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História A última esperança da Terra... - Capítulo 4


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Notas do Autor


Tenham uma boa leitura... 😘

Capítulo 4 - Capítulo 03


Fanfic / Fanfiction A última esperança da Terra... - Capítulo 4 - Capítulo 03

Anteriormente em a última esperança da Terra...

- Mas a que preço minha amiga? - Começa a se mal dizer; deixar a Roberta numa casa de loucos...

- Você não teve escolha Alma; diz consolando sua amiga - Roberta estava fora de si... E Deus sabe o que poderia ter feito de mal a si e aos outros naquele estado lastimável em que estava...

- Eu entendo Sarah... Mas mesmo assim não consigo parar de me sentir culpada por deixar a minha única filha num maldito hospício! De um jeito ou de outro, o Antonio ganhou mais uma vez, a Robertinha está num manicômio, como ele queria... Só espero que a Roberta não me odeie pelo resto de nossas vidas por isso... Pelo que acabei de fazer...

Agora...

- Não se preocupe Alma; responde Sarah, tentando ser a voz da razão como sempre; a Roberta é uma garota inteligente e acima de tudo muito esperta e vai acabar entendendo a sua decisão...

- Eu espero que sim Sarah; suspira e se senta no banco de trás de seu carro alugado e sua amiga se senta ao seu lado - Eu não ia suportar ser desprezada pela minha própria filha, ia ser demais pra mim se isso acontecesse.

- Você já fez sacrifícios demais pela Roberta, está na hora dela fazer alguma coisa por você; sorri tentando consolar sua melhor amiga desde os tempos do colegial - A Roberta vai ficar bem, você vai ver, e logo irá sair de lá...

                       ♡♤♡

Miguel pilotava sua moto pelas ruas movimentada da Cidade do México, rápido, quase sem controle, como o vento, sempre indomável. Sua cabeça era um turbilhão de emoções e pensamentos, sempre com Mia em sua mente, na conversa que tiveram há algumas horas. Mia estava quase chorando diante de sua frieza, e isso apertava seu coração, e se sentir mal, mesmo sabendo que ela não passava de uma patricinha mimada e filhinha do papai, Miguel não podia deixar de sentir compaixão por aquela que deveria odiar.

- Por que me odeia tanto Miguel? - Pergunta quase aos prantos; que mal eu te fiz, para me tratar com tanto desprezo assim?

- Eu não te odeio; tenta ser indiferente, frio e distante - Apenas não estou a seus pés como todos os garotos do Elite Way...

- Você me trata mal, como se eu tivesse feito algo muito errado, indigno de qualquer tipo de perdão; olha bem no fundo dos olhos com visível tristeza em seu olhar quase que angelical - Por que Miguel? Por que me trata assim se eu... Ah deixa pra lá, você é mesmo um idiota! E não passa de um caipira mal educado!

- E você não passa de uma princesa mimada e sem cérebro, como a Roberta tantas vezes disse; Miguel tentava controlar seu desejo e fúria para não acabar cometendo uma loucura - Você não aceita o fato de que eu não estou nem aí pra você, não é princesa?

- Seu idiota! - Tenta dar uma tapa nele, mas ele segura a mão dela no ar; me solta Miguel! Você tá me machucando, seu imbecil! Me solta! Me solta agora seu caipira!

- Com muito prazer; a solta meio sem jeito e ela acaba caindo no chão - Adeus princesa...

Agora revendo essa cena em sua cabeça pela milésima vez, se sentia um idiota, ela nem devia culpa pelo desaparecimento de seu pai, talvez Mia não fosse igual a Franco Colucci. Ele corria como o vento em sua moto, sua mente estava um caos, até que parou numa estrada deserta sem saber que destino deveria seguir, ou que decisão poderia tomar.

- A vida bem que poderia ser mais simples do que isso; diz saindo de sua moto e retirando seu capacete o colocando em seu braço - Mas nada nunca é tão simples como deveria ser... Ah Mia, por que você tinha que ser uma maldita Colucci? - O vento sopra forte, a areia sobe sujando suas roupas pretas, mas ele não se importava nem um pouco com isso, sua mente estava em outro lugar; por que Mia? Por que você tinha que ser justo a filha do meu pior inimigo? Por que você tinha que ser filha do maldito Franco Colucci?

                       ♡♤♡

A felicidade é uma utopia, um sonho distante, uma Atlântida perdida, uma quimera, uma miragem no deserto, nada além de uma frágil ilusão. Franco era um homem importante, rico, de boa aparência e acima de tudo muito respeitado, mas ele não era feliz, muito pelo contrário, era um homem triste e amargurado. Ele pensava nisso quando um velho amigo lhe telefonou, alguém que ele não via há muito tempo.

- Oi Franco; sua voz parecia cansada e meio rouca - Sou eu...

- Sim eu sei que é você; suspira resignado com a sua sorte... Ou melhor dizendo, com a sua falta de sorte - O que quer dessa vez, velho amigo?

- Por favor meu amigo, proteja meu filho, ele é jovem, impetuoso, e não mede as consequências de seus próprios atos; suspira - Ele é jovem, como um dia nós também fomos um dia...

- Sei bem disso... Conheço seu filho melhor do que ninguém; mexe em alguns de seus papéis - Ele é um jovem como poucos... Ele é um dos seis escolhidos, meu dever é protege - lo, assim como protejo minha própria filha, que para meu azar é uma das escolhidas também...

- Eu convivo com a dor e a incerteza há muito tempo Franco, desde que o dia em que meu filho nasceu - Seu amigo parece cansado de tudo aquilo, tanto ou até mais que o próprio Franco; eu tive que me afastar dos meus filhos... Da minha família... para mantê - los seguros e me sinto mal por isso, toda vez que penso no que tive de fazer, abrir mão do que mais amo por um bem maior do que eu mesmo... Eu sei que meu filho Miguel pode ser um pouco impulsivo, mas ele é um bom rapaz e tem um senso de justiça que até mesmo o mais honrado dos guerreiros não possui, então em nome de nossa velha amizade te peço apenas uma coisa, proteja meu filho, como se ele fosse seu...

- Fique tranquilo velho amigo, eu vou proteger o Miguel... Eu te juro...

                        ♡♤♡

"Um estalar de dedos, o tempo voltava atrás... Outro estalar de dedos, e o tempo seguia em frente", Diego pensava nisso ao estalar seus dedos mais uma vez fazendo o tempo voltar para duas horas antes, quando poderia tomar café num restaurante que só servia seu prato preferido no café da manhã e já estava na hora do almoço, isso antes dele estalar seus dedos, um dom que ainda não controlava por completo, mas com muito treino já sabia o usar em pequenas doses.

- Não devia usar seus poderes desse jeito; diz um jovem senhor de mais ou menos uns trinta anos de olhos azuis e semblante sereno - Você pode acabar atraindo o que não deve, se exibindo com seu dom...

- Eu sei senhor Reverte; diz tentando se desculpar com seu olhar - Mas quem me preocupa agora é a Roberta, ela está longe de mim e não posso protege - lá desse jeito...

- Não se preocupe Diego, minha filha está bem onde está; encara o mais jovem a sua frente - Onde ela está, encontrará o sexto jovem da profecia, o elemento fogo do grupo.

- O último elemento que faltava; complementa Diego ao provar seu omelete - Mas longe de mim ela corre perigo... Sem mim os poderes dela são limitados, assim como os meus estão agora...

- Sei disso, mas tenho outra missão para você agora jovem Diego; o encara pelo que parece ser uma eternidade - Uma missão que mudará a sua vida para sempre...

                         ♡♤♡

Amar dói, faz o coração sangrar e se despedaçar como uma rosa secando ao sol por falta de água e cuidados, assim Mia se sentia, ela amava seu pai e ele a desprezava... Ela estava apaixonada por Miguel, e ele simplesmente a odiava. Nesse caos que era a sua vida, ninguém podia ou queria lhe salvar e isso machucava, e foi nesse momento de dor que ela entendeu a verdadeira natureza de seus poderes. Suas lágrimas, eram as únicas água que ela podia controlar e assim o fez...

- Na dor encontrarei a minha própria salvação - Seca suas lágrimas com força usando o dorso de sua mão e com uma ferocidade, que ela mesma julgava não possuir em seus olhos azuis como o oceano após uma torrencial tempestade; cansei de esperar o príncipe encantado, eu mesma vou sair de minha própria torre de medos e inseguranças bobos, que eu mesma construí ao redor de mim... Eu mesma vou me salvar... Eu sozinha... 


Notas Finais


Salváme

Extrañarte es mi necesidad
Vivo en la desesperanza
Desde que tú ya no vuelves más

Sobrevivo por pura ansiedad
Con el nudo en la garganta
Y es que no te dejo de pensar

Poco a poco el corazón
Va perdiendo la fe
Perdiendo la voz

(Sálvame del olvido)
Sálvame de la soledad
(Sálvame del hastío)
Estoy hecho a tu voluntad
(Sálvame del olvido)
Sálvame de la oscuridad
(Sálvame del hastío)
No me dejes caer jamás

Me propongo tanto continuar
Pero amor es la palabra
Que me cuesta a veces olvidar

Sobrevivo por pura ansiedad
Con el nudo en la garganta
Y es que no te dejo de pensar

Poco a poco el corazón
Va perdiendo la fe
Perdiendo la voz

(Sálvame del olvido)
Sálvame de la soledad
(Sálvame del hastío)
Estoy hecho a tu voluntad
(Sálvame del olvido)
Sálvame de la oscuridad
(Sálvame del hastío)
No me dejes caer jamás

(Sálvame del olvido)
Sálvame de la soledad
(Sálvame del hastío)
Estoy hecho a tu voluntad
(Sálvame del olvido)
Sálvame de la oscuridad
(Sálvame del hastío)
No me dejes caer jamás

(Sálvame del olvido)
(Sálvame del hastío)
(Sálvame del olvido)


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