História A Última Alice - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Alice: Madness Returns
Personagens Cheshire Cat, Personagens Originais
Tags Ação, Alice, Aventura, Madness, Maravilhas, Pais, Returns, Ultima, Violencia
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Palavras 3.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Isso foi extremamente longo. Espero que gostem!

Capítulo 3 - A Segunda Alice


Fanfic / Fanfiction A Última Alice - Capítulo 3 - A Segunda Alice

Eu encostei levemente no símbolo, me preparando para o flashback. 

Uma menina foi empalada pelo bule. 

Eu pisquei repetidamente, e abri o caderno.  

“O que você viu?” George sentou ao meu lado. 

“Uma menina. O bule matou ela.” Eu murmurei, concentrada em achar a garota. 

“Hm.” George se aproximou de mim e começou a procurar o nome por cima do meu ombro. 

“Aqui.” Ele apontou para uma linha do caderno. 

Megan Badcock – Bolho de Chá – Empalada. 

Eu risquei o nome com a minha pena, e o símbolo da pena parou de brilhar. 

Nós dois nos levantamos e olhamos para trás: Lá estava ela. 

Megan tinha cabelo encaracolado e longo, castanho-claro, mesma cor que os olhos dela. Ela estava vestindo o mesmo tipo de vestido que eu, a única diferença é que ela usava uma cartola baixa junto. 

“Oi.” Ela disse. 

“Oi. Isso daqui é seu.” Eu disse, dando a pena para ela. 

“Ah, valeu!” Ela pegou e enfiou a pena no chapéu. Depois, olhou para George. “Quer uma ajuda aí, cara?” 

“Claro.” Ele respondeu, e deu o moedor para ela. 

“Qual é o nome de vocês?” Ela perguntou, olhando para nós dois. 

“Meu nome é Gaia Carroll e ele é George Liddell. Você é Megan Badcock.” Eu disse. Ela afirmou com a cabeça e sorriu. 

“Vamos?” 

Nós continuamos o caminho, eu andando a frente, George atrás de mim à direita e Megan à esquerda.  

Logo, nós chegamos numa sala, onde no meio existia uma coisa em formato de coelho. Eu cheguei perto da coisa, e Cheshire apareceu. 

“É uma Bomba Relógio. Ela pode explodir paredes finas, ou distrair inimigos estúpidos. Use-a bem, Alice.” Ele disse, antes de desaparecer. 

Eu olhei pra ela. “Okay, quem que vai carregar isso daqui?” 

No fim, nós descobrimos que ela era retrátil e virava uma cartolinha. Ela também era mágica e sempre aparecia de novo nas minhas mãos quando eu a explodia. Como ela iria acabar nas minhas mãos toda a hora, eu decidi que eu mesma iria carregá-la. 

George e Megan se deram bem instantaneamente, os dois fazendo piadas ruins o caminho inteiro, enquanto eu contemplava se eu realmente devia ter revivido os dois. Deve ser traço de família, Catherine também não tinha paciência com piadas ruins. 

Depois de um tempo pulando de um lado para o outro, nós chegamos aonde parecia ser o lixão do Domínio do Chapeleiro, e, coincidentemente, ele estava lá. 

"Oh, wow. O que aconteceu com você?" Eu perguntei, me aproximando. 

"Aí está você, Alice! Você precisa me ajudar!" Ele gritou. 

"É, eu percebi. Onde estão seus braços e pernas?" O Chapeleiro resmungou algo que eu não entendi, e depois disse: 

"Lá em cima, nas indústrias. O Arganaz e a Lebre tiraram eles de mim! Você tem que me ajudar, Alice. Eles querem me matar!" 

"Okay, okay, acalme-se. Vamos começar pelas pernas." Eu respondi, colocando as mãos na cintura. 

"Pegue o elevador, lá em cima terá dois caminhos! Minhas pernas estão no da esquerda, meus braços na direita!" Ele disse. 

"Okay. Vamos lá." Nós entramos no elevador e subimos. No centro do relógio onde estávamos jazia um guarda-chuva azul. Eu o aproximei, e quando encostei nele, eu ouvi um barulho atrás de mim. 

"Ai caralho..." Megan parecia assustada. 

Nós nos viramos, bem a tempo de ver uma monstruosidade sair do chão. Aquilo tinha o corpo todo feito daquela gosma preta das bruaquinhas, incluindo um braço e três pernas, mais dois braços de boneca e três cabeças. 

"Que porra é essa?!" A bruaca tirou uma bola de fogo e jogou contra mim. George pulou na minha frente, rapidamente pegando o guarda-chuva das minhas mãos e me defendendo da bola de fogo, abrindo o guarda-chuva, como um escudo. 

A bola de fogo ricocheteou no guarda-chuva e bateu de volta na bruaca, quebrando os braços de porcelana. Ela gritou, furiosa, e Megan me deu o moedor de pimenta.  

A bruaca socou o chão, e George me puxou segundos antes de uma onda de força me atingir. 

"Merda, essa coisa é muito rápida!" Eu exclamei, mirando em uma das cabeças e atirando. Eu consegui quebrar uma, o que só a deixou mais furiosa ainda. George abriu o guarda-chuva de novo, nos protegendo de uma chuva de balas.  

"Mano, esse guarda-chuva é feito de aço?!" Megan exclamou, se posicionando atrás de George, que continuava numa pose defensiva. 

Eu atirei em outra cabeça da bruaca, e quebrei-a facilmente, e enquanto o moedor esfriava eu desviava de todos os ataques. Finalmente, eu consegui matá-la, quebrando a última cabeça. 

De repente, Cheshire apareceu, com o seu sorriso habitual. "Caso alguém esteja interessado, aquilo se chama Ruína Ameaçadora." E desapareceu. 

"Tem algum nome para isso?" George me perguntou, fechando o guarda-chuva. 

"Bruaca." Eu respondi, ofegante. 

"Bruaca? Não era aquelas ruínas pequenas?" Ele respondeu, entretido. 

"Não. Essas daí são as bruaquinhas. Essa daqui é a bruaca." Eu respondi, com um sorriso. George riu, e Megan me olhou de um jeito estranho. 

"Nem pergunta." Eu disse para ela. Ela deu de ombros, e nós nos viramos para a esquerda, como o Chapeleiro tinha dito. 

Na distância, dava para ver uma indústria, com uma grande placa escrito "Arrancando e Esmagando".  

"Isso soa promissor." George comentou, se apoiando no guarda-chuva como se fosse uma bengala. Eu levei as mãos ao rosto e abafei um grito de frustração. 

"Está tudo bem. A gente consegue." 

 

Quando nós chegamos na indústria, eu pude ouvir um barulho distante. Eu me concentrei um pouco, pedindo silêncio com a mão. Depois, eu cheguei numa conclusão não muito agradável. 

"Por favor, me diz que a parte do 'Esmagando' não envolve alguma coisa gigante batendo no chão e ameaçando esmagar qualquer coisa que tente passar por ela." Eu resmunguei. 

"Conhecendo a nossa situação, vai ser bem isso." Megan disse, colocando a mão na testa. 

Acreditem em mim, era bem isso o que estava acontecendo. Demorou bastante para finalmente chegarmos na sala de máquinas, e lá no meio, numa plataforma, eu vi a Lebre. Ela não estava numa situação muito boa, com partes do seu corpo mecanizadas. Ele me ameaçou de morte, mas eu não prestei atenção, já que estava olhando ao redor, pensando numa estratégia. Se eu conseguisse que esses punhos de pedra que constantemente batiam no chão, eu conseguiria alcançar a Lebre facilmente. Eu localizei uma alavanca, e decidi acioná-la para ver se ela faria os punhos pararem. Eu tive que desviar de algumas coisas, mas eu cheguei lá em pouco tempo. Quando eu puxei a alavanca, alguns dos punhos pararam, mas nem todos. As pernas do Chapeleiro, que estavam correndo em uma espécie de rodinha de hamster, começaram a correr mais rápido ainda. Outro caminho foi aberto, e eu o segui. 

Eu achei outra alavanca, em uma plataforma cheia de bruaquinhas, uma bruaca, um Bolho de Chá e um monte daquelas moscas de parafuso. Eu rapidamente destruí os ninhos das moscas, e matei as bruaquinhas facilmente. O Bolho de Chá não foi tão difícil de matar e depois de um tempo, eu consegui matar a bruaca, com a ajuda de George e Megan. Eu puxei a alavanca, e um elevador desceu. Nós entramos nele correndo, e passamos por um túnel estreito, cheio de punhos de pedra. 

"Por que que tem tantos?" George grunhiu, encarando os punhos de pedra com ódio, enquanto nós corríamos. 

"Se você não sabe, imagina eu." Eu respondi após desviar de um dos punhos. 

Nós chegamos na última alavanca, e quando eu a acionei, todos pararam, inclusive as pernas do Chapeleiro, e a Lebre fugiu. Eu cheguei na plataforma de controle e puxei a alavanca, que abriu o duto de lixo. As pernas do Chapeleiro pularam dentro, e eu olhei pra George. 

"É para eu pular lá também?" Ele deu de ombros, então eu pulei. 

 

Eu caí no lugar onde o chapeleiro estava, agora pendurado por um gancho na engrenagem que saltava de suas costas.  

"Não espere nenhum agradecimento até eu estar completamente consertado!" E ele continuou falando sobre coisas aleatórias, que eu não prestei muita atenção.  

"Eu tenho que pegar os braços dele agora, certo?" Eu disse, suspirando. Eu não tinha percebido o quão cansada eu estava. 

George colocou a mão no meu ombro, sorrindo levemente. 

"Só mais um pouco, aí a gente descansa, okay?" 

Eu concordei com a cabeça, e nós subimos o elevador de novo, indo para a direita agora. 

A indústria à direita tinha uma placa enorme escrito "Cheirando e Regurgitando", e eu fiz uma cara de nojo. 

"Isso não parece ser bom." Eu disse, e Megan concordou. 

 

Estava extremamente quente na indústria, e havia lava para todo lado. Eu odiei cada segundo dentro daquele lugar, já que eu odiava calor. As plataformas subiam e desciam, dificultando a minha passagem entre as cachoeiras de lava, sem contar os inimigos no meio de tudo. Eu estava literalmente no inferno, e a minha paciência estava acabando. 

Eu cheguei em uma alavanca, e quando a puxei, o caminho se abriu, e mais alguns inimigos chegaram. Meu objetivo era a alavanca que iria esfriar a lava, e depois de um bom tempo pulando em plataformas e matando Bolhos de Chá, eu consegui.  

"Isso não é bem uma alavanca..." Megan disse, olhando para a roda do mecanismo. 

"Desde que funcione, eu não ligo." Eu disse, girando a roda com força. 

A lava esfriou, e de repente vários inimigos começaram a aparecer, e eu matei todos eles, cada vez com menos paciência. 

Nós chegamos num túnel vertical, e eu tive que ir pulando naqueles ventiladores até chegar no topo, onde havia mais uma "alavanca" que abria o caminho que nos levava diretamente para mais Chapéus Loucos. Finalmente, nós chegamos na sala das máquinas, onde o Arganaz se encontrava numa plataforma parecida com a qual a Lebre estava. 

Enquanto ele fazia seu pequeno discurso maléfico, George me cutucou na costela. Eu me virei e vi ele apontando para algo. Quando eu olhei para a direção, eu vi os braços do Chapeleiro pendurados em um caldeirão fervente. Eu resmunguei um palavrão, minha paciência no mínimo; eu não aguentava mais ouvir aquela voz fina e irritante do Arganaz. 

Eu pulava cuidadosamente de plataforma em plataforma, desviando dos tiros de chá vindos de Bolhos de Chá que eu ainda não conseguia alcançar, e quando eu finalmente girei a válvula, parte da lava secou, e mais inimigos saíram do nada. Eu respirei fundo, George me dando tapinhas nas costas e Megan me olhando como se eu fosse explodir. O que eu provavelmente faria.  

Eu tive que matar todos os inimigos, tomando cuidado com a cachoeira de lava que por algum motivo não esfriou, e eu achei a última válvula. Quando a girei, toda a lava finalmente secou, e o Arganaz fugiu, para o meu descontentamento. Eu puxei a alavanca na plataforma de controle e consegui os braços do chapeleiro, e eu pulei dentro do túnel de lixo novamente. 

 

O Chapeleiro foi reconstruído pelas máquinas, e quando ele caiu no chão e ficou em pé, eu percebi o quão alto ele era.  

"Então, Chapeleiro. Agora que eu te ajudei, você me ajuda." 

Ele me pegou pela cintura e me jogou nas costas dele, pegando George e Megan nas duas mãos e pulando para cima, nos levando ao nosso destino. 

 

O nosso grupo acabou parando na entrada. Enquanto o Chapeleiro tentava abrir as portas, eu as abria de verdade. Ele não era um sujeito muito útil.  

De repente, nós ouvimos uma buzina extremamente alta, e eu cobri minhas orelhas.  

"Que porra foi essa?!" Eu perguntei. 

"Esse é o Trem. É a fonte de caos do País das Maravilhas. Você tem que pará-lo, Alice. Vamos, eu sei o caminho para a estação de trem." O Chapeleiro respondeu, e saiu correndo, e nós corremos atrás. Quando nós chegamos, eu finalmente vi o tal Trem. Era enorme e fazia um barulho muito alto. Do nada, o Arganaz e a Lebre chegaram dentro de um robô gigante, e o Chapeleiro foi capturado por um gancho. 

Eu me preparei mentalmente para ter que lutar contra o robô enorme, mas não foi necessário. O Chapeleiro, de alguma forma, conseguiu lançar um bule de chá gigante no robô, quebrando-o. A Lebre e o Arganaz foram lançados para fora, mortos.  

O Chapeleiro correu até eles, lamentando-se, quando o Domínio do Chapeleiro começou a desmoronar. George se posicionou na minha frente, e várias peças de metal caíram, matando o Chapeleiro. O lugar começou a alagar, e eu desmaiei. 

 

Quando eu acordei, eu estava em um porto, em Londres novamente. Eu vi um gato branco, e comecei a segui-lo, sem certeza da onde eu estava.  

No fim, o gato branco me levou até um bar chamado "A Sereia Estropiada". 

'Bonito nome', pensei, enquanto dava a volta para entrar pela porta dos fundos. De repente, eu ouvi uma briga. 

Jack Splatter, um criminoso da área, estava brigando com... Mary! Minha antiga babá. Eu sabia que ela tinha um bar, mas não sabia qual. Jack saiu, frustrado, e quando Mary me viu, ela me chamou para cima. 

Eu subi e quando entrei no quarto, eu vi Jack espancando Mary. 

Meu sangue ferveu, e eu berrei. 

"Que merda é essa, seu bosta?! Larga ela!" 

Ele virou para mim, me deu um sorriso malicioso, e tacou o lampião no chão, começando um incêndio, e rapidamente me socando na cabeça, me deixando inconsciente de novo. 

 

"Gaia!" 

Eu abri meus olhos, me sentando rapidamente. Eu estava no País das Maravilhas de novo, e George foi quem me acordou. 

Ele pareceu extremamente aliviado quando eu sentei. 

"Aonde...?" Eu comecei. 

"A gente não sabe." Megan respondeu. 

Eu olhei para baixo, e vi que eu estava com o meu vestido azul e avental branco de novo. Eu levantei. 

"Não temos tempo a perder. Vamos." Eu disse, seguindo o caminho.  

Enquanto andávamos, eu ouvi um grito. Não era humano, era definitivamente de um animal. Eu olhei ao meu redor e vi um peixe abissal com pernas pulando na água, e eu gelei. 

"Que porra é essa?" Eu perguntei, com a voz tremendo. 

"Um peixe... Pera, você está bem?" George perguntou, segurando meu braço. Eu sacudi a cabeça. 

"Eu odeio o mar. Eu odeio peixes. Principalmente abissais." Eu murmurei, e ele olhou para o lugar onde o peixe pulou. 

"Não se preocupe. Eu te protejo." 

Eu senti minhas bochechas ficarem quentes, e eu olhei para o outro lado para evitar que ele visse. 

"T-tanto faz." Eu resmunguei, e Megan riu. Eu olhei para ela e ela moveu os lábios: 'Eu shippo' e sorriu. Eu fiquei mais vermelha ainda e lancei a ela um dedo do meio discreto. Ela riu, e nós três continuamos andando. 

Nós chegamos em um escorregador de gelo, e no fim tinha uma sala com um cavalo de madeira. Eu peguei-o, e nele estava entalhado seu nome. 

"Cavalinho-de-Pau" 

'Bem, isso é óbvio' eu pensei, com o cavalo nas mãos. Quando eu me virei, eu soltei um berro. 

Apareceram vários daqueles peixes abissais, e eu gelei de novo. 

"Gaia, me passa o cavalo." Eu soltei o cavalo, e George o pegou. 

Ele se posicionou na minha frente, segurando firmemente o cavalo, enquanto eu sentava no chão, fraca demais para me mexer. 

Um dos peixes se lançou contra ele, mas ele o atingiu com o cavalo, lançando-o contra a parede. Ele segurava o cavalo como um taco de beisebol, pronto para atingir o próximo.  

Eu me levantei, lentamente, e tirei minha faca da bainha. Eu estava completamente horrorizada, mas eu tinha que lutar. Eu não podia deixar o George fazer todo o trabalho sozinho.  

Eu fiquei do lado dele, segurando a faca fortemente. Um dos peixes me atacou, e eu o cortei, fazendo ele chiar e pular para trás. George acabou com ele, dando uma última batida. Ele olhou para mim, sorrindo. 

"Você fez bem. Já é um progresso." Ele caminhou até mim e me deu o cavalo. Megan colocou a mão no meu braço. 

"Você está muito pálida. É melhor a gente descansar." Eu concordei com a cabeça, e nós encostamos na parede para descansar. 

 

"E aí, vocês já tiveram algum bicho de estimação?" Megan perguntou. 

"Eu tinha uma gata chamada Diná. E você?" George respondeu e virou para mim. 

"Eu tinha uma gata também, chamada Nyx, e outra gata chamada Mei." Eu relembrei. "Todos pensam que a minha casa pegou fogo porque alguma gata derrubou um lampião na biblioteca, mas isso não é verdade. Mas ninguém acredita em mim, já que eu só tinha oito ou nove anos." Eu comentei. George concordou com a cabeça, pensativo. 

"Está se sentindo melhor?" Megan perguntou. Eu concordei e me levantei. 

"Vamos." Os dois se levantaram, e a gente continuou o caminho. 

Em pouco tempo, o cavalo virou minha arma favorita. Ele era extremamente forte, e eu sempre quis ter um taco de beisebol. Com o passar do tempo, ficou mais fácil de matar os peixes, que depois eu descobri que se chamam Snark do Gelo. Eu ainda ficava estressada, mas as minhas estocadas eram mais firmes, o que facilitava o processo. Uma hora, nós chegamos em uma sala que tinha um peixe abissal enorme congelado, e George teve que me conduzir até o fim da sala. 

De repente, nós chegamos em uma sala onde havia uma grande concha com uma entrada. 

"Você tem que entrar naquilo. A gente espera aqui fora, okay?" George disse, e eu concordei e entrei na concha. 

 

Eu me vi em um lugar estranho, e  Cheshire estava na minha frente. 

"Aqui está uma pequena charada para uma pequena Alice. Qual é a semelhança entre a Rainha de Copas e um tornado?" 

Eu ponderei a pergunta, e cheguei em uma resposta. 

"Em todos os aspectos, mas o tornado não escolheu ser." 

Cheshire abriu um largo sorriso. "Excelente." 

 

Eu saí da concha, me sentindo revigorada, e quando nós saímos da sala, nós vimos um barco em uma garrafa gigante. 

"É para lá que a gente tem que ir." George disse. 

"Então vamos! Quanto mais cedo a gente sair daqui melhor!" Eu disse e escorreguei para outra plataforma, os dois me seguindo. No meio do caminho, um bicho que parecia ser o esqueleto de um tubarão pulou do nada, e eu quase tive um ataque cardíaco. 

Nós entramos na garrafa gigante por uma pequena rachadura no vidro, e bem quando os três entraram, um tubarão se lançou e tentou quebrar o vidro, sem sucesso. Eu me virei imediatamente na direção do tubarão, e George colocou o braço entre mim e o vidro. Eu me aproximei mais dele, me cagando de medo. De repente, uma voz soou atrás de nós. 

"Vamos, Alice, entre antes que o vidro quebre!" Eu me virei e vi a Tartaruga Fingida, acenando para eu subir a bordo rapidamente. Nós três subimos e o vidro quebrou, e a Tartaruga guiou o barco até o fundo do mar. 

 

Nós fomos desviando de tubarões e atirando canhões neles, até o barco bater em uma pedra e nós caímos. 

Eu me levantei, e percebi que o meu vestido tinha mudado. Agora, ele era azul e rosa, com uma estampa de escamas. Ele era bem bonito, uma pena que o decote era baixo demais para o meu gosto. Eu me virei, e vi George e Megan. Megan estava abafando a risada com a mão, enquanto George enrubescia furiosamente.  

"Hey." Eu disse. 

Os dois se viraram, surpresos. 

"Oh. Oi." Megan disse, com um sorriso. 

"O-oi." George disse. 

"Vamos?" Eu perguntei. 

Os dois concordaram, e nós seguimos andando.  

"Então, a Tartaruga Fingida deu para a gente um ticket para o show." Megan me mostrou o ticket, que sinceramente, era enorme. 

"Então a gente vai até lá?" Megan concordou, e nós continuamos o nosso caminho, até chegarmos em uma cidadezinha, cheia de peixes que se vestiam como pessoas. Nós pulamos em uma plataforma e do nada saiu um bicho nojento e começou a nos atacar. 

Era todo mole e se movimentava como uma água-viva. Ele tinha quatro braços de boneca e uma cabeça que ele sugava para dentro do corpo quando se movimentava. 

"Ah, que ótimo, uma bruaca marinha!" Eu exclamei sem pensar, já pegando o moedor de pimenta. George riu alto. 

"Toda Ruína que aparecer vai se chamar bruaca?" 

"Sim!" Eu respondi, com um tom desesperado. Eu atirei na cabeça do bicho e ele caiu e ficou se debatendo no chão. Eu rapidamente cortei-o e ele morreu.  

"Cadê o Cheshire para falar o nome desse treco?" Megan comentou. 

"A gente está embaixo d'água, Megan. Nenhum gato vai aparecer aqui." Eu respondi. "Se te serve de consolo, a gente pode chamá-los de Ruína Flutuante." Megan aceitou, e a gente continuou andando. 

De repente, um Snark do Gelo saltou do chão e me atacou, e eu teria morrido se George não tivesse me empurrado para o lado. Eu me levantei rapidamente e esmaguei aquele peixe infeliz com o meu cavalo de madeira, e ele morreu. 

"Gaia, outra Alice." George gentilmente me virou para a esquerda e apontou para um gato de pelúcia. 

Era um gato branco, com o símbolo "⚳" costurado na barriga, o símbolo brilhando. Ele era menor que o coelho do George, e estava jogado no canto da plataforma. Eu peguei o meu caderno e me sentei do lado do gato. 


Notas Finais


3500 palavras. Eu me superei.
Como eu vou para Buenos Aires daqui a pouco e minha mãe não me deixou levar o notebook, vai demorar para sair o próximo capítulo, mas vamos lá né tem 3 mil e quinhentas palavras nisso eu mereço umas férias ;u;


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