1. Spirit Fanfics >
  2. A última exploração - Levi Ackerman >
  3. Capítulo XXII - Libertação

História A última exploração - Levi Ackerman - Capítulo 25


Escrita por: WanvTay

Notas do Autor


↳ Shinzou Wo Sasageyo! ¡๑°⸙͎ ˎ´-

*(⸙͎ Continuando...")
↳ Espero que gostem! ☆
↳ Feito com carinho de fã para fã! ☆

─━━━━━━⊱✿⊰━━━━━━─

Aviso 1: No início da fanfic, ela originalmente era para maiores de 16 anos, porém, após algumas mudanças no enredo, decidi mudar a faixa etária para +18. Por isso, se sentir incomodado com cenas de relações sexuais, evite ler esse capítulo.
Obrigada por ler o aviso. Leia por sua conta e risco!

Aviso 2: A imagem foi uma edição feita por mim mesma com um desenho original do autor. Créditos da imagem base ao desenhista (Não sei o nome), mas os créditos da edição (cabelo, pele, brilho, textura e etc) são minhas.

─━━━━━━⊱✿⊰━━━━━━─

Música tema: https://youtu.be/5OixRcuBY_8
↳"Quando você estiver pronta..."
"Nós podemos nos entregar..."

Capítulo 25 - Capítulo XXII - Libertação


Fanfic / Fanfiction A última exploração - Levi Ackerman - Capítulo 25 - Capítulo XXII - Libertação

Muralha Sina ❞

O piso estava ensopado. A água misturada com a fina camada de poeira indicava o tempo que Levi e Victoria passaram separados.

Eram somente dias, porém a saudade fez com que o tempo os fizessem pensar que eram anos.

O DMT de Levi estava largado no corredor que ligava ao quarto, abandonado como todas as dúvidas e receios de ambos os amantes que, mesmo hesitantes, não pensavam em desistir daquele passo importante para superarem seus medos.

Não haviam velas para iluminar o quarto na noite fria, porém os clarões no céu por conta da chuva intensa clareava o ambiente, assim permitindo ambos conseguirem se locomover com facilidade.

As mãos trêmulas de Victoria lutava para desafivelar os inúmeros cintos do DMT de Levi, enquanto o capitão tomava para si os lábios que em algumas noites solitárias já havia sonhado em tê-los.

A trilha sonora daquela noite quente era o tilintar das fivelas soltas, os suspiros soltos no ar todas as vezes que suas bocas se chocavam produzindo sons molhados, os passos lentos e cuidadosos indo me direção a cama. Tudo era a perfeita sinfonia que Levi e Victoria estavam criando com seus desejos carnais retidos.

— Por que tantos? — Sussurou Victoria contra os lábios de Levi, se referindo as fivelas do uniforme.

— Acho que para ser interessante... — Respondeu Levi no mesmo tom abandonando os lábios da McAllister, assim afastando uma mecha de seu cabelo ondulado do pescoço dela para depositar um beijo em seu pescoço morno.

Ao receber aquele contato em sua pele exposta, Victoria agarrou-se a camisa branca de Levi que ainda permanecia em seu corpo. Distraída com os toques do capitão, a McAllister não sentiu a cama se aproximar e seus calcanhares esbarrarem na madeira da estrutura.

Ao perceber o móvel atrás de si, Victoria sentiu aquele medo percorrer cada canto de seu corpo vulnerável e exposto. Era a anunciação que a partir daquele ponto, viveria novamente aquela sensação de alguns dias atrás...

Não! Gritou Victoria de seu interior dicipando todos aqueles pensamentos ruins. Com Levi seria diferente. Continuou permitindo-se subir na cama, puxando seu amado para se juntar a ela naquele momento sem igual. Victoria queria impedir que qualquer resquício do passado a atrapalhasse naquela decisão que tomou no momento que retirou cada botão de sua casa da camisa de Levi.

Victoria estava disposta a se entregar a ele em um simbolismo que permitir-se ser feliz ao menos uma vez na vida.

Entendendo o desejo da McAllister, Levi apenas deixou seu instinto guiar cada movimento que fazia em relação a garota que queria amar.

De imediato, Levi não queria provocar uma reação assustadora em Victoria ao apressar as coisas. Não precisavam ter pressa. Afinal, a noite estava ainda em seu pleno início.

Devagar, sem movimentos bruscos, Levi se posicionou atrás de Victoria afastando novamente seus cabelos castanhos escuros de suas costas, assim revelando suas cicatrizes. De início, Victoria queria tampa-las, dizer para Levi parar de encara-las pois eram repugnantes e carregavam uma história nada feliz que não queria ressuscitar naquele momento. Mas antes que pudesse falar algo, os lábios de Levi beijaram sua nuca iniciando um ritual de purificação de seus pensamentos.

Cada beijo em suas cicatrizes era um pedido de desculpas por não ter estado com ela a todos os momentos e uma forma de faze-la criar novas memórias em relação às marcas em suas costas. Agora quando Victoria lembrasse das suas cicatrizes, não viria mais a imagem da igreja e seus algozes. Apenas sentiria inconscientemente os beijos de Levi em cada uma de suas cicatrizes aquela noite.

Victoria aprovou cada toque com um suspiro sôfrego.

— Detesto elas... — Comentou em meio a um suspiro longo ao sentir os beijos de Levi trilhando o mesmo caminho de volta a nuca da McAllister. Aquilo a enlouquecia.

— Amo elas. — O capitão rebateu em um sussurro no ouvido de Victoria que amou escuta-lo. — Sabe por que? — Perguntou o mesmo abraçando a cintura da McAllister sentindo as costas dela recostarem ao seu tronco exposto pela camisa aberta.

— Não. Diga-me, Levi. — Quase implorando, Victoria exigiu que Levi dissesse as palavras que guardou para aquele momento em especial.

— Pois posso transforma-la em minhas memórias. Quero que quando lembrar de seu corpo, lembre dessa noite. — Declarou o capitão inebriado pelo perfume da pele de Victoria. O desejo a perfumava. — Lembre de mim adorando cada centímetro dele...

— Levi... — O nome dele foi pronunciado de uma forma doce e desejável deixando o rapaz desorientado por alguns instantes.

Victoria, por impulso e para aproveitar a vulnerabilidade de Levi, se virou e o pegou desprevenido em um beijo cheio de amor. Quando Levi voltou a raciocinar, sua camisa já estava deslizando pelos seus braços, assim os deixando expostos.

Ao ver o torso de Levi completamente desnudo, Victoria percebeu algumas cicatrizes em seus braços semelhantes as de suas costas. Levemente, a McAllister as tocou tentando passar o mesmo sentimento que o capitão havia a dado, porém, o mesmo afastou suas mãos.

Levi não queria transformar aquela noite em uma sessão de terapia.

— Brigas. — Levi respondeu curtamente para não inundar Victoria em um poço de culpa e acabar não querendo continuar. — É comum no subterrâneo. — Encerrou aquela conversa deixando com que Victoria ladeasse seu pescoço com seus braços febris, e sentar-se em seu colo.

— Juramos abandonarmos nossos demônios hoje, Levi. — Victoria disse depositando um beijo suave na bochecha do capitão. — Não só os meus. Os nossos... — Concluiu empurrando o corpo de Levi para que ele se deitasse e ficasse relaxado.

— Estou abandonando, Victoria. — Levi suspirou ao sentir o peso de Victoria inteiro em sua cintura. — Você me faz abandona-los...

Dessa vez, foi Victoria quem trilhou beijos carinhosos pelo pescoço de Levi ao chegar na clavícula. Em impulso ao sentir seu corpo esquentar pelos selares, Levi segurou a cintura da McAllister a fazendo parar os beijos e dar um pulinho em medo.

Não na cintura. Disse internamente Victoria relembrando aquela noite. Não... deixe-o segura-la dessa forma. Repreendeu-se em pensamentos.

— Desculpe... — Susurrou Levi soltando a cintura de Victoria, deixando ela um pouco mais tranquila. — Não irei mais tocar...

— Não. Esqueça isso. — Victoria o interrompeu debruçando-se sobre o corpo quente do amado que descansou os braços sobre as costas da McAllister. — Continue...

Ao escutar a confirmação de Victoria que ele poderia avançar, Levi começou a acariciar levemente as pontas dos dedos nas costas dela criando um arrepio em seu corpo. Após entrerte-la com aquele toque singelo, suas mãos faceiras foram em direção a peça negra que cobria os seios da McAllister. Em um movimento, Levi abriu o sutiã sem alça da amada a virando para ficar com as costas contra o colchão.

Ao ver que Victoria arregalou os olhos ao perceber que estava por baixo, vulnerável, e subimissa em sua visão, Levi beijou sua face, indo da testa até o queixo.

— Não tenha medo... — Ele sussurrou acariciando com a ponta do nariz as bochechas ardentes de Victoria.

— Não tenho medo de você. Só estou nervosa. — Não era uma total mentira. Mas no fundo, Victoria sentia medo de está por baixo e ser usada como foi.

— Vou avançar até onde você quiser... — Disse Levi tentando acalmar a McAllister. — Onde você não se sentir confortável, diga. Tudo bem?

Victoria apenas acenou com a cabeça em afirmação, assim recebendo um selinho como fonte de coragem para poder avançar. Com Levi, ela sabia que poderia enfrentar todos os seus traumas.

Lentamente, Levi começou a beijar o corpo de Victoria, o demarcado como um mapa e seus lugares acessíveis e proibidos. Começou pelo pescoço, desceu pela clavícula e parou pela primeira vez na altura de seu tórax. O capitão ergueu um pouco a visão avisando o que estava prestes a fazer. Em confirmação que poderia avançar, Victoria soltou um suspiro necessitado.

Pelo ambiente que conviveu durante sua infância, seria quase impossível não saber algumas coisas sobre sexo. Assim, lentamente, removeu a peça solta do corpo de Victoria revelando seus seios.

Vidrado apenas por contemplar aquela parte do corpo da McAllister, Levi se perguntou como naquele dia do chuveiro não os viu ou teve a curiosidade de saber como seriam. Mas logo o capitão se lembrou que, naquele momento não estava sentindo aqueles espasmos percorrerem seu corpo ansiando por querer se fundir com Victoria.

Percebendo que encara-los estava incomodando um pouco Victoria, Levi abaixou-se lentamente e beijou o centro dos seios da McAllister a fazendo tremer. Os lábios molhados do capitão deslizaram por toda aquela extensão elevada e macia arrancando grunhidos irregulares de Victoria que tentava conte-los.

Ao perceber que ladear sua língua nos bicos dos seios de Victoria causavam nela uma sensação de prazer, Levi continuou até percebe que havia os deixados vermelhos. Então, resolveu seguir a trilha de beijos, descendo pela barriga, provocando um arrepio na McAllister ao passar por seu umbigo, e parando na barra de sua última peça que ainda a vestia.

O estalo dos lábios de Levi ao se separarem da pele de Victoria ecoou no quarto fazendo ele voltar ao ponto de partida. Ao olhar a McAllister nos olhos para passar a segurança que ela precisava, pois ao perceber em que estágio chegaram, ela congelou.

— Olhe para mim. — Levi instruiu continuando a olhar no fundo dos olhos dela. Victoria apenas obedeceu engolindo em seco. — Olhe nos meus olhos. Apenas foque em mim. Na minha voz. — Continuou a distrair Victoria enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo molhado dela pela sua própria saliva.

— Levi, você é tão carinhoso... — Declarou Victoria sentindo as mãos de seu amado pegarem as laterais de sua peça íntima, insinuando retira-la.

— Você me ajudou a despertar esse meu lado. — Levi devolveu a declaração com um leve sorriso no rosto.

Quando Victoria estava prestes a proferir novas palavras para distrair sua mente enquanto Levi a despia por completo, ele voltou a beijar-lhe o corpo, mas agora com um pouco mais de pressa. Ele queria logo percorrer aquele caminho já trilhado antes.

Levi queria chegar ao lugar onde faria Victoria se libertar de tudo naquela noite.

Os trovões pareceram ficar mais fortes conforme a trilha se aproximava das pernas de Victoria. Ela podia sentir o medo e a repulsa se formar em seu corpo, mas ao lembrar das palavras de Levi, todos aqueles sentimentos se diciparam e abriram espaço para uma corrente elétrica percorrendo da coluna até o âmago de Victoria.

Ao sentir que ela poderia renegar os toques de Levi naquela área tão delicada, o mesmo estendeu um braço para deter seus espasmos constantes. Não era na intenção de assuta-la ou faze-la se sentir subimissa, mas ao ver aquela ação, Victoria afastou o braço de Levi o vendo aceitar a recusa da ajuda para controlar-se enquanto estava se direcionando para o meio de suas pernas.

Em direção ao seu declínio total.

Rapidamente Levi atravessou o torso de Victoria, percorreu sua cintura, sentiu, ao atravessar aquele lugar, o símbolo que Victoria já era uma mulher feita, alguns de seus púbicos. Ao sentir aquele ligeiro atrito, Victoria arqueou as costas soltando um suspiro assustado, mas ao mesmo tempo desejando que Levi fosse mais para baixo, mais para seu âmago que o esperava ansioso.

Uma vez, quando ainda era uma criança e sua mãe era viva, enquanto a mesma trabalhava para sustentar-se e ao filho, Levi ficou perambulando pelo bordel enquanto procurava algo para se divertir. Em um lugar público, Levi não entendia naquela idade o que aquele homem fazia entre as pernas de uma das amigas de sua mãe. Mas agora, já um homem feito e entendendo o quão a mente do ser humano é maliciosa, jamais imaginaria que um dia faria o mesmo que ele para satisfazer uma mulher. Para satisfazer Victoria.

Com as costas em um arco perfeito, os olhos fechados em uma súplica clara para que o mesmo continuasse o ato, os dedos dos pés cravados no lançou e os da mão puxando levemente os fios negros e lisos de Levi, era o sinal de que ele fazia um bom trabalho. Afinal, quando se vive anos em um bordel, aprende-se algo a respeito do assunto.

Enquanto Levi descobria naquele momento como acariciar com sua língua fervente o amargo âmago de Victoria, a mesma suspirava baixo enquanto o chamava em meio a súplicas. Não havia necessidade de gritar, ela apenas queria aproveitar o momento, assim, com a ajuda dos braços firmes e fortes de Levi, abriu mais passagem para aquele momento de prazer e libertação.

Não demorou muito para o menino crescido e criado nas leis dos homens pegar a prática em conseguir estimular o ponto sensível de sua amada, assim a fazendo perder a postura completa. Quem imaginaria que Victoria McAllister um dia estaria fazendo tais expressões enquanto o Capitão da tropa de exploração estaria entre suas pernas.

Ambos estavam irreconheciveis, afinal, quem ficaria sã em tal ato?

— ~Não... Levi... Pare...— Suplicou Victoria abandonando os fios de Levi, assim agarrando os lençóis. Jamais havia sentido aquela sensação, mesmo após se tocar e passar por aquele momento de terror, e aquilo a assutava. Afinal, nunca havia se permitido chegar em tal ponto.

O corpo inteiro da McAllister queimava como se ácido percorresse todas as suas veias para mata-la da forma mais dolorosa possível. Seu interior se comprimia ao mesmo tempo que Levi ignorava seus pedidos para cessar suas carícias constantes. O capitão sabia que seria estranho para ela ter seu primeiro orgasmo, e que a mesma acharia que seria uma sensação ruim, que a machucaria. Mas Levi também entendeu que, se parasse, ela jamais ficaria em paz consigo e seu corpo.

Ele precisava avançar.

Já tendo que segurar as coxas da McAllister para não as fecha-la e interromperem aquele ciclo de prazer, Levi continuava seu trabalho sentindo uma ótima sensação ao tocar sua amada de tal forma e escutar seus choramingos necessitados, porém assustados.

Alguns minutos depois, com o interior em chamar ardentes e sua maldição queimando-lhe de dentro para fora, Victoria sabia que Levi continuaria e faria ela sentir cada pedaço daqueles sensação. Então, apenas deixou seu corpo queimar. Assim, em um grito contido e abafado, Victoria tremeu dos pés à cabeça sentindo seu corpo esvaziar aquela sensação que antes parecia querer mata-la, mas agora a consumia como um alívio prazeroso.

Victoria chegou ao seu limite.

Com a boca e o queixo inundados pelo fluido prazeroso de Victoria, Levi subiu o corpo enfraquecido da mesma com novos beijos leves os parando ao beijar-lhe a boca.

Foi a melhor sensação de libertação que ambos sentiram ao mesmo tempo. Victoria se permitiu ser tocada e Levi não sentiu nojo em fazer aquilo. Era quase a cura de seus problemas.

Ambos eram a cura um do outro. A libertação um do outro.

— Já fomos bem longe... — Relembrou Levi que, a partir daquele momento, ou recuariam ou se permitiriam unirssem em um só. — Se quiser parar por aqui, por mim tudo bem.

— Continue. — Pediu Victoria ainda se recuperando do vazio que sentia após liberar aquele prazer todo. Ela precisava ser preenchida novamente. Ela precisava de Levi. — Apenas continue... Não o temo. Jamais temi e jamais temerei.

— Falando dessa forma, parece que sou o homem mais gentil do mundo. — Disse Levi terminando de se despir por completo. Os olhos curiosos de Victoria acompanhava a ação do homem querendo ver mais daquele corpo que sempre andava coberto pelo uniforme.

— Mas você é Levi. — Victoria afirma impinotizada pelo corpo de seu amado capitão. — O mundo inteiro deveria saber disso.

— Não preciso que o mundo saiba. — Rebateu Levi com a voz embargada pela sensação de liberdade que teve ao terminar de se despir. — Apenas preciso que você saiba, afinal... Você é o meu mundo.

Em um movimento cuidadoso para não assustar Victoria naquele momento decisivo, Levi debruçou-se lentamente sobre o corpo de sua garota sentindo o arrepio que causou com a ação. Quando percebeu que Victoria não estava mais associando seus gestos ao que sofreu, Levi se permitiu em beijar-lhe o pescoço sinalizando que logo estariam unidos.

Levi em meio aquele beijo profundo que dizia muitas coisas, não prendeu Victoria pelos pulsos, muito menos segurou sua cintura. Ele apenas colocou os braços um a cada lado de seu corpo como um escudo protetor. Como se mais nada pudesse afeta-la ou faze-la mal.

Ao ver aquele gesto, Victoria deixou escapar algumas lágrimas de felicidade em saber que Levi, mesmo naquela situação, não deixou de protege-la, de quere-la bem. A McAllister jamais pensaria que um dia pudesse ser amada de tal forma a um ponto de seu parceiro abrir mão de tudo que tem para poder esperar seu tempo, curar suas feridas e superar seus medos.

Victoria estava feliz.

— Eu te amo, Levi. — Disse Victoria estendendo seus braços livres para acariciar o rosto de seu amado que aguardava o momento certo para poder avançar. E esse sinal veio quando Victoria o lançou um sorriso doce.

— Eu também te amo... — Com dificuldades, pois estava dominado pelos seus desejos, Levi devolveu com o mesmo carinho cada palavra que Victoria permitiu destrancafiar de seu coração.

Com suas testas coladas, as respirações se chocando e o desejo os consumindo, Levi permitiu-se avançar em meio aquele território desconhecido. Mas, conforme sentia Victoria de outra forma, mais fundo e mais quente em seu âmago, Levi permitiu-se soltar um gemido audível em aprovação em sentir aquilo.

Ainda incomodava seu interior ser invadido de tal forma, mas todas as vezes que abria os olhos e encarava Levi corado e com as iris trêmulas em prazer, Victoria sentia que não estava ali apenas como a mulher da relação, ou um objeto a ser usado. Victoria sabia que estava ali igualmente como Levi. Para aproveitarem e se libertarem de suas correntes.

Os movimentos do capitão eram lentos e carinhosos, tudo para não machucar sua amada enquanto descobria o melhor jeito de avançar para um estágio mais rápido. Afinal, era a primeira vez de Levi apesas de todo o conhecimento teórico. Já para Victoria, infelizmente não era a primeira vez na prática, mas estava aprendendo teoricamente como se entregar ao momento e receber cada investida cheia de sentimentos de Levi.

Com os braços em volta do pescoço de Levi e com as costas criando um pequeno atrito no colchão, Victoria permitiu-se começar a soltar gemidos altos e aprovadores que se misturavam ao som dos raios e a chuva do lado de fora da casa, assim como a madeira da cama que de vez em quando estalava denunciando o que estava sendo feito.

Com os suspiros se chocando com suas bocas entreabertas e a centímetros de se unirem, Victoria e Levi permitiam-se ousar em vários aspectos quando o prazer e a sensação de liberdade os consumiu.

Durante a chuva forte que durou a noite inteira e parte da madrugada, ambos se amaram em seus ritmos, limitações e desejos. Sempre respeitando o espaço um do outro, mas nunca perdendo o desejo e a vontade de continuarem aquele momento íntimo e que somente ambos saberiam.

Quando a chuva virou garoa, Levi permitiu-se junto com Victoria chegarem em seus limites, assim finalizando suas dúvidas e receios um pelo outro. Agora, verdadeiramente conseguiam enxergar a verdade e que jamais viveriam um sem o outro.

Estavam de uma vez por todas conectados por algo maior que suas maldições e os espasmos que sentiam após uma noite inteira de amor não conseguiriam superar.

Em silêncio, para não poder estragaram com palavras aquilo que nenhuma poderia descrever, Levi deitou-se ao lado de Victoria estendendo os braços para a mesma aconchegar-se em seu corpo morno ainda pelo ato recente. A mesma não recusou, apenas o abraçou e deixou todo o resquício de energia que tinha esvaziar de seu corpo, assim sendo inundada pelo cansaço e o sono.

Levi, por mais que não conseguisse dormir tanto, naquela madrugada se permitiria ao lado da mulher que escolheu amar e se entregar por completo, dormir. Assim, tendo o rosto de Victoria como sua última visão, fechou os olhos apenas escutando as pequenas gotinhas de água baterem no telhado deixando o clima mais aconchegante.

Se pudessem, ambos parariam o tempo ali, naquele minuto e jamais viveriam um futuro que poderia haver mais dor e sofrimento, e sabe se lá mais o que. Para ambos, suas vidas poderiam se finalizar ali, naquela noite repleta de amor e sentimento. Nada mais.

Mas antes que pudessem despertar e ver que ao amanhecer voltariam a viverem seus infernos particulares, ambos continuaram a sonhar com aquela sensação maravilhosa que os percorria.

Nada abalaria tudo que viveram naquela casa que um dia foi palco do maior terror de Victoria, e que agora era testemunha da maior prova de amor que existia entre ela e o capitão da tropa.

Ambos apenas dormiram tranquilamente após anos, e nada mais.

Continua...


Notas Finais


↳ Shinzou Wo Sasageyo! ¡๑°⸙͎ ˎ´-

*(⸙͎ Continua?")
↳ Próximo capítulo em breve... ☆
↳ Deixe seu Feedback :) ☆

↳ Obrigada por acompanharem até aqui. Se houver algum erro ortográfico, podem me avisar. Irei corrigir assim que possível para melhor leitura e experiência. Xoxo meus anjos.♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...