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História A Ultima Carta para um Rosa - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eai?

Historia vindo direto do meu bloco de notas do meu celular. Estava tanto tempo guardado, que estava até mofado hehe.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo Único


 Medonza, Argentina 1889, 18 de dezembro.

 

Prezada Clarisse.

Olá minha pequena dama. Faz muito tempo desde a última vez que nós falamos de fato, por isso escrevo essa carta. Talvez neste instante você esteja irritada comigo, minha doce flor, mas é realmente necessário.

 

Eu sei vos me odiastes, porém não se preocupe, talvez com essa infame carta posso te dar um motivo realmente coerente para alimentar tal sentimento. Ou o ódio que você sente de si mesma.

 

Creio minha dama, que saiba melhor do que ninguém que sou péssimo contador de histórias, mas vou fazer o melhor que eu posso, para te fazer lembrar a história da pessoa mais bela, doce e delicada que já conheci. Assim como uma rosa.

 

De fato, nunca achei que teria que escrever tal carta para ti, minha dama. Pois, em teoria, era para você sabe dela melhor que ninguém, já que ela é a sua história.

 

Era 1841, foi em um belo dia de primavera, no interior de Mendoza. Nesse fatídico dia você nasceu, e foi o mais belo de todos, colocamos várias flores em volta de seu berço, porque nesse mesmo dia as flores floresceram.

 

Desde então você cresceu bela como as flores. Delicada e meiga, sempre pensando nos outros. E corria pelos campos sorrindo e cantando. Você era tão boa e gentil, minha rosa.

 

E tal bondade aumentava conforme você crescia, assim como a sua beleza, minha querida flor.

 

Já aos dezesseis anos você já chamava atenção de todos, pelo nosso pequeno vilarejo.

 

Ah, minha doce Clarisse, você era incrível dançando as músicas tradicionais com as outras jovens, para todos do vilarejo. E foi em uma das apresentações nós o conhecemos. Eu nunca vou esquecer dessa noite.

 

Como você o chamado? Cravo? Bem, eu nunca entendi porque você denominava o espanhol de tal forma, mas pensando melhor agora eu consigo entender. Foi de uma velha cantiga, que a mamãe cantava para gente.

 

Pois bem, depois desse dia, você decidiu que iria para a capital. E iria viver da dança, viver do luxo, e ter uma vida mais grandiosa do que nosso pequeno vilarejo poderia proporcionar para ti. E tudo com a orientação do espanhol.

 

Depois de uma grande confusão que fizestes, foi-se embora. Aquela foi a última vez que nos vimos, antes de você se torna a mulher que se tornou.

 

Anos mais tarde, eu já estava casado com uma o grande amor da minha vida, e tinha uma filha linda. Ela se parece muito com você, bem... pelo menos em sua beleza.

 

No dia em que ela nasceu, nesse mesmo fatídico dia, recebi uma carta tua. Nela, contava todos as coisas que você fez e passou.

 

E desde então, você sempre fora enviava mais das tais cartas, contando tuas histórias. E como você estava incrivelmente feliz.

 

Oh, minha querida Clarisse, você está feliz agora?

 

Tua primeira história, se não me engano, aconteceu depois que saiu do vilarejo.

 

De fato você foi para capital para dançar, e dançou.  Tinha até um show próprio, não é mesmo? Mas isso não dava tanto dinheiro quando parecia, não é? Acabou então por decidir que iria ser uma acompanhante de luxo aos vintes anos. Mas parece que o espanhol não gostou nada da ideia.

 

Eu tinha certeza que ele gostava de ti, mas vós não parecei se importar.

 

Mas isso não fez diferença, não é mesmo? Já que ele desapareceu pouco tempo depois.

 

Depois de um tempo você estreou seu próprio bordel, com o dinheiro que tinha guardado da dança. Não posso dizer que sabia, mas você sempre mencionava o quanto ele era luxuoso, e que ele era seu orgulho.

 

 Oh, querida Clarisse, não posso dizer que estava orgulhoso ti, por isso, já que essa não era a vida que desejava para ti, mas estava feliz pela sua felicidade e isso era o que importava.

 

Você sempre mandava cartas falando dos seus problemas, como os grosseiros homens que frequentava o lugar, ou das suas protegidas e o que elas tinham que passar, mas no final tudo se resolvia.

 

A parti então vós começou a me mandar dinheiro, mesmo respondendo que não precisava, e que eu era o irmão mais velho e eu tinha que cuidar de ti, tu continuavas a insistir. De fato, sempre foras foi generosa.

 

Mas aos poucos você foi parando de mandar cartas, até que parou totalmente. Fiquei preocupado, por não responder mais minhas cartas. Quantos anos você tinha na época? Trinta? Não sei dizer.

 

Fiz uma longa viagem até você, sozinho, em busca de seu paradeiro.

 

Quando cheguei no bordel, de fato era lindo. E como não estava funcionando ainda, achei que seria mais fácil de falar contigo. Como eu estava errado. As damas disseram que você estava estranha, paranoica e precisava de ajuda.

 

Ao entrar na sua sala, sequer me olhastes, nem respondia minhas perguntas, apenas ficava olhando pela janela, esquecendo completamente minha existência. Até que mencionei a possibilidade de você ir embora comigo, então você ficou visivelmente transtornada. Começou a gritar comigo, mandando-me ir embora.

 

Tu dizias que me odiava, que era para nunca mais aparecer na sua frente e nem mandar mais nem uma carta. E assim fiz, voltei para vila, para minha família e fiz questão de te esquecer. Eu não poderia mudar sua opinião, mas também não iria deixar minha família novamente para correr atrás de ti.

 

Até que alguns anos mais tarde, você me mandará várias cartas de uma vez. Elas eram velhas e até desgastadas, tinham datas diferentes que variava desde alguns meses depois que foras ir embora da vila, e há pouco antes de me expulsar da sua vida.

 

Nelas diziam coisas terríveis sobre si.

 

Eh! Minha querida rosa, tu não eras mais aquela menina de fato.

 

Não eras boa, nem generosa, gentil ou dedicada.

 

Eras apenas uma mulher manipuladora, egoísta, ambiciosa e egocêntrica.

 

Deveria ter te preparado para o mundo, e ter te ensinado que o mundo não era um mar de rosas. Ele pode transforma a pessoa mais pura e inocente, na mais ruim e cruel possível.

 

Foi isso que o mundo fez contigo. Mandastes matar o cravo, porque ele estava atrapalhando seus planos, não foi? E manipulou seus clientes para fazer esse trabalho sujo para si.

 

Manipulou todos ao seu redor, com essa imagem inocente, e até me manipulou. Me mandava dinheiro para mim visse o quando eras generosa, mais em troca, mandava cartas secretas para minha filha tentando convencê-la a trabalhar contigo, e me mandando dinheiro mostrava o quando ela poderia ganhar, era uma ótima forma de convencê-la, não?

 

Mas ela nunca caiu nos seus joguinhos, não é mesmo minha flor?   

 

Todos aqueles problemas que tinha no seu bordel, tu havia apenas duas formas para resolvê-los, matando ou manipulando. Sempre justificava o sumiço um, colocando a culpa em outro.

 

Poderia afirmar, que foras muito inteligente, mas não é. És tola e mesquinha demais para não fazer de outra forma.

 

Manipulava aquelas jovens para trabalharem para si, e as torturava. O suficiente para elas se tornarem grandes atrizes ao ponto de se enganarem.

 

Agora você está presa em um hospício, não só pelos seus crimes, mas também por se tornado louca, lunática e paranoica. Sendo apenas saciada pelo sangue.

 

Foi assim que te encontraram, não? Em cima de um corpo e o esfaqueando. E sabe o mais absurdo? Você colocou a culpa em mim, mas ninguém acreditou em ti. As jovens testemunharam contra ti.

 

Claro, só fiquei sabendo de toda a história tempos depois por um conhecido da capital.

 

Não tenho dó de ti, sinceramente, te acho repugnante. Tu querias fazer o que fez com aquelas jovens, só que com a minha filha. Quase destruindo nossa família.

 

Mas tudo bem, você não faz mais parte dela.

 

Com isso te envio tudo do o seu dinheiro de volta. Sendo essa a minha última carta para ti.

 

Te desejo toda a misericórdia que deus possa dar para um ser humano.

 

Tu sempre foras uma flor, uma rosa, com espinhos muito bem afiados e venenosos. Creio que isso não seja um elogio.

 

 

Assinado por alguém que já se importou contigo. 


Notas Finais


O que acharam?

Bem, até uma próxima! <3


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