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História A Última Aventura - Capítulo 45


Escrita por: C4bs

Notas do Autor


E aí pessoal, tudo de boa com vcs? xD

É isso aí, capítulo semanal entregue, tamo junto e vlw flw kkkkkk

Galera, nem tenho muito o que dizer, só agradecer mesmo. A fic deu uma boa alavancada depois dos cem favoritos, já tamo com mais de 120, tava pensando aqui que eu acho que o especial só vai sair quando essa bagaça tiver com quase duzentos favoritos! (✷‿✷)

Mas já digo, eu só não fiz ele até agr pq ele vai ter spoilers principalmente em relação a esse "tripulante misterioso" (pela fé, todo mundo já sabe né?), então fiquem ligados nós próximos caps!

Enfim, aproveitem o capítulo! :D

Capítulo 45 - Fim e Começo


Os Chapéus de Palha estavam de saída da Ilha dos Homens-Peixes e uma grande multidão havia se reunido para ver a sua partida.

— Mas vocês já vão embora, Luffy-Sama? — Perguntava triste a princesa sereia.

— Não fica triste, Fracahoshi! — Disse Luffy com seu sorriso habitual. — Sabe que não podemos ficar por muito tempo! O Tral já foi embora mais cedo, não podemos ficar para trás!

— Realmente, se a Marinha descobrir que estão aqui, não quero nem imaginar — completou Fukaboshi.

— Certo… — a princesa não chorava, mas estava claramente inconformada. — Bom, pelo menos eu posso dizer para os Reis dos Mares garantirem a sua segurança…

— Shishishishishi… Obrigado, Fracahoshi! — Luffy se virou para o convés, onde viu seus companheiros fazerem os últimos preparativos, mas notando a ausência de alguns integrantes. — Ué, onde estão os outros?

— Bom, Robin e Jinbei estão fora desde mais cedo — disse Katakuri. — E Darya e Tama acabaram de sair…

— Tama-chan está ali… — disse Brook,  apontando para uma das margens do cais.

Tama estava conversando com Wanikashi e o clima parecia ser de despedida.

— Você não pode vir, Wanikashi! — Dizia Tama com a voz um pouco chorosa. — Já está muito longe de sua casa! Você tem que voltar agora!

O gigantesco peixe murmurou algo incompreensível para a linguagem humana entender, por sorte existia alguém ali que conseguia entender aqueles grunhidos muito bem.

— Ele disse: "Mas eu quero continuar te seguindo, Tama-Sama" — falou Shirahoshi.

— F-Fracahoshi-sama?! V-Você consegue entender?!

— Ah é, esqueci de te avisar, Tama — disse Luffy. — A Fracahoshi fala com os Reis dos Mares.

— Q-Que incrível… — a kunoichi estava boquiaberta, deixando a princesa um pouco corada.

— Eu nasci com isso… — disse envergonhada. — Às vezes é um pouco útil…

— "Um pouco"? — Disse Marin, com uma gota na cabeça.

— A princesa não é muito belicosa — explicou Usopp. — Para uma pessoa com esse poder, é uma característica boa, não quero nem imaginar se fosse o contrário…

— Bom, contanto que os outros não demorem, está bom pra mim — disse Luffy.

Porém, quando ele se virou para todos, seus companheiros notaram uma nova marca em seu rosto.

— Er… Luffy… — falou Zoro, chamando a atenção do seu capitão.

— O que? — Perguntou confuso.

— Ainda tá a marca… Do tapa...

Luffy foi pego de surpresa, imediatamente fazendo sombra no rosto com o seu chapéu e se retirando rapidamente dali.

— V-Valeu...


——— Algumas horas atrás… ——— 


Nami acordou com uma dor de cabeça enorme, proveniente da bebedeira da noite anterior.

Ela definitivamente não deveria ter feito aquela competição com a Aiki e o Yoshi, os dois não caiam nunca!

Não se lembrava de nada, e essa sensação era horrível, por isso sempre acordava ranzinza toda vez que passava por essa situação.

— Que saco… — disse ainda de olhos fechados, tentando se levantar da cama mas sentindo um peso a impedir de realizar essa ação. — Mas o que…

Abrindo os olhos, percebeu que não estava no quarto das garotas, mas o lugar era bem familiar, pois constantemente o limpava no ligar do seu capitão.

Virando lentamente a cabeça, vislumbrou a expressão serena do capitão que dormia ao seu lado, na mesma cama.

— Luffy? — Disse um pouco antes da ficha cair, com seu rosto se tornando extremamente rubro e o semblante de desespero. — L-Lu-Luffy?!

Ele acordou calmamente, sentando-se e esfregando os olhos como se aquela fosse uma situação normal.

— Bom dia, Nami — disse sonolento. — Dormiu bem?

— E-E-Esse não é o ponto! — Por um breve momento, os efeitos da ressaca foram esquecidos. — O-O que eu estou fazendo na sua cabine?!

Ele bocejou e se espreguiçou.

— Ah, eu cuidei de você ontem…

Apesar de falar de forma inocente e sincera, Nami teve a pior e mais errada dedução para o termo "cuidar de você".

— I-I-Idiota! — Disse dando um tapa bem dado no rosto dele, fazendo o mesmo ficar sem reação e saindo rapidamente no quarto.

Abrindo a porta da cabine em um estrondo, percebeu o erro que havia cometido quando viu a maioria dos tripulantes pararem as suas atividades e olharem para a navegadora com sorrisos tendenciosos.

— Então, hoje teve hein? — Disse Yamato.

— Pera aí, estamos falando do Luffy — disse Usopp.

— Fu Fu Fu… Mas o que é isso que estamos vendo então? — falou Robin.

— Contra fatos, não se tem argumentos — disse Marin.

Nami não pôde falar por alguns segundos, tentando buscar uma saída daquela situação.

— P-Parem de falar! — Falou de forma decisiva. — Não aconteceu nada! Agora voltem aos seus serviços!

Os chapéus de palha só suspiraram e voltaram aos seus serviços, vendo Nami correr rapidamente para algum lugar mais reservado.

Logo depois, Luffy saiu calmo e confuso de sua cabine, esfregando a parte do rosto que havia sido agredida pela ruiva.

Quando seu olhar se cruzou com o de Zoro, que estava escorado no parapeito do navio, ele gesticulou: "O que eu fiz?"

Zoro suspirou, decepcionado.

— Que capitão idiota…


——— Tempos Atuais, Floresta do Mar ——— 


Em todas as vezes que passava pela Ilha dos Homens-Peixes, Robin nunca deixou de visitar a Floresta do Mar, muito por causa dos dois gigantescos poneglyphs que ali se encontravam.

Para ela, foi como ver o passado, pois há mais de dez anos, logo depois que Luffy se consolidou como o Rei dos Piratas, eles trouxeram de volta o magnífico Road Poneglyph para o seu local de origem.

O esforço havia sido relativamente grande, mas tudo havia valido a pena. E mesmo com o seu sonho realizado, Robin sempre gostava de ler o idioma antigo.

No entanto, ela percebeu que não era a única ali presente.

— Por que está escondida, Darya? — Perguntou sem tirar os olhos das pedras.

— Estava só observando de longe… — disse saindo do seu esconderijo, esfregando a nuca.

Andou até ficar ao lado de sua mãe, observando em silêncio e por longos minutos as grandiosas e belíssimas rochas à sua frente.

Apesar de Darya já ter lido sobre elas em vários livros, os poneglyphs conseguiam ir além do que meras palavras poderiam caracterizar.

Robin percebeu os olhos brilhantes e curiosos da mais nova ao seu lado.

— São lindos, não é? — Disse de repente, quebrando o silêncio.

— Ah, sim… — respondeu Darya, finalmente tocando em sua superfície e passando a ponta dos seus dedos pelos sulcos cavados no kairoseki. — Você consegue lê-los, mãe?

Robin percebeu onde aquela conversa iria chegar, suspirando pesadamente.

— Sim.

— Então a senhora pode me…

— Isso está fora de cogitação — interrompeu secamente, cruzando os braços com uma expressão séria no rosto, e antes mesmo que Darya pudesse rebater, Robin continuou a falar. — O conhecimento é uma arma poderosa nesse mundo, Darya. Muitas pessoas fazem coisas terríveis para se ter um pouco dele, e isso... — disse apontando para as gravuras nas rochas. — É um conhecimento sombrio e perigoso para quem tem a capacidade de decifrá-los.

— M-Mas, eu posso me defender! — Respondeu a mais jovem de forma teimosa.

— Será mesmo que pode?

Robin sabia que estava sendo dura com a sua filha, mas tinha que ser direta com ela sobre aquele assunto. Não queria que Darya passasse por tudo o que ela passou no passado, não, ela desejava que ninguém passasse por aquilo. O conhecimento dos poneglyphs deveria ser passado para a próxima geração, mas na hora certa, Darya deveria aprender essa lição o mais rápido possível.

No entanto, nem mesmo a perspicácia de Robin pôde prever a resposta que a aprendiz deu.

— Não… — disse cabisbaixa. — Eu não consigo me defender agora…

Robin levantou uma de suas sobrancelhas, com um sorriso empolgado surgindo em seu rosto.

— O que disse? — Perguntou de forma inocente.

— Eu não posso me defender sozinha… — disse de forma sincera, levantando seu olhar para a mãe. — Pelo menos por agora.

Robin sorriu e afundou o chapéu da mais nova mais fundo em sua cabeça, fazendo ele cobrir os olhos da mesma.

— Ei! — Disse, ajeitando o chapéu em sua cabeça. — Eu estou falando sério!

— E eu não disse que duvido disso — Robin deu as costas para as rochas e começou a caminhar na direção da saída da floresta. 

Porém, Darya ainda estava lá, parada.

— Me prometa…

Robin se virou, surpreendida novamente por essa fala.

— Como?

— Me prometa que vai me ensinar a ler os poneglyphs quando eu conseguir cuidar de mim mesma!

Seu olhar firme e sua postura orgulhosa foram decisivos para a decisão final de Robin.

— Eu vou esperar por isso ansiosamente — falou, voltando a caminhar para fora do local, na direção onde o Sunny estava ancorado.

— E-Espera! Isso por acaso foi um "sim"?!

Darya não pôde ver, mas a sua mãe segurou um riso divertido.

— Vamos, filha, vamos voltar para o navio.

Apesar de não ter recebido uma resposta tão concreta, uma enorme chama de esperança acendeu no coração jovem da aprendiz.

— Certo, mãe!


——— Ao mesmo tempo, no Palácio Ryugu… ——— 


— Então foi por isso que todos estavam com os nervos à flor da pele… — disse Jinbei, suspirando.

— Agora consegue entender, Jinbei? — Falou o Rei Neptune, sentado em seu magnífico trono subaquático.

Naquele momento, somente eles dois estavam na sala do trono, proporcionando uma conversa menos formal e mais entre amigos. 

— Bom, quando um dos Almirantes visita a ilha dias antes de dois Soberanos lutarem entre si é mais do que necessário para se ficar nervoso.

— Foi uma situação bem tensa — o rei suava frio só de lembrar. — Jinbei, aquela Almirante não estava facilitando as coisas, sempre fazendo perguntas extremamente diretas sobre estarmos dando apoio a piratas…

Jinbei parou para refletir sobre o que acabara de ouvir. Já tinha ouvido boatos sobre a nova Almirante da Marinha, e todos eles eram unânimes ao falarem sobre a sua personalidade problemática e modus operandi diferenciado. E como ela havia visitado a Ilha dos Homens-Peixes não havia nem um mês, estava certo de que estava em Mary Geoise, bem acima de onde os Piratas do Chapéu de Palha estavam naquele momento.

— Bom, mas tudo passou bem, creio eu — disse Jinbei após seu breve silêncio.

— Graças aos deuses… — respondeu aliviado. — Apesar da Marinha ainda desconfiar muito de nós, é notável que as relações dos homens-peixes com as demais raças melhorou demais nessa última década.

Jinbei sorriu ao ouvir aquilo. Era verdade que o preconceito e certas discriminações não haviam deixado de existir, e provavelmente sempre existiriam. Mas só dos habitantes da ilha terem os mesmo direitos que todas as pessoas no mundo já era uma conquista honorável.

O sonho da Rainha Otohime e de Fisher Tiger finalmente estava começando a acontecer.

— Creio que devo me retirar agora, Vossa Majestade — falou o timoneiro, levantando-se. — Os meus companheiros não podem partir sem o seu timoneiro.

— Sim, isso é um fato — respondeu o rei brincando, mas antes do tritão sair do salão, falou com ele mais uma vez. — Diga ao Luffy para vir mais por aqui, Jinbei, todos nós sentimos saudades quando passamos tanto tempo longe uns dos outros.

O timoneiro parou na soleira da porta, com pensamentos tristes.

— Bom, quem sabe um dia — disse sorrindo, finalmente se retirando da presença do rei.

Mas ele sabia que esse dia nunca mais chegaria.


——— Algum Tempo Depois, no Thousand Sunny… ——— 


Nami estava na pior ressaca de sua vida.

Não só pelo efeito do álcool em seu corpo, mas sim pelo que havia passado mais cedo naquela manhã.

Não sabia quem era realmente o idiota naquela situação: Luffy por ter tido a ousadia de dormir com ela — ainda por cima bêbada — ou por ela mesma ter tido aquele comportamento totalmente insensato e infantil naquela situação.

Esse pensamento estava a consumindo completamente por dentro, com um aperto que fazia questão de apertar vagarosamente seu coração.

Só saiu dos seus devaneios depressivos quando ouviu a porta do quarto abrir.

— Nami, os outros estão esperando pelas suas ordens — a voz de Marin revelava que ela estava preocupada e impaciente, com a provável causa dessa última o comportamento da navegadora.

— Diga a eles para fazerem o mesmo de sempre — falou com uma voz arrastada, pegando qualquer travesseiro ao seu lado e cobrindo o seu rosto com ele, querendo esconder os seus olhos marejados e as trilhas das lágrimas em seu rosto.

No entanto, Marin já sabia sobre aquele tipo de situação, percebendo as atitudes de Nami. Porém, decidiu não intervir no momento.

— Certo, vou falar isso para os outros… — antes de fechar a porta, dirigiu um último olhar preocupado. — Mas, Nami, não pode prorrogar a conversa com o Luffy por mais tempo.

O tempo passou e os preparativos foram concluídos.

— As válvulas foram esvaziadas! — Avisou Franky, subindo de volta ao convés.

— É isso aí, pessoal! — Disse Luffy no meio do gramado. — Vamos submergir!

— S-Submergir?! — Perguntaram Tama e Darya, ao mesmo tempo. 

— Claro, como acham que vamos passar pela Red Line? — Perguntou Robin, de forma calma e como se fosse extremamente usual.

— Adeus, Fracahoshi! — Falou Luffy quando a bolha finalmente passou por ele, cobrindo todo o navio logo em seguida. — Foi muito bom rever vocês!

— Tchau, Luffy-Sama! — disse a princesa, submergindo junto com o navio e continuando a falar com os piratas. — Ah, e antes que vá embora, tem alguém que gostaria de te acompanhar…

Antes mesmo que o Rei dos Piratas pudesse questionar, uma figura monstruosa surgiu da escuridão. Mas ao contrário do que seria normal, os tripulantes sorriram ao vê-la.

Bom, quase todos.

— Um monstro! — disseram Kira e Kire, completamente apavorados.

— Surume! — Disse Luffy, feliz ao ver o enorme Kraken aparecer no mar.

— Ele fez questão de acompanhá-los na travessia — disse Shirahoshi, igualmente feliz.

— Valeu pela surpresa, Fracahoshi! 

— Fique bem, Luffy-Sama! — disse acenando para o navio, que agora era pouco a pouco engolido pela escuridão do oceano. — Estaremos esperando pela sua volta!

O sorriso de Luffy morreu por alguns segundos depois de escutar aquela frase, mas por sorte a escuridão do oceano já a impedia de poder enxergar a breve angústia no rosto do pirata.

Agora, o Thousand Sunny era o único ponto luminoso no vasto mar ao seu redor, sendo protegido por uma legião de Reis dos Mares.

— Bom… E agora? — Perguntou Tama, ainda abismada e fitando os monstros à sua volta.

— Essa é a melhor parte — Zoro se sentou na grama e escorou as costas no parapeito do navio. — Nós descansamos.

— Descansamos?

— Bom, tecnicamente a única coisa que devíamos nos preocupar seria os Reis dos Mares… — explicou Katakuri. — Porém, como podem ver, eles estão garantindo a nossa segurança.

— Fora isso, o revestimento foi muito bem feito — completou Franky. — Muitos navios simplesmente implodem por não terem essa parte bem feita, mas não precisamos nos preocupar com isso também.

— Falando nisso… — Darya estava pensativa. — Quantos navios passam por aqui?

Robin estava igualmente pensativa.

— Bom, depois que os homens-peixes se mudaram para a superfície… Agora demora um dia inteiro de viagem para cruzar a Red Line, tornando a travessia muito mais difícil. Acho que 90% dos navios não conseguem chegar ao Novo Mundo.

— 90%?! — Darya estava pasma.

— E ainda levando em consideração que a quantidade nem se compara a da Grande Era dos Piratas, esses números ficam ainda mais minúsculos.

Enquanto os tripulantes arrumavam algo para fazer, Luffy sabia exatamente o que fazer naquele momento.

Mas antes de ir para onde a sua navegadora estava, teve seu caminho interrompido pelo seu imediato.

— Não estrague tudo dessa vez, idiota — disse de forma séria.

— O que aconteceu mais cedo foi só um mal entendido — instintivamente, Luffy passou a mão no local do tapa. — Agora eu vou resolvê-lo.

Zoro suspirou e abriu o caminho.

— É bom mesmo que faça isso — disse se retirando.

Luffy subiu alguns lances de escada e se deparou com o quarto das garotas. Sabia que Nami havia deixado bem claro que, caso algum dos homens entrasse ali, o coro deles estaria substituindo a Jolly Roger do Sunny no dia seguinte. Mas Luffy tinha a noção de que aquela ameaça era dirigida especialmente a Sanji e Brook, fazendo-o ter mais confiança.

Abrindo a porta lentamente, a primeira coisa que viu foi a pessoa que o tinha feito ir até ali.

Nami estava deitada de costas, com um travesseiro cobrindo toda a parte superior de seu tronco. Estava de olhos fechados, e ainda por causa da dor de cabeça, não prestou atenção aos passos pesados do capitão entrando no quarto.

— Er… Nami? — Disse da maneira mais calma que ele conseguia, o que obviamente havia pego a alaranjada totalmente.de surpresa.

— L-Luffy?! — Disse se sentando abruptamente na cama, fazendo a dor de cabeça atacar com tudo. — Ai… Ai...

— Calma, Nami!

Depois de acalmar a mesma, fazendo-a se deitar lentamente, Luffy tomou a liberdade de sentar na cama, começando assim o interrogatório.

— O que veio fazer aqui, Luffy? — Perguntou Nami, esfregando os olhos.

— Eu vim… — ele enxugava o suor frio em suas mãos, na tentativa de esconder o seu nervosismo. — Me explicar… Sobre ontem.

Apesar de Nami querer saber a visão dele sobre o ocorrido, o seu lado cético era mais forte no momento.

— Oh, explicar como você se aproveitou de mim enquanto estava bêbada?

— N-Não! Não foi isso que aconteceu!

Com isso, Luffy explicou tudo o que havia acontecido, desde quando ele a trouxe para o navio até o momento em que ela pediu para ele dormir com ele.

Nami estava vermelha, não, completamente vermelha. Não conseguia acreditar no que o seu capitão havia lhe revelado, mas também não tinha argumentos para contrapor, visto que havia perdido a memória.

— E-Eu não pedi isso… — Negou com um biquinho teimoso.

— Ah pediu sim — falou Luffy. — Em alto e bom som.

— Tem como provar?

— Tem como rebater? — xeque mate. Pela primeira vez desde que se conheceram, Luffy estava ganhando de Nami na base dos argumentos.

A mesma estava estática, não sabia muito bem o que fazer naquele momento, mas o próprio Luffy retomou a conversa.

— Ah, já que você se esqueceu de ontem… — disse de forma pensativa. — Tem uma coisa que você falou pra mim antes de dormir…

A curiosidade havia tomado conta da mente de Nami.

— E o que foi? — Perguntou nervosa, recebendo de volta um surpreendente sorriso travesso do homem à sua frente.

Luffy se aproximou perigosamente da mulher deitada, fazendo questão de falar bem perto de seu ouvido.

— Você disse: "Obrigado por cuidar de mim, Luffy" — como se já não bastasse aquilo para fazer Nami pifar, Luffy continuou. — E eu te disse: "Boba, não é você que deveria estar agradecendo"

Afastando-se um pouco, Luffy depositou um leve beijo no rosto de Nami, sorrindo alegremente logo depois.

— Shishishishi… Não precisa ficar vermelha desse jeito, Nami!

A navegadora estava boquiaberta, completamente sem noção. Luffy, Monkey D. Luffy, havia… lhe beijado?!

Certo, não era na boca, mas ainda assim era um beijo, certo?!

— Acho bom eu ir agora… — falou ajeitando o chapéu na sua cabeça. — Os outros devem estar sentindo a minha falta e…

Mas antes que ele pudesse se levantar, Nami segurou o seu braço, fazendo agora ele lhe lançar um olhar surpreso.

— Quando estávamos na Ilha Sphinx… — disse meio cabisbaixa, ainda bastante corada. — Você me agradeceu por ter cuidado de você, lembra?

— Sim… Eu lembro…

— Naquele mesmo momento, eu não tive coragem de te dizer… — repetindo o que ele havia feito alguns segundos atrás, ela se aproximou de seu ouvido. — Mas agora eu te digo: "Bobo, não é você que deveria estar agradecendo".

Terminando a sua fala, depositou um leve beijo na bochecha do seu capitão. Não demorou muito, pois sabia que o mesmo estava confuso demais para falar mais alguma coisa.

Olhando para o rosto confuso dele, esboçou um leve sorriso e ajeitou o seu chapéu de palha em sua cabeça.

— Agora, acho melhor você ir… — disse calmamente. — Os outros devem estar sentindo a sua falta.

Luffy somente confirmou com a sua cabeça, levantando-se logo em seguida e saindo do quarto.

Antes de fechar a porta, preparou-se para dizer algo, mas hesitou, distanciando-se logo em seguida.

Indo até a popa do navio, ainda estava um pouco apático ao que acontecia ao seu redor, e lá encontrou Soro, bebendo o seu saquê.

— Oe, Oe, não me diga que levou um outro tapa? — perguntou preocupado ao ver Luffy passar a mão no local onde Nami havia depositado o beijo.

Ele demorou um tipo para responder.

— N-Não foi esse tipo de tapa…

Inicialmente, Soro não entendeu, mas raciocinando melhor, sentiu um sorriso de satisfação surgir em seu rosto.

— Entendi…

Mas para Luffy, o entendimento ainda bem longe de ser uma cogitação.

— Por que o meu coração está tão acelerado?, Pensou colocando a mão sobre o seu peito.

E foi assim que terminou o último dia dos Piratas do Chapéu de Palha nos mares do Novo Mundo.

Foram grandes aventuras, cheias de perigos e de descobertas, que todos aqueles piratas guardariam em suas lembranças mais felizes.

E no fundo do mar, o músico daqueles piratas, Brook, tocava Binks no Sake, a mesma canção que tocou no dia que entraram pela primeira vez naqueles mares caóticos, e agora a melodia lenta do violino ecoava pela última vez no fundo daquele oceano gélido e escuro.


Notas Finais


E aí, gostaram? xD

O Fim e Começo, podemos tirar várias coisas daqui, não?

Esse capítulo marca um ponto importante nessa fic, que vai ser concluído nos próximos capítulos, espero que tenham gostado.ಥ‿ಥ

Enfim, até um próximo capítulo galera! :D


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