História A Última das Feiticeiras. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Histórias Originais, Magica
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Palavras 1.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nova história no pedaço! Espero que recebam Merlim e o Meia-Noite muito bem aqui, tenham uma boa leitura! ♡

Capítulo 1 - A feiticeira e sua Acrofobia.


Fanfic / Fanfiction A Última das Feiticeiras. - Capítulo 1 - A feiticeira e sua Acrofobia.

Pov's On/ Merlim.


Prazer, me chamo Merlim del Belair. Por onde devo começar? Acho que posso dar um início contanto primeiramente a minha história de infância.

Desde que eu era pequena, ouvia dos meus pais que eu nunca, em hipótese alguma poderia ir até cidade que ficava há alguns quilômetros da floresta onde nós morávamos, porque os humanos de lá sempre dizem que todas as feiticeiras que existem são más, traiçoeiras e usurfruem da sua magia para pregar peças e sempre fazer o mal. Eles nos odiavam, matavam sem excessões. Eu nunca consegui ter uma educação tão boa quanto os outros, nunca tive meus melhores amigos e sempre me mantinha isolada dentro de casa, as vezes saía para brincar no quintal, mas nunca cruzava um dedo se quer do portão sem meus pais estarem junto. O porquê? Bem, vou explicar.

Eles temiam que se eu saísse e fosse para além da floresta, os guardas humanos poderiam me prender e me executar em praça pública a comando do rei, na frente deles e de todo mundo. Eu tinha medo disso, durante anos fiquei com tanto medo de ser pega enquanto brincava no quintal que começei a ter muitos pesadelos de noite, e isso me fez ter crises de sanidade horríveis que eu deixava até os meus pais com medo. Eu ficava louca, gritava arduamente durante a noite até eu ficar com a garganta seca.

Então, preocupados com esse meu distúrbio, não queriam ficar me sedando todos os dias com o nosso feitiço que família, isso poderia afetar futuro desempenho como feiticeira. Decidiram me tratar dessa suposta doença traumática me levando até o sanatório que ficava na cidade que eles nunca queriam que eu fosse. Faziam de tudo para que eu não soltasse a mão deles, me mandavam olhar somente para frente para ninguém suspeitar de nossos disfarçes imperceptíveis de humanos (a única diferença que tínhamos dos humanos é a de nossos olhos e cabelos serem de cores diferentes, fugindo do padrão de nascimento deles). Eu fui recebida muito bem pelo médico que cuidaria de mim, ele me receitou alguns medicamentos para cuidar de meus pesadelos e também a minha maior surpresa: um gato preto. Ele disse que eu precisava de companhia para brincar, então eu e o senhor Meia-Noite nos tornamos melhores amigos desde então.

Hoje tenho 19 anos, moro sozinha na floresta em uma bela casa de madeira que tomei conta depois da morte de meus pais, eu não gosto de falar sobre a morte deles porque foi uma coisa que eu ainda não consigo superar muito bem. Mas, com o tempo vem grandes responsabilidades para mim, principalmente se você é uma feiticeira.


Pov's On /Narrador.


Merlim dormia sob seu grande livro de anotações, ele se encontrava em cima da mesa de seu quarto onde ela estava. Graças ao canto dos pássaros do lado de fora de sua casa, acabou acordando lentamente e limpando a saliva que estava escorrendo de sua boca. Eram quase 7 horas da manhã e ela havia desmaiado ali depois de passar a noite toda estudando um feitiço e fazendo testes de poções que seriam úteis para ela em algum momento de sua vida. Se levantou lentamente, esfregou os olhos e espreguiçou-se se dirigindo até o balcão de seu quarto para tomar um copo de água. Merlim enquanto bebia, ouviu Meia-Noite que começou a arranhar a porta de seu quarto aparentemente percebendo o despertar dela e pedindo para entrar, a mesma abriu a porta e o felino entrou subindo na cama que estava perfeitamente intacta.

-Andou passando mais uma noite acordada, Merlim?

-Sim, Meia-Noite. Eu ainda preciso estar preparada para ir até a cidade sozinha, ainda me falta um feitiço para aprender e eu vou conseguir nem que eu passe uma semana acordada. - Diz ela terminando de tomar água.

-Se você diz, então tá legal. Só não reclame do sono e de bolsas nos olhos depois que conseguir concluir esse tal feitiço. - Retruca o gato enquanto lambe uma das patas.

-Se eu consegui te fazer falar, consigo me livrar de simples bolsas nos olhos também. - Responde ela colocando o copo de volta no balcão.

-Você sempre usa isso como argumento, Merlim.

Depois da curta conversa com seu gato, ela vai até o banheiro e faz a sua higiene necessária, penteia seu cabelo, lava o rosto e escova os dentes para que não fique com uma aparência de ter sido atropelada por uma manada de elefantes. Seu café da manhã de sempre é uma maçã junto à uma xícara de café preto, isso a manteria acordada durante o longo dia que teria naquela floresta, feiticeiras não costumavam comer muito para a comida não afetar em seu desempenho de magia. Vestiu sua capa, colocou o seu chapéu e abriu a porta de casa com uma vassoura em mãos, disposta a encarar de frente o seu maior objetivo: Voar em uma vassoura.

-Meia-Noite, vamos! É a hora de treinar.

O gato sai do quarto e corre em direção à ela, que a acompanha do seu lado até o local da floresta que ela usa de treinamento.


Pov's On/ Merlim.


Estávamos caminhando até uma área aberta da floresta, sem muitas árvores e com uma espécie de terra fofa no chão, que amorteceria a minha queda caso eu caísse com tudo como aconteceu das outras vezes. Eu tinha que aprender a voar, era um sonho que quase todo feiticeiro queria realizar, isso era de acordo com o que minha mãe falava.

Depois de um certo tempo caminhando, chegamos ao local. Observei o cenário e tive esperança de que aquele dia seria o dia em que eu conseguiria voar naquele pedaço de madeira com palha. Meia-Noite era o meu orientador na lição de voo, já que eu não tinha apoio moral, era ele quem tentava me ajudar.

-Certo, vamos começar. - Diz Merlim subindo na vassoura com seus braços esticados e suas mãos agarrando o cabo.

Seguro Meia-Noite com uma das mãos e coloco-o em cima de meu chapéu para ficar mais fácil de ouvi-lo.

-Lembre-se do que estava no livro, concentre seu poder na vassoura e a comande para onde você desejar. - Diz Meia-Noite para ela.

-Sim, eu posso fazer isso.

Tento me concentrar profundamente, um silêncio toma conta da região e apenas se ouve o barulho do vento entre as folhas das árvores. Em um curto tempo, sinto uma magia azul que é vista por mim saindo de meus olhos, percorrendo meus braços e mãos e instalando-se na vassoura onde eu estava montada. Sento meus pés ficarem mais leves e percebo que eu estava finalmente começando a sair do chão.

-Isso, você está quase, só mais um pouquinho! - Diz Meia-Noite.

-Shhh... - Responde ela.

Eu começei a suar, fiquei nervosa por um momento mas pensei somente em me concentrar naquilo que eu queria. Senti que eu estava mais concentrada do que o normal, disposta a me erguer naquela vassoura e sair voando por aí sentindo o vento em meus cabelos. Estava funcionando! Começei a subir e sentindo me distanciar do chão, aquela sensação era demais, consegui passar da minha última vez que tentei, aquela emoção era tão grande que em um piscar de olhos estava quase no limite da altura das árvores que estavam nos arredores.

-Merlim, você conseguiu! Aprendeu a voar! - Diz Meia-Noite feliz pelo desempenho de sua dona.

-Obrigada! Eu me sinto muito...muito...

Começei a sentir uma repentina falta de ar enquanto subia, meu braços estremeceram e meu coração acelerou do nada. Quando percebi, estava muito alto do chão, e isso me fez perder o controle.

-Ai meu Deus! Me tira daqui! Eu vou cair dessa altura, eu quero descer! - Diz ela apavorada agarrando-se na vassoura.

-O que deu em você!? Se começar a ficar nervosa daí sim que vamos cair daqui!

Senti que a magia que cobria a vassoura estava se apagando aos poucos, eu estava muito nervosa e não queria abrir os olhos de jeito nenhum, eu me desesperei tanto que o pior aconteceu: entrei em pânico, minha magia cedeu e começamos a cair de uma altura de uns 20 metros de altura longe do chão.

-MERLIM!

-MEIA-NOITE!

Era o fim, minha vida inteira passou em um flashback em câmera lenta enquanto eu e meu gato caíamos, mas por um momento lembrei de minha mãe me dizendo que: "haja o que houver, dê o melhor de si que você poderá viver na terra em completa felicidade". Apesar de minha felicidade ainda não ter começado, eu ainda poderia ter uma futuramente. Agarrei Meia-Noite que estava com as unhas grudadas em meu chapéu e coloquei em prática um dos feitiços que eu havia decorado em mente.

- TELETRODUS TRANSPORTATUZ! - Diz ela balançando sua mão.


Pov's On/Narrador


Uma imensa esfera de energia cobria os dois aos poucos, o feitiço teria dado certo, mas era lento demais para os poderes de Merlim. Estavam chegando próximo ao chão, mas quando pensaram que iriam ter suas cabeças enterradas no solo, surpreenderam-se com um brilho forte e foram teletransportados para uma moita próximo do local onde a pobre vassoura havia caído e se quebrado em mil pedaços quando se chocou com uma pedra que estava enterrada no chão. Os dois estavam cobertos de folhas, desengonçados e ainda em choque com o que ocorreu há segundos atrás.

-Me lembre de nunca mais tentar fazer isso...Eu me arrependerei até o último dia da minha vida...

-Pode deixar, eu lembrarei se eu ainda estiver com as minhas 7 intactas... - Responde o gato com os pelos arrepiados.


Notas Finais


Espero que tenham gostado da desastrada Merlim, pretendo continuar trazendo mais histórias diferentes como essa, já que eu estou amando escrever.
Obrigada ao meu professor de português que me deu a idéia e inspiração para fazê-la ♡


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