História A Última Herdeira - Capítulo 1


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Guerreira, Hades, Mitologia Grega, Romance, Semideuses, Vingança
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Palavras 1.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Misticismo, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Apenas alguns esclarecimentos para que os leitores não se percam:

* Dalya, no caso de nossa personagem principal, se lê "Dalýa", com essa ênfase no "i";

* Essa estória se passa na Grécia antiga, sendo assim, faço uso do nome de alguns deuses mitológicos, estes são: Hades, Ares, Atena, Era, Poseidon, Zeus, entre outros que possam ser citados futuramente;

* Ainda não postei essa estória no Wattpad, mas logo estará disponível em ambos;

* Boa leitura a todos!

Capítulo 1 - O Início


Fanfic / Fanfiction A Última Herdeira - Capítulo 1 - O Início

"Há muito tempo, quando deuses e homens dividiam o mesmo espaço, havia uma época na qual deuses deixavam seus reinados e se uniam aos humanos. Essa união, muitas vezes, gerava frutos, os conhecidos por nós como semideuses".
 

Lya era uma guerreira que vivia em uma pequena aldeia na cidade de Oia, Grécia. Em sua aldeia, todos, a partir dos 7 anos, independente do sexo, eram brutalmente treinados para proteção da aldeia e de seus habitantes. Os treinamentos eram intensos, árduos e desumanos. Muitas vezes, os guerreiros treinados passavam fome, frio, sede, eram expostos a dores extremas e forçados a lutar com feras noturnas, tudo para o bem da aldeia e do exército.
Ela fazia parte do exército mais temido da região, justamente por serem os mais condecorados entre toda a população aldeona e, naqueles dias, eles estavam em guerra.

A guerra era massacrante, como todas são. Eles estavam em menor número, não significando que se renderiam ou negociariam com o inimigo. Quem, em sã consciência, negociaria com tiranos? Lya, e todo seu exército (a maioria mulheres), partiam para cima do inimigo, cortando, decapitando, estripando.... Como eram magnificas à luz do luar, com aquelas armaduras, espadas e escudos em punhos, lavando o chão com sangue inimigo, vitoriosas. Qualquer mortal cairia aos pés daquelas mulheres, pela sua imponência, agilidade e precisão com as armas (até então, manejadas apenas por homens no exército inimigo).

Se mortais cairiam aos pés delas, posso dizer o mesmo sobre os imortais. Naquela noite, o deus Hades decidiu sair de seu reinado para captar as almas dos mortos naquele campo de batalha. Impaciente, pois ao contrário dos outros deuses, não costumava perambular pelo mundo dos mortais apenas por diversão. Enquanto emergia pelas sombras da densa floresta que rodeava o então campo de batalha, não pôde deixar de notar a grandeza da batalha que era travada. Mas algo o hipnotizou naquele campo. Ele olhava atentamente para uma guerreira, que nesse momento, ceifava a vida de mais dois inimigos. Ela era magnifica: Pele clara que se acentuava à luz do luar, corpo malhado (resultado dos treinamentos desde os 7 anos de idade) e, claro, como não é segredo, praticamente seminu. Os movimentos que ela fazia com o corpo, a medida que lutava, o enfeitiçavam. Ares, o deus da Guerra e da discórdia, ao perceber que o "amigo" estava encantado, decidiu quebrar o silêncio:

- Ora vejam só! – Gargalhou – O que temos aqui... Deus do submundo, gostando da minha festinha? Acredito que tenha vindo até aqui para reclamar, afinal, tenho enchido seu reino... Nesses dias de batalha há muitas mortes. Mas, espere... Existe algo mais interessante aos seus olhos... minha adorada Lya. – Ao terminar de dizer o nome da guerreira, gargalhou mais uma vez, olhando para o campo de batalha.

- Ares, prazer em vê-lo também. – Sussurrou Hades. – E não, na verdade não vim reclamar, afinal, pessoas morrem. Vim apenas colher algumas almas pessoalmente, afinal, a "equipe" está tendo trabalho extra nos últimos dias. Não tenho mais lacaios para esse serviço, se é que me entende. – Sorriu, mas, em momento algum, tirou os olhos de Lya.
 

- Ora, ora... Pessoas morrem. Isso é verdade. E meu trabalho e fazer com que se matem. Acho justo assim. – Bradou Ares, incomodando Hades e o tirando a concentração. – Mas por hoje basta!


Ares bate com sua enorme espada no solo, fazendo com que os inimigos recuem e se retirem. Lya tenta, em vão, correr e ataca-los. 

- Covardes imundos! – Grita. Em seguida, ergue as duas espadas no ar, cruzando-as. – Irmãs, vitória!

É possível ouvir gritos de guerra por todos os lados. Lya, como general do exército, faz um breve discurso exaltando a coragem e determinação de todas. Após o fim, ordena que recolham seus mortos.

- Recolhamos nossos mortos. – Diz, com o mesmo tom autoritário de sempre, porém doce.

Ela e todas as combatentes procuram entre os corpos os mortos que as pertencem e os colocam próximo às arvores da floresta. Lya se vira ao sentir um vento gelado em sua nuca. Tira o elmo e revela um longo cabelo cor de cobre (até os quadris) e belos olhos negros.

- Alguém se esconde? – Falou ao notar uma sombra nada familiar por entre as árvores. – Prometo não lhe fazer mal algum, desde que não haja com covardia para conosco! – Diz de forma certeira e precisa.

A sombra aos poucos se revela.

- Lya... Como vai, minha mais ágil guerreira? – Era Ares, acompanhado por mais alguém.
 

- Ares, então foi você quem acabou com a batalha de hoje? – Olha para ele incrédula, quase que o desafiando, de igual para igual..
 

- Sim, minha cara, mas por uma boa razão. – Ele diz sorrindo diabolicamente – Sabemos que esses dias de batalha estão intensos, muitas mortes, muito sangue. Eu, particularmente gosto disso, mas meu amigo aqui... Er, digamos que ele está com problemas... – Gargalhou antes de continuar. - ... O barqueiro não está dando conta de lhes levar as almas. 
 

- Entendi. E, quem seria o seu amigo? – Disse Lya,olhando por trás dos ombros de Ares. Pôde perceber que se tratava de um homem. Trajava um manto negro sobre os ombros, o que o dava uma aparência imponente. Também  trajava uma armadura negra, que reluzia à luz da lua. Não era possível reparar no corpo, pois a armadura era grande e o cobria por completo. Ela apenas pôde perceber que era um homem com aparência jovial, pele mais clara que a neve, olhos tão azuis quanto os mares da Grécia e que em sua cabeça, pairava uma coroa negra.

- Ah, ele... - Gargalhou Ares. - ...Ele é Hades. O senhor do submundo e rei dos mortos. Já deve ter ouvido falar dele. Parece meio tímido com sua presença, mas até agora há pouco, estava hipnotizado admirando a mais bela das guerreiras em... - Um barulho tirou a concentração de todos e fez com que Ares parasse abruptamente de falar. Hades o tinha presenteado com um belo soco nas costas.

- Ai, isso dói! - Disse Ares. - Enfim, é por isso que finalizamos mais cedo minha cara. Acho que meu amigo aqui gostaria de recolher seus mortos com você... Me deem licença... - E como num piscar de olhos, Ares desapareceu, com um sorriso triunfante no rosto que fez com que Lya estremecesse. 

- Perdoe pelos modos dele, Lya. - Disse Hades, agora podendo usufruir melhor da visão que tinha em sua frente. Uma linda mulher, de pele clara (não como a dele, claro), com olhos negros como a noite e cabelos acobreados, vivos, a luz da lua. As manchas de sangue e o pouco de suor que ainda caiam de sua face por conta do elmo sufocante o encantavam mais ainda, porém, era um deus... Diferente de seus "amigos", dificilmente era visto no mundo dos mortais e até então, nunca tinha contemplado uma tão de perto.

- Sem problemas, estou acostumada aos modos de meu pai. - Disse Lya, sorrindo para Hades, que agora se derretia ao mirar a visão que nenhum de seus sonhos poderia contemplar... Uma bela mulher, muito bela, mas... Pai??

- Seu... Pai? - Disse ele incrédulo.

-Sim, meu pai. Em uma de suas andanças pelo nosso mundo, ele se encontrou com minha mãe. E você deve saber do resto, não? Alias, como anda ela? Foi para seu reino recentemente, vítima dessa guerra que nos assola... - Um ar de tristeza pôde ser sentido nesse momento. Lya, a guerreira imponente, sofria pela morte de alguém importante, alguém que anos atrás a ensinara como lutar.

- Sua mãe? Lya, não costumo falar com aqueles que entram em meu reinado dessa forma. Sou um deus e...

- Está falando com uma mortal agora. - Diz Lya de forma implacável.

- É diferente. Você ainda não está em meus domínios...

- Significa que logo estarei? - Gargalhou Lya ao terminar a pergunta. - Hades, não me entenda mal... Não pretendo conhecer seu reino antes de te mandar mais umas toneladas de inimigos. - Sorriu novamente.

- Parece muito decidida. - Disse, enquanto a fitava mais de perto. Tinha um ferimento na cabeça, não muito fundo, que sangrava um pouco. Com seu manto, ameaçou limpá-lo.

- Ei? O que está fazendo? - Em um movimento rápido, Lya desembainhou  suas espadas e as apontou diretamente para o pescoço de Hades. - Queres me matar? Ou morrer por minhas mãos?

- Lya... - Disse em tom roco e fraco. - ...Jamais. Se bem que sou um deus, não creio que possa morrer. Caso eu morra, sendo o deus da Morte, quem governará em meu lugar? - Sorriu. Dessa vez, Lya o contemplava. Era muito diferente de Ares... Não pelo porte físico, era tão atlético quanto, mas pela educação, pelo modo de falar. Era um lorde, comparado aos homens que viviam naquele tempo e a alguns deuses que conheceu.

- Certo. - Embainhou as espadas e continuaram a carregar os mortos. Quando acabaram, Lya sentou-se ao chão e logo, Hades estava ao seu lado.

- Veio pessoalmente recolher as almas de meus inimigos? Por acaso Ares falava sério?

- Não. Na verdade, vim saber de onde jorra o sangue que mancha o teto de meu reino. Essa guerra está mais sangrenta e mais violenta do que muitas que pude presenciar nesses milênios de reinado.

- Entendo. - Disse Lya, olhando para Hades. - Espero que não se importe, eu e minhas irmãs temos um jeito diferente de comemorar nossa vitória... - Sorriu e se levantou. Gostaria de conhecer nossa aldeia? - Apontou para um montante de casinhas próximas.

- Como disse, não tenho hábitos como Ares ou outros. - Replicou Hades. - Mas, vindo da rainha da aldeia, não posso recusar tal convite. - Disse, sorrindo pela primeira vez de forma mais aberta.

- E como sabes que sou rainha? - Lya riu alto. - Diferente de você, não adorno minha cabeça com coroas... - Levantaram-se e seguiram até a cavalaria que esperava.

Lya subiu em seu belo cavalo negro e fez menção à Hades.

- Pode subir. Não contávamos com um convidado hoje.

Hades sorriu e aceitou o convite. Subiu no cavalo e, pelo seu porte físico, teve que literalmente colar o corpo no de Lya para prosseguirem. Tocou, sem qualquer maldade, a cintura dela, sentindo a textura de sua pele macia... Como uma mortal poderia mexer com ele em tão pouco tempo? Como poderia ela ter um magnetismo tão forte e sedutor, mesmo não fazendo esforço algum para seduzir? Ele se perdia nos pensamentos enquanto cavalgavam até a aldeia. Estava tão perdido em seus pensamentos que só despertou quando Lya informou que haviam chego.

Desceram da cavalaria e seguiram até um tipo de taverna. As irmãs, como Lya chamava, se dispersaram no caminho e ela e Hades seguiram. Entraram por uma portinhola estreita e lá estavam todos, festejando a grande vitória das guerreiras.
Lya olhou para todos os cantos e, ao entrar, fez um breve discurso, que acalorou o coração de todos e todas do local. Hades se via encantado pela eloquência e pela desenvoltura dela com as palavras, sentia-se entorpecido pelo tom de voz ora doce, ora autoritário da grande guerreira Lya e, novamente, foi desperto de seus pensamentos com as palmas e gritos de guerra dos presentes.

Ao terminar o discurso, Lya o sentou em uma das cadeiras e pediu que o servissem algo. Foi a outro aposento reservado e demorou alguns minutos para retornar. Hades bebia o líquido doce e viscoso que lhe ofertaram, era vinho, e pela primeira vez o senhor da morte estava o bebendo. Foi algo novo, assim como as festanças que faziam naquela noite. "Será que é por essas coisas e outras mais que meus "irmãos" costumam brigar entre si para virem ao mundo dos mortais?", ele se questionava internamente. E novamente, Lya o desperta do transe e dessa vez, se torna a rainha não só daquela aldeia, mas de seus pensamentos.

 


Notas Finais


Continua...


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