos juntos. A gente era muito próximos na Argentina, não nos falamos todos os dias nem trocamos mensagens sempre, mas somos bem amigos — eu expliquei, vendo ele assentir.

— Fico feliz que alguém importante pra você tenha vindo — Giorgian disse — Ele tá por aqui?

— Tá esperando a gente na recepção — eu disse.

Eu e Gio saímos pela cozinha e passamos pelo restaurante, em seguida caminhando pela recepção. Eu estava tão feliz e empolgada, que pela primeira vez não estava me importando por estarmos dessa forma em público.

Avistei Gastón de longe com o celular no ouvido, e assim que me viu caminhando em sua direção, desligou a ligação e sorriu.

— Hey! — murmurei ao me aproximar — Conseguiu descansar?

— Um pouco — fez um gesto com os dedos.

— Pois eu espero que você esteja bem disposto, Gastón. Amanhã eu não trabalho e quero que essa noite seja bem legal — eu disse e ele riu — Cariño, esse é o Gastón, meu amigo de infância e o dono do melhor doce de leite caseiro do mundo. Gastón, esse é o Gio, meu...

— Namorado — Giorgian me interrompeu e sorriu, estendendo a mão para o meu amigo — Tudo bom?

— E ai, cara! Caramba, Melina! Eu sabia que você tava namorando um jogador quando me falou aquilo mais cedo — Gastón sorriu e apertou a mão do uruguaio — Como vai?

— Bem — Arrascaeta concordou com a cabeça.

Podia ser coisa da minha cabeça, mas conhecendo Giorgian do jeito que eu conhecia – mesmo que não fosse tanto assim –, eu sabia que ele estava com uma pequena implicância, mas tentava ser simpático pra não me deixar chateada.

— Bom, podemos ir? Meus pais e Pedro já estão nos esperando — eu disse voltando a grudar minhas mãos ao de Giorgian.

Nós três saímos do hotel, até então em silêncio, mas não demorou muito para que Giorgian e Gastón tivessem algum assunto em comum e começassem a conversar. Dentro do carro do uruguaio o clima era bem confortável, e enquanto os dois falavam sobre futebol, eu cantarolava algumas músicas que tocavam.

Assim que chegamos no lugar combinado com os meus pais, estes e Pedro já nos esperavam. Esperei Giorgian estacionar e desci, vendo Pedro correr até mim.

Feliz cumple, Lina — ele me abraçou forte — Eu amo você.

— Obrigada, meu amor. Eu também amo você, muitíssimo — eu sorri, beijando seus fios loiros.

— Foi ideia minha trazer o Gastón — ele disse me olhando.

— Gênio — Giorgian murmurou ironicamente, me arrancando um riso.

— Só fala isso por que provavelmente está com ciuminho — Pedro disse e mostrou a língua pro jogador, que fez uma careta.

— Não estou — Arrascaeta disse.

— Está sim! — Pedro insistiu — Mas a Melina só gosta de você.

— Ok, vocês querem parar? — eu murmurei prendendo um riso.

Deixei as duas crianças discutindo enquanto Gastón conversava com o meu pai e eu falava com a minha mãe, que mais uma vez me falava palavras bonitas.

— Parece que você não vai pra casa com a gente hoje, né? — mamãe sorriu pra mim.

Eu estreitei os olhos pra mais velha, um pouco confusa com as suas palavras.

— Giorgian pediu se podia te levar a um lugar depois daqui — ela completou.

— Ele pediu? — eu ergui as sobrancelhas, vendo ela assentir.

— Pediu pro seu pai. Eu achei bonitinho da parte dele — mamãe riu — Disse que quer te levar pra Niterói.

— Meu Deus. Ele é maluco? — eu ri pelo nariz, sorrindo um pouco — É loucura eu estar tão apaixonada em pouco tempo, mãe?

— É loucura você não viver isso intensamente, meu bem — ela beijou a minha bochecha — Vamos jantar.

Nós fomos então para o restaurante, e o clima havia sido bem mais agradável do que eu esperava. Especialmente entre meu pai e Giorgian, e isso me deixava bem feliz.


••••


— Pra onde você tá me levando? — eu perguntei.

Giorgian apenas sorriu e continuou dirigindo em silêncio.

— Eu não conheço muita coisa aqui no Rio ainda — ele disse — Mas o Everton me ajudou com esse lugar, e espero que você goste.

— Já estamos chegando? — perguntei.

— Mais cinco minutos — ele respondeu e pegou em minha mão.

Sorri com os nossos dedos laçados e descansei o meu rosto contra o vidro da janela do carro.

Depois de alguns minutos, nós entramos em um grande portão de madeira, onde Giorgian estacionou o carro e nós descemos. Senti o uruguaio tornar a pegar em minha mão e me puxar em direção a casa de madeira com algumas paredes de vidro. Era como uma cabana rústica e moderna, e boa parte dela tinha vista para o mar das praias de Niterói.

— Foi aqui que esteve o dia todo? — eu perguntei.

— Uhum — ele murmurou me abraçando por trás — Fiquei aqui limpando e organizando umas coisas. Mas a principal delas vai ser aqui.

Franzi o cenho, me virando pra ele. Estávamos na varanda da casa, e a pouco iluminação ajudava a deixar a vista pro mar ainda mais bonita. Fitei os seus olhos castanhos, vendo-o com um sorriso bonito nos lábios e sentindo-o juntar os nossos dedos.

— Não é segredo pra ninguém que eu me apaixonei por ti nos mesmo momento em que coloquei os meus olhos em você naquela recepção do hotel, Melina. Eu demorei um pouco pra perceber, mas queria te ter do meu lado o tempo todo, e isso não mudou. Eu sei que a gente se conhece a pouco tempo, e que a pouco tempo também estamos tendo algo. Mas eu também sei que a nossa conexão é forte e que o que a gente sente é de verdade, Mel. Eu sou apaixonado pelo teu sorriso, pelo teu jeito tímido, e não consigo mais viver sem os teus beijos. Eu não quero saber como é entrar no Maracanã sem saber que você estará lá me vendo e torcendo. E eu não quero saber como seria a minha rotina aqui no Rio sem você comigo — ele tomou um pouco de ar — Eu sou completamente apaixonado por ti, Melina. E eu queria muito que você fosse a minha namorada. Você quer namorar comigo?

Não pude evitar sorrir largo com a sua pergunta e me lançar nos seus braços, circulando minhas pernas em sua cintura e selando os nossos lábios várias vezes.

— É claro que sim! — respondi rodeando meus braços em sua nuca — Eu quero muito ser sua namorada, por que também sou absolutamente apaixonada por você, Giorgian de Arrascaeta.

Desci dos seus braços para que ele tornasse a selar os nossos lábios em um beijo mais profundo, e que agora eu sabia que continha mais amor do que nunca. Nós dois nos separamos para recuperar fôlego e ele tirou a caixinha do seu bolso, com duas alianças finas e douradas que me fez sorrir.

— Feliz aniversário, meu amor — ele falou, então colocou a aliança no meu dedo.

— Obrigada, cariño — eu respondi, colocando a sua em seu dedo.

Os nossos lábios voltaram a se chocar logo, e não demorou para o mesmo rumo de mais cedo começar a seguir naquele momento.

Tornei a subir em seu colo, com as minhas pernas em sua cintura e sentindo-o andar por aquela casa. Não me procurei em olhar o caminho, concentrada demais em seus lábios marcando o meu pescoço e me causando sensações surreais que me faziam suspirar contra o seu ouvindo.

Ouvi quando ele abriu alguma porta e segundos depois as minhas costas tocarem algo macio, me fazendo ter certeza que já estávamos em algum quarto daquela casa. Levei as minhas mãos até a barra da camisa preta do jogador, puxando-a para cima e me separando dos seus lábios apenas para tirá-la. Giorgian fez o mesmo com o meu cropped branco, atirando-o para longe e se concentrando em descer os seus beijos dos meus lábios, até o pescoço e ombros.

E somente com a sensação que os seus lábios me traziam, eu já sabia que aquela noite iria me causar muitas novas sensações. 


Notas Finais


espero que tenham gostadooooo. muito obrigada pelos últimos comentários e favoritos viu. love vocêssssss, mesmo!!


comentem, ok? é importante :)


até logo!! Xx


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